Friday, June 5, 2026
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Moçambique participa na feira do turismo em Durban, África do Sul

Turismo

Moçambique marca presença entre os 26 países africanos na Feira Africana do Turismo, realizada na cidade de Durban, África do Sul. Com duração de quatro dias (13 a 16 de Maio), o evento reúne 1030 expositores, visando promover as potencialidades turísticas do continente africano.

Segundo informações da Rádio Moçambique, mais de 300 produtos estarão em exposição, com o objectivo de atrair investimentos globais e envolver empresas de marketing, companhias aéreas e agências de viagens internacionais.

A embaixadora de Moçambique na África do Sul, Maria Manuela Lucas, representará o país no evento e participará de um debate de alto nível sobre o turismo em África.

“A sessão de debate contará com a presença de ministros africanos do turismo, decisores políticos e especialistas do sector, que irão compartilhar ideias e discutir questões relevantes”, acrescentou a RM.

O director de Serviços de Promoção do Instituto Nacional de Turismo, Hiuane Abacar, ressaltou que o evento será uma oportunidade para mostrar ao mundo que Moçambique é um destino turístico de excelência. Os 20 expositores moçambicanos têm como missão atrair mais investidores para o país.

“O turismo nacional está se recuperando. Tivemos algumas dificuldades durante o período da covid-19, mas estamos reconstruindo o sector”, concluiu.

Mozambique participates in tourism fair in Durban, South Africa

Turismo

Mozambique is one of 26 African countries taking part in the African Tourism Fair in Durban, South Africa. Lasting four days (May 13-16), the event brings together 1,030 exhibitors, with the aim of promoting the tourism potential of the African continent.

According to Rádio Moçambique, more than 300 products will be on display, with the aim of attracting global investment and involving marketing companies, airlines and international travel agencies.

Mozambique’s ambassador to South Africa, Maria Manuela Lucas, will represent the country at the event and will take part in a high-level debate on tourism in Africa.

“The debate session will be attended by African tourism ministers, policy makers and sector experts, who will share ideas and discuss relevant issues,” added RM.

The director of Promotion Services at the National Tourism Institute, Hiuane Abacar, stressed that the event will be an opportunity to show the world that Mozambique is a tourist destination of excellence. The 20 Mozambican exhibitors’ mission is to attract more investors to the country.

“National tourism is recovering. We had some difficulties during the covid-19 period, but we are rebuilding the sector,” he concluded.

Receitas do Estado alcançaram 73 mil milhões de meticais no primeiro trimestre

Receitas do Estado

As receitas correntes do Estado atingiram um aumento significativo de 12,2% no primeiro trimestre de 2024, totalizando 73 mil milhões de meticais. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento na arrecadação de impostos.

Segundo o balanço económico e social da execução do Orçamento do Estado de Janeiro a Março, divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças, 90% das receitas arrecadadas correspondem a impostos, totalizando 65,9 mil milhões de meticais.

Este aumento representa aproximadamente 19,3% da previsão anual de receitas para 2024, estimada em 377,9 mil milhões de meticais pelo Executivo.

De acordo com informações da agência Lusa, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) de importações e operações internas gerou ao Estado 28,2 mil milhões de meticais no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 14,7% em comparação com o mesmo período de 2023.

Além disso, o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC), pago pelas empresas, registou um aumento significativo, atingindo 15,6 mil milhões de meticais, representando um aumento de 31,8% em relação ao período homólogo.

State revenues reached 73 billion meticais in the first quarter

Receitas do Estado

The state’s current revenue rose significantly by 12.2% in the first quarter of 2024, totaling 73 billion meticais. This growth was mainly driven by the increase in tax collection.

According to the economic and social balance of the execution of the State Budget from January to March, released by the Ministry of Economy and Finance, 90% of the revenue collected corresponds to taxes, totaling 65.9 billion meticais.

This increase represents approximately 19.3% of the annual revenue forecast for 2024, estimated at 377.9 billion meticais by the Executive.

According to information from the Lusa news agency, Value Added Tax (VAT) on imports and domestic operations generated 28.2 billion meticais for the state in the first quarter of this year, an increase of 14.7% compared to the same period in 2023.

In addition, Corporate Income Tax (IRPC), paid by companies, saw a significant increase, reaching 15.6 billion meticais, representing an increase of 31.8% compared to the same period last year.

