Monday, June 8, 2026
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Generation Ready: mais oportunidades para auto-emprgo precisa-se, diz Petersburgo

No país, há alguns programas destinados a apoiar técnico e financeiramente aos jovens, como o “Agora Emprega”, financiado pelo Banco Mundial e o Fundo de Apoio de Iniciativas Juvenis (FAIJ). Petersburgo refere que estes mecanismos estão a contribuir, sobremaneira, para estimular as iniciativas dos jovens.

Ainda assim, o dirigente entende que estas oportunidades devem continuar a ser replicadas pelo resto do país e até são necessárias mais outras para que a abrangência seja significativa.

Falando especificamente da conferência, Petersburgo afirmou que a iniciativa é importante na medida em que ela consegue juntar o Governo, jovens e as empresas. Para o responsável da Secretaria de Estado Para Juventude e Emprego ((SEJE), este encontro serve para cada das entidades revelar as suas acções e desafios.

“É um momento para dar a conhecer aos jovens e às empresas onde e quando o Governo faz  as suas intervenções”, frisou Petersburgo.

Recentemente, o Governo anunciou que o sector público poderá não contratar nos próximos três anos, alegadamente pela pressão, em parte, criada pela implementação da Tabela Salarial Única (TSU).

Questionado sobre que forma o Governo aliviaria o peso dos jovens, que ficarão sem oportunidade de poder ingressar ao Aparelho do Estado, Petersburgo sublinhou que esta medida ainda não é definitiva e assegurou que, a uma dada altura, serão feitas as contratações no sector público.

Sobre a introdução do sistema modular no ensino técnico-profissional, Mety Gondola, Secretário geral do Ensino Técnico Profissional, disse que o currículo está a decorrer a um ritmo satisfatório, apesar de algumas limitações relacionadas com a capacitação dos formadores, cuja psico-pedagogia deve enquadrar-se ao novo móbil de ensino.

A Generation Ready é uma plataforma que reúne empresas do sector privado, o governo, instituições de ensino e jovens, com o objectivo de discutir estretégias sustentáveis para adaptar os recém-formados aos desafios do mercado de trabalho.

Syrah Resources mantém interrupção da produção de grafite

A empresa argumenta que a decisão de suspender a produção deve-se à necessidade de escoar o  “stock” que é, actualmente, de 28 toneladas, enquanto aguarda por uma melhoria nas condições de procura do mercado por grafite natural, avança o Diário Económico.

“As operações da fábrica de Balama, em Cabo Delgado, foram interrompidas. Não houve nenhuma produção nos meses de Maio e Junho de 2023, devido à volatilidade no mercado chinés de ânodo e à boa disponibilidade de stock de produtos acabados”, lê-se no relatório de actividade do terceiro trimestre, divulgado pela Syrah.

“A decisão de reiniciar a produção dependerá do aumento das vendas do stock e de novos pedidos de vendas a preços acima dos custos operacionais em volumes de produção de, pelo menos, dez mil toneladas por mês, de acordo com a revisão do modo de operação em Balama”, aponta o documento.

A Syrah foi uma das empresas mineiras cuja operação foi afectada pelo conflito armado em Cabo Delgado. Em Junho de 2022, a cadeia logística foi suspensa temporariamente, devido a ataques que se aproximaram da estrada por onde é escoada o grafite.

Nos Estados Unidos da América, a midneradora australiana está a construir a sua própria fábrica de material de baterias Vidalia, que será alimentada com o minério moçambicano.

Acordo entre Moçambique e EAU vai facilitar trabalhadores nacionais

O acordo foi rubricado por Margarida Talapa, ministra de Trabalho, Emprego e Segurança Social e Abdulrahman Al Awar, Ministro dos Recursos Humanos e Emiratização (MoHRE), em Dubai.

A ministra moçambicana considera que a assinatura deste instrumento “vai contribuir para aumentar as oportunidades de emprego para os trabalhadores moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos e garantir os seus direitos num ambiente de trabalho, que é, consistentemente, classificado como um dos melhores do mundo”.

Do lado dos Emirados Árabes, Al Awar afirmou que a assinatura do MoU estabelece uma parceria institucional entre os dois ministérios e garante a cooperação contínua para melhorar a gestão do ciclo de trabalho dos moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos, maximizando os benefícios mútuos.

“O ministério está empenhado em alcançar a visão do governo dos Emirados Árabes Unidos em fortalecer parcerias e cooperação com países de todo o mundo, posicionando o país como um destino global ideal para trabalhar e viver, enquanto salvaguardar os direitos dos empregadores e trabalhadores de várias nacionalidades”, afirmou o governante.

A cerimónia de assinatura contou com a presença de Tiago Castigo, Embaixador de Moçambique nos Emirados Árabes Unidos, Khalil Al Khoori, Subsecretário do MoHRE para Assuntos de Recursos Humanos e Shaima Al Awadhi, Subsecretário Interino de Comunicação e Relações Internacionais do MoHRE.

