Monday, April 27, 2026
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Funcionários do FMI acordam USD 470 milhões, programa de 3 anos para Moçambique

O Fundo Monetário Internacional e Moçambique chegaram a um acordo a nível de funcionários sobre uma facilidade de 470 milhões de dólares, disse o Fundo na segunda-feira, no que seria o primeiro programa do país africano desde que o credor global suspendeu o apoio há seis anos.

Em 2016, Moçambique revelou empréstimos robustos apoiados pelo Estado que não havia divulgado anteriormente, em um escândalo de corrupção de USD 2 bilhões que levou os doadores a cortar a ajuda e provocou um colapso da moeda e uma crise da dívida.

Um comunicado do Fundo disse que a aprovação final da Linha de Crédito Estendida de três anos deve vir da administração do FMI “nas próximas semanas”.

“Nos últimos anos a economia moçambicana foi atingida por uma série de choques severos que correm o risco de intensificar vulnerabilidades e agravar as condições socioeconómicas”, refere o FMI em comunicado.

Ele disse que o programa de médio prazo do governo se concentra no crescimento econômico, sustentabilidade fiscal e reformas na gestão e governança das finanças públicas.

Um dos países mais empobrecidos do mundo, Moçambique ainda está enfrentando sua pesada dívida, bem como uma insurgência islâmica e o impacto do COVID-19, que levou à sua primeira contração econômica em três décadas no ano passado.

Ambientalista defende mais financiamento às mulheres para um empreendedorismo sustentável

Regina Charumar é ambientalista e professora universitária residente na Cidade de Maputo. Reconhecida nacional e internacionalmente, Charumar destaca-se em acções de promoção da conservação e educação ambiental em zonas costeiras bem como em comunidades suburbanas. O carisma e a entrega valeram à ambientalista diversas distinções e prémios, entre os quais, a mais recente distinção Climate Champion pelo Alto Comissariado Britânico em Moçambique.

Foi de muito bom agrado que a ambientalista cedeu à Profile uma entrevista em volta dos desafios do empreendedorismo feminino amigo do ambiente. Foi uma conversa que se distinguiu pelo tom conversacional e pelo aspecto pedagógico que caracteriza as suas intervenções.

Profile ‒ O activismo ambiental no mundo e a valorização dos direitos da mulher, surgem quase em paralelo ao longo do século XX. Pode comentar esta coincidência?

RC ‒ O século XX foi em que houve uma maior abertura, maior oportunidade e possibilidades para as mulheres. À medida que elas foram tendo essas possibilidades, todas as esferas sociais e o activismo começam a vir ao de cima. E foi nesse exacto momento que o activismo social em todas as áreas e temáticas, incluindo o activismo ambiental, começam a vir à superfície e a mulher começa a ser ver no interesse e na possibilidade de também fazer parte deste processo. É nesse contexto que as mulheres começam a sentir a capacidade de que têm de lutar nas questões ambientais.

Profile ‒ Quais são as oportunidades de negócio para as mulheres que colaboram para a preservação ambiental em Moçambique?

RC ‒ São imensas, desde o activismo que pode ser visto também como trabalho. Mas quando falamos especificamente de negócio e empreendedorismo temos várias áreas, principalmente as ligadas à indústria de reciclagem e reaproveitamento de materiais, criação de formas de compra ou revenda de produtos que são descartados como o plástico e o vidro. Isto só funciona com o incremento da indústria de reciclagem, pois, se nós temos uma cadeia de valor em volta da reciclagem, ela vai contribuir positivamente quer para gerar renda como também para melhorar questões sociais e ambientais.

Profile ‒ Como é que a mulher pode inserir-se nesses mercados?

RC ‒ De diversas formas. Gosto de chamar a atenção ao facto das mulheres serem muito mais ligadas ao ambiente do que os homens, pela sensibilidade e pela disponibilidade. Olhando para o contexto moçambicano nós percebemos que grosso das mulheres vive de negócio informal e principalmente da colecta de materiais recicláveis, sendo este um nicho de mercado e de empreendedorismo que pode ser explorado e pode gerar renda para as famílias. A mulher pode inserir-se no mercado por esta via, pode também incrementar a indústria à volta destes resíduos, pode ir por via da produção orgânica e ecológica, pois, nós temos terra e meios suficientes que estão todos à disposição. Nós temos mulheres formadas que podem fazer formações, consultorias, podem fazer trabalhos de diversas formas para ONG’s e entidades nacionais e internacionais, o que é também uma oportunidade de inserção no mercado que as mulheres têm à disposição para a área ambiental.

