Saturday, June 6, 2026
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Almonds and oilseeds sector shows significant growth

Sector de amêndoas e oleaginosas apresenta crescimento significativo

The almond and oilseed sector has seen remarkable growth in recent years, with global almond production rising almost sixfold between 2013 and 2022, from 3343 to 5374 thousand tons. These figures were published in a study carried out by Promove Comércio.

During this period, world production of almonds and oilseeds showed a compound annual growth rate of 5.8%, resulting in an average annual increase of 250,600 tons. In 2022, almonds and almonds accounted for 27% and 22% of world production volume, respectively, followed by cashew nuts (20%), pistachios (14%) and hazelnuts (11%). Pine nuts, macadamias, pine kernels and Brazil nuts together accounted for the remaining 6%.

Furthermore, in 2022, the value of production was estimated at 32.083 million euros, of which cashew nuts took the largest share with 22% (6.962 million euros), followed by almonds, almonds and pistachios.

This significant growth in the sector reflects the growing demand for high-quality products, driven by increased consumer awareness of the health benefits of these foods. This growth trend is expected to continue in the coming years, offering opportunities for producers and further boosting the global economy.

Barril de petróleo bruto encerra em alta pelo segundo dia consecutivo

Barril de petróleo bruto encerra em alta pelo segundo dia consecutivo

O preço do barril de crude fechou em alta pelo segundo dia consecutivo, cotado a $82.66, segundo dados da entidade reguladora da energia em Moçambique. Esta subida representa um aumento de 1.22% em comparação com a sessão anterior.

O valor de abertura do barril foi de $81.77. Durante o dia, o preço máximo atingido foi de $82.75, enquanto o mínimo foi de $81.25.

Estes números refletem a actual tendência de alta nos preços do crude, impulsionada por vários factores, incluindo a diminuição dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, os esforços de estímulo económico da China e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A evolução do preço do crude tem impacto directo nos preços dos combustíveis e, consequentemente, no custo de vida da população. É importante que os consumidores estejam atentos a essas mudanças e busquem formas de minimizar seu impacto em seus orçamentos.

Barrel of crude oil closes higher for second day in a row

Barril de petróleo bruto encerra em alta pelo segundo dia consecutivo

The price of a barrel of crude oil closed higher for the second day running, at $82.66, according to data from Mozambique’s energy regulator. This represents an increase of 1.22% compared to the previous session.

The opening value of the barrel was $81.77. During the day, the maximum price reached was $82.75, while the minimum was $81.25.

These figures reflect the current upward trend in crude oil prices, driven by several factors, including the decline in crude oil inventories in the United States, China’s economic stimulus efforts and geopolitical tensions in the Middle East.

The evolution of crude oil prices has a direct impact on fuel prices and, consequently, on people’s cost of living. It is important that consumers are aware of these changes and look for ways to minimize their impact on their budgets.

Prime rate de março reduz para 23,10%

No âmbito do acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou as taxas a vigorar no mês de Março de 2024. De acordo com a AMB, o Indexante Único, o Prémio de Custo e a Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano foram fixados conforme abaixo:

  • Taxa Indexante Único (calculado pelo Banco de Moçambique – BM): 16,90%
  • Prémio de Custo (calculado pela AMB): 6,20%
  • Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano: 23,10%

O Indexante Único, calculado com base em informações do período do dia 26 de cada mês até ao dia 25 do mês seguinte, representa a taxa média das operações realizadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de vencimento de um dia útil. O Prémio de Custo é a margem que reflete os elementos de risco da actividade bancária não contemplados nas operações do mercado interbancário.

A Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo. Esta taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas entre instituições de crédito e sociedades financeiras e seus clientes, com a adição ou subtracção de uma margem (spread) de acordo com a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação específica.

O Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano visa promover transparência no processo de fixação das taxas de juro variáveis e melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária.

Além disso, as instituições de crédito devem divulgar amplamente aos seus clientes e ao público em geral os spreads padronizados de taxas de juro para cada categoria de produto de crédito. Para Março de 2024, será adicionado à Prime Rate o spread de crédito padronizado para cada categoria de produto de crédito.

