Sunday, April 12, 2026
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Gaza arrecada 719 milhões de meticais em receitas fiscais no 1º semestre

Refira-se que em igual período de 2022 havia sido alcançada uma realização de 642 milhões de meticais. Apesar de não ter atingido 50 por cento de realização, na primeira metade do ano, o Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado considera o desempenho como sendo positivo e acredita no cumprimento da meta.

O optimismo foi manifestado por Romana Baulane, directora dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas e Porta-voz da 11.ª Sessão do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado alargado aos administradores distritais.

A Porta-voz explicou que “o Plano Económico e Social (PES) e o Orçamento do Estado (OE) deste ano contêm 169 acções, suportadas por 257 indicadores, sendo que 132 (equivalentes a 51%) atingiram as metas planificadas para o período em análise”.

No que diz respeito à produção global, a fonte referiu que de um plano de 71,3 mil milhões de meticais previstos, foi alcançada uma realização de 39,4 mil milhões de meticais, o que corresponde a 55%, um crescimento de 8,2%, se comparado com igual período do ano transacto.

Segundo explicou, os ramos que mais contribuíram foram a agricultura, pescas e aquacultura com 56 por cento, transporte e armazenagem, comércio e retalho e telecomunicações com 18,3%, 15,5% e 8,2 por cento, respectivamente.

Em relação à produção agrícola, Romana Baulane revelou que houve uma realização na ordem de 57% e em 19,1 mil milhões de meticais, de um plano de 33,6 mil milhões de meticais.

Mercado de Capitais: FENAGRI e BVM reforçam adesão das empresas agrárias

O acordo visa, igualmente, o crescimento de oportunidades empresariais e disponibilização de informação financeira e económica em tempo útil e oportuna em beneficio das empresas do sector agrário.

Recentemente, a BVM veio a público para manifestar preocupação com o facto de não existir sequer uma empresa agrária cotada pela instituição.

A assinatura do referido Memorando entre a BVM e a FENAGRI poderá estabelecer vínculos de cooperação visando o fortalecimento da parceria na divulgação e na consciencialização sobre a admissão à cotação de empresas do Sector Agrário na Bolsa de Valores de Moçambique.

Além disso vai possibilitar o uso dos produtos e instrumentos financeiros do mercado de capitais, bem como o processo de registo das empresas do sector na Central de Valores de Mobiliários (CVM), um serviço especializado da BVM.

A cooperação institucional irá apoiar no desenvolvimento da capacidade e estrutura competitiva das empresas do sector agrário nacional e sensibilizá-las para que usem os produtos e instrumentos financeiros disponíveis no mercado de capitais moçambicano.

Igualmente, esta parceria vai permitir o desenvolvimento de acções formativas conjuntas nas áreas de gestão de negócios e investimentos como, por exemplo, nas áreas de legalidade e gestão corporativa das empresas, gestão e literacia financeira, planeamento estratégico e pesquisas de mercado.

Millennium Bim de volta a Palma dois anos após ataque terrorista

O  referido ataque levou a gigante petrolífera francesa TotalEnergies a declarar  “força maior”, ao suspender as obras do projecto bilionário para a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) ao largo da costa de Cabo Delgado.

A cerimónia de inauguração foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se encontrava de visita na província do extremo norte de país e possuidora de uma das maiores reservas de gás natural do mundo, na Bacia do Rovuma.

“É com muita alegria e com a esperança de um futuro promissor que vimos testemunhar a reabertura do balcão do Millenium bim, cuja actividade foi interrompida por um inimigo cobarde e sem rosto”, disse Nyusi.

Para Nyusi, o regresso do Millenium Bim à Palma é testemunho da determinação e coragem daquela instituição financeira que traz de volta o sonho dos cerca de 43 mil habitantes residentes no distrito.

Também confere, ao seu ver, uma maior credibilidade as boas perspectivas económicas de Palma e toda a região contígua. Aliás, com o banco a funcionar os residentes deixam de acumular poupanças dentro de casa, com o risco de perda ou ainda percorrer longas distancias com avultadas somas de dinheiro a busca do banco mais próximo.

“Não vacilaremos para defender esta parcela do nosso país”, advertiu o estadista moçambicano, para acrescentar que “tudo faremos para garantir a estabilidade e a paz em todos os distritos e ligações entre os distritos de Palma, Mocímboa, Macomia, Nangade, Muidumbe e Quissanga”.

O Presidente da República reconhece, no entanto, que ainda prevalecem desafios que visam dificultar “a penetração e acção dos inimigos do desenvolvimento do país”.

