Sunday, June 7, 2026
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Exportação de gás natural eleva a economia do país em 6,5% este ano

“Prevemos que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique acelere de uns estimados 4,1% em 2022 para 6,5% em 2023 e 4,2% no próximo ano”, lê-se no comentário dos analistas aos últimos dados do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, que apontam para uma expansão de 4,2% no primeiro trimestre do ano, face ao homólogo.

“Apesar de Moçambique ter sido atingido pelo ciclone Freddy em março, o que causou estragos abrangentes à infraestrutura e abrandamento da atividade do setor privado, isso foi largamente compensado pelo forte crescimento de 8,2% do setor primário, principalmente o setor mineiro, que cresceu 32,6%”, acrescentam os analistas da consultora.

A estabilidade económica, concluem, “também reflete o forte momento das exportações do setor do gás natural liquefeito, que será um dos principais motores do crescimento económico neste e no próximo ano”.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4). Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em novembro de 2022.

AT passa a aplicar taxas em transacções digitais

Para materializar este plano, aquela instituição passará a cobrar as vendas de todos os bens e serviços, cujo rendimento é proveniente do comércio electrónico realizado internamente.

Ao mesmo tempo, pretende controlar e tributar transacções de compra e venda de serviços efectuadas por mobile banking e dos rendimentos das comissões dos agentes e instituições de moeda electrónica, inclusive as operações efectuadas por criptomoedas.

Por outro lado, vai taxar todas as transacções de vendas no comércio externo, com recurso a canais de pagamento passíveis de tributação e das operações efectuadas por criptomoedas, tudo isto com vista a alargar a base tributária.

Segundo Amorim Ambasse, coordenador da Unidade de Tributação da Economia Digital da AT, outra área que será abrangida é a que está ligada às transacções “online” no sector do turismo. É que foi constatado que há falta de controlo de entrada de estrangeiros, ocupação nos locais de alojamento e identificação dos turistas.

Por outro lado, existe pouco controlo sobre as reservas feitas por plataformas digitais; pagamentos de reservas feitas nas contas bancárias no estrangeiro, além da inoperacionalização de alguns protocolos com instituições do Estado, assim como inexistência de interoperabilidade entre sistemas.

Porto da Beira incluída numa rota entre países asiáticos e africanos

A nova rede transporta contentores de ida e volta de Maputo, Jebel Ali (Dubai), Mundra (Índia), Nhava Sheva (Índia), Mombaça (Quénia).

Num comunicado de imprensa, a Unifeeder salienta que a Beira é um porto estratégico, desempenhando um papel crucial na ligação dos países sem litoral, nomedadamente o Zimbabwe, Zâmbia e Malawi ao comércio global.

O documento refere que “a sua localização estratégica e infra-estrutura eficiente tornam-no num importante centro de comércio da região”. De acordo com a Unifeeder, como resultado da integração da Beira na rede existente da cadeia de abastecimento, os clientes podem esperar serviços de transporte mais eficientes e confiáveis.

Em particular, “o fluxo contínuo de mercadorias e commodities entre a Índia, o Oriente Médio e a África Oriental não reduzirá apenas o tempos de trânsito, mas também reduzirá os custos, beneficiando empresas de todos os portes”, diz o comunicado.

A Unifeeder é uma subsidiária da DP World, empresa multinacional de logística que detém uma concessão de 30 anos para explorar o terminal de contentores do Porto de Maputo até 2033, com opção de prorrogação por mais 10 anos. Globalmente, a DP World teve um lucro de 651 milhões de dólares americanos no primeiro semestre de 2023.

“Há condições para a retoma do projecto de gás da Área 1 da Bacia do Rovuma”

Quem o diz é o ministro de Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, tendo assegurado também haver diálogo constante com a empresa francesa para que o empreendimento seja retomado o mais rapidamente possível.

O governante não avançou, entretanto, datas prováveis da retoma do projecto, interrompido em 2021 na sequência dos ataques terroristas à vila de Palma, nas proximidades do acampamento da TotalEnergies, porque há variáveis que devem ser discutidas previamente.

“Depois de dois anos de muito trabalho feito pelas autoridades, há sinais claros de como as questões de segurança estão já criadas. Neste momento o Governo e a TotalEnegies estão a trabalhar, para que o mais depressa possível o projecto seja retomado”, indicou Zacarias.

Esta posição de Carlos Zacarias surge depois de, em Junho do corrente ano, durante uma visita à província de Cabo Delgado, o ministro da Defesa de Moçambique, Cristóvão Chume, ter também garantido que os níveis de segurança na região são satisfatórios.

O projecto de liquefação de gás liderado pela TotalEnergies é visto como podendo responder às necessidades do mercado do Atlântico e da Ásia, para além de explorar a crescente procura de energia do Médio Oriente.