Taxas do Juro dos bancos comerciais
O spread que consta da tabela é apenas indicativo, sendo que a concessão de financiamento é sujeita à análise de risco interno de cada banco, de forma a aferir a capacidade de endividamento do mutuário. A cada banco, reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas, em função do perfil de risco, historial comercial e creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente ou a sua instituição. O prazo, o grau de cobertura do colateral e o tempo de relacionamento comercial em todas as categorias de crédito podem variar em função da avaliação de risco a ser efectuado por cada banco.
Taxa de juros de Microfinanças
Taxa de juros de Microfinanças
O spread que consta da tabela acima é apenas um indicativo e fixado para novas operaçõe, sendo que a concessão de financiamento é sujeita à análise de risco interno de cada instituição como forma de avaliar a capacidade de endividamento e risco associados do mutuário e da operação. A cada instituição, reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas destas em função do perfil de risco, historial comercial e creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente ou a sua instituição.
O prazo, o grau de cobertura do colateral e o tempo de relacionamento comercial em todas as categorias de crédito poderão variar em função da avaliação de risco a ser efectuado por cada instituição.
Para ter mais detalhes, visite: Banco de Moçambique

March prime rate cut to 23.10%

As part of the agreement on the Single Index of the Mozambican Banking System, the Mozambican Banking Association (AMB) announced the rates to be in force in March 2024. According to the AMB, the Single Index, the Cost Premium and the Prime Rate of the Mozambican Financial System were set as follows:

Single Index Rate (calculated by Banco de Moçambique – BM): 16.90%
Cost Premium (calculated by AMB): 6.20%
Prime Rate of the Mozambican Financial System: 23.10%

The Single Index, calculated on the basis of information for the period from the 26th of each month to the 25th of the following month, represents the average rate of transactions carried out on the Interbank Money Market for a maturity of one working day. The Cost Premium is the margin that reflects the risk elements of banking activity not included in interbank market operations.

The Prime Rate of the Mozambican Financial System is the single reference rate for variable interest rate credit operations and results from the sum of the Single Index and the Cost Premium. This rate applies to credit operations contracted between credit institutions and financial companies and their customers, with the addition or subtraction of a spread according to the risk analysis of each specific credit category or operation.

The Agreement on the Single Index for the Mozambican Banking System aims to promote transparency in the process of setting variable interest rates and improve the monetary policy transmission mechanism.

In addition, credit institutions must widely disclose to their clients and the general public the standardized interest rate spreads for each category of credit product. For March 2024, the standardized credit spread for each category of credit product will be added to the Prime Rate.

The spread shown in the table is indicative only, and the granting of financing is subject to each bank’s internal risk analysis, in order to assess the borrower’s debt capacity. Each bank reserves the right to apply different additional conditions, depending on the risk profile, commercial and credit history and any protocols signed with the client or their institution. The term, degree of collateral coverage and length of business relationship in all credit categories may vary depending on the risk assessment carried out by each bank.

The spread shown in the table above is only indicative and is fixed for new operations, and the granting of financing is subject to each institution’s internal risk analysis as a way of assessing the borrower’s debt capacity and the associated risk of the operation. Each institution reserves the right to apply different additional conditions depending on its risk profile, commercial and credit history and any protocols signed with the client or their institution.
The term, degree of collateral coverage and length of commercial relationship in all credit categories may vary depending on the risk assessment to be carried out by each institution.

Ignite Power e SIMA Funds reforçam parceria para energia solar em Moçambique

Ignite Power e SIMA Funds reforçam parceria para energia solar em Moçambique

A Ignite Power, empresa líder em soluções de energia solar na África, anunciou uma expansão da sua colaboração com a SIMA Funds Moçambique para o desenvolvimento de projectos de electrificação solar no país. Essa parceria estratégica visa acelerar a implantação de soluções energéticas limpas e acessíveis em comunidades carentes, oferecendo energia confiável, sustentável e acessível a milhões de pessoas.

A SIMA Funds desempenha um papel fundamental na missão da Ignite Power de proporcionar acesso à energia sustentável às comunidades moçambicanas. Em 2023, foram conectadas com sucesso 50 mil residências, impactando directamente a vida de 250 mil pessoas e consolidando a posição da empresa como principal fornecedora de energia solar fora da rede.

Arthur Houston, director-geral da Ignite Moçambique, destacou que a nova parceria permitirá à empresa expandir suas operações e presença no território nacional, contribuindo para um futuro inclusivo e sustentável. Ele ressaltou que os sistemas solares domésticos fora da rede têm se mostrado a solução mais sustentável, acessível e escalável para projectos de electrificação rural em grande escala, e agradeceu à SIMA por compartilhar desses valores e apoiar essa missão.

