Sunday, June 7, 2026
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Moçambique avalia possibilidade do 7º concurso de pesquisa de hidrocarbonetos

Esta acção visa também gerar soluções que respondam ao actual desafio global da transição energética para fontes amigas do ambiente. O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, explicou que é preciso criar alternativas capazes de guiar o país perante a exigência de geração e consumo de energias menos poluentes.

O debate sobre a possibilidade de novo chamamento dos investidores no sector de petróleo e gás acontece numa altura em que o Instituto Nacional de Petróleos continua a clarificar os contratos dos consórcios vencedores do sexto concurso para posterior aprovação pelo Governo.

As empresas vencedoras deste concurso são Eni Mozambique, que vai operar na área A6-C, em Angoche, na província nortenha de Nampula, e a CNOOC Hong Kong Holding Limitada, que vai trabalhar na A6-D, A6-E, A6-G em Angoche, bem como S6-A e S6-B, no Save, entre as províncias central de Soofala e meridional de Inhambane.

“As negociações estão praticamente no fim e contamos que até o final deste ano os contratos sejam apresentados ao Governo para a aprovação para que as actividades se possam iniciar’’, garantiu o ministro, citado hoje pelo “Notícias”.

Ainda sobre o sexto concurso, o dirigente assegurou que o processo encontra-se bem encaminhado, havendo bons sinais de que os vencedores vão avançar com a execução do planificado.

O sexto concurso foi lançado a 24 de Novembro de 2021, visando a concessão de 16 áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos. Trata-se dum processo que foi dividido em duas fases, a pré-qualificação, com a duração de quatro meses, e a fase de qualificação, oito meses.

Os programas de pesquisa propostos para o primeiro período têm o potencial de permitir investimentos que ascendem aproximadamente a 369.8 milhões de dólares norte-americanos.

Petrolíferas investiram mais de 2 mil milhões em hidrocarbonetos no país  

No relatório de contas de 2022, consultado pela Lusa, a ENH, operadora petrolífera detida pelo Estado moçambicano, contabiliza que investiu 264.158.273 dólares (240,5 milhões de euros) desde 2006 em projectos que transferirá para o balanço da empresa “após aprovação do plano de desenvolvimento e/ou decisão final de investimento”.

A este valor acrescem 1.739.752.667 dólares (1.585 milhões de euros) investidos pelas concessionárias dos projectos, no mesmo período, totalizando assim quase 2.004 milhões de dólares (1.824 milhões de euros).

Grandes investimentos ocorreram em 2013

O ano de maior investimento foi 2013, com um total de 545,5 milhões de dólares (497 milhões de euros) de investimento, que caiu para pouco mais de 5,8 milhões de dólares investidos em 2018, na sequência dos ataques de insurgentes em várias localidades de Cabo Delgado, no norte do país, onde se situam os principais projectos de prospeção e produção de gás natural.

Além destes, a ENH detém uma posição de 25 por cento no consórcio liderado pela Sasol na área de produção de gás PPA Pande e Temane, já em produção, e de 10 por cento na Área 4 da Bacia do Rovuma, em desenvolvimento e produção, além de outros 15 em desenvolvimento e pesquisa.

A ENH exerce a sua actividade subordinada ao Ministério dos Recursos Naturais e Energia, tendo como “objectivo principal” a actividade petrolífera, “nomeadamente a prospecção, pesquisa, desenvolvimento, produção, transporte, transmissão e comercialização de hidrocarbonetos e seus derivados”, incluindo importação e exportação.

Decisão final de investimento para 2025

A companhia petrolífera norte-americana Exxon Mobil considera que o investimento no gás natural de Moçambique está encaminhado para ser tomada uma decisão final de investimento em 2025, começando a produzir no final da década.

“Muito depende ainda da situação de segurança, que tem estado a ser muito bem gerida”, ressalvou em julho o vice-presidente da companhia para a exploração de petróleo e gás, Peter Clarke, numa conferência em Vancouver.

