Monday, April 27, 2026
spot_img
Home Blog Page 471

Governos vão estudar gasoduto que ligue Moçambique ao Malawi

Moçambique e Malawi vão estudar a possibilidade de construir um gasoduto que ligue as reservas do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, até ao território malauiano, anunciaram ontem os dois países num comunicado conjunto.

“As delegações dos dois países acordaram analisar a possibilidade da construção de um gasoduto do Rovuma ao Maláui para a importação de gás de Moçambique” por aquele país vizinho, do interior de África, lê-se no documento consultado pela Lusa.

O comunicado inclui as decisões tomadas durante a visita do chefe de Estado do Malawi, Lazarus Chakwera, a Moçambique, entre quinta-feira e domingo. A visita decorreu numa altura em que o Malawi é um dos países que apoia o combate ao terrorismo em Cabo Delgado no âmbito da missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Além do gasoduto, e ainda no capítulo da energia, os dois países acordaram “negociar um possível joint venture para o desenvolvimento de uma barragem hidroelétrica nas quedas de Zoa”, no rio Ruo, que estabelece a fronteira entre os dois países, “com a capacidade de 41 megawatts”.

Moçambique obteve ainda luz verde do Malawi para o desenvolvimento da mini-hídrica de Berua de 1,9 megawatts para a partilha pelas populações de Milanje em Moçambique e Thyolo no Maláui.

Houve também acordo quanto à proposta do Maláui de iniciar a negociação com Moçambique sobre “o estabelecimento de um corredor diplomático de dados na Internet, para permitir que o Maláui se ligue ao cabo de fibra ótica em Moçambique”.

No âmbito da cultura e da língua, o comunicado conjunto refere a decisão de “introduzir o ensino da língua portuguesa junto dos malauianos e a formação de diplomatas do Maláui numa universidade diplomática em Moçambique”.

O Maláui partilha a maior extensão das suas linhas de fronteira com o norte e centro de Moçambique, país que lhe permite o acesso ao oceano Índico para acesso a mercadorias e a partir do qual obtém parte da energia que consome.

Porto de Maputo investe dois milhões de dólares para reabilitar área de acesso para pesados

O Porto de Maputo vai iniciar, na próxima semana, as obras de requalificação do Portão 1, de acesso a pesados, orçadas em mais de dois milhões de dólares americanos, que inclui todas as obras de requalificação da cintura portuária.

O projecto surge no âmbito da assinatura de um memorando de entendimento entre a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e o Conselho Municipal de Maputo, em Agosto de 2020, com o objectivo de realizar diversas obras de infra-estrutura com vista a reabilitar, organizar, dinamizar e requalificar a cintura portuária.

Segundo o jornal Domingo, as obras iniciaram no último trimestre de 2020 com a requalificação da cintura portuária ao longo da Av. Mártires de Inhaminga e a construção de um terminal rodoviário na Av. Zedequias Manganhela para a alocação dos autocarros que antigamente congestionavam a Praça dos Trabalhadores.

As obras estão a entrar na fase conclusiva com a requalificação do acesso para camiões de carga e descarga, na zona adjacente ao bairro Luís Cabral.

Trata-se de uma obra que irá ajudar não só a mitigar problemas de congestionamento na N4, como proporcionar melhores condições de trabalho aos camionistas que acedem ao porto.

Refira-se que, no próximo mês, o Porto de Maputo apresentará publicamente o seu novo plano-director que prevê, entre outros, um aumento da capacidade de manuseamento dos actuais 32 para 42 milhões de toneladas por ano.

Moza assina acordo para financiamento de empreendimentos rurais com Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural através do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Moza Banco acabam de assinar um Contrato para Gestão de um Fundo do Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais (REFP) até – Setembro de 2024.

Trata-se de um projecto cujo objectivo é contribuir para a melhoria da subsistência dos agregados familiares nas zonas rurais, bem como aumentar a disponibilidade de acesso e uso ajustável – acessíveis, inovadores e adequados – de serviços financeiros sustentáveis e inclusivos, bem como de serviços de apoio técnico.