Reabilitação da EN1 inicia em Maio de 2024 garante Filipe Nyusi

A informação foi tornada pública após a inauguração dos primeiros 70 quilómetros da nova estrada, em construção, que vai ligar a província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e a Tanzânia, país vizinho.

“Seguindo as regras de procedimento do financiador, neste caso o Banco Mundial, as obras de reabilitação desta importante estrada, na sua primeira fase, terão início em maio do próximo ano”, disse o chefe de Estado.

As obras vão começar nos troços entre Inchope-Gorongosa-Caia, Chimuara-Nicoadala e Metoro-Pemba, numa extensão total de cerca de 580 quilómetros, acrescentou.

Ainda no âmbito da reabilitação das infra-estruturas, prosseguiu Nyusi, foram já assegurados recursos para a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo, no distrito de Mocuba, centro de Moçambique, com cerca de mil metros, e uma estrada de acesso com cerca de 20 quilómetros.

O Chefe de Estado salientou que, enquanto as obras de construção da EN1 não começam, estão a ser realizadas intervenções de emergência para garantir a transitabilidade da estrada. As obras consistem em tapar buracos e voltar a vedar, nos troços mais críticos.

Referindo-se à situação das vias de acesso degradadas por falta de manutenção, devido à guerra na província de Cabo Delgado, o chefe de Estado disse que o governo está em negociações com parceiros internacionais para financiar obras de reabilitação dos troços que se tornaram intransitáveis.

Em Março passado, o executivo moçambicano tinha anunciado o arranque da primeira fase das obras de reabilitação da N1 este ano, com um financiamento de 375 milhões de euros do Banco Mundial.

A extensão total da EN1 que precisa de ser reabilitada é de 1.053 quilómetros dos cerca de 2.600 quilómetros da estrada e, para o efeito, o Banco Mundial anunciou a disponibilidade de 850 milhões de dólares, sendo que quase metade do envelope vai para a primeira fase.

 

Actividade económica cresce consideravelmente em Julho  

O relatório do inquérito revela que o crescimento da produção aumentou a um ritmo acentuado, impulsionado por uma maior procura e número de clientes.

Assinala que a recuperação deu origem a uma ronda mais eficaz de aumento dos preços de venda, contribuindo para as margens das empresas num momento de pressões relativas aos custos modestas. Por consequência desse desempenho, o principal valor calculado pelo inquérito, o PMI, situou-se em 51,9 em Julho passado, contra 51,3 registado em Junho.

O inquérito determina que valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.

De acordo com o relatório do PMI, o indicador de Julho foi o mais elevado registado desde Junho de 2022 e assinalou uma melhoria moderada na saúde do sector privado.

Embora o inquério aponte dados positivos, o mesmo relata que o ambiente de negócios neste período em alusão foi negativamente influenciado  por determinados factores.

“No entanto, as empresas sentiram dificuldades em converter o crescimento das vendas em contratações, uma vez que as mais recentes pressões de salários deram origem a problemas de tesouraria e prejudicaram o recrutamento”, avança o documento.

O relatório refere ainda que “de igual modo, os stocks de meios de produção sofreram uma redução apesar de um novo aumento da actividade de aquisição, uma vez que o fraco poder de aquisição no segundo trimestre obrigou as empresas a usarem os seus inventários de forma a sustentar a produção”,

Os resultados do inquériyo do Standard Bank é divulgado numa altura em que a Confederação das Associações Económicas (CTA) anunciou que o desempenho empresarial em Moçambique manteve-se estagnada durante o segundo trimestre do ano em curso.

Em causa estão, entre outros factores, os custos dos preços de combustíveis, particularmente do gasóleo, que corresponde a mais de 75 por cento do consumo empresarial, cujos efeitos se reflectiram directamente no sector de transportes e indústria.

 

 

 

 

 

 

País reduz necessidade de financiamento externo no 1º trimestre

De acordo com o Banco Central, a queda do défice registada na CC reflecte, fundamentalmente, a contracção do saldo negativo da conta de bens em 91,6 por cento, justificada pela redução das importações realizadas pelos grandes projectos (GP), em 4 459,3 milhões de dólares.

A queda está associada à diminuição dos défices das contas de serviços e de rendimentos primários, em 58,8 por cento e 7,4%, respectivamente. O regulador do sistema financeiro nacional aponta ainda para o incremento do saldo superavitário (excesso de despesas) das transferências correntes líquidas em 9,6 por cento.

