Saturday, April 11, 2026
spot_img
Home Blog Page 338

Crédito bancário mais caro no mês de Julho

Os créditos bancários estarão mais caros durante o mês de Julho, na sequência da fixação do Prime Rate na ordem de 24.10 por cento, a vigorar durante os 30 dias correntes.

Num comunicado, Associação Moçambicana de Bancos (AMB) indica que houve uma subida em 60 pontos percentuais (PP) em comparação ao mês de Junho que vigorou em 23,50%.

A Prime Rate é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma da taxa média das operações efectuadas no Mercado Monetário Interbancário no prazo de um dia útil (Indexante Único) e o Prémio de Custo.

À taxa é acrescida uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à Prime Rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto.

A publicação mensal da Prime Rate resulta da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano para promover uma maior transparência no processo de fixação das taxas de juro variáveis no mercado e melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária.

A AMB refere que as instituições de crédito devem divulgar amplamente aos seus clientes e ao público em geral o spread de crédito padronizado para cada categoria de produto de crédito. Para cada categoria de produto de crédito será adicionado à Prime Rate o Spread, à vigorar no mês de Julho de 2023.

 

 

Coral Norte sem grandes riscos ao meio ambiente

Esta garantia foi tornada pública por Emanuel Viçoso, coordenador do projecto na Consultec, na sexta-feira, em Maputo, durante a consulta pública do estudo preliminar do impacto ambiental para a implementação deste projecto.

A nova Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), denominada Coral Norte, será desenvolvida na Área 4, um bloco de prospecção e produção de hidrocarbonetos localizado no alto-mar da bacia do Rovuma operado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), a mais de 50 quilómetros (km) da costa do distrito de Palma, província de Cabo Delgado, e dista a cerca de 10 km a norte da FLNG – Coral Sul.

O projecto Coral Norte, que terá a capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas por ano, vai extrair gás natural em seis poços submarinos, por um período de 25 anos, para produzir Gás Natural Liquefeito (GNL).

Segundo Emanuel Viçoso, os impactos encontrados podem ser geridos adequadamente e com sucesso através da aplicação de medidas apropriadas para a sua mitigação, tarefa a ser desenvolvida em fases subsequentes.

COP28: Moçambique está pronto para iniciar a transição energética

Para o efeito, o Grupo de Trabalho Interministerial para a Transição Energética de Moçambique, liderado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia já iniciou com os trabalhos que visam desenvolver o plano em causa.

A criação da Força Tarefa de Transição Energética inspira-se do envolvimento activo de Moçambique na conferência do clima COP27 do ano passado, em que o país se posicionou como um centro regional para energia limpa e industrialização verde.

Em todo o mundo, a tónica por trás da transição para a energia verde continua ganhando ritmo, e vários países africanos já começaram a formular suas próprias estratégias e planos de transição energética.

Recentemente, o Senegal tornou-se o segundo país africano a garantir um pacote substancial de financiamento climático de 2,7 bilhões de dólares, destinado a apoiar e acelerar sua estratégia e plano de transição energética justa. Este anúncio seguiu um pacote semelhante no valor de 8,5 bilhões para a África do Sul em 2021.

Moçambique destaca-se pelos seus recursos excepcionais de energia limpa, particularmente o seu vasto potencial hidroeléctrico. Espera-se que projectos como o da hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa forneçam energia confiável e adaptável, impulsionando a industrialização verde e fornecendo electricidade limpa para o país e toda a região.

Além disso, o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique, uma das entidades envolvidas no desenho do plano, embarcou na exploração activa de oportunidades para electrificar os sistemas de transporte urbano e promover um sector de transporte mais verde, capitalizando os recursos de electricidade limpa de que o país dispõe.

A Força-Tarefa Interministerial para a Transição Energética convocará reuniões regulares nas próximas semanas e meses. Uma equipe internacional de consultores foi contratada para auxiliar no desenvolvimento da Estratégia e Roteiro de Transição Energética, coordenada com o apoio do Instituto Tony Blair, com a assistência do Reino Unido, Bélgica, Noruega e Alemanha.

País pretende exportar mais produtos para China

O facto foi dado a conhecer ao “Notícias” por Gil Bires, director-geral da Agência para Promoção de Investimentos e Exportação (APIEX), durante a III Exposição Económica e Comercial China-África, que vinha decorrendo desde o passado dia 29 de Junho e que ontem encerrou em Changsha, província de Hunan.