A Ignite Power é reconhecida por sua liderança em tecnologia climática, focada em fornecer acesso à energia limpa, confiável e acessível a 100 milhões de pessoas em toda a África. A empresa está na vanguarda da inovação energética sustentável, criando um impacto significativo e promovendo um futuro mais limpo e inclusivo para África e para o mundo.

Ignite Power and SIMA Funds strengthen partnership for solar energy in Mozambique

Ignite Power e SIMA Funds reforçam parceria para energia solar em Moçambique

Ignite Power, a leading company in solar energy solutions in Africa, has announced an expansion of its collaboration with SIMA Funds Mozambique for the development of solar electrification projects in the country. This strategic partnership aims to accelerate the deployment of clean and affordable energy solutions in underserved communities, offering reliable, sustainable and accessible energy to millions of people.

SIMA Funds plays a key role in Ignite Power’s mission to provide access to sustainable energy for Mozambican communities. In 2023, 50,000 homes were successfully connected, directly impacting the lives of 250,000 people and consolidating the company’s position as the leading provider of off-grid solar energy.

Arthur Houston, managing director of Ignite Mozambique, pointed out that the new partnership will allow the company to expand its operations and presence in the national territory, contributing to an inclusive and sustainable future. He pointed out that off-grid solar home systems have proven to be the most sustainable, affordable and scalable solution for large-scale rural electrification projects, and thanked SIMA for sharing these values and supporting this mission.

Ignite Power is recognized for its leadership in climate technology, focused on providing access to clean, reliable and affordable energy to 100 million people across Africa. The company is at the forefront of sustainable energy innovation, creating a significant impact and promoting a cleaner, more inclusive future for Africa and the world.

Presidente da República participa da cimeira de países exportadores de gás

Presidente da República participa da cimeira de países exportadores de gás

O Presidente da República, Filipe Nyusi, iniciou uma visita de trabalho de quatro dias à Argélia, onde participará na 7.ª Cimeira de chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores do Gás (FPEG/GECF). Nyusi irá manter conversações com governantes argelinos para reforçar as relações de amizade e cooperação, além de visitar locais de interesse económico, histórico e cultural.

A cimeira terá como tema “Fazer do Gás Natural o Recurso Central de um Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável”, abordando as tendências e dinâmicas do sector para promover um ambiente global sustentável e fortalecer o papel dos países exportadores de gás.

Moçambique possui vastas reservas de gás natural, com potencial para se tornar um dos dez maiores produtores mundiais até 2040, responsável por 20% da produção de África. Estima-se que as reservas representem receitas potenciais de 100 mil milhões de dólares, destacando a importância do país na transição energética internacional.

Os projectos de desenvolvimento das reservas de gás natural na bacia do Rovuma em Moçambique estão entre os maiores do mundo, com destaque para os projectos liderados pela TotalEnergies e ExxonMobil/Eni. Estes projectos têm o potencial de impulsionar significativamente a economia moçambicana e posicionar o país como um importante jogador no mercado global de gás natural.

President of the Republic attends summit of gas exporting countries

Presidente da República participa da cimeira de países exportadores de gás

The President of the Republic, Filipe Nyusi, has begun a four-day working visit to Algeria, where he will take part in the 7th Summit of Heads of State and Government of the Gas Exporting Countries Forum (FPEG/GECF). Nyusi will hold talks with Algerian leaders to strengthen relations of friendship and cooperation, as well as visiting places of economic, historical and cultural interest.

The summit’s theme will be “Making Natural Gas the Central Resource for Inclusive and Sustainable Development”, addressing the trends and dynamics of the sector to promote a sustainable global environment and strengthen the role of gas exporting countries.

Mozambique has vast reserves of natural gas, with the potential to become one of the world’s top ten producers by 2040, accounting for 20% of Africa’s production. It is estimated that the reserves represent potential revenues of 100 billion dollars, highlighting the country’s importance in the international energy transition.

The projects to develop the natural gas reserves in Mozambique’s Rovuma basin are among the largest in the world, with the projects led by TotalEnergies and ExxonMobil/Eni standing out. These projects have the potential to significantly boost the Mozambican economy and position the country as an important player in the global natural gas market.

