Monday, September 7, 2026
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Governo quer regular preços nos mercados  

O Ministério da Indústria e Comércio vai levar a cabo uma campanha de inspecção, para regular o preço de produtos nos mercados.

Segundo o chefe do pelouro, Silvino Moreno, a campanha resulta da constatação de que os agentes económicos estão a se aproveitar da subida do preço de combustível para tornar os produtos mais caros.

“Aumenta hoje o preço dos combustíveis, e no dia seguinte nas vossas lojas aumenta o preço do arroz, o arroz já estava lá a algum tempo nem, há alguma relação entre essas duas coisas? Não. Aumenta o preço do combustível, no dia senguinte aumenta o preço do açucar. Toda gente aumenta o preço quando o combustível aumenta e a justificação dos que estão na loja é não, é que o combustível aumentou agora é mais caro comprar, mas já tinha o produto na loja, antes de aumentar o preço do combustível”, disse o ministro.

O Ministro da Indústria e Comércio disse, que serão criadas, nos próximos dias, equipas multissectoriais, em todo o país, com vista apurar a verdadeira causa da subida de preços e fazer cumprir a lei.

Sonangol quer produzir hidrogénio verde a partir de 2024

A petrolífera estatal angolana, Sonangol, assinou um memorando de entendimento com as empresas alemãs Gauff e Conjucta para a produção de hidrogénio verde, a partir de 2024.

Segundo um comunicado de imprensa da Sonangol, o acordo surge na sequência de estudos de viabilidade técnica e económica, previamente efectuados, para o financiamento, construção e operação de uma fábrica de produção de hidrogénio verde e produtos derivados, em Angola.

O objectivo é comercializar o produto no mercado local e internacional, em países como a Alemanha, prevendo-se igualmente a criação de empregos.

Citado no comunicado, o ministro dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, realçou na cerimónia de assinatura que, “não obstante a produção de energia alternativa, Angola vai continuar a explorar hidrocarbonetos, com a devida atenção à sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente”.

Já o presidente da Sonangol, Gaspar Martins, adiantou que a empresa se posiciona como companhia de hidrocarbonetos, “com aposta na diversificação do seu portfólio de negócios, que inclui a produção de energia a partir de fontes renováveis, produção e comercialização de hidrogénio verde e seus derivados, biocombustíveis, de entre outros, por intermédio do seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento”.

Os passos seguintes são o desenvolvimento do projecto técnico detalhado e a contratação do empreiteiro, entre outros aspectos, prevendo-se para 2024 o início de produção do hidrogénio verde.

Decisão Final de Investimento para Central Térmica de Beluluane será anunciada até Dezembro

A Decisão Final de Investimento (DFI) para o início da construção da Central Térmica de Beluluane, no distrito de Boane, província de Maputo, será anunciada até Dezembro deste ano, segundo o coordenador do projecto de Beluluane Gas Company (BGC), Marco Morgado.

A materialização do projecto deveria iniciar no fim deste ano, mas o prazo foi prorrogado devido aos atrasos no cronograma das actividades, que, entretanto, não afecta a previsão de início das suas operações em 2026.

Por outro lado, o atraso deve-se a demora na tomada da DFI que, à semelhança da Central Térmica, deverá acontecer até ao fim do ano em curso. E, por agora, “estamos a finalizar os contratos de fornecimento cimento de gás natural”.

Trata-se de uma infra-estrutura com capacidade para gerar dois mil megawatts (MW) de energia, num investimento privado de 2.8 mil milhões de dólares norte-americanos.

A central eléctrica será construída em fases, de acordo com o crescimento das necessidades do mercado energético, devendo a primeira arrancar com uma capacidade de produção de 500 Megawatts.

Prevê-se a importação anual de dois milhões de Toneladas Métricas (TM) de Gás Natural Liquefeito (GNL) para o consumo e geração de energia eléctrica para o país e a região.

Acrescentou que o GNL para a BGC virá de diferentes pontos do mundo, devendo ser descarregado no porto da Matola, numa unidade flutuante de armazenamento e regaseificação.