Profile ‒ Acredita que haja nichos de negócios específicos para mulheres?

RC ‒ Nicho específicos não diria, mas se calhar poderíamos dizer que há mais mulheres directamente com colecta.

Profile ‒ No país, há mais homens que mulheres nos negócios formais, sendo que as mulheres empreendem em actividades informais. Que tipo de saída estas mulheres têm para a geração de renda mais ecologicamente sustentável?

RC ‒ Acredito que também devemos ter em conta o papel governativo neste nicho de mercado porque se não houver aberturas maiores e parcerias, o negócio vai continuar informal e vai continuar dependente dos escassos recursos que a mulher tem. É possível ter um investimento maior e temos cada vez mais mulheres a se posicionarem e a mostrarem que é possível. Mas isso depende de todo um contexto e uma organização a nível de investimentos que possibilitem às mulheres terem vias mais sustentáveis.

Profile ‒ Quais são os outros desafios que se colocam no desenvolvimento de negócios sustentáveis para mulheres?

RC ‒ Os desafios continuam a ser os mesmos se olharmos de forma geral para as oportunidades que elas têm no mercado. Olhamos as possibilidades delas desde o acesso aos investimentos e financiamentos e, quando falamos da área ambiental não é diferente, estamos só a olhar para uma temática específica que também depende de investimentos e financiamentos que infelizmente são cada vez menos. Há um desafio na percepção e interesse em investir e acreditar nas mulheres, e fazê-las acreditar que têm valor e podem fazer a diferença. Investimentos, financiamento e facilidades para a mulher, são importantes neste processo.

O ambiente é uma temática que ganha importância crescente em Moçambique e não só. E os desafios de preservar os recursos ambientais impõem o estabelecimento de novas formas de conviver com o meio e produzir riqueza. É neste sentido que as mulheres, sendo as mais sensíveis com as causas ambientais, tal como referiu a nossa entrevistada, são chamadas à acção num contexto em que o financiamento é ainda um grande obstáculo.

 

País vai comercializar mais de 17 milhões de toneladas de excedentes agrícolas

O País vai comercializar este ano, Dezasseis milhões e quatrocentas mil toneladas de excedentes agrícolas.

Desta quantidade, Cinquenta e oito por cento é a produção da região norte do País na qual as províncias do Niassa e Cabo Delgado vão contribuir com Quatro milhões Setecentas Cinquenta e Seis mil toneladas de excedentes agrícolas.

O facto foi anunciado este Sábado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Cuamba na cerimónia do lançamento do projecto de ZEPA – Zona Especial de Processamento Agro-industrial do Corredor de Desenvolvimento Integrado Pemba-Lichinga.

Filipe Nyusi disse que além da geração de renda dos pequenos produtores através da comercialização de excedentes, o Projecto visa garantir um ambiente que possa atrair investimentos para o agro-negócio e o processamento.

O Projecto conta com o apoio financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). 

Moçambique pretende ocupar lugar de destaque no fornecimento de energia na SADC

O Governo de Moçambique e os parceiros, envolvidos na implementação do Contrato de Partilha de Produção (PSA), anunciaram, esta segunda-feira, em Inhassoro, Província de Inhambane, o lançamento da primeira-pedra, visando a construção da Central Térmica de Temane (CTT), da Linha Temane-Maputo (TTP) e da fábrica de gás de cozinha, infra-estruturas que contribuirão para o aumento da disponibilidade de energia segura e de qualidade no País e na região. O PSA, celebrado entre o Governo, a ENH e a Sasol, orçado em cerca de 760 milhões de dólares norte-americanos, preconiza a produção de 4.000 barris de petróleo leve por dia, 23 milhões de gigajoules de Gás Natural por ano para a geração de energia, bem como a produção de 30.000 toneladas de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), vulgarmente conhecido como gás de cozinha. O Gás Natural, a ser usado para a implementação do Projecto da CTT, será fornecido pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Sasol, na sua qualidade de covendedoras do produto, no âmbito de um contrato firmado com a Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM), em Maio de 2021.

A estrutura acionista da CTT resulta de uma parceria público-privada formada e liderada pela Globeleq, EDM e Sasol, com uma concessão válida por 25 anos, devendo, no final do Contrato, transferir-se o activo para o Estado Moçambicano. Com um investimento de 652,3 milhões de dólares norte-americanos, a CTT prevê a geração de 450MW de energia eléctrica, num modelo de geração em ciclo combinado a base do Gás Natural, que será fornecida à EDM para a distribuição no mercado nacional e o excedente será exportado para a região. O Projecto da CTT será construído pela empreiteira espanhola TSK e tem a duração prevista de 34 meses, com operação comercial prevista para 2024. Espera-se que este Projecto aumente cerca de 16% da capacidade instalada de produção de energia no País, contribuindo para resposta à demanda de cerca de 1,5 milhões de famílias, no âmbito do Programa de Acesso Universal à Energia, até 2030, e a industrialização nacional.