Projectos além da TotalEnergies

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é precisamente esse liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

A TotalEnergies lidera o maior investimento em África, orçado em 23 mil milhões de dólares norte-americanos. O governante deu a conhecer estas informações ao fim do Oitavo Conselho Coordenador do ministério que dirige.

Três empreiteiros estão a minimizar “calvário” na EN1

“Nós adjudicámos a estas empresas e esperamos que os trabalhos decorram sem sobressaltos e com celeridade”, disse o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, durante a visita a Caia, Sofala, centro de Moçambique.

O governante visitou o troço da N1 entre Nhamapadza e Caia, e explicou que os trabalhos, a realizar pelos empreiteiros Karina Construções, Concity e Mota-Engil África, consistem na remoção de asfalto em algumas secções e no tapar de buracos noutras.

“Nas secções onde os empreiteiros estão a remover o asfalto, usam o mesmo para misturar com outros materiais para permitir a resistência necessária”, explicou o ministro.

O governante revelou que as obras arrancaram este mês e já permitiram recuperar um terço dos 77 quilómetros a serem intervencionados.

A N1 atravessa o país, ligando a cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado (norte), à cidade de Maputo (sul), com 2.477 quilómetros, mas em vários pontos apresenta-se quase intransitável.

“Viemos testemunhar ‘in loco’ os trabalhos que estão ser efetuados nesta via que liga o norte ao sul do país (…) Constatamos que as mesmas estão a decorrer sem sobressaltos, sendo que os empreiteiros estão a esforçar-se para terminar no período previsto”, afirmou.

O ministro acrescentou que apesar de a empreitada estar a decorrer sem sobressaltos, as empresas deverão ainda criar equipas adicionais para a intervenção nos troços mais críticos, para acelerar o ritmo das obras.

“Energia Para Todos” ilumina mais de 250 mil novos consumidores

A informação foi partilhada, na Quarta-feira (16), pelo Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Alberto, à margem do VIII Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Alberto apontou, para o reforço da rede nacional, através do programa PROENERGIA, a geração de energia por via de mini-hídricas e centrais solares, como factores que determinaram o aumento de novas ligações em todo o país.

“Estamos agora a trabalhar no projecto de Dondo (província de Sofala) que de princípio vai ser lançado ainda este ano. No dia 15 de Setembro, vamos inaugurar a central de Cuamba que é de 15 Megawatts. O projecto em referência inclui a instalação de novas baterias. Pela primeira vez vamos implementar um projecto que vai permitir gerar energia mesmo depois do raiar do sol”, afirmou Alberto.

O Projecto Energia Para Todos tem o objectivo de impulsionar o acesso à electricidade para mais famílias e empresas a nível nacional, como contributo à electrificação universal de Moçambique até 2030 definida na Estratégia Nacional de Electrificação (ENE), aprovada pelo Conselho de Ministros a 16 de Outubro de 2018.

O Projecto apoiará a expansão do acesso de energia às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país, aproveitando e ampliando a rede eléctrica nacional existente e implantando mini-redes na base de geração solar em áreas não cobertas pela rede nacional.

Itália e China ganham 6º concurso de exploração e produção de hidrocarbonetos

Neste momento, as autoridades moçambicanas estão a finalizar as negociações com as duas empresas vencedoras naquilo que se chama de “rodada de licitações”, acção após a qual, seguirão as operações nos campos de produção dos recursos.

“As negociações estão quase concluídas e até ao final deste ano os contratos serão apresentados ao governo para que os aprove e inicie as operações”, disse Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia do país.

Zacarias explicou que o gabinete moçambicano está a estudar a possibilidade de lançar mais rondas de licitações a curto prazo, uma vez que o governo considera o país detentor de um volume significativo de hidrocarbonetos ainda inexplorados.

O ministro falava na cerimónia de encerramento do 8º Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, que decorreu na cidade de Lichinha, no Niassa, norte do país.

“Aproveitar os recursos energéticos de que Moçambique dispõe, torna-se mais pertinente dado o período de transição energética que o mundo atravessa”, sublinhou.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para explorar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, considerada uma das maiores do mundo e localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.

Combustível chega a Malawi através da Nacala Logistics

Até há bem pouco tempo, o fornecimento de combustíveis ao Malawi era feito via rodoviária, a partir da Beira, centro de Moçambique, e Dar-es–Salaam, na Tanzania. Segundo fonte da Nacala Logistic, citada hoje pelo “Notícias”, os carregamentos passarão a ser efectuados seis vezes por mês.

A operação concretiza-se após a companhia logística nacional ter registado progressos substanciais na qualidade de serviços de transporte ferroviário ligando o Porto de Nacala ao Malawi e Zâmbia.