A partir deste terminal, será construído um gasoduto até à nova central de geração de energia eléctrica no Parque Industrial de Beluluane, através da infra-estrutura da MGC (sócia da Gigajoule) e distribuir-se-á ao mercado da região da África Austral. Toda a infra-estrutura de recepção do gás do porto e a ligação à rede de gasodutos na região irá custar pouco mais de 500 milhões de dólares norte-americanos.

Preços estáveis e valor do Metical

O país celebra esta quinta-feira 16 de Junho o quadragésimo segundo aniversário do dia do Metical. É fundamental que prevaleça uma educação continuada para que todos os moçambicanos valorizem o Metical como um dos símbolos da Nação.

O que são preços estáveis?

Diz-se que os preços são estáveis quando o metical conserva o seu valor ao longo do tempo. Isto permite ter confiança no metical e guardá-lo para usar no futuro.

Se os preços forem estáveis, você pode, por exemplo, guardar os seus meticais para, no futuro comprar, mais ou menos ao mesmo preço, sapatos que custam hoje 4000 meticais.

Se os preços aumentarem frequentemente, ou seja, se não forem estáveis, os sapatos que hoje custam 4000 meticais, poderão, no futuro, custar 6000 meticais, e o dinheiro guardado não será suficiente para comprá-los.

Com os preços a subirem frequentemente, seria difícil completar o dinheiro para comprar os sapatos que você deseja, porque o metical estaria constantemente a perder o seu valor e os sapatos a ficarem cada vez mais caros.

Porque é importante manter preços estáveis?

É importante manter os preços estáveis, pois garantem o seu poder de compra e ajudam-no a poupar para usar o seu dinheiro no futuro.

Quando os preços são estáveis, você pode facilmente comparar os preços dos bens e serviços e tomar as melhores decisões sobre o que comprar com o seu dinheiro.

Assim, os investidores podem também tomar decisões sobre os investimento, com melhor informação, e expandir os seus negócios.

Como podemos medir a estabilidade de preços?

Para medir a estabilidade dos preços usamos o indicador conhecido por inflação.

INP audita projectos de gás para implementação do conteúdo local

O Instituto Nacional de Petróleo (INP) está a efectuar um conjunto de auditorias aos grandes projectos ligados à exploração de gás natural no país para aferir até que ponto estes estão a contratar empresas moçambicanas para o fornecimento de bens e serviços, no âmbito do conteúdo local.

Natália Camba, do INP, explicou que neste momento, está em curso a auditoria à primeira multinacional e que se seguirá um trabalho similar às outras grandes empresas que estão a explorar recursos minerais em Moçambique.

“Os resultados deste trabalho serão conhecidos brevemente”, disse Camba, falando em Maputo, no workshop sobre Governação e Conteúdo Local no Sector de Petróleo e Gás, que juntou especialistas moçambicanos, angolanos, empresários, entre outros convidados.

Camba, justificou a acção do INP com o facto de já existirem algumas empresas moçambicanas com capacidade para fornecer bens e serviços às multinacionais com qualidade exigida. A representante do INP disse estar em preparação uma base de dados sobre os fornecedores de bens e serviços da área de petróleo e gás, contendo também os requisitos para a participação das empresas nacionais.

“O INP já avançou com algumas acções para facilitar a participação das PME, incluindo a elaboração do regulamento para fornecedores e sobre os procedimentos a observar para o registo de mão-de-obra”, afirmou.

Natália Camba, acrescentou estar ainda em preparação a informação sobre os métodos de “procurement” que, contrariamente ao que acontecia no passado, onde somente eram abrangidas empresas contratadas, passa agora a incluir as sub-contratadas.

A fonte reconheceu, entretanto, que desde que iniciaram as pesquisas e durante todo o período de desenvolvimento dos projectos de gás no país, foram implementadas várias iniciativas pelas próprias multinacionais no âmbito do conteúdo local.

Tais acções incluem a divulgação de informações sobre oportunidades de negócios, requisitos, volumes de bens solicitados, entre outros.

Foram ainda desenvolvidos programas de certificação, outras iniciativas apoiadas pelas multinacionais e alguns individuais, bem como a criação de linhas de financiamento específicas dedicadas às Pequenas e Médias Empresas (PME).