Moçambique poderá dispor em breve de uma Zona Especial de Agro-Processamento

Governo moçambicano vai investir na implantação da zona especial de processamento agro-industrial na província do Niassa, com o intuito de estimular o aumento da produção e produtividade agrícola na região da SADC.

Com efeito, o Conselho de Ministros apreciou nesta terça-feira (22), a informação sobre o lançamento do projecto da Zona Especial do Processamento Agro-Industrial do Corredor de Desenvolvimento Integrado de Pemba-Lichinga (ZEPA).

Com os investimentos a serem realizados no corredor, espera-se um aumento da produção agrícola numa área com elevado potencial de crescimento, tirando os pequenos produtores da agricultura de subsistência para uma agro-indústria competitiva, inclusiva e geradora de riqueza.

Com os investimentos a serem realizados no corredor, espera-se um aumento da produção agrícola numa área com elevado potencial de crescimento, tirando os pequenos produtores da agricultura de subsistência para uma agro-indústria competitiva, inclusiva e geradora de riqueza.

Moçambique perde anualmente cerca de USD 200 milhões devido a exploração ilegal de madeira

O Estado Moçambicano perde, anualmente, cerca de 200 milhões de dólares devido a exploração ilegal de madeira.

De acordo com um comunicado do Ministério da Terra e Ambiente, trata-se de um valor significativo para impulsionar o desenvolvimento sócio- económico do país, com particular destaque para as zonas rurais.

Actualmente, o país tem uma área florestal estimada em cerca de 32 milhões de hectares, o que corresponde a perto de 40 por cento da área total do país.

Os dados estão contidos num comunicado divulgado por ocasião do Dia Internacional das Florestas.

Empreendedorismo: actividade que atrai mais mulheres moçambicanas

As iniciativas empreendedoras em diferentes ramos de actividades tendem a crescer nos últimos anos em Moçambique. No campo e nas cidades, jovens de diversas formações e áreas de interesse transformam a realidade e concretizam sonhos. O Profile conversou com três jovens empreendedoras moçambicanas que contam como é que as mulheres tomam a dianteira no empreendedorismo em sectores diferentes.

Rita Notiço é uma jovem moçambicana que se dedica ao empreendedorismo há mais de 11 anos. Nascida em Maputo, ela conta que desde muito cedo sonhou com a independência financeira e vê o empreendedorismo como uma forma de lutar e de transformar a realidade circundante. Actualmente gere uma diversidade de negócios desde importação e venda de produtos estéticos da China e Índia aos negócios mobiliários. Rita diz que nem sempre viu o empreendedorismo como uma solução viável: “foi por falta de emprego, pois, não queria ser dependente do meu esposo”. Poderia ter abandonado após ter conseguido emprego, mas explica os empreendimentos rendiam mais que o salário, por isso abandou o emprego para dedicar-se inteiramente ao negócio.

Notiço revela que empreender é gratificante, principalmente pela possibilidade de fazer algo de que goste embora nem sempre seja fácil lidar com clientes. A jovem empresária estimula outras mulheres pelo país a procurarem empreender como forma de vencer o desemprego, “não tenham medo de começar, pois, é de pequeno que nos tornamos grandes empreendedores. Com fé, foco e determinação tudo é possível”, frisa.

Wilma Momed, empreendedora cultural
Wilma Momed, empreendedora cultural

A história de Rita é só uma entre muitas mulheres jovens que se dedicam ao empreendedorismo. Wilma Momed é uma jovem empreendedora também residente em Maputo, e se destaca em áreas de cultura e empreendedorismo. Wilma é formada pela Escola Nacional de Dança e é licenciada em Jornalismo pela Universidade Eduardo Mondlane. Abraçou o empreendedorismo como um desafio para conquistar o mundo e sua independência não só financeira, “empreender não é apenas sobre ganhar dinheiro”, esclarece a empresária, acrescentando que é muito gratificante conhecer pessoas, lugares e partilhar momentos, assim como aprender com situações pesadas do dia-a-dia da vida de uma empreendedora.