Segundo Bires, a Exposição Económica e Comercial China-África que terminou, ontem domingo (02), foi uma excelente plataforma para a busca de oportunidades visando as Pequenas e Médias Empresas de diferentes segmentos.

Para a Exposição Económica e Comercial China-África (CAETE), Moçambique levou produtos como tabaco, feijão bóer, madeira, gergelim, pedras preciosas, café de gorongosa, Ibo e nicufe, açúcar orgânico, oleaginosas, leguminosas, entre outros.

A delegação moçambicana foi chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, acompanho pela embaixadora Maria Gustava, quadros da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, (APIEX), Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, (MADER) e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, (MIREME).

Algodoeira Plexus Cotton vende as suas operações em Moçambique

Nos últimos anos, as operações da PML enfrentaram uma série de desafios que levaram o Conselho de Administração da PCL a determinar que a PML seria melhor servida se operasse sob nova propriedade.

Após um complexo processo de venda conduzido pelo Conselho de Administração da PML, a venda total, incluindo todos os seus activos e passivos, da PML à FESAP foi concluída em 17 de Maio de 2023.

Segundo a Further Africa, o Conselho de Administração da PML está confiante que a FESAP, com operações actuais de cultivo de algodão em Moçambique, será um proprietário adequado para a PML e estará mais apto a assegurar a sobrevivência a longo prazo do negócio.

Como parte desta transação, a PCL concordou que a PML pode continuar a utilizar o nome e a marca registada Plexus durante um curto período, após o qual a empresa fará a transição para uma nova identidade empresarial. A PCL acredita que este acordo proporcionará estabilidade e facilitará uma experiência perfeita para todas as partes envolvidas.

Na sequência da venda da PML, Nick Earlam, Presidente da PCL, afirmou que a PCL centrará as suas actividades futuras no seu negócio de comércio de produtos de base bem sucedido e em rápido crescimento, na produção agrícola específica de várias culturas em África e nos seus serviços de consultoria sobre algodão a nível mundial, que são muito procurados.

“Após um período de propriedade que remonta a 2002, congratulo-me por podermos anunciar a venda da PML à FESAP. As oportunidades de uma abordagem integrada do campo ao produto são significativas no mercado actual e estamos confiantes de que a FESAP e a Felpinter poderão alterar significativamente as perspectivas da PML enquanto entidade produtora”, considerou Earlam.

A Plexus Moçambique é uma empresa de produção de algodão, que opera na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Historicamente, a empresa trabalhou com mais de 80 mil pequenos agricultores anualmente do sector algodoeiro.

Sector do caju em Nampula reforça produção de mudas

A entidade indica que deste efectivo já foram entregues ao sector produtivo, familiar e comercial, cerca de um milhão de mudas de cajueiros, que para o IAM, representa um desempenho de 70 por cento, se comparado com igual período do ano anterior.

Beneficiaram da distribuição quartéis, igrejas e escolas. Dados consultados pela AIM referem que na campanha 2021/2022 foram produzidas 2,24 milhões de mudas, um aumento de 8.2 por cento em relação a época anterior.

Na presente campanha, a meta projectada é de 2.7 milhões a serem criadas nos viveiros de Cunle (Ribáuè), Itoculo (Monapo) e Nassuruma (Meconta). Para o alcance destes números, o IAM decidiu inovar e apostar na produção de mudas policlonais, plano já em execução.

O plano anual do governo da província de Nampula prevê comercializar, na presente campanha, 79 mil toneladas de castanha de caju, contra as 82.2 mil da época anterior.

Entretanto, o sector já decidiu que irá submeter a tratamento químico, contra doenças e pragas, 4.1 milhões de cajueiros produtivos e, para tal, conta com a disponibilidade de três mil atomizadores operacionais e 2500 operadores.

Com a introdução deste equipamento, o IAM espera poder prestar assistência a 160.714 produtores desta cultura de rendimento, sendo 152.679 homens.

A par disso, investigadores da instituição preparam-se para levar a cabo um estudo sobre o rendimento da cultura de caju em alguns distritos como Meconta, Mogovolas e Monapo, onde esta cultura tem forte implantação.

Absa junta empresas do sector da mineração e construção

O principal objectivo da iniciativa visava apresentar soluções para o mercado nacional, abordar as perspectivas e evolução destes sectores em Moçambique, bem como eforçar a relação de parceria entre estas duas instituições.