Os dados do primeiro trimestre de 2023 apontam para a redução do Investimneto Directo Estrangeiro (IDE) em torno de 460,1 milhões de dólares, correspondentes a um decréscimo em 66,8 por cento em relação ao igual período de 2022.

A redução do IDE por parte dos GP e das empresas da economia tradicional, em 67,8% e 54,3%, respectivamente, estão entre as causas dessa revisão em baixa.

Situação do IDE a nível sectorial

Em termos de distribuição sectorial do Investimento Directo Estrangeiro, a indústria extractiva manteve a sua posição de maior receptor de fluxos de investimento, ao encaixar um total de USD 421,2 milhões de dólares, cerca de 91,6% do total do IDE.

Destaque vai para os recursos destinados ao financiamento das operações de exploração de gás em 298,3 milhões de dólares (70,8% do IDE do sector) e o remanescente foi distribuído entre as áreas de exploração de carvão mineral, areias pesadas e outras.

Em relação aos principais parceiros do IDE, destaque vai para os investimentos realizados pela África do Sul, Maurícias, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos, com um peso de 39,1 por cento, 34,3%, 17,2% e 8,9 por cento no total de IDE, respectivamente.

Ademais, neste período, a posição devedora líquida de Moçambique, em relação ao resto do mundo, aponta para um agravamento de 0,2%, ao registar o montante de 69.068,3 milhões de dólares.

O agravamento verificado deveu-se, essencialmente, ao incremento da contratação de passivos externos em 0,4 por cento, para 84 233,7 milhões de dólares, perante um aumento da posição dos activos externos em 1,3 por cento.

Moza Banco passou de prejuízo a lucro de 90,1 milhões de meticais em 2022

Os dados constam do relatório de contas de 2022, divulgados pelo Moza Banco, demonstrando assim uma melhoria em 106,5 por cento.

O banco justifica que o resultado foi influenciado por um conjunto de factores, incluindo o aumento de volume de transnacionalidade, a contínua racionalização de custos, bem como a adopção de boas práticas de gestão de Risco e “Compliance” que se espelham na optimização e eficiência na gestão de risco de crédito.

Até 31 de Dezembro de 2022, o capital social do Moza Banco situava-se em mais de 5,8 mil milhões de meticais, detido em 62,97 por cento pela Kuhanha, Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V. com 29,79 por cento, entre outros accionistas.

“Em Dezembro de 2022, os accionistas do banco aprovaram mais uma operação de aumento do capital social, no montante de 1,1 mil milhões de meticais, demonstrando a sua total confiança na consolidação da actividade da instituição”, refere a administração, em relatório.

Na mensagem que acompanha o relatório de contas de 2022, o presidente do Conselho de Administração (PCA), João Figueiredo, afirma que “apesar do contexto difícil”, o Moza Banco manteve “o rigor e prudência” dos exercícios anteriores.

“Consolidámos a trajectória de crescimento em linha com os anos transactos, atestada, aliás, pela confiança que os clientes e o mercado têm vindo a demonstrar em relação à nossa actividade e desempenho. De referir que apenas neste exercício, registámos um crescimento de 27% do número de clientes, alcançando, assim, um total de 215 864”, lê-se do documento.

João Figueiredo acrescenta que o banco registou “um crescimento significativo ao nível de captação de depósitos”, de 8% face a 2021, a equivalente a mais 2,6 mil milhões de meticais, enquanto os activos totais aumentaram igualmente 6 por cento.

No crédito a clientes, num contexto macroeconómico menos favorável resultante da recuperação do impacto da pandemia do covid-19, instabilidade no norte do País e pressões inflacionárias externas, o banco registou “uma ligeira variação” na sua carteira, tendo desembolsado 5,3 mil milhões de meticais.

O relatório revela, ainda, que em termos absolutos, no final de 2022, a carteira bruta de crédito aumentou 1 por cento, para 24,5 mil milhões. Contudo, o rácio de crédito vencido situou-se em 16,7%, mais 1,46 pontos percentuais face ao período homólogo de 2021.

Inaugurado troço Roma-Negomano na estrada que liga Moçambique e  Tanzânia

A cerimónia da inauguração foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se encontra de visita à província do norte do país. Trata-se de uma via que parte do posto administrativo de Negomano, na fronteira com a Tanzânia até a localidade de Roma.

A infraestrutra tem uma extensão de 70 quilómetros, tendo beneficiado de obras de asfaltagem para facilitar a circulação de pessoas e bens e teve um financiamento de cerca de 40.6 milhões de dólares, num financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

A asfaltagem dos 70 quilómetros, cuja pedra para o arranque das obras foi lançada pelo Presidente da República, em Outubro de 2018, estava inserida na primeira fase do projecto de asfaltagem dos 170 quilómetros de Mueda à ponta da Unidade.