Por que investir no mercado de oleaginosas e como exportar para União Europeia?

Por que investir no mercado de oleaginosas e como exportar para União Europeia?

O mercado de amêndoas e oleaginosas tem despertado o interesse de investidores e produtores agrícolas devido ao seu potencial lucrativo e à crescente demanda por produtos naturais e saudáveis. As amêndoas, em particular, são amplamente utilizadas na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos, além de serem usadas para o consumo.

A União Europeia (UE) é um dos principais mercados consumidores desses produtos, oferecendo oportunidades significativas para exportadores que desejam expandir seus negócios internacionalmente. No entanto, entrar nesse mercado altamente regulamentado requer conhecimento e preparação.

Neste artigo, exploraremos as razões para investir no mercado de amêndoas e oleaginosas e apresentamos as potencialidades que Moçambique apresenta para entrada no sector.

Sector de amêndoas e oleaginosas: crescimento e evolução

De acordo com a INC, a produção de amêndoas concentrou-se principalmente em
economias de rendimento elevado e médio durante a última década. Entre 2013 e 2022,
a produção mundial aumentou quase seis vezes, passando de 3343 para 5374 mil
toneladas. Durante este período, registou-se uma taxa de crescimento anual composta
de 5,8 %, o que significou um aumento médio anual da produção de 250,600 toneladas.
Em 2022, as amêndoas representaram 27% e 22% do volume de produção mundial, respetivamente, seguidos de castanha de cajú (20%), pistácios (14%) e avelãs (11%). Pinhões, macadâmias, amêndoas do pinheiro e castanha do Pará juntos representaram os restantes 6%.
No mesmo ano, o valor da produção foi estimado em 32,083 milhões de euros, dos quais
o cajú ocupava a maior parte dos 22% (6,962 milhões de euros)

Países exportadores.

Os EUA assumiram a maior parte da produção mundial de amêndoas, com uma quota
média de 36% nas últimas cinco épocas (2018/19-2022/23). As amêndoas, pistácios e
amêndoas foram as culturas mais cultivadas, representando 59 %, 22 % e 15 % da
produção de amêndoas de árvores dos EUA, respetivamente.
A Turquia é o segundo maior produtor e representa 11 % da produção mundial, com as
avelãs a 63 % e os pistácios a 30%.
A produção de amêndoas no grupo «Outros países Africanos» era principalmente
castanha de cajú nos países da África Ocidental e Oriental (Costa do Marfim, Burquina
Faso, Moçambique e Tanzânia), ao passo que a África do Sul era um importante produtor
de Macadamia e de amêndoas. As taxas de crescimento anual mais elevadas entre 2013 e 2022 foram observadas para as amêndoas e macadâmia em 9% cada, seguidas da castanha de cajú (7%). A produção de pistácios e pinhões aumentou em média 5% ao ano, enquanto as amêndoas e avelãs cresceram a uma taxa anual de 3%.

Crescimento no mercado mundial de amêndoas e oleaginosas
Em 2022, o mercado global de amêndoas foi estimado em 44,172 mil toneladas, o que
representa um valor de 55,532 milhões de EUR. O amendoim representou a maior parte
(87,4%) do mercado mundial de amêndoas em volume.

Crescimento do sector

As amêndoas representavam 72 % do mercado em valor, sendo vendidas principalmente em países ocidentais. Na última década, o mercado global de amêndoas tem crescido de forma constante. Houve mudanças nos hábitos alimentares dos consumidores na América do Norte, Europa e Ásia, com um número crescente de vegetarianos e flexitarianos a usar
amêndoas como substituto da carne. Além disso, a crescente popularidade das mistura
de amêndoas como um lanche/aperitivo On-The-Go com propriedades saudáveis
também aumentou o crescimento da indústria de amêndoas. Entre 2020 e 2022, o
mercado mundial aumentou a um CAGR de 4,2 %, passando de 50,286 EUR para
55,532 milhões de EUR.