Esta é a primeira vez que a Exxon fala em datas relativamente ao projecto de construção de uma fábrica no norte de Moçambique, depois de o projecto ter sido interrompido em 2020 devido à insegurança na região.

Empresa chinesa constrói porto seco entre Moçambique e Zimbabwe

O grupo opera no Zimbabwe, na área de mineração, sobretudo na produção de aço e níquel, cuja exportação é feita usando portos sul-africanos.

O porto seco de Machipanda vai manusear cerca de dois milhões de toneladas da sua carga, saindo de Zimbabwe para o porto da Beira, no centro de Moçambique, um número que poderá crescer com o manuseamento de outras cargas.

A implantação da infra-estrutura vai também reduzir as longas filas de trânsito rodoviário e aliviar o nível de congestionamento na fronteira de Machipanda, constituindo assim, um ganho para o grupo, uma vez que vai reduzir tempo, distância e custos de manuseamento, usando o porto da Beira.

Neste contexto, o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, apresentou, no sábado (19), aos representantes dos Conselhos Empresariais das províncias centrais de Manica e Sofala o Eternal Tsingshan Group, no quadro da visita que o governante efectuou.

De acordo com Silvino Moreno, esta é uma iniciativa que vai impulsionar a actividade empresarial, tendo apelado as autoridades locais, instituições públicas e ao empresariado a acarinharem o projecto.

A visita do governante é no seguimento das acções, no âmbito da realização do Fórum de Negócios Zimbabwe-Moçambique em Maio último naquele país vizinho.

A fronteira de Machipanda, para além de Zimbabwe e outros países do interland, é importante para o desenvolvimento do corredor da Beira.

É neste contexto que a Associação Comercial da Beira, que reclama de excesso de burocracia e morosidade nos procedimentos na fronteira, sugere melhorias nos serviços migratório e aduaneiro, para permitir maior celeridade no trânsito de pessoas e mercadorias.

 

Receitas da REVIMO disparam para 1,8 mil milhões de meticais

De acordo com o relatório de contas de 2022, divulgado nesta sexta-feira (18) pela Lusa, o volume de tráfego nas estradas geridas pela empresa em destaque aumentou para 17,5 milhões de viaturas no ano passado.

“O aumento das portagens permitiu o alcance de um marco no nosso crescimento. A REVIMO prosseguiu, com firmeza, a caminhada iniciada em 2019, rumo à consolidação do seu papel como parceiro estratégico na gestão e rentabilização das infra-estruturas rodoviárias e serviços correlacionados”, avança a empresa.

Segundo a entidade, em Fevereiro do ano passado, teve início a operação das portagens da Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola-Gare, que vieram juntar-se à portagem de Macaneta, ao longo da estrada circular de Maputo.

“Com este marco, passámos a operar um total de 12 portagens, sendo três na via entre Beira e Machipanda, quatro nas estradas de ligação à Ponte Maputo-Katembe e cinco na circular de Maputo”, sublinha.

Entretanto, para o ano de 2023, a REVIMO adianta que “o marco será a conclusão das obras de manutenção das estradas Macia-Praia do Bilene, Chókwè-Macarretane e Macia-Chókwè, infra-estruturas que irão contribuir para um maior aproveitamento do potencial agrário da província de Gaza”.

A REVIMO conta com 562 trabalhadores e é detida em 70 por cento pelo Fundo de Estradas de Moçambique, sendo que os restantes por cento são repartidos ao meio entre o Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e o Instituto Nacional de Segurança Social.

Energia eléctrica chega a 54 postos administrativos

Segundo Cláudio Dambe, director de Electrificação e Projectos na Electricidade de Moçambique (EDM), disse que até Dezembro outros 13 postos administrativos terão acesso à energia.

Até ao fim do primeiro semestre, seis postos foram ligados à rede eléctrica nacional, entre os quais Galinha, em Muanza; e Mulima, em Chemba, na província de Sofala.