Neste momento, ainda restam 100 quilómetros, partindo da comunidade de Roma à vila autárquica de Mueda, cuja transitabilidade é um tanto desafiador e está a afectar negativamente os utentes da rodovia.

A Tanzânia e Moçambique comungam relações económicas importantes para o desenvolvimento dos dois lados territoriais. Além de partilharem fronteiras a nível terrestre, os dois países têm em comúm a Bacia da Rovuma, onde do lado de cada um estão a ser desenvolvidos projectos de Gás Natural Liquefeito.

 

Investidos 1,8 mil milhões de dólares em energias renováveis no país

Os projectos aprovados fazem parte de um universo de cerca de 1.400 apresentados ao longo do período, dos quais 380 foram apoiados e 70 encontram-se em fase de fecho financeiro, com um custo de 442 milhões de euros.

Os dados constam de um documento da Get.Invest, no qual o programa europeu aponta para uma elevada taxa de sucesso e uma ampla abrangência no mercado, apesar dos desafios persistentes de diversa índole, segundo avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A Get.Invest justifica o investimento no sector pelo facto de as soluções de energia limpa estarem a tornar-se cada vez mais viáveis ​​comercialmente e representam a opção mais económica, para fornecer energia limpa e acessível a milhões de pessoas, vinculando o desenvolvimento de projectos e negócios ao financiamento.

“A GET.Invest acredita que até 2030 são necessários 41 mil milhões de euros por ano para acelerar os projectos de electrificação em África no quadro do acesso universal”, refere o documento.

Segundo os dados, a energia solar é a fonte renovável mais abundante em Moçambique, com um potencial de produção de 23 mil Gigawatts, mas a energia hidroeléctrica continua a ser a fonte que apresenta projectos mais prioritários na ordem dos 5,6 Gigawatts.

Refira-se que as autoridades moçambicanas já identificaram um leque de projectos de média dimensão, com custos muito competitivos, nos rios moçambicanos, nomeadamente, Revue, Búzi, Púnguè, Luenha, Revúbuè, Licungo, Lúrio, Lugenda, Messalo, e Lucheringo, entre outros.

O GET.Invest Moçambique é financiado pela Delegação da União Europeia em Moçambique no âmbito do programa Promover Energia e pelo Ministério da Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha.

Graphex dos EUA fecha contrato de fornecimento de grafite com a Syrah Resources

O acordo, segundo o portal Mining, fornecerá à Graphex um suprimento diversificado de matérias-primas, no ãmbito dos seus planos de colocar instalações de processamento domésticas para fornecer às montadoras e gigafábricas de baterias o material de ânodo necessário para baterias de veículos eléctricos.

No mês de Junho, a instalação de processamento de grafite da Graphex garantiu a licença ambiental da Divisão de Qualidade do Ar do Departamento de Meio Ambiente, Grandes Lagos e Energia de Michigan.

A Graphex Technologies é uma subsidiária integral do Graphex Group (NYSE: GRFX) nos Estados Unidos da América, uma empresa das Ilhas Cayman que já possui um ecossistema independente de processamento de grafite na China.

A demanda por viaturas eléctricas continua a aumentar com relatórios recentes que prevêem que mais de 14 milhões dos veículos serão vendidos até o final de 2023, um aumento de 35 por cento em relação ao ano anterior.

Prevê-se que os incentivos incluídos na Lei de Redução da Inflação dos EUA para novos veículos eléctricos com componentes de origem doméstica e ou processados, ​​catapultem ainda mais a demanda até 2030, quando se espera que 50 por cento de todas as vendas de carros novos sejam eléctricos.

Balama é a maior operação de grafite natural fora da China, com uma capacidade de produção de 350 mil  toneladas métricas por ano e uma vida útil de mais de 50 anos sustentada por uma reserva e recurso de grafite natural de alto teor globalmente significativo.

“Este acordo com a Syrah pode mudar o jogo do grafite na América do Norte. Conectar o volume da Syrah com a nossa experiência e o desenvolvimento contínuo da capacidade de processamento doméstico na América do Norte representa um salto gigantesco para atender à demanda por material de ânodo de grafite de alta qualidade”, afirmou o CEO da Graphex Technologies, John DeMaio.

A Graphex planeia processar o grafite adquirido da operação de grafite de Balama nas futuras instalações da empresa na América do Norte, nas suas infraestruturas em Michigan.