Para atingir os objectivos traçados o projecto será implementado através de três componentes técnicas, com destaque para a componente do acesso melhorado aos serviços financeiros adaptáveis para empreendedores rurais, composto por um Programa de Promoção de Graduação, Inovação e Expansão, um Fundo de Mobilização de Investimento e uma Linha de Crédito, toda sob Gestão do Moza.

Depois da assinatura do contracto, Avelino Jeque, o Director da Banca de Investimentos Internacional do Moza Banco, garantiu Rigor, Transparência, Integridade e Ética na gestão dos fundos recebidos, “e uma gestão prudencial alinhada com as melhores práticas, princípios e valores, subjacentes à forma de estar e de actuação do Moza Banco. É nosso objectivo, enquanto Banco de moçambicanos e para moçambicanos, com profundo conhecimento da realidade local, desempenhar um papel activo no desenvolvimento do País, colaborando com as diversas entidades, e em particular com o Governo da República de Moçambique a todos os níveis em prol deste desiderato”, finalizou Jeque

Por sua vez, o coordenador do Projecto de Financiamento de Empreendimentos RuraisRufino Duvane, defendeu que a assinatura do contracto com o Moza Banco como gestor de fundos do Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais (REFP), constitui um grande passo para a materialização dos objectivos do projecto, que permitirão o alcance da principal meta que é o acesso de serviços financeiros pêlos empreendedores rurais, “por isso, gostaríamos de endereçar os nossos parabéns a equipa do REFP, a direcção do MADER  e ao Moza Banco. Esperamos que a curto prazo, os resultados decorrentes deste contracto possam ser alcançados e com a convicção e a certeza de que o Moza Banco saberá levar este barco a bom porto”.

O representante do Moza Banco saudou igualmente o Governo e demais parceiros pelo seu compromisso e pela sua visão consubstanciada pela forte aposta nesta componente e que já apresenta resultados concretos e animadores, “esperamos que o Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais seja mais um ganho irreversível neste domínio”.

CASP XVII: o que significa para a economia nacional?

O que é CTA? O que é CASP? E o que significam para o crescimento económico do país? Estas são as curiosidade que o Profile pretende decifrar através deste artigo. O desenvolvimento económico de uma sociedade passa pelo engajamento dos agentes económicos, sendo muito proeminentes os empresários que movem a indústria produzindo riqueza. No entanto, para que tal ocorra é necessário que se crie condições sociais e políticas viradas à agenda de crescimento económico, como leis, decretos, programas governativos.

CTA

É neste contexto que aquando das reformas ocorridas no âmbito do Programa de Reabilitação Económica (PRE), com o objectivo de transição de uma economia planificada para a de livre mercado, é criado um programa que visava privatizar as empresas públicas. Contudo, estas mudanças não foram totalmente eficazes porque não estavam criadas condições suficientes para alimentar a transição, várias leis criadas no âmbito da economia planificada do país prevaleceram por mais anos e se colocam muitos obstáculos para a actividade empresarial.

Constatando estas e outras dificuldades da classe empresarial moçambicana, é criada em 1996 a CTA que era sigla para Comissão de Trabalho das Associações e funcionava como um fórum para coordenar a interacção entre o Estado e as empresas, promovendo o empreendedorismo e um ambiente de negócios melhorado. Ademais, três anos mais tarde a Comissão passa a ser entendida como Confederação das Associações Económicas de Moçambique, porém, mantendo a sigla CTA tal como ocorre até aos dias de hoje.

CASP

Se a CTA foi criada para representar os interesses e servir de plataforma da para o sector privado diante do Governo e da Sociedade, é óbvia a necessidade de criação de uma plataforma específica de comunicação entre as partes. É neste sentido que desde a criação da CTA tem havido um diálogo anual, não obstante alguns adiamentos devido a circunstâncias adversas como a recente educação adiada desde 2020 devido à Covid-19.

De acordo com documento da Associação de Comércio, indústria e Serviços de Moçambique (ACIS Moçambique) publicado em 2017, a primeira Conferência Anual do Sector Privado (CASP) teve lugar em 1995 e sempre decorreu com a presença de uma representação do governo ao mais alto nível, ou seja, com o Presidente da República. Entretanto, paralelamente decorrem também, em função das agendas, fóruns regionais do sector privado juntando representações do governo e as associações económicas a nível das regiões Centro, Sul e Norte sob organização da CTA.