Porto de Maputo

SOBRE

O Porto de Maputo, também chamado de complexo portuário de Maputo-Matola, são um conjunto de terminais portuários moçambicanos localizados nas cidades de Maputo e Matola.

HISTÓRICO

Encontram-se na baía de Maputo, na margem norte do estuário do Espírito Santo, que está separada do Canal de Moçambique pelas ilhas da Inhaca e dos Portugueses e pela península do Machangulo.

O porto pertence ao governo moçambicano, sendo este o responsável por sua administração por meio da empresa público-privada de empreendimento conjunto Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC). A MPDC foi instituída para administrar a licença de terminais para carga e descarga, além de terminal de passageiros.

É o maior complexo portuário do país, posicionando-se como o segundo maior da costa oriental africana, além de ser o principal terminal de importação e exportação de cargas de longo curso na nação. Na sua área de influência, estão as principais indústrias de Moçambique. É também o mais movimentado porto moçambicano, superando todos os demais grandes portos nacionais, a saber: Beira (Sofala), Nacala (Nampula), Quelimane (Zambézia) e Pemba (Cabo Delgado).

O porto é o terminal de três linhas ferroviárias — Goba, Limpopo e Ressano Garcia —, escoando produtos da África do Sul, Essuatíni e Zimbábue. Outra ligação de escoamento importante é feita pela rodovia N1. É parte fundamental dos complexos logísticos do “Corredor de Maputo”, do “Corredor do Limpopo” e do “Corredor do Libombo”.

A existência do porto confunde-se com a própria história de Maputo, sendo fundado em 1544. Recebeu estruturas básicas somente em 1850, época em que passou a ser conhecido como Porto de Lourenço Marques pela administração colonial portuguesa.

CONTACTO

P.O. Box 2841. Maputo – Mozambique

Tel: +258 21 34 05 00; +258 21 31 39 21

Email: info@portmaputo.com

Website: www.portmaputo.com

Cashew sub-sector growing 14% in 2021

Cashew nut production in Mozambique took a giant leap last year. According to the National Institute of Almonds and Oilseeds, the cashew sub-sector grew 14% compared to the previous year and the producing families had an overall income of 89 million dollars.

Overall, the institution refers through the statement that the Almonds subsector in the Gross Domestic Product (GDP) of Agriculture stands at about 23%.

Also in the same campaign the data presented show that about 3.8 million seedlings were planted, whose production will begin in 2024, contributing about 1.5 kg per cashew, reaching in the 7˚year between 10 and 12 kg/cashew.

The document also states that as part of the expansion, new plantings have been made in the semi-arid areas of Manica Province. The almond value chain in Mozambique involves 1.4 million Mozambican families, 47 companies and employs 14,960 workers.

The current turnover is about $220 million per year, and is expected to reach about $500 million per year by 2030. One relevant fact, according to the balance presented a few days ago, points to greater benefits for family producers.

In fact, the average prices to the producer went from 19.00 MT/kg to 39.00 MT/kg, in the previous campaign, which sold 146,690 tons, with exports earning 111.6 million dollars, even with the increase in shipping costs by 82% and shortage of ships and containers in port areas influenced by the Covid-19 Pandemic.

Note that there are currently 10 cashew nut processing plants in the country. The global production of cashew nuts in the year 2021 was about 3 900 000 tons, where Ivory Coast remained the leader in production with 970 000 tons.

At the international level it is expected that for the current year, the cashew variety could generate revenues of about 5 billion dollars and a growth of 11% in global production of cashew nuts.

Subsector do caju cresceu 14% em 2021

A produção de castanha de caju em Moçambique deu um salto gigantesco no ano passado. É que segundo o Instituto Nacional de Amêndoas e Oleaginosas, o subsector do caju cresceu em 14% em comparação com o ano anterior e as famílias produtoras tiveram um encaixe global de 89 milhões dólares.

No geral, a instituição refere através do comunicado que o subsector de Amêndoas no Produto Interno Bruto (PIB) da Agricultura situa-se em cerca de 23%.

Ainda na mesma campanha os dados apresentados mostram que foram plantadas cerca de 3.8 milhões de mudas, cuja produção iniciará em 2024, contribuindo com cerca de 1,5 Kg/cajueiro, atingindo no 7˚ano entre 10 e 12 Kg/cajueiro.