Nenhuma das empresas cotadas por BVM é de transportes e logística

A informação foi partilhada por Salim Valá, Presidente do Conselho de Administração da BVM, durante um encontro com empresários do sector de logística e transportes, no Fórum Empresarial organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique, na cidade de Maputo.

Falando no painel subordinado ao tema de “Transporte e Desenvolvimento Económico”, Valá fez saber que vários estudos independentes, bem como os realizados pela própria BVM, revelam que muitas empresas não recorrem ao mercado de capitais para o financiamento.

Em causa, segundo o dirigente, estão as fragilidades institucionais, nomeadamente a nível da governação, gestão, auditoria das contas, transparência, escrutínio público e ética empresarial .

“Estamos à disposição para trabalhar com as empresas do sector para incentivá-las a utilizar essa alternativa de financiamento mais económica, principalmente para projectos que demandam recursos significativos a médio e longo prazo”, afirmou Valá.

A fonte manifestou preocupação com a pouca adesão das empresas à Bolsa de Valores, supostamente por ser difícil para o efeito. Valá desmistificou esse mal entendido e apelou que mais entidades entrem para o mercado de capitais.

“O Terceiro Mercado de Valores, lançado em Novembro de 2019, é um mercado de incubação que permite às empresas cotar e, num período de entre 2 e 3 anos, ter contas auditadas e proceder à dispersão accionista”, explicou.

A BVM afirma que as empresas de transporte podem aproveitar esta janela de oportunidade existente, uma vez que quatro empresas já foram listadas neste mercado.

Concessão da HCB alocada ao orçamento do Estado sobe para 70 por cento

No Decreto 41/2023, aprovado pelo Conselho de Ministros a 7 de Julho e que já entrou em vigor, o Governo defende a necessidade de “rever o regime de afectação de receitas” previsto na revogada legislação de 2009 no que diz respeito à atribuição da Taxa de Concessão da HCB.

Assim, a Taxa de Concessão mensal da HCB passou a ser alocada de uma uma forma diferente e mostra que 70 por cento vão para o Orçamento do Estado Moçambicano, 24 por cento para o Fundo de Energia (FUNAE).

Para a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) vão 2 por cento, mesma percentagem para as agências de fomento e outros 2% para administrações regionais de água.

Nos termos da legislação de Março de 2009 anteriormente em vigor, o Governo fixou em 60 por cento o valor da Taxa de Concessão transferida para o Orçamento do Estado pela central hidroeléctrica, sendo 35 por cento para o FUNAE, 2,5% para o Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Zambeze e 2,5% para o Conselho Nacional de Electricidade.

A HCB é maioritariamente detida pelo Estado moçambicano e foi classificada como a empresa pública moçambicana com melhor saúde financeira, a única da  Categoria 1.

Em outras palavras, a empresa tem “risco muito baixo” de não honrar os seus compromissos, de acordo com uma análise de Outubro de 2022 do Centro de Integridade  Integrity Public (CIP), uma organização não-governamental moçambicana.

 

Dívidas dos países entre as prioridades do Banco Africano de Desenvolvimento

Na 5ª Reunião de Coordenação Semestral da União Africana (UA) em Nairóbi, Quênia, no domingo, Adesina falou sobre os investimentos significativos do Banco, incluindo o gastos de 44 bilhões de dólares em projectos de infraestruturas regionais e nacionais nos últimos sete anos.

O dirigente esclareceu que o aumento do capital do Banco em 2019 de 93 bilhões  de dólares para 208 bilhões, o mais alto de sua história desde a sua criação em 1964, deu ao Banco o poder financeiro para apoiar “fortemente” à África, a lidar e se recuperar da crise andemia da COVID-19.

Na sua explanação, Adesina afirmou que o Banco criou uma linha financeira de até 10 bilhões  de dólares, destinados a apoiar os governos e o sector privado a enfrentar os impactos da COVID-19.

A reunião contou com a presença de nove chefes de Estados e de Governos, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina Mohammed.

Estiveram também presentes os chefes de organizações pan-africanas e comunidades económicas regionais e representantes de agências internacionais. A reunião decorreu sob o lema “Aceleração da implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA)”.

 

Há fragilidades na gestão das finanças públicas no país, diz Banco Mundial

Denominado “Lições de Uma História de Sucesso Que se Desviou”, o relatório, elaborado pelo Grupo de Avaliação Independente do BM e pelo Centro Internacional de Crescimento, aponta que as dívidas ocultas e a corrupção ligada às instituições públicas e aos grupos políticos de elevado estatuto são a principal causa da desaceleração económica acentuada.

“A gestão inadequada das finanças públicas, aliada à escassa capacidade de gerir a dívida, a má gestão do investimento público e a baixa monitorização do sector extractivo e de hidrocarbonetos são alguns dos aspectos que contribuem para a utilização ineficaz dos recursos e retardam o desenvolvimento”, afirma a instituição, que sublinha que Moçambique ainda sofre de necessidades de primeira ordem.

De acordo com o BM, na última década, em Moçambique, não se registaram melhorias significativas, principalmente na componente agrícola, devido à ausência de tecnologia moderna, infra-estruturas, acesso aos mercados e ainda por causa da gestão inadequada dos recursos naturais e da desflorestação.