Deccan Gold Mines investe em Moçambique com aquisição de lítio

Extraccao de lítio

A Deccan Gold Mines (DGML), a única empresa de exploração e extracção mineira da Índia, anunciou hoje, através de um comunicado, a aquisição de uma participação maioritária em cinco blocos de lítio em Moçambique.

Segundo um artigo publicado no portal de notícias Devdiscourse, essa aquisição coloca a DGML na região de pegmatitos do Alto Ligonha, na província da Zambézia, mundialmente conhecida por seus ricos depósitos de pegmatitos de lítio-césio-tântalo (LCT), essenciais para a extracção de lítio de minerais.

Os blocos de concessão foram adquiridos através da Deccan Gold FZCO (DGFZCO), uma subsidiária integral da DGML, sediada nos Emirados Árabes Unidos. Em uma colaboração estratégica, a DGFZCO estabeleceu uma joint-venture com o grupo Magnifica de Moçambique, aproveitando suas concessões na região.

A joint venture, denominada Deccan Gold Mozambique (DGMOZ), foi constituída este mês, com participação maioritária de 51%, com potencial para aumentar para 70% em breve.

A DGMOZ planeja estabelecer uma unidade de processamento em pequena escala com capacidade para 100 toneladas por dia, visando refinar lítio, tântalo e outros minerais concentrados. “A DGMOZ irá explorar sinergias tanto upstream quanto downstream, atendendo a um mercado indiano em expansão”, declarou Hanuma Modali, director-executivo da Deccan Gold Mines.

Deccan Gold Mines invests in Mozambique with lithium aquisition

Extraccao de lítio

Deccan Gold Mines (DGML), India’s only exploration and mining company, announced today in a press release that it has acquired a majority stake in five lithium blocks in Mozambique.

According to an article published on the Devdiscourse news portal, this acquisition places DGML in the Alto Ligonha pegmatite region in Zambézia province, known worldwide for its rich deposits of lithium-cesium-tantalum (LCT) pegmatites, which are essential for the extraction of lithium from minerals.

The concession blocks were acquired through Deccan Gold FZCO (DGFZCO), a wholly-owned subsidiary of DGML, based in the United Arab Emirates. In a strategic collaboration, DGFZCO established a joint venture with Mozambique’s Magnifica group, taking advantage of its concessions in the region.

The joint venture, called Deccan Gold Mozambique (DGMOZ), was set up this month, with a majority stake of 51%, with the potential to increase to 70% soon.

DGMOZ plans to establish a small-scale processing plant with a capacity of 100 tons per day, aimed at refining lithium, tantalum and other concentrated minerals. “DGMOZ will exploit both upstream and downstream synergies, catering to an expanding Indian market,” said Hanuma Modali, CEO of Deccan Gold Mines.

XIX CASP 2024: Moçambique atrai investidores globais para projectos avaliados em US$ 1,2 Bilhões

Serão discutidos projectos de diversos sectores avaliados em cerca de 1,2 biliões de dólares norte-americanos e já estão confirmadas mais de 10 instituições financeiras e de desenvolvimento nacionais e internacionais

O Governo de Moçambique e a CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, realizam a XIX Conferência Anual do Sector Privado (CASP), nos dias 15, 16 e 17 de Maio Corrente, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, subordinada ao tema: “Investimentos e Negócios em Ambiente das Medidas de Aceleração Económica: Desafios e Oportunidades”, onde o Governo e os líderes empresariais vão reflectir sobre os progressos e desafios do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) e debater sobre como melhorar as condições no Ambiente de Negócios e tornar o país mais competitivo.

De acordo com a organização do evento, nesta CASP, são esperados mais de quatro mil participantes presenciais e 20 mil virtuais pelo mundo inteiro, dentre eles empresários e investidores nacionais e estrangeiros, instituições financeiras, parceiros de cooperação, instituições multilaterais e membros do Governo. Estão confirmados, mais de 40 oradores nacionais e estrangeiros e delegações de mais de 12 países, como Maurícias, África do Sul, Angola, Brasil, Portugal, Holanda, França, Itália, Zimbabwe, entre outros.

A organização da XIX CASP detalha que, na componente de promoção de investimentos e oportunidades de negócios, haverá “Salas de Negócios e Market Place”. Nas Salas de Negócios serão discutidos projectos de diversos sectores avaliados em cerca de 1,2 biliões de dólares norte-americanos e já estão confirmadas mais de 10 instituições financeiras e de desenvolvimento nacionais e internacionais, com destaque para o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que irá promover a linha de financiamento do Programa Compacto Lusófono, Trade Development Bank (TDB), AFRIXIMBANK, YW Capital, Development Bank of Southern Africa (DBSA), Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP), Internacional Islamic Trade Finance Corporation (ITFC), Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambéze, GAPI, e outras instituições financeiras que irão apesentar vários programas e facilidades de financiamento, que variam de 250 mil a 10 milhões de dólares norte-americanos.