Actualmente, Wilma Momed ocupa-se de várias actividades de empreendedorismo cultural, mas destaca o seu projecto de criar uma academia de dança que inclua performances acrobáticas. A empreendedora esclarece entusiasmada que se trata de um projecto já antigo mas que agora parece estar para tornar-se realidade, podendo vir a ser um dos pioneiros no país, pois são ainda muito poucas as escolas de dança que leccionam danças acrobáticas.

Para as outras mulheres moçambicanas, Wilma destaca que o empreendedorismo necessita de inovação e capacidade de tomar decisões em curto espaço de tempo e usa como exemplo o contexto da pandemia da Covid-19 em que todos os dias havia novas informações, novas regras e uma empreendedora tinha que saber informar-se e posicionar-se. Contudo, “todas nós mulheres temos potencial e só devemo-nos dedicar, não ter medo de começar nem de cair porque é um processo longo”, afirma.

Denise Kondelaque, Psicóloga clínica

Para Denise Kondelaque, outra jovem empreendedora, o empreendedorismo não se reduz à busca de renda. Denise é psicóloga clínica no Hospital Provincial de Lichinga no Niassa e define o empreendedorismo como sendo também um exercício para auto-realização pessoal. Para além  do trabalho no Hospital, a psicóloga participa de um programa semanal de entrevistas na RM de Niassa, escreve artigos num semanário e atende pacientes em privado. Ela aponta que empreender imprime valores na pessoa como disciplina e diálogo, “o contacto com as pessoas, o sentimento de estar a mudar algo nas suas vidas é muito compensador”, explica e realça que a sensação de causar impacto é algo que tende a faltar nas mulheres moçambicanas.

A psicóloga afirma que muitas vezes as mulheres constroem uma ideia de empreendedorismo sustentada na busca de auto-sustento, mas a auto-realização é um pouco maior que isso porque ao empreender elas são capazes de transpor ao mundo a sua interioridade.

A vida empresarial das nossas entrevistadas é marcada por altos e baixos, momentos de alegria e de tensão, mas todas sabem que o horizonte entre a realidade e o sonho é feito de trabalho duro e dedicação abnegada. Moçambique é um país ainda com muitos desafios em matérias de promoção do empreendedorismo feminino. Dados oficiais tornados públicos em 2016 indicam que 60% dos proprietários de negócios formais são homens contra apenas 40% mulheres. No entanto, há mais mulheres dos que homens nos negócios informais no país.

A Redacção Profile

Itália reafirma prontidão para início da exploração do gás na Bacia do Rovuma

A Itália reitera o interesse e a existência de condições para o início da exploração do gás natural liquefeito, na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, no segundo semestre deste ano.

A exploração será operacionalizada pela empresa ENI num projecto que inclui a Exxon Mobil e a CNPC.

A garantia foi dada, em Maputo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Rugi Di Maio, depois de ter, mantido, este sábado, um encontro com o Presidente da República, Filipe Nyusi.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Rugi Di Maio, anunciou que o Presidente do seu país, Sérgio Mattarela, vai visitar Moçambique, até Agosto próximo, para reforçar a cooperação entre os dois Estados. 

PR Nyusi: “Empreendimento turístico vai ajudar no combate à pobreza”

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, na inauguração do empreendimento turístico Montebelo Milibangalala Bay And Resort, que a instância vai ajudar no combate à pobreza no país.

“A inauguração deste empreendimento, para além de aumentar o número de postos de emprego e ofertas de serviço de qualidade no país, contribui para  o combate à pobreza, e por outro, vai pressionar a produção local para abastecer esse estabelecimento”, afirmou.

Montebelo Milibangalala Bay e Resort está localizado no Parque Nacional de Maputo, distrito de Matutuine, na província de Maputo. O valor da instância é estimado em USD 92.000.000 (noventa e dois milhões de dólares norte-americanos). Tem uma capacidade de 51 quartos com 51 camas, criando 100 postos de emprego.

O projecto foi concebido para ser implantado em duas fases distintas, sendo que na primeira fase foi investido um montante de USD 12.000.000 (doze milhões de dólares norte-americanos).

Verónica Macamo destaca necessidade de emancipação económica da SADC

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação diz ter chegado o momento de os países membros da SADC embarcarem para uma emancipação económica, por meio da industrialização. 

Verónica Macamo que falava na cidade de Lilongwe, no Malawi, no decurso da reunião do Conselho de ministros da SADC, afirmou que a estrutura macroeconómica deve centrar-se na produção e transformação industrial.

A Chefe da diplomacia moçambicana, afirma que os países da SADC devem almejar a estabilidade macro-económica, num estado voltado para o desenvolvimento, com particular incidência no crescimento inclusivo.