“Num contexto caracterizado pela corrupção e instituições públicas geridas em benefício de grupos de elevado estatuto, as soluções técnicas para a gestão das finanças e dívida pública têm pouca probabilidade de alcançar os resultados desejados”, clarificou.

Para colmatar as situações descrita, o documento avança algumas orientações e refere que devem ser feitos diagnósticos centrais, para dar lugar à identificação e priorização das reformas, apostando em iniciativas coordenadas e transparentes.

 

Consurso para implementação do BRT poderá ser feito próximo ano

No momento, segundo a coordenadora do projecto BRT, Fátima Artur, o MTC adjudicou a um consórcio de duas empresas um estudo de viabilidade do projecto, a ser implementado na região do Grande Maputo.

Artur disse que o estudo deverá incluir, para além da viabilidade das faixas centrais, o esboço de sistemas de sinalização multiuso, que vão ser controlados a partir de um centro de dados, 10 terminais intermodais, câmaras de segurança nos autocarros e terminais.

“Este estudo é complexo e estamos a trabalhar para ver se conseguimos fazer as adjudicações ainda em 2024. Com muito esforço, vamos conseguir terminar em 2026”, afirmou.

Esta é a primeira solução de Bus Rapid Transit do país e será implementada num troço de 22 quilómetros de uma linha dedicada aos autocarros BRT, com saída da Praça dos Trabalhadores, na Baixa da Cidade de Maputo, passando por Guerra Popular, Acordos de Lusaka e Júlio avenidas Nyerere.

Quanto ao modelo de autocarros a serem empregues no projecto, é também uma das questões que caberá ao consórcio definir no estudo em curso. “Nós não sabemos ainda qual vai ser o modelo de autocarros, este é um dos delivers deste estudo: verificar qual é o tamanho, modelo, combustível, se vai ser gás natural comprimido ou híbrido. Estes consultores vão fazer avaliação e vão-nos trazer a solução óptima”, finalizou o coordenador.

A Área Metropolitana do Grande Maputo abrange a capital moçambicana, a cidade adjacente de Matola e os distritos vizinhos de Boane e Marracuene.

O empreendimento vai custar 173 milhões de dólares americanos, mas o total de investimento é de 250 milhões, disponibilizados pelo Banco Mundial, para a melhoria da mobilidade urbana na zona da Grande Maputo. O projecto está a ser implementado através da Agência Metropolitana de Maputo.

 

Mineradora Monte Muambe Mining já faz parte da CMM

O director-executivo da empresa, Cedric Simone, afirmou, na segunda-feira, que a adesão da empresa ao grupo moçambicano constitui uma mais-valia, pois vai ajudar a desenvolver o sector industrial.

“Moçambique é um país maduro em termos de mineração, onde a indústria tem um futuro brilhante pela frente, isto desde que se mantenha unida e se envolva proactivamente com todas as partes interessadas”, afirmou Simone.

Fundada em 2012 por algumas grandes mineradoras internacionais, incluindo a Kenmare Resourcess, ENRC, Grafite Kropfmühl e outras, a Câmara de Minas de Moçambique é um grupo da indústria que está regularmente envolvido em consultas com o Governo e com outras partes interessadas.

No início do mês de Julho, a mineradora britânica informou sobre o retorno das suas actividades de perfuração, acrescentando que as acções estarão inicialmente concentradas no preenchimento e mergulho no alvo quatro, este que é um dos dois corpos de minério incluídos na estimativa inicial de recursos minerais do Joint Ore Reserves Committee (JORC).

Acordo entre EAU e Moçambique vai criar Área de Comércio Livre

Há varias oportunidade para uma integração económica mais estreita entre os dois países especialmente nas áreas de agricultura, turismo, infra-estrutura, tecnologia e energias renováveis, avança um comunicado da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Moçambique.

Os dois países acreditam que a integração económica trará oportunidades de negócios, particularmente, para os importadores e exportadores de ambos os lados com benefícios mútuos.

Uma das vantagens desta cooperação é a posição estratégica geográfica e logística dos Emirados Árabes Unidos, por um lado. Por outro, os recursos naturais e humanos com destaque para a agricultura e energias de que Moçambique dispõe.

Com a assinatura da declaração conjunta de intenções para o lançamento das negociações do CEPA, Moçambique comprometer-se-á a fortalecer a parceria económica de longo prazo com os Emirados Árabes Unidos.

“Esta estrutura de acordo baseada em interesses mútuos estabelecerá uma cooperação estratégica mais forte, promoverá a inovação, para além de estimular o crescimento económico e criar oportunidades de trabalho nos dois países”, refere o comunicado.

O documento indica, ainda, que “anúncio dos Emirados Árabes Unidos de fazer fazer parte de negociações sobre o CEPA EAU-MOZ reflecte o compromisso com vista a alcançar maior progresso económico através do comércio e do investimento.

Estas pretensões acontecem numa altura em que há cada vez maior número de empresários moçambicanos interessados em estabelecer seus negócios no Emirados Árabes Unidos e vice-versa.