As conferências anuais são sempre organizadas sob um lema e sob a identificação de um problema ou desafio específico que se pretende resolver e servem de espaço de partilha de opiniões sobre as possíveis saídas desses problemas. O governo, por sua vez, apresenta na conferência a sua percepção ou postura em relação às ideias propostas ou em relação aos próprios desafios que vislumbram.

O que esperar das reuniões como a CASP XVII?

A CASP XVII realizada entre 30 de Março e 1 de Abril últimos teve como lema “Transformar o ambiente de negócios para a recuperação económica” e juntou mais de mil participantes na cidade de Maputo.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma publicou na sua conta da rede social Twitter que a CASP XVII “realizou-se num momento em que renascem as expectativas de uma retoma. Retoma que é impulsionada pelo mais recente anúncio do FMI, o que faz renascer a esperança de maior competitividade e desenvolvimento da nossa economia”. A posição de Vuma toma relevância num contexto em que o país recupera-se do efeitos gravosos da pandemia e dos sete anos sem apoio do FMI à economia nacional.

É neste sentido que as conversações da conferência em si, assim como os contactos posteriores entre todos os intervenientes do evento, fazem-se cada vez mais promissores de um ambiente de negócios próspero e capaz de responder aos desafios socioeconómicos do país.

EXPO Dubai: retrospectiva da participação de Moçambique

A Exposição Internacional de Dubai 2020 decorrida entre 1 de Outubro de 2021 e 31 de Março de 2022 foi recentemente o maior evento de intercâmbio mundial, juntando homens de negócios, artistas e intervenientes de diversos sectores de actividade e Dubai, a capital dos Emirados Árabes Unidos.

O evento estabeleceu um frente-a-frente que abordou cultura, tecnologia, política e negócios, reunindo mais de 200 intervenientes incluindo países, inovadores, ONG, empresários, criativos e universidades numa partilha de experiências. Com o lema “Conectar Mentes, Criar o Futuro”, a Expo 2020 é organizada e projectada para apresentar perspectivas de convivência humana no futuro em três pontos-chave que sugerem respectivos pavilhões: a sustentabilidade, a mobilidade e as oportunidades de exploração das potencialidades de todos.

O evento, que teve curso com um ano de atraso decorrente das exigências restritivas da Covid-19, comportou pavilhões de exposição de diversos países e respectivos dias nacionais. A participação de Moçambique foi organizada a nível do Governo que, para este efeito, criou o Comissariado Geral para a Expo Dubai 2020 (COGEDU). Esta entidade foi tutelada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro e foi responsável pela execução das directrizes definidas pelo governo nas actividades da exposição que se estruturam em quatro pilares: energia, agricultura, turismo e infra-estruturas.

No dia 7 de Fevereiro (2022), celebrou-se o dia de Moçambique no evento, que contou com a direcção do Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário. Na abertura da celebração, destacaram-se a içada da bandeira de Moçambique no pavilhão, a entoação do hino nacional e a actuação dos artistas moçambicanos Valdemiro José, Onésia Maholove e Mr. Kuka. Ainda no dia de Moçambique, teve curso o Fórum de Negócios Moçambique-EAU que contou com a presença de autoridades e empresários de Moçambique e dos Emirados Árabes Unidos que tiveram a oportunidade de apresentar suas potencialidades e projectos de negócios.

Ao fim deste fórum, Moçambique sai com grandes perspectivas de estreitamento da cooperação económica com os Emirados Árabes Unidos. Em seu discurso de despedida, o Primeiro-Ministro garantiu aos empresários a criação de uma “task force” dos ministérios ligados às áreas de interesse dos empresários árabes, encabeçada pela Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) com o fim de tornar flexível a materialização dos interesses manifestados no Fórum.

Moçambique espera comercializar 17 milhões de toneladas na nova campanha agrícola

O Governo moçambicano espera comercializar 17 milhões de toneladas de produtos na campanha agrícola 2021/2022, anunciou ontem o chefe de Estado, Filipe Nyusi.

“Não nos vamos humilhar importando aquilo que podemos produzir e bem”, disse o chefe de Estado moçambicano, no lançamento da campanha agrícola 2021/2022 em Marracuene, na província de Maputo.

Dos 17 milhões de toneladas de produtos que Moçambique espera comercializar, a previsão é que 45% correspondam a raízes e tubérculos, 21% de cereais, 13% de hortícolas, 11% de leguminosas, além de outros produtos.

“Caros agricultores, há que intensificar o cultivo da batata e da cebola. Não só por ser um negócio com mercado seguro, mas este exercício vai equilibrar a nossa balança comercial”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

O Governo, que definiu a agricultura como uma prioridade da economia moçambicana, tem apontado a industrialização do setor e aposta na comercialização como um dos seus principais desafios.

No âmbito das estratégias para reforçar a capacidade dos pequenos agricultores e impulsionar a industrialização, o Governo de Moçambique lançou, em fevereiro de 2017, o programa “Sustenta”, que tem sido o pilar do setor agrário nos últimos tempos.

O programa contou com um apoio inicial de 16 mil milhões de meticais (218 milhões de euros, no câmbio atual), desembolsados pelo Banco Mundial.

Como forma de resistir aos altos índices de pobreza e à desnutrição crónica, a maior parte da população moçambicana, que vive em zonas rurais, recorre à agricultura de subsistência como único meio de sobrevivência.

BIM, BCI e Standard mantêm-se como bancos de importância sistémica em Moçambique

O Banco Internacional de Moçambique (Millennium BIM), o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Standard Bank mantêm-se como as três instituições de crédito de importância sistémica, anunciou o regulador moçambicano.

São os mesmos que no ano anterior, com BCI e Millennium bim a trocarem de posição.

No rácio consultado hoje pela Lusa que mede a importância para o setor, rotulada com a sigla inglesa D-SIB, o Millennium bim encabeça a lista com 251 pontos, seguindo-se o BCI com 228 e o Standard Bank com 139.

O banco Absa Moçambique mantém a posição de importância quase sistémica, com 80 pontos.

A lista inclui outras 19 instituições de crédito domésticas que o Banco de Moçambique considera não terem importância sistémica.

A lei prevê que o banco central publique até ao dia 30 de abril de cada ano a lista de instituições de crédito classificadas como ‘D-SIB’ ou ‘quase D-SIB’, com base nos dados reportados em 31 de dezembro do ano anterior.

Tmcel lança serviço inovador com benefícios para pós-pago

A Moçambique Telecom, SA. (Tmcel) acaba de lançar uma nova oferta denominada “Mais Empresas”, que visa proporcionar vantagens de comunicação gratuita entre colaboradores de instituições privadas, públicas e organizações não-governamentais, a taxas reduzidas.

Trata-se de uma oferta corporativa de voz, dados e SMS que pode ser subscrita por um período de 6, 12 ou 24 meses, sujeita ao pagamento de uma taxa mensal mínima de 500 meticais. Oferece ainda gratuitamente SMS e um elevado volume de megabytes para acesso à internet.

Este serviço inovador pós-pago proporciona aos subscritores tarifas a preços super-reduzidos, maior volume de benefícios e roaming internacional, razão pela qual é considerado ideal para instituições que pretendem reduzir o custo de comunicação com os seus colaboradores ao permitir, igualmente, que a instituição beneficie de chamadas gratuitas.

O “Mais Empresas” compreende um total de seis pacotes, que oferecem minutos para todas as redes, megabytes e SMS a uma taxa mensal a partir de 500 meticais.

OUTRAS NOTÍCIAS

Exxon investe se for levantada cláusula de “força maior”

Grupo Entreposto irá lançar Isuzu D-MAX

Exxon investe se for levantada cláusula de “força maior”

A petrolífera Exxon Mobil anunciou que pode tomar uma decisão final de investimento em Moçambique, quando a francesa Totalenergies levantar a cláusula de “força maior” que ativou para suspender o seu projeto de gás natural no norte do país africano, disse à Lusa fonte do Governo de Moçambique.

De acordo com a mesma fonte, a informação foi prestada pelo vice-presidente da Exxon Mobil para África, Walker Keinsteiner, durante um encontro em Washington com o ministro da Economia e Finanças moçambicano, Max Tonela, numa declaração sobre o tema: “Vamos retomar o processo da FID [sigla inglesa de decisão final de investimento], logo que haja o levantamento da declaração de força maior”.No mesmo encontro, a Exxon manteve a ideia de que o desenvolvimento dos projetos de gás natural em Moçambique é uma “prioridade”, manifestando satisfação com os progressos registados no combate aos grupos armados na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, com reservas de gás que estão entre as maiores do mundo.

De acordo com a mesma fonte do Governo moçambicano, o vice-presidente da Exxon Mobil para África assinalou que os avanços conseguidos pelas forças conjuntas de Moçambique, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Ruanda no combate aos grupos armados que protagonizam ataques no norte do país, transmitem confiança para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento dos projetos de gás natural.

“Isto dá-nos confiança, estamos satisfeitos e estamos encorajados”, disse, citado pela mesma fonte.

No mesmo contexto, Walker Keinsteiner expressou ainda otimismo sobre a perspetiva de regresso das populações obrigadas a fugir das suas zonas de origem nos distritos afetados pela violência armada.

Max Tonela encontra-se em Washington para participar nas Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), tendo previstos encontros com personalidades de instituições financeiras internacionais e do mundo dos negócios.

Os projetos de gás natural da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, conheceram um revés em março de 2022, quando a petrolífera francesa Totalenergies evocou a cláusula de “força maior” para suspender o seu investimento de mais de 20 mil milhões de euros na zona, o maior em África, na sequência de ataques armados na região.

Também no Rovuma, a Exxon Mobil lidera um consórcio que vai produzir gás natural, mas ainda não tomou a decisão final de investimento.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Grupo Entreposto irá lançar Isuzu D-MAX

O Grupo Entreposto irá lançar, brevemente, a nova linha da marca Isuzu. Denominada Isuzu D-MAX. O novo modelo é uma moderna, confortável, mais segura carrinha Pick-Up, com um design rejuvenescido.

Nuno Henriques, do Grupo Entreposto, que representa exclusivamente a marca em Moçambique, afirma que esta 7º geração da ISUZU D Max é de longe a melhor ISUZU, alguma vez produzida. É um produto feito em Africa, por Africanos para utilizar em Africa.

Já estão disponíveis diversos modelos da nova Isuzu para o mercado  Moçambicano. As versões de cabine simples e cabine dupla de caixa manual e automática, com uma motorização de 1.9cc, perfeitamente adaptadas para segmentos de produção, e que nós vamos chamar work line. Em paralelo iremos ter uma versão com motorização 3.0cc esta, apenas com transmissão automática e com equipamento de nivel superior, fazendo face aos requisitos de padrão elevado do segmento,  será lançada com o nome Dinamic”, afirmou Nuno Henriques, garantindo ainda que até Junho próximo, o país terá disponível unidades para a venda em todos os locais onde o Grupo Entreposto está presente.

Paralelamente ao lançamento em Moçambique, decorreu recentemente em  Gqeberha (Port Elizabeth) na África do Sul, a cerimónia de apresentação oficial da Isuzu D-Max. Com a presença do presidente sul-africano Cyril Ramaphoza, e Masanori Katayama, Presidente da Isuzu Japão, a cerimónia que teve lugar no Nelson Mandela Stadium, contou ainda com agentes económicos, governo local , num total de cerca de 1000 convidados.

Numa mescla de culturas africanas e japonesas, a brilhante cerimónia terminou com a realização de um test drive para apuramento das qualidades do D-MAX.

Dirigindo-se aos presentes, o presidente Cyril Ramaphoza disse que a Isuzu Motors South Africa alcança um marco importante, a produção local  da 7ª geração de bakkie Isuzu D-MAX. “O Isuzu Bakkie é um veículo icónico na África do Sul e a marca Isuzu tem sido associada à qualidade e confiabilidade. O facto de este bakkie estar sendo fabricado na África do Sul é mais do que uma questão de orgulho. É uma contribuição bem-vinda ao nosso esforço para expandir significativamente a produção local à medida que trabalhamos para reconstruir nossa economia e criar empregos”.

Ramaphoza disse que a indústria automóvel é um dos sectores mais importantes da economia sul-africana. “É uma fonte significativa de emprego e desenvolvimento de pequenas empresas no Cabo Oriental, particularmente em Gqeberha.