Enquanto isso, Urrene (Panda), Pembe (Homoíne), na província de Inhambane; Mavodze (Massingir) e Zinhane (Chigubo), em Gaza, estão conectados através de sistemas autónomos ou da rede nacional.

O reforço da electreficação que está a ser desenvolvido pela EDM está ancorado ao programa “Energia Para Todos”, que tem o objectivo de “intensificar” o acesso à electricidade para mais famílias e empresas a nível nacional.

O grande propósito é de o país alcançar a meta de electrificação universal de Moçambique até 2030 definida na Estratégia Nacional de Electrificação (ENE), aprovada pelo Conselho de Ministros a 16 de Outubro de 2018.

O escopo do projecto refere que “Energia Para Todos” apoiará a expansão do acesso de energia às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país, “aproveitando e ampliando” a rede eléctrica nacional existente e implantar mini-redes na base de geração solar em áreas não cobertas pela rede nacional.

Empresários moçambicanos participam em eventos de oil&gas na Itália e França

Mozambique Flag Against City Blurred Background At Sunrise Backlight

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Itália (CCMI), Simone Santi, a deslocação de empresários nacionais enquadra-se numa iniciativa desenvolvida pela Confederação das Associações Económicas (CTA), em parceria com a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) e a CCMI.

“Esperamos que os empresários estejam presentes e se inscrevam para participar nos eventos de Outubro de 2023. Partiremos entre os dias 24 e 25 para Itália, onde vamos participar na feira mais importante de oil&gas e teremos a oportunidade de participar em encontros bilaterais entre empresas italianas e moçambicanas, nos quais serão apresentadas oportunidades de investimento em Moçambique”, afirmou a fonte.

Segundo Simone Santi, no dia 26 de Outubro, terá lugar na cidade de Milão o Fórum Empresarial Itália-Moçambique, no qual serão debatidos vários temas, com destaque para a energia, logística, agricultura e infra-estrutura, acrescentando que o evento será suportado pela embaixada moçambicana em Itália e pela petrolífera Eni.

Depois seguir-se-á para França, onde haverá um encontro organizado em Paris pela TotalEnergies. As agendas têm o potencial de estimular o sector da energia no país, segundo o entendimento da Câmara de Comércio Moçambique-Itália.

FACIM 2023 destaca-se com mais países, expositores e inovações

A presente edição, a segunda em formato presencial depois das restrições impostas pela pandemia da COVID-19, destaca-se por trazer inovações, vistas como atractivas para aquilo que é a essência da feira.

Entre as novidades está a criação do pavilhão da Lusofonia, que é reservado aos Estados-membros desta organização exporem as respectivas potencialidades de negócios e investimentos. Tem o de país de honra, cuja nação convidada especial da edição é a Itália e que vai participar com uma delegação empresarial de “alto nível”.

Foi também criado o pavilhão da província de honra, Cabo Delgado, que tem o privilégio de levar à feira, um “grande” número de expositores e delegação de “alto nível”.  O de sector agrícola e pecuária foi pensado para a exposição de projectos e iniciativas “estruturantes” do sector e a cabe ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) monitorá-lo.

Por fim foram criados os pavilhões de desporto e inteligência artificial e robótica destinados a promover  a massificação do desporto e indústria desportiva sob a responsabilidade da Secretaria de Estado e Desportos (SED) e conectividade entre instituições de ciência e tecnologia em preparação da participação de Moçambique na Expo 2025.

As informações foram partilhadas pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que dirigia a cerimónia do lançamento da FACIM, na segunda-feira, em Ricatla, distrito de Marracuene, local que hospeda o evento, há sensivelmente 12 anos.

Na ocasião, o governante afirmou que estas e outras inovações têm o potencial de dinamizar a feira, ao expor as oportunidades de dentro e de fora do país, num ambiente em que os presentes podem construir facilmente parcerias.

“Ainda assim, neste acto de lançamento da FACIM 2023, permitam-me convidar a todos os segmentos do sector público e privado para que se envolvam de forma decisiva e apoiem na mobilização geral que permitirá a participação expressiva dos moçambicanos neste evento de dimensão internacional”, afirmou Silvino Moreno.

Organizada pelo Ministério da Indústria e Comércio (MIC) através da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações, IP (APIEX), a 58ª edição da FACIM 2023, vai decorrer sob o lema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional, de 28 de Agosto à 03 de Setembro de 2023.

Avaria de extractor da Cimentos da “Dugongo” reduz oferta aos mercados

Tal problema, diz a nota, “traduz-se na libertação de pó de calcário através de extractores do ar para a uma chaminé de dissipação”.

A Dugongo garante que a situação está circunscrita à fábrica e seus arredores e não representa perigo à saúde pública, pois pode ser mitigada através do uso de máscara ou fecho de portas e janelas das residências.

“Não obstante, no âmbito das medidas de monitoramento e mitigação inseridas no nosso Plano de Gestão Ambiental e Social, as nossas equipas técnicas estão a trabalhar afincadamente para resolver o problema e no domingo, dia 20, terá início o processo de substituição da peça, esperando-se que a partir do dia 25, parem as emissões das partículas poluentes e se normalize a situação”, lê-se na nota.

A empresa informa que “o prazo deve-se à especificidade dos fornos industriais, que só podem ser ligados e desligados de forma gradual. Neste, momento, os fornos da fábrica de Matutuine estão com uma redução de 80% da sua capacidade de produção com vista a acautelar esta situação”.

A Dugongo promete manter o público informado sobre este processo, “no âmbito do seu compromisso com o interesse público com vista a acautelar esta situação, bem como evitar que haja uma subida do preço de cimento no mercado”.

Paralisada exportação de areias pesadas de Chibuto

Os minérios não são escoados, há sensivelmente três meses, sob alegação de altos custos de transporte, via terrestre, até ao Porto de Maputo, de onde é exportado para o exterior.

Apesar de admitir a retoma para breve, quando as condições estiverem criadas, Lei Wei, técnico da firma, considera que o ideal seria reiniciar as exportações após a conclusão das obras, em curso, da construção da doca no distrito de Chongoene.

“A conclusão das obras da doca, que visa reduzir os custos de escoamento do minério até ao Porto de Maputo, deve estar concluída, no máximo, até Fevereiro do próximo ano e, numa primeira fase, a infra-estrutura terá capacidade para receber navios de até 25 mil toneladas.

A construção da doca de Chongoene enquadra-se no âmbito de novas soluções para a melhoria da logística de transporte dos recursos minerais extraídos na mina de areias pesadas de Chibuto, por parte do Ministério de Transportes e Comunicações (MTC).

Igualmente está em estudo uma solução da construção de um ramal ferroviário ligando a mina de Chibuto à linha férrea do Limpopo, para permitir o escoamento ferroviário da produção da mina.

Refinaria de gás de Temane regista avanço significativo   

A unidade terá capacidade para produzir 23 milhões de Gigajoules de gás natural por ano, que vai resultar, por sua vez, em 30 mil toneladas de gás de cozinha anualmente.

A produção do GPL, designado gás de cozinha, vai responder a cerca de 70 por cento das necessidades do país, abrindo-se também a possibilidade de exportação para os países da região, num investimento orçado em 760 milhões de dólares norte-americanos.

A fábrica de produção de GPL em Moçambique deverá criar oportunidades de negócios em toda a sua cadeia de valor, desde a produção, transporte a granel, armazenamento, enchimento, distribuição e revenda ao público.

A primeira pedra da infraestrutura  foi lançada no dia 28 de Marçco de 2022 e permitirá a implementação integrada dos projectos de produção de 23 PJ/a de gás natural para a geração de energia eléctrica.

O empreendimento terá também o potencial de gerar 4 mil barris de petróleo leve destinados à exportação. O projecto integrado prevê a criação de 3 mil postos de trabalho, directos e indirectos