No decurso do evento, Patrícia Darsam, directora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique, destacou a importância deste tipo de parcerias para impulsionar o negócio local.

“O nosso objectivo é criar soluções inovadoras, identificar e maximizar oportunidades, e estabelecer parcerias estratégicas para acelerar o crescimento destes sectores vitais e das suas cadeias de valor”, disse a responsável.

Presente no encontro, Ernesto Gove, chefe da Equipa do Banco, apresentou o panorama económico do país, dando nota das potenciais oportunidades. Na ocasião, contou que os sectores da mineração e construção são fundamentais para o crescimento do país, por isso estimular este sector é mais do que oportuno.

“É necessário capitalizarmos a nossa vasta gama de commodities e explorarmos a riqueza dos nossos recursos para garantir estabilidade e resiliência”, frisou Gove.

A fonte lembrou, ainda, que o país possui um dos maiores depósitos de grafite do mundo, um componente importante para a produção de baterias de veículos eléctricos, o que demonstra a importância do País na transição verde global e no avanço do transporte sustentável.

Porto de Nacala regista aumento de carga no primeiro trimestre

Nos três terminais do porto, de contentores, carga geral e graneis líquidos, houve registo global de 646 816 toneladas métricas, contra as 583 107 toneladas em igual período de 2022, representando um crescimento de 10,9 por cento.

Induna afirmou que “o aumento do movimento de navios obrigou a direcção da instituição a dedicar exclusivamente um cais para contentores, permitindo que a linha de navegação de Moçambique aumentasse o número de escalas”.

A respeito das queixas dos empresários sobre o roubo de suas mercadorias no porto, Neimo Induna garantiu que a situação está controlada, graças à introdução de medidas adicionais.

“A segurança do porto de Nacala poderá melhorar nos próximos dias, com a finalização das vedações e portões do recinto portuário, bem como a instalação de câmaras de segurança”, afirmou.

O responsável pelo porto revelou que a conjuntura internacional, sobretudo a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, está a impactar o mercado global e a cidade de Nacala, em particular, pois a importação do trigo a granel e dos fertilizantes ficou afectada, ainda que alguns clientes tenham encontrado alternativas para o problema.

O aumento de escalas de navios porta-contentores deve-se ainda à redução do frete a nível global, bem como ao facto de não haver mais escassez de contentores, explicou Induna.

AdZ tem carteira de financiamento de cerca de USD 100 milhões para PME’s

Segundo o director-geral da AdZ, Roberto Albino, do montante disponível, cerca de 35 por cento são fundos próprios da Agência com pujança de financiar acções para modernizar a capacidade produtiva das PME’s.

“Actualmente, a nossa carteira de financiamento é de cerca de 100 milhões de dólares só para PME’s, dos quais 35 por cento são fundos próprios da Agência do Zambeze”, disse o director geral da AdZ.

Roberto Albino explicou que o financiamento ao sector privado visa evitar que as empresas tenham dificuldades com fornecedores de peças e equipamentos e garantir que tenham assistência técnica que tem sido uma das principais causas de encerramento de PME’s.

“Se tudo correr como o previsto, cerca de 25 novas fábricas vão ser estabelecidas nos próximos 18 meses em diversas áreas agro-indústrias, no âmbito do programa AGRIVAl”, refere a AIM, citando a mesma fonte.

Fez saber que, nos últimos cinco anos, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze mobilizou recursos que, por sua vez, permitiram que 31 PME’s da área industrial fossem financiadas.

Explicou que “isso é feito primeiro através de um mecanismo de financiamento, que nós chamamos fundo catalítico para inovação e demonstração, um mecanismo que foi inovado por nós, com o financiamento do Banco Mundial”.

Acrescentou que em menos de um mês será lançada a terceira geração do fundo catalítico, orçado em cerca de 18 milhões de dólares e, ainda este ano, será lançada a quarta geração cujo fundo está orçado em 20 milhões de dólares.

“A nossa ideia, com este mecanismo de financiamento através do fundo catalítico, é assegurar que as empresas recebam dinheiro através de um mecanismo de concurso público, onde o sector privado faz parte, e o comité de investimento é quem decide, em última instância, qual é a PME que vai ser financiada”, disse.

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze é uma instituição pública, do foco regional, cujo objectivo consiste, entre outras, em estudar o potencial do vale do Zambeze e assistir técnica e financeiramente as iniciativas de desenvolvimento.