No Market Place, um fórum de facilitação de encontros entre produtores e potenciais compradores, serão promovidas negociações directas com indústrias consumidoras de matérias-primas.

Espera-se ainda que, no decurso da CASP, sejam realizadas sessões bilaterais dedicadas ao diálogo e promoção de parcerias e negócios com países estratégicos de Moçambique, para atracção de investimentos, estando agendadas as seguintes sessões: Moçambique – Brasil; Moçambique – Portugal; Moçambique – União Europeia; e Moçambique – França.

Da França, é esperada uma delegação de 14 empresas do sector de Energia.

De acordo com a organização, uma das inovações desta edição da CASP, é a feira dedicada ao mercado imobiliário com vista a estimular este sector, em linha com a medida sete do PAE, sobre a incorporação dos materiais locais no sector de construção.

Fundo Soberano já conta com 94 milhões de dólares

Estado aplica 94,2 milhões de dólares de receitas de exploração de petróleo e gás natural ao Fundo Soberano de Moçambique, FSM. O FSM foi criado para gerir as receitas de Gás Natural do Rovuma, mas, entretanto, ainda não começou a funcionar.

Referido no balanco económico e social da execução do Orçamento do Estado, que vai de Janeiro a Marco, o Ministério da Economia e Finanças revela que as receitas incluem 73.37 milhões de dólares de 20233, 20 milhões de dólares do primeiro trimestre e 800 milhões de dólares de 2022.

A propósito, avança o mesmo documento, as receitas “foram depositadas na Conta Transitória sediada no Banco de Moçambique por imposição da Lei que cria o Fundo Soberano de Moçambique”.

Falando a Lusa, recentemente, a Directora Nacional de Estudos e Políticas de Desenvolvimento do Ministério da Economia e Finanças, o Governo de Moçambique já concluiu todos os procedimentos necessários para o início da implementação do FSM. O FSM deverá ser financiado com receitas dos projectos de exploração do gás natural.

Enilde sarmento sublinhou que 2 dos 3 instrumentos principais que estavam em falta para operacionalizar o FSM já foram finalizados. Trata-se do Acordo de Gestão que devera ser assinado entre o Governo e o Governador do Banco de Moçambique, e a Política de Investimentos.  O Regulamento do Fundo já foi concluído. A sua aprovação registou-se em meados de Marco).

BNI: Lucros crescem 29.05% para MT 269.22 milhões

O BNI encerrou o ano de 2023 com um Resultado Líquido de MT 269.22 milhões, 29.05% acima dos MT 208.62 milhões registados em igual período de 2022.

O BNI refere-se ao exercício 2023, como um ano marcado por um ambiente de elevados riscos e incertezas, no qual teve que adoptar “um conjunto de medidas assertivas e ponderadas que permitiram a solidez e rentabilidade do balanço, para além de manter níveis adequados de capital, liquidez e solvabilidade”.

Com efeito, o BNI viu crescer a Rentabilidade dos Capitais Próprios Médios (ROAE) para 7.09% (5.78% em 2022) e da Rentabilidade dos Activos Médios para 2.28% (2.02% em 2022). Adicionalmente, os níveis de capital e liquidez melhoraram significativamente com o Rácio de Solvabilidade atingindo 23.50% (17.57% em 2022), e o Rácio de Liquidez 106.89% (95.39% em 2022) acima dos mínimos regulamentares de 12% e 25%, respectivamente.

Foi este desempenho que, de acordo com o Banco, “reforçou a sua capacidade para desenvolver as suas actividades de forma sustentável e a sua posição como um banco de desenvolvimento e investimento sólido e robusto no mercado”

O BNI viu o seu produto bancário crescer em 8.80%, atingindo MT 997.72 milhões em 2023, suportado pelo aumento da margem financeira (10.50%) e da margem complementar (3.19%) que, de acordo com o Presidente da Comissão Executiva, Abdul Jivane, espelha “as medidas adoptadas pelo Banco para promover o crescimento sustentável e a rentabilidade do balanço, mantendo uma atenção rigorosa aos riscos bancários.