Crescimento do mercado de amêndoas

Mercado mundial de amêndoas
Em termos de valor, as amêndoas representavam 72 % do mercado mundial de
amêndoas. Em 2022, este mercado ascendeu a 39,983 milhões de EUR. O consumo de
frutos secos concentra-se principalmente nos países de rendimento elevado e médio, de
acordo com a INC.
As amêndoas mais populares incluem amêndoas que representam um quarto do
mercado em termos de valor. As amêndoas foram seguidas por castanha de cajú (18 %), amêndoas (17%), pistácios (14%), avelãs (13%), macadâmia, pinhões, amêndoas de pinheiros e castanha do Pará.
Em termos de volume, foram registados os seguintes volumes e quotas de mercado em
2022:
• Amêndoas – 1571 mil toneladas (31%)
• Amêndoas – 977 mil toneladas (19%)
• Castanha de Cajú – 965 mil toneladas (19%)
• Pistácios – 768 mil toneladas (14%)
• Avelãs – 549 mil toneladas (11%)
• Pinhões – 147 mil toneladas (3%)
• Macadâmias – 64 mil toneladas (1%)
• Amêndoas de pinheiros – 48 mil toneladas (1%)
• Castanha do Pará – 8 mil toneladas (1%)

Mercado mundial de amêndoas

Oportunidades para Moçambique nos mercados da UE
Em 2020, de acordo com o Banco Mundial, as terras agrícolas (% da superfície terrestre)
em Moçambique atingiram 52,7 % em 2020. Moçambique tem enormes extensões de
terras agrícolas férteis e uma população rural muito grande que vive sob os níveis de
pobreza, exigindo recursos e modos de vida. A agricultura representou mais de 25 % do PIB de Moçambique em 2019 e empregava
quase 4,3 milhões de famílias, representando mais de 70 % da força de trabalho do país.
Os meios de subsistência rurais em Moçambique dependem predominantemente da
agricultura. A maioria dos produtores são pequenos agricultores e a maioria das suas
culturas é alimentada pela chuva, o que a torna suscetível ao aumento das temperaturas
e à precipitação variável.

Tipos de oleaginosas em Moçambique
A superfície total colhida em Moçambique para as três principais culturas — castanha
de cajú em bruto (RCN), amendoim e gergelim — totalizou 706 mil ha em 2021. Cerca
de 54 % foram utilizados para amendoim, de acordo com a FAO. As superfícies colhidas
de castanha de cajú em bruto (RCN) e gergelim representaram cerca de 23 % deste
total. A área colhida para macadâmias é estimada entre 6 e 10 mil ha. Amêndoas
mediterrânicas e pinhões também são cultivadas em Moçambique, embora numa escala
limitada.
A produção estimada de castanha de cajú em bruto (RCN) foi de 135 mil toneladas.
Como mostra a Figura 30, ao comparar a produção com a área colhida, os valores de
produção de oleaginosas de RCN e de gergelim foram significativamente mais elevados
do que os de amendoim. Uma das principais razões é que, em geral, são necessárias
superfícies mais vastas para produzir uma tonelada de amendoim.

Potencialidade do mercado de oleaginosas para Moçambique

Amendoim
A maior parte do amendoim (em casca) é produzido nas províncias do norte de Nampula,
Zambézia e Cabo Delgado e nas províncias meridionais de Inhambane, Gaza e Maputo.
Variedades de amendoim
Existem milhares de cultivares de amendoim, sendo os quatro grupos de mercado mais
prevalentes:
• Espanhol
• Runner
• Virgínia
• Valência.

Consumo e importações de amêndoas por tipo em países-chave da UE
Com base na sua dimensão e boas perspectivas de crescimento, são selecionados os
seguintes mercados:
• Alemanha
• França
• Espanha
• Itália
• Países Baixos
• Bélgica
• Grécia
• Polónia

Volume de produção
Em 2021, Moçambique produziu cerca de 130 mil amendoim (em casca) com um valor aproximado de 26,000 EUR. A produção de amendoim representava um terço da produção total das três culturas, que era de 390 mil toneladas. Desde 2018, a produção de amendoim aumentou a um CAGR de 1,1 %. O declínio em 2020 pode ser atribuído ao ciclone Eloise. A maioria do amendoim produzido é utilizada para extrair óleo para consumo interno e para exportação. Como um óleo de cozinha de alta qualidade, é uma fonte de proteína essencial tanto para os seres humanos como para os animais. Além disso, o petróleo fornece moeda estrangeira muito necessária. A produção de óleo de amendoim mais do que triplicou entre 2018 e 2020, passando de 4633 para 15,010 toneladas.

crescimento de acordo com os últimos anos

Para mais informações, veja o estudo completo em: https://bit.ly/3I7RMkQ