O transporte ferroviário de combustível contribui, desta forma, para o aumento do fluxo de tráfego no Corredor de Nacala, que passa a intermediar entregas de 10 milhões de litros a clientes, incluindo PIL (Blantyre-Malawi Fuel) e Petromoc/Vulcan, para operações da mina de Moatize.

“Esta é uma mudança significativa de eventos. Em Julho, uma reunião estratégica ocorreu no Porto de Nacala, organizada pelas lideranças da National Oil Company of Malawi (NOCMA), ministérios de Energia e Transportes do Malawi, Petróleos de Moçambique, Nacala Logistics e outros”, disse a fonte da Nacala Logistics.

Sustentou ainda que as notáveis conquistas da empresa abrangem o transporte de fertilizantes, contentores de carga geral, leguminosas para exportação, sal, componentes de sabão, grãos de trigo e outros itens, consolidando, desta forma, o seu papel como força motriz das economias de Moçambique, Malawi e Zâmbia.

Esta é a primeira vez que a entidade estatal, a NOCMA, adopta o transporte ferroviário para o escoamento de combustível do Porto de Nacala.

HCB e EDM assinam contrato de mútuo financiamento pelo Mpanda Nkuwa

Este montante é correspondente à comparticipação da EDM, em cumprimento do previsto no artigo sétimo, número um, do Diploma Ministerial número 18/2019, de 7 de Fevereiro (“Mútuo”), e deve ser reembolsável até ao fecho financeiro do projecto.

Os custos de desenvolvimento do empreendimento suportados pela EDM e pela HCB, empresas mandatadas pelo Governo para desenvolver e implementar o projecto da Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, deverão ser contabilizados como adiantamentos ao capital social das sociedades de objecto específico a serem constituídas para o desenvolvimento da infraestrutura energética.

Este acordo foi rubricado por Tomás Rodrigues Matola, Marcelino Gildo Alberto, Presidentes dos Conselhos de Administração da HCB e EDM, respectivamente.

A cerimónia, que decorreu na cidade de Lichinga, província do Niassa, aconteceu no âmbito Oitavo Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O projecto Mpanda Nkuwa vai dar lugar à construção de uma central hidroelétrica localizada no rio Zambeze, no distrito de Marara, província de Tete. A central ficará a 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bassa e a 70 quilómetros a montante da cidade de Tete.

Será também construído um sistema de transmissão compreendendo 1.300 quilómetros da linha de transmissão de alta tensão contínua de 550kV. Espera-se que o projecto Mphanda Nkuwa alcance o encerramento financeiro no final de 2024 e a entrada em funcionamento para 2031.

Moçambique e União Europeia realizam fórum de negócios em Novembro

O Bloco europeu, segundo Simoni Santi, Presidente da Associação dos Empresários Europeus em Moçambique (EuroCam), entende que é interesse dos investidores da Europa entrarem na agenda de transição energética nacional nos moldes em que o país deseja trilhar.

Para a fonte, a transição justa tem muito a ver com a necessidade de acomodar as condições do país, para que todo o interveniente, entre os investidores, o Governo, Pequenas e Médias Empresas e a população saiam a beneficiar-se em pé de igualdade.

Sobre o turismo,  Santi afirmou que este é um sector fértil em Moçambique e o encontro que vai juntar as duas partes em Novembro vai servir para identificar as principais “zonas de penumbra”, nas quais a intervenção do empresariado europeu será crucial.

No tocante ao agroprocessamento e exportações, o interlocutor apontou que o país tem um enorme potencial de produção agrícola, capaz de alimentar o mercado doméstico e europeu. Para isso, é preciso reforçar a cadeia de valor, no sentido de tornar o sector mais  impactante.

“Tomando em consideração que estarão presentes, no evento, entidades financiadoras e reguladoras do comércio doméstico e internacional, acreditamos que será um ambiente favorável para estimular a entrada de produtos nacionais na União Europeia”, afirmou Simoni Santi.

Ao fim do Fórum de Negócios Moçambique-Europa, no dia 23 de Novembro, haverá uma gala de premiação dos empresários europeus com melhor desempenho em negócios em solo moçambicano.

O encontro empresarial vai decorrer no âmbito do Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique-União Europeia, que visa promover Moçambique como destino de investimento e Focar-se-á na promoção de investimentos digitais, energia e o transporte.

Igualmente, o “Global Gateway” tem o potencial de reforçar os acordos comerciais entre a União Europeia e Moçambique, nomeadamente o Acordo de Parceria Económica UE-SADC e o Sistema Generalizado de Preferências “Tudo Menos Armas”.

Está prevista a participação de mais de 300 convidados, entre empresários europeus e moçambicanos, diplomatas, membros do Governo de Moçambique, académicos e não só.