Saturday, April 11, 2026
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Costa diz que implementação do acordo de mobilidade na CPLP está lenta

O dirigente da Organização reconhece os desafios regionais e subregionais que os países-membros enfrentam, no entanto, entende que os signatários poderão, dentro das suas limitações, dedicarem a sua atenção ao acordo em referência.

“O ritmo não está como todos nós gostaríamos que fosse. Mas como sabem, é um acordo geral que foi aprovado e ractificado em tempo recorde, em menos de 15 meses. Naturalmente, agora estamos a passar por uma segunda fase em que cada um dos países de acordo com a sua velocidade, de acordo com as suas especificidades, terão que olhar como é que querem que esse acordo poderá correr daqui para frente”, afimou Costa.

O Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da CPLP foi aprovado na vigésima sexta Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida, em Luanda, Angola, no dia 16 de julho de 2021.

O memorando entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2022 nos Estados que entregaram os respectivos instrumentos de ractificação no Secretariado Executivo da CPLP, nomeadamente, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Portugal e Guiné-Bissau.

Em Janeiro do mesmo ano, o Secretariado Executivo recebeu o depósito do instrumento de ractificação de Moçambique. No dia 7 de Março de 2022, o Ministério das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil visitou a sede da CPLP para fazer o mesmo.

No dia 17 de Junho de 2022, foi a vez do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Democrática de Timor-Leste. O ministro das Relações Exteriores da República de Angola, Téte António, submeteu o “sim” angolano a 24 de Junho do ano em referência.

BAD aprova nova estratégia de desenvolvimento para Moçambique  

A estