Monday, September 7, 2026
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Conselho Municipal e CTA organizam Feira de Negócios e Empreendedorismo

O Conselho Municipal da cidade de Maputo em parceria com a Confederação das Associações económicas de Moçambique (CTA), realizam no dia 25 de Junho, uma Feira de Negócios e Empreendedorismo, inserida nas comemorações dos 47 anos da Independência Nacional.

A  Feira de Negócios e Empreendedorismo terá lugar na Praça da Independência no Conselho Municipal da capital do país.

Para mais informação de participação como expositor contacte a CTA através de: +258 21321002, udari@cta.org.mz

EDM projecta linha de transmissão de 110 KV para central de Tsate

A Empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) está a concluir um estudo de viabilidade para a construção de uma linha de transmissão de 110 KV, com uma extensão de 41 quilómetros, que liga a Central Hidroeléctrica de Tsate, na província de Manica, à rede nacional de energia.

A nova linha vai conectar a central à subestação da cidade de Chimoio. Prevê-se que produza cerca de 50 MW de energia, em linha com os objectivos estratégicos da EDM de garantir o acesso universal à energia até 2030.

“A linha de transmissão será composta por dois segmentos, nomeadamente um circuito duplo que irá interceptar a linha de transmissão de energia existente de 110 KV em Mavuzi, Chicamba, percorrendo aproximadamente 1,8 Km de linha. O segundo segmento será de circuito simples e irá percorrer 39 Km desde a futura subestação de Tsate até atingir a subestação de Chimoio 2”, lê-se no documento da EDM, citado pelo jornal Notícias.

A construção da Central Hidroeléctrica torna o projecto da linha de transmissão uma prioridade, e as obras de construção da infra-estrutura vão iniciar na subestação de Tsate, para ligar a cidade de Chimoio, com uma extensão de cerca de 41 quilómetros.

“O projecto, irá garantir o aumento da disponibilidade de energia eléctrica em quantidade e qualidade, que possa impulsionar o desenvolvimento das áreas a serem beneficiadas pela iniciativa, incluindo a uniformização do acesso à energia”, disse uma fonte da EDM.

CTA e BAD traçam estratégias para potenciar sector do agronegócio

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), traçam estratégias visando potenciar o sector do agronegócio no país, face a iminente crise alimentar, devido ao conflito Rússia-Ucrânia.

Para o efeito, as duas entidades reuniram-se esta terça-feira, em Maputo, para procurar formas de minimizar o impacto da crise de alimentos, subida do preço de combustíveis e condições de crédito.

O Presidente do Conselho Empresarial da CTA, Fernando Couto, aponta o projecto integrado Pemba-Lichinga, recentemente lançado pelo BAD, como sendo estratégico para o investimento agro-industrial, face a escassez de alimentos.

“A agravar esta situação, já existem PME que fizeram contratos com o BAD e que, agora, se vêem com graves dificuldades para o pagamento, devido ao agravamento das taxas de juros e apresentamos esta questão ao BAD para revisitarmos este ponto”, esclareceu Fernando Couto.

Neste contexto, o BAD, que aprovou, recentemente, o financiamento de 1,5 biliões de dólares para agricultores africanos evitarem a crise alimentar provocada pela guerra na Ucrânia, revela que está em discussão o valor a alocar ao país.

“O investimento destina-se a todos os sectores envolvidos na agricultura, para fazer com que o continente africano venha suportar a crise. Queremos que a CTA saiba sobre os nossos projectos e acções a serem desencadeadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento”, esclareceu o representante residente do BAD, Cesar Abogo, em conferência de imprensa.

Empresa dos EUA oferece 20 milhões de dólares para comprar açucareiras de Xinavane e Mafambisse

A Lusitania Investment Capital LLC, uma empresa com sede nos Estados Unidos da América, está a negociar com a produtora de açúcar Tongaat Hulett, listada na Bolsa de Valores de Joanesburgo, desde Janeiro deste ano, sobre uma possível aquisição das operações deste grupo em Moçambique.

A Lusitania Investment Capital ofereceu à Tongaat Hulett até R3,5 Bilhões de Rands (o equivalente a 220 milhões de dólares americanos) para a transação de acções integrais das operações de açúcar do grupo em Moçambique.

O valor inclui as participações totais da Tongaat Hulett nas operações agrícolas e industriais em Xinavane e Mafambisse.

Com uma pilha de dívida acumulada de 6,8 mil milhões de randes, a recapitalização planeada com uma injecção de cinco mil milhões de randes, via emissão de direitos, para reduzir a dívida, sofreu um grande golpe por depois de uma decisão do Takeover Regulation Panel (TRP), da África do Sul, que retirou uma isenção anteriormente concedida à empresa da obrigação de fazer uma oferta obrigatória aos seus accionistas.

Recentemente, a Tongaat Hulett adiou a divulgação dos seus resultados anuais para o exercício encerrado em Março de 2022 para uma data desconhecida.

A venda dos activos de Moçambique pode ser a solução para a liquidação de quase metade da dívida do grupo.

Contactada para comentar, a Lusitania respondeu, por e-mail, que “a empresa está envolvida em várias operações em todo o continente africano com o objectivo de desenvolver operações de crescimento sustentável de alimentos, agronegócios e agroindústria que lidam com a segurança alimentar” e é nesse contexto que pretende investir em Moçambique.

SNV apoia mais de 1200 jovens com kits de insumos agrícolas  

A SNV Moçambique, Organização Holandesa de Desenvolvimento, através do projecto de Desenvolvimento de Cadeias de Valor e Oportunidades de Emprego para Jovens, OYE, está a trabalhar desde 2021 com 33 comunidades do distrito de Montepuez, Balama e Namuno na promoção da resiliência económica na agricultura para deslocados internos.

Num horizonte temporal de 2 anos, esta intervenção que conta com o financiamento do Reino dos Países Baixos e o apoio do governo local, surge pela necessidade de melhorar as perspectivas económicas dos deslocados internos, além de apoiar as comunidades de acolhimento afectadas pela situação de insegurança na província de Cabo Delgado. Desde o início deste flagelo, estima-se que mais de 732.227 pessoas tenham sido deslocadas internamente em todo o país, sendo a maior parte (90 por cento) na província de Cabo Delgado.

Como forma de reduzir a pressão social e apoiar as comunidades, em 2021, a SNV Moçambique com o apoio do Governo da província de Cabo Delgado, iniciou a implementação da componente de IDPs, como forma de gerar o auto-emprego e o desenvolvimento da capacidade agrícola através do aumento da produção e da produtividade agrícola e a melhoria dos meios de subsistência naquela região do país.

O grupo de beneficiários é composto por jovens com idades compreendidas entre 18 e 30 anos, oriundos de diferentes pontos de Cabo Delgado com destaque para Mocímboa da Praia, Muidumbe e Macomia. Uma característica comum dos deslocados internos, é que na sua maioria, perderam os seus bens, membros das suas famílias e movimentaram-se para Montepuez, Balama e Namuno na esperança de iniciar uma vida nova.

Com o projecto OYE, estes jovens receberam kits de insumos agrícolas, compostos por sementes certificadas de hortícolas, fertilizantes, pesticidas, regadores, pulverizadores, enxadas, catanas, entre outros materiais. Uma vez que boa parte deles vem de uma região costeira e sem experiência no sector de agricultura, a SNV está a fornecer assistência técnica sobre novas tecnologias agrícolas com destaque para as técnicas de agricultura de conservação bem como apoio nas ligações com as empresas locais para a comercialização dos seus produtos.

“Sou natural de Muidumbe e vim para Montepuez porque estava a fugir da guerra. Na minha terra eu era pescador e estava acostumado a trabalhar no mar mas hoje com o projecto OYE estou a aprender a trabalhar com agricultura. Já aprendi a preparar a terra, a fazer canteiros e técnicas de irrigação. Não vejo a hora de começar a colher os produtos da machamba e poder construir uma casa nova para a minha família.” – Augusto Agostinho, jovem de 20 anos de idade deslocado do distrito de Muidumbe.

Espera-se com esta intervenção, aumentar o emprego dos jovens deslocados e das comunidades de acolhimento através da sua inclusão nas cadeias de valor agrícola, melhorar o desempenho dos deslocados, incluindo das empresas agrícolas bem como melhorar o ambiente para a coexistência dos deslocados e das comunidades de acolhimento.

Desde o seu início, o projecto já apoiou cerca de 1202 famílias sendo que até o final do ano de 2022 a meta é alcançar 1.500 famílias de jovens deslocados nas comunidades de acolhimento em Montepuez.

Implementado pela SNV desde 2019 e em parceria com a Technoserve, o projecto OYE tem a duração de quatro anos e conta com o financiamento da Embaixada do Reino dos Países Baixos no valor de 11,150,000.00 Euros. O projecto traz uma abordagem no mercado com forte enfoque na criação de oportunidades económicas em cadeias de valor de elevado potencial (soja e horticultura) e de emprego para jovens e mulheres.

Sobre a SNV

SNV, Organização Holandesa de Desenvolvimento é uma ONG, sem fins lucrativos, presente em Moçambique desde 1995, que trabalha directamente com comunidades vulneráveis bem com governo e com sector privado em 24 países, com objectivo de aumentar a renda das pessoas e o acesso a serviços básicos nos sectores de Agricultura, Energia e água.

Website: www.snv.org/country/mozambique

Website: https://snv.org/country/mozambique

Facebook: https://web.facebook.com/snvmoz

Twitter: https://twitter.com/MocambiqueSnv

Instagram: https://instagram.com/snvmoz?igshid=YmMyMTA2M2Y=

 

PCA do Moza Banco distinguido com o prémio de liderança empresarial africana

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco João Figueiredo, acaba de ser distinguido pelo “African Business Leadership Award”, com o prémio “Liderança empresarial inspiradora em África” em reconhecimento pela sua excepcional capacidade de liderança, em contexto de mudança.

O prémio é atribuído pela African Leadership Magazine, uma publicação pan-africana baseada em Londres, e que concentra-se em trazer o melhor de África para uma audiência global, procurando desenvolver soluções para desafios peculiares que o continente enfrenta hoje.

De acordo com a publicação, João Figueiredo mereceu esta distinção por ter “demostrado um claro sentido de propósito na sua actuação tendo impulsionado os outros para um desempenho extraordinário”. A cerimónia oficial de entrega do prémio está agendada para o próximo dia 04 de Julho.

Recorde-se que em Fevereiro último, o dirigente bancário foi distinguido pela mesma publicação com o prémio “excelência na gestão de negócios em Africa”, em reconhecimento pelo seu contributo para o crescimento e desenvolvimento do Moza Banco, em particular o seu preponderante papel na recuperação do Banco de uma perda de 776 milhões de meticais em 2019 para um lucro de 146 milhões de meticais em 2020.

NAS Mozambique launches Meet and Assist Service

National Aviation Services (NAS), the fastest growing aviation service provider in emerging markets, launched this Friday (17), the first Meet and Assist Service (MAAS) – Pearl Assist, approved by the Ministry of Interior (MOI), at Maputo International Airport in Mozambique.

NAS holds a passenger assistance license issued by the Civil Aviation Institute of Mozambique (IACM) and is authorized to serve passengers in the international arrivals and departures area. Services provided by NAS include visa assistance on arrival, priority access to visa counters, dedicated immigration counter, and dedicated baggage x-ray machine, ensuring that passengers arrive or leave the airport quickly and effortlessly.

Pearl Assist services are provided by licensed, well-trained and experienced passenger service agents who escort passengers through immigration and security; designated rapid access channels through migration, visa assistance and other personalized services. With bilingual skills, they can efficiently assist business and leisure travelers, including individuals and families.

The launch event was attended by Ercília Mucavele, General Manager of Maputo International Airport, Chivambo Mamadhusen, PCA of NAS Mozambique, Migration officials, Mozambique Tax Authority, journalists among other dignitaries.

According to Ercilia Mucavele, General Manager of Maputo International Airport, the launch will boost the guided services to passengers, contributing in the speed of service to passengers without queues, through a dedicated counter to meet their needs and improve their experiences during their trips.

Ercilia Mucavele – Dir. Maputo International Airport

Speaking on behalf of NAS, Guy Michel Yazbeck, Director of Lounges and MAAS, said “NAS has a long-standing relationship with Maputo International Airport, having started lounge operations in 2018. We have a network of over 55 lounges at airports in Africa , Middle East, Asia and Europe. With our comprehensive understanding of airport logistics, our goal is to provide high-quality services that make the travel experience seamless and hassle-free for passengers – both individuals and groups traveling together. As the official Meet and Assist (protocol) service provider at Maputo International Airport, we aim to apply our knowledge and experience to ensure that passengers not only leave the airport quickly, but with the best customer experience.”

MRM alcança 95,6 milhões de dólares no leilão de Rubis

A Gemfields realizou, em Banguecoque, Tailândia, de 30 de Maio a 17 de Junho de 2022, mais um leilão de rubis de qualidade mista tipicamente oferecidos nos leilões da Montepuez Ruby Mining (MRM), tendo alcançado números recorde de todos os tempos em vendas, 95,6 milhões de dólares.

Os rubis em bruto foram todos extraídos na área de concessão da MRM (que é 75% propriedade da Gemfields e 25% do parceiro moçambicano, Mwiriti Limitada). As receitas deste leilão, como sempre, serão totalmente repatriadas para a MRM, em Moçambique, garantindo o pagamento de todos os royalties devidos ao Governo da República de Moçambique e pagos com base nos preços de venda totais.

Após as visualizações, os leilões realizaram-se através de uma plataforma de leilões online, especificamente adaptada para a Gemfields e que permitiu a participação de clientes de múltiplas jurisdições num processo de licitação selada.

Notas de destaque: Leilão de Rubi de Junho de 2022

– Receitas totais de leilão de 95,6 milhões de dólares, recorde de todos os tempos nos leilões da Gemfields.

– Preço médio de 246,69 USD por quilate, um novo recorde para qualquer leilão de rubi de qualidade mista.

– Dos 119 lotes oferecidos, 112 foram vendidos (94,1%).

– 63,5% dos quilates oferecidos no leilão foram vendidos.

– Os 16 leilões de rubis MRM realizados desde Junho de 2014 geraram 827,1 milhões de dólares em receitas totais.

No leilão, 49 empresas fizeram ofertas e garantiram receitas recorde de 95,6 milhões de dólares com um valor médio global de USD 246,69 por quilate. O leilão vendeu 94,1% do número de lotes e 63,5% dos quilates disponibilizados.

A mistura específica do leilão e a qualidade dos lotes oferecidos em cada um deles variam de acordo com o tamanho, cor e clareza, devido a variação na produção mineira e procura do mercado. Por conseguinte, os resultados de cada leilão não são directamente comparáveis.

Chama-se a atenção específica para o facto de que um lote de 29.523,82 gramas (representando cerca de 24% do peso total oferecido) permaneceu por vender e, como resultado, o preço médio por quilate realizado no leilão mais recente é consideravelmente mais elevado do que teria sido se este lote também tivesse sido vendido.

Adrian Banks, Director Geral de Produto e Vendas da Gemfields, comentou: “O nosso primeiro leilão de rubis em 2022 deu resultados verdadeiramente brilhantes, estabelecendo um novo recorde de receitas para qualquer Leilão da Gemfields, 95,6 milhões de dólares. Quando combinado com os dois leilões de esmeraldas da Kagem até agora este ano, as receitas dos leilões Gemfields no primeiro semestre de 2022 ascendem a 181 milhões de dólares americanos contra o nosso recorde anterior do primeiro semestre, que foi de 93 milhões de dólares, fixado em 2018. Apesar de advertirmos que é pouco provável que as receitas do segundo semestre correspondam ao notável na primeira metade, os resultados dos leilões de hoje sublinham mais uma vez a extensão da mudança de etapa que está a ser experimentada no mercado. Agradecemos e felicitamos as nossas equipas trabalhadoras, os nossos parceiros, os nossos governos anfitriões e, claro, os nossos clientes”.

Resultados anteriores estão disponíveis em www.gemfieldsgroup.com

Malawi já recebe combustível importado a partir do porto de Nacala

O Malawi recebeu os primeiros 500 mil litros de combustível, importados a partir do porto de Nacala, o acto marcou deste forma o início de importação de combustíveis, via linha férrea, através do porto de Nacala, em Moçambique.

A retoma do transporte ferroviário de combustíveis, ocorre meses depois de o Presidente Chakwera efectuar uma visita a Moçambique, onde, entre outras coisas, os dois países discutiram mecanismos para o fortalecimento das trocas comerciais.

Nesta primeira fase, o processo está a ser implementado por uma empresa privada, esperando-se que até Setembro próximo, a empresa estatal de importação de petróleos venha a efetivar as suas importações.

O governo malawiano, sem acesso ao mar, prevê que 20% de petróleos devem ser importados ao país a partir da linha férrea e neste momento está a ser importado 15%.

A vice-presidente executiva da empresa de importação de petróleos do Malawi, Helen Buluma, disse que o país irá importar 1,2 milhão de litros de combustíveis diariamente ou uma média de 24 milhões de litros por mês via-férrea quando o projecto estiver estabilizado.

O Malawi tem um stock de 23 milhões de litros de combustíveis em Nacala que aguardam pelo transporte via-férrea.

A Política Nacional de Energia estipula que até 2022, 30% do combustível deverá ser importado por via rodoviária através do Corredor Dar es Salaam na Tanzânia, 50% a partir da Beira em Moçambique e 20 % por ferrovia através do Corredor de Nacala.

O Malawi tem enfrentado altos custos de transporte em combustíveis e produtos diversos, facto que levou o presidente Chakwera a lutar pela retoma das linhas férreas que ligam Malawi a Nacala e Beira, em Moçambique, vias mais acessíveis para a importação de produtos.

Vulcan capacita raparigas em matéria de empreendedorismo

Cerca de duzentas raparigas da cidade de Moatize foram formadas em empreendedorismo e micro-financiamento pela Vulcan. Essa iniciativa visa desenvolver capacidades das raparigas para a sua inserção, manutenção no ensino secundário e para seu empoderamento como factor de desenvolvimento.

As raparigas, maiores de 18 anos, recém-formadas, para além dos certificados de conclusão dos cursos, receberam um financiamento para dar início a pequenos negócios caseiros, para a promoção de oportunidades económicas.

Esta iniciativa é resultado de um levantamento socioeconómico realizado pela Vulcan em Moatize que indica, entre outros factos, uma taxa substancial de desistência escolar secundária da rapariga.

“Com estes cursos e financiamento, esperamos que cada uma consiga gerar os seus próprios negócios e obter lucros que ajudem nas vossas necessidades, e continuem a estudar e consigam se afirmar nas suas comunidades”, afirmou o secretário permanente do distrito de Moatize, Salvador Zacarias.

Falando em representação das raparigas beneficiárias da formação, Mária Pedro Viandro, destacou as ferramentas de gestão de negócios partilhadas durante a formação e as oportunidades que o mesmo poderá abrir nas suas vidas. “Muitas de nós não tínhamos como dar continuidade aos estudos devido a questões financeiras. Com estes projectos podemos abrir negócios e conseguirmos custear os estudos no ensino secundário e até o superior”, afirmou.

Olhando para o cenário de vulnerabilidade das raparigas, a Vulcan decidiu implantar um projecto de empoderamento de raparigas que consiste em actividades de capacitação e empoderamento, de modo a incentivar a sua permanência na escola secundária, onde são um grupo minoritário, e por conseguinte alavancar o desenvolvimento humano das comunidades.

“Percebemos a necessidade de abordar o tema do empoderamento da rapariga como factor de desenvolvimento das comunidades, no entanto o desenvolvimento dos projectos ou negócios não pode fazer com que as raparigas desistam da escola, mas sim que garantam a continuidade dos estudos e abra novas oportunidades para elas”, disse Rosa Luís, representante da Vulcan na cerimónia.