Friday, April 24, 2026
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Economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021, de acordo com o boletim de Contas Nacionais publicado há dias pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que revela os dados do último trimestre do ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) “apresentou uma variação positiva de 3,32% no quarto trimestre de 2021 quando comparado ao mesmo período do ano 2020, perfazendo um crescimento acumulado de 2,16%”, lê-se no documento.

Os números colocam o PIB em linha com a meta estabelecida pelo Orçamento de Estado (OE) para 2021 (2,1%) e reforçam o sinal de recuperação face à crise provocada pela pandemia de covid-19 – em 2020, a economia moçambicana tinha recuado 1,2%.

Para 2022, o governo apontou como meta uma subida do PIB de 2,9% prevista no Plano Económico e Social e OE aprovado pelo parlamento.

Ainda de acordo com o INE, no trimestre final de 2021, o maior impulso à atividade económica foi dado “pelo setor primário, que cresceu em 4,6%”, com destaque para a indústria mineira, seguida pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal.

Relaxamento das Medidas “Satisfaz” Sector do Turismo em Moçambique

Presidente do Pelouro Turismo, Associações e Restauração das Confederações Económicas (CTA), Muhammad Abdullah, considera o momento certo para a reforma do setor, na sequência do Recurso das medidas de prevenção do Covid-19, anunciado esta quarta-feira no Recurso das medidas de prevenção da Covid-19-feira (16).

Recordar que na sua comunicação à Nação obrigatória sobre o Estado de Calamidade Pública, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou entre outras medidas de suspensão para substituir e aumentar o horário de funcionamento de 1 horas e horários de hotéis para 18 horas o que pode ser executado De acordo com um CTA, demonstre que o Governo está a acolher as sugestões do setor privado, em particular o setor de turismo que sempre advogou pela reabertura das praias e amplia o horário de funcionamento dos restaurantes.

Entretanto, Muhammad Abdullah, a maior mobilidade de oportunidades de turismo, pelo que neste momento importante é focar na criação e implementação de mecanismos de apoio à reforma das empresas do setor.

“A decisão de informação vem sem dúvida no momento certo. Para o setor do Turismo, constitui uma lufada de ar fresco e uma oportunidade real para a reforma do setor. A confiança e o otimismo aumenta automaticamente o setor de confiança e o otimismo não aumenta o número de pessoas e aumenta o número de pessoas em maior mobilidade”, friou-se Abdullah.

Desta feita, o Pelouro da oportunidade para alavancar o aumento da reflexão do setor, materializando-se com os três pontos principais transformados, não usando o último fim-de-semana, a saber: a modificação robusta vistos online, a Promoção digital do destino robusto vistos Moçambique, tanto no mercado nacional como internacional, bem como, a criação do Bureau de Convenções.

“É, enquanto setor, podemos todas as oportunidades que temos. Esta é seguramente uma delas e por isso vamos, todos juntos, trabalhar para alcançar resultados, não só para o nosso setor, mas para a economia do país no geral”, concluiu.

Fim do recolher obrigatório: PR insta empresários a aproveitarem janela de oportunidade

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou ontem quarta-feira (16), um alívio das medidas das restrições contra a Covid-19. Uma delas é o recolher obrigatório que será suspenso a partir do próximo dia 19 de fevereiro.

Segundo Nyusi, o anúncio está alinhado com o recuo de todos os indicadores epidemiológicos no país: os números oficiais de mortes e casos têm diminuído desde o pico da quarta vaga (no início de janeiro), caindo para os valores mais baixos dos últimos meses.

Moçambique registou seis mortes e 372 casos durante a última semana, contada entre 07 e 14 de fevereiro. O país tem um total acumulado de 2.189 mortes e 224.719 casos de covid-19, dos quais 97% recuperados.

Na sua intervenção, o PR apelou aos agentes económicos para aproveitarem esta “suspensão, reanimando a economia”.

Nyusi anunciou a reabertura de todos os postos fronteiriços, a retoma de espetáculos, eventos desportivos e recreativos, com limitações de público aligeiradas.

Nas escolas, o número de alunos por cada sala é alargado de 20 para 30, é autorizada a reabertura de cantinas, do curso noturno e das aulas de educação física.

Restaurantes podem funcionar até às 23:00 e os bares também podem reabrir desde que tenham áreas ventiladas.

Redacção Profile Mozambique

Heineken vai aumentar preço da cerveja este ano

A decisão consta no relatório de apresentação de resultados referente a 2021, com a fabricante de cerveja a antecipar que espera “um impacto significativo da inflação e das pressões da cadeia de suprimentos. Mais especificamente, esperamos que os nossos custos por hectolitro cresçam na casa dos dois dígitos”, devido ao “forte aumento [de preços] de matérias-primas, energia e transportes”.

Neste contexto, a multinacional holandesa revela que vai compensar este aumento de preços “através de preços em termos absolutos, o que pode levar a um consumo mais moderado de cerveja”, segundo consta no relatório consultado pelo jornal Cinco Días, citado pelo Mz News.

Em 2021, a Heineken passou de prejuízos a lucros, tendo registado um resultado líquido de 2.041 milhões de euros, isto é, um aumento de 80,2% face ao período homólogo, segundo o mesmo jornal.

Importadores de cerveja iniciam uso do selo digital

Os importadores de cerveja para a comercialização no mercado nacional já iniciaram o uso do selo digital exigido pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

Para o efeito, acabam de chegar ao país mais de 275 mil garrafas de cerveja já com o selo digital, importadas de Portugal pela empresa Mega Distribuição de Moçambique SA, membro da Associação dos Produtores e Importadores de Bebidas Alcoólicas (APIBA).

O uso do selo digital na cerveja marca a terceira fase da selagem de tabaco manufacturado e bebidas alcoólicas que a entidade responsável pela área tributária no país está a introduzir para reduzir evasão fiscal e contrabando desses produtos.

Segundo Haydn David, coordenador regional de selagem, este momento demonstra que o processo está a avançar de acordo com o documento que regula e aprova a medida.

“Realmente, estamos perante o primeiro lote de muitos que ainda virão com o selo digital, no caso concreto a cerveja, importada de Portugal. Este é um marco importante para o processo de selagem”, disse.

A chegada do primeiro lote de cerveja importada com selo digital acontece numa altura em que o prazo para a exigência do selo obrigatório na circulação de cervejas e outras bebidas de rápido consumo (OTB) para a indústria nacional foi estendido por um período de três meses.

Inicialmente, as autoridades tinham fixado a primeira semana do mês em curso como limite para a liberalização da circulação de bebidas sem o selo digital.

A extensão do prazo, segundo explicou Haydn David, resulta do pedido manifestado pelos contribuintes, apresentando dois motivos, nomeadamente a dimensão do selo, que é considerado alongado e que não permite que seja colocado na garrafa sem pôr em causa os indicadores nele patentes.

Os contribuintes solicitaram que a dimensão do selo fosse reduzida de modo a permitir e facilitar a cravagem de outros indicadores sem comprometer as suas linhas de produção.

O segundo motivo invocado foi que certas empresas importadoras de bebidas alcoólicas vendem algumas marcas e tipos de bebida muito consumidas no nosso país, mas os seus fornecedores não concordavam com a selagem.

Índia doa 10 milhões USD para apoiar projecto de abastecimento de água em Cabo Delegado

Um total de 10 milhões de dólares foram desembolsados pela Índia apoiar a criação de redes de abastecimento de água potável na província de Cabo Delgado, no Norte do país, afectada pelo conflito armado.

O valor, está inscrito num memorando de entendimento assinado esta Segunda-feira, 14 de fevereiro, entre a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, e o alto comissário da Índia em Moçambique, Ankan Banerjee.

Na ocasião, Verónica Macamo referiu que o memorando “constitui um enorme contributo” para a vida da população da província de Cabo Delgado, em particular do distrito de Mueda, área de enfoque do projecto, “que passará a ter água potável em abundância”.

A titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do ‘país do Índico’ apontou também a Índia como um parceiro destacado de Moçambique, tendo destacado os mais recentes apoios prestados por aquele país na doação de vacinas contra a Covid-19, no fornecimento com financiamento concessional de locomotivas e carruagens para as linhas ferroviárias, bem como de embarcações para a Marinha.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas foi aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Governo regula gabinete de recuperação de activos

O Governo moçambicano aprovou, nesta terça-feira, em Conselho de Ministros, o decreto que regula as actividades do Gabinete Central de Recuperação de Activos e respectivas delegações provinciais, órgãos que se espera venham dar impulso ao combate à corrupção no país.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, o gabinete vai ter composição multi-sectorial, subordinando-se ao Ministério Público, com atribuições de investigar, rastrear, apreender e recuperar activos que podem ser  instrumentos, produtos e vantagens de qualquer natureza, relacionados com a prática de actividade ilícita ou criminosa a nível interno e internacional.

O decreto aprovado tem em vista a materialização da lei 13/2020, de 23 de Dezembro que estabelece o regime jurídico especial de perda de bens e recuperação de activos, incluindo património que já estivesse na esfera do arguido cinco anos antes da acusação.

Fluxos mundiais de comércio de mercadorias diminuíram cerca de 8%

Segundo o Relatório Anual do Comité de Estatísticas da Balança de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional, a pandemia da COVID-19 afectou consideravelmente as transacções transfronteiriças em 2020. Com a actividade económica global perturbada, os fluxos mundiais de comércio de mercadorias diminuíram cerca de 8%, numa base anual.

O documento avança ainda que o efeito no comércio de serviços foi ainda mais pronunciado, uma vez que as exportações de serviços caíram 18%, impulsionadas principalmente por um mergulho sem precedentes no sector do turismo, onde as exportações de serviços de viagens caíram mais de 63%.

Contrariamente ao comércio, os influxos globais de transferências pessoais, sobretudo remessas, para economias emergentes e em desenvolvimento pouco mudaram em 2020.

“As posições de activos e passivos financeiros transfronteiriços, no entanto aumentaram quase 12% em 2020. Globalmente, as posições líquidas negativas atingiram um máximo histórico de 3,0% do PIB global, reflectindo em parte o impacto da pandemia, que não só teve um impacto negativo no PIB global, como também reduziu a qualidade dos dados de origem”, diz o FMI.

Refira-se que, em Março de 2020, o FMI lançou a actualização do Manual da Balança de Pagamentos e da Posição de Investimento Internacional, depois o Painel de Indicadores das Alterações Climáticas (CID); e, em Outubro de 2020, divulgou as Entidades de Finalidade Especial (SPEs). Já em Maio do ano passado (2021), o FMI lançou a sua nova iniciativa internacional de recolha e divulgação de dados estatísticos anuais transfronteiriços sobre SPE. O primeiro conjunto de fluxos e posições transfronteiriças seleccionadas para as SPE residentes para o ano de referência 2020 será ainda no primeiro trimestre de 2022.

Líderes da SADC vão participar da Cimeira da UA e da UE

Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) ou os seus representantes vão participar da Cimeira da União Africana e da União Europeia que terá lugar nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2022 em Bruxelas, Bélgica.

A Cimeira constituirá uma oportunidade para lançar as bases para uma parceria UA-UE renovada e mais profunda com o maior envolvimento político e baseada na confiança e numa compreensão clara dos interesses mútuos.

Os Chefes de Estado ou de Governo da UA e da UE participarão nas mesas redondas, juntamente com um grupo seleccionado de convidados externos que são especialistas nas suas respectivas áreas para discutir como os dois continentes podem colaborar na abordagem de temas como financiamento do crescimento, agricultura e desenvolvimento sustentável, apoio ao setor privado e integração econômica treinamento vocacional, entre outros.

A UE e os seus Estados-Membros têm dado apoio à integração regional na África Austral desde o início dos anos 2000 e, até à data, a UE forneceu mais de 415 milhões de euros de apoio ao processo de integração regional da SADC, além de financiamento bilateral a estados individuais. 

É de recordar que a última Cimeira UA-UE teve lugar há mais de quatro anos, em novembro de 2017, em Abidjan, Costa do Marfim.

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