O documento refere ainda que no âmbito da expansão, foram feitos novos plantios nas zonas semiáridas da Província de Manica. A cadeia de valor das amêndoas em Moçambique envolve 1.4 milhões de famílias moçambicanas, 47 empresas e emprega 14 960 trabalhadores.

O volume de negócios actual é de cerca 220 milhões de dólares por ano, prevendo-se que atinja cerca de 500 milhões de dólares por ano até 2030. Um dado relevante, de acordo com o balanço apresentado há dias aponta para maiores benefícios dos produtores familiares.

Com efeito, os preços médios ao produtor passaram de 19,00 MT/kg para 39,00 MT/kg, na campanha anterior, a qual comercializou 146 690 toneladas, com as exportações a renderem 111,6 milhões de dólares, mesmo com o agravamento dos custos de transporte marítimo em cerca de 82% e escassez de navios e contentores nos recintos portuários influenciado pela Pandemia da Covid-19.

De referir que existem no país, actualmente, 10 fábricas de processamento de castanha de caju. A produção global da castanha de caju no ano 2021 foi de cerca de 3 900 000 toneladas, onde a Costa do Marfim manteve-se o líder da produção com 970 000 de toneladas.

A nível internacional perspectiva-se que para o presente ano, a casta de caju poderá gerar receitas na ordem de 5 bilhões de dólares e um crescimento de 11% na produção global da castanha de Caju.

 

SAIBA MAIS

EMOSE facilitates access to finance for SMEs in Sofala

The Mozambican Insurance Company (EMOSE), announced its willingness to provide insurance with banks in order to facilitate access to finance for Small and Medium Enterprises (SMEs) based in Sofala province.

The claim of the state-owned insurer comes in a context in which the province, particularly the city of Beira, has been affected by phenomena associated with climate change that have destroyed important public and private infrastructure.

The Chairman of the Board of Directors (PCA) of EMOSE, Joaquim Langa, who made the pronouncement this Wednesday, July 15, during the 2nd Conference of Banking and Insurance, explained that the intervention of his sector aims ensentially to guarantee the access to financing that enables several business initiatives.

“EMOSE has outlined a program in which it will provide with the banking sector, so that the companies interested in accessing loans can do so without fulfilling some requirements demanded by the banking institutions”, said Joaquim Langa.

The meeting which brought together several businessmen had as objective, to share with the local businessmen, the existing solutions for facilitating the financing in the framework of the support after the cyclones Idai and Keneth which caused significant material and financial damages to the private sector of Sofala province.

It should be noted that SMEs make up over 98% of the country’s business fabric and are the main generators of jobs and income for Mozambican families.

EMOSE facilita acesso ao financiamento das PME em Sofala

A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), anunciou a sua disponibilidade em providenciar seguros junto à banca pra facilitar o acesso ao financiamento das Pequenas e Médias Empresas (PME) sediadas na província de Sofala.

A pretensão da seguradora participada pelo Estado surge num contexto em que a província, particularmente a cidade da Beira, tem sido a fectada por fenómenos associados às mudanças climáticas que têm destruído importantes infra-estruturas públicas e privadas.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EMOSE, Joaquim Langa, que fez o pronunciamento esta quarta-feira 15 de Julho, durante a 2ª Conferência da Banca e Seguros, explicou que a intervencao do seu sector visa ensencialmente garantir o acesso ao financiamento que viabilize várias iniciativas de negócio.

“A EMOSE delineou um programa no qual vai providenciar junto à banca, de modo que as empresas interessadas em aceder aos empréstimos o façam sem preencher alguns requisitos exigidos pelas instituições bancárias”, disse Joaquim Langa.

A reunião que juntou vários empresários tinha como objectivo, partilhar com os homens de negócio locais, as soluções de facilitação ao financiamento existentes no quadro do apoio após ciclones Idai e Keneth  que causaram avultados prejuízos materiais e financeiros ao sector privado da província de Sofala.

De referir que as PME contituem mais de 98 % do tecido empresarial do país e são as principais geradoras de empregos e de renda às famílias moçambicanas.