“A registar um crescimento todos os indicadores prudenciais e de gestão, o BNI indica que a margem financeira correspondeu a 80% do produto bancário (contra 79% em 2022), enquanto a margem complementar representou 20% (21% em 2022).

A margem financeira ascendeu a MT 804.17 milhões, reflectindo um crescimento de 10.50% em relação aos MT 727.75 milhões registados em 2022. “Esta evolução foi suportada pelo aumento do volume de activos financeiros em 6.49% e pelo aumento da taxa de juro de retalho em 1.5 pp, o que requereu uma adequada gestão do gap positivo entre activos e passivos financeiros”. Explica Abdul Jivane.

“A Margem Financeira do Banco revela perspectivas robustas de crescimento para os próximos anos, em função da consolidação das acções desenvolvidas em 2023 que permitirão a expansão dos activos financeiros, aliada à optimização contínua de sua estrutura, tendo em vista a tolerância ao risco, propiciando o aumento da Rentabilidade dos Capitais Próprios Médios (ROAE) para 7.09% (5.78% em 2022) e da Rentabilidade dos Activos Médios para 2.28% (2.02% em 2022). Adicionalmente, os níveis de capital e liquidez do BNI melhoraram significativamente com o Rácio de Solvabilidade atingindo 23.50% (17.57% em 2022), e o Rácio de Liquidez 106.89% (95.39% em 2022) acima dos mínimos regulamentares de 12% e 25%, respectivamente.

Numa outra perspectiva, referindo-se aos significados dos resultados acabados de anunciar, o PCE, Abdul Jivane, afirmou que “este desempenho reforçou a capacidade do Banco para desenvolver as suas actividades de forma sustentável e a sua posição como um banco de desenvolvimento e investimento sólido e robusto no mercado”. A margem financeira do Banco revela perspectivas robustas de crescimento para os próximos anos, em função da consolidação das acções desenvolvidas em 2023 que permitirão a expansão dos activos financeiros, aliada à optimização contínua de sua estrutura, tendo em vista a tolerância ao risco.

Operadores de telefonia móvel criam pacotes de dados de internet acessíveis para jovens

Em resposta às reações em torno da revisão das tarifas de telecomunicações de voz e dados de internet no país, a autoridade reguladoras das Telecomunicações(INCM), anunciou nesta sexta 10 de maio, em conferência de imprensa que orientou as operadoras a criarem pacotes de dados de internet especificamente para jovem num valor de 0.03mt que equivale a 30 Mt por cada 1GB.

Massingue Apala, administrador Executivo do INCM, afirmou que em concertação  com as tres operadoras face às preocupações dos utilizadores de telefonia móvel que a autoridade reguladora das comunicações esta  receber relativas ao acesso a internet principalmente de camada jovem, e para dar resposta a esta preocupação, os operadores vão lançar nos próximos dias pacotes específicos  para a camada jovem dos 16 aos 25 anos, que incluem benefícios adicionais e a preço acessível.

Este pacote de dados especificamente para a camada juvenil terá um custo de 0,03 Mt/MB o que significa que com 15 mt dá direito a 500MB e 30 Mt dá direito a 1GB, disse Massingue Apala.

Apala, explicou que a medida tomada foi para atender as necessidades de jovens estudantes, empreendedores e muitos outros que tem nas comunicações uma fonte de renda.

Adil Ginabay, em representação das três operadoras (TMCEL , Vodacom e Movitel), reconheceu que a prática de bônus ilimitados era nefasta para as operadoras, sobretudo pelo nível de investimento que as operadoras fizeram nos últimos anos.

A prática de bônus ilimitados era nefasta para as operadoras, e a introdução desta prática por parte de todas operadoras foi uma necessidade para fidelizar os seus clientes que acabou enfraquecendo o mercado das telecomunicações, a decisão de aumentaras tarifas foi uma iniciativa dos operadores de telefonia móvel:

Moçambique é agora um dos países com as tarifas de comunicação mais competitivas ao nível da África Austral. Tornando-se assim o segundo país  com tarifa mais baixa por cada GB a nível da SADC, Malawi 68Mt, Moçambique 70Mt, Angola 73.95 Mt, Eswatini 239.26 , África do Sul 290.53Mt , Lesotho 320.91Mt, Botswana 558.31Mt.

A Autoridade Reguladora das comunicações reduziu igualmente o preço na ordem de 90% do custo de acesso a conteúdos locais hospedados em Moçambique do domínio .mz e acesso a custo zero às plataformas de educação a nível nacional do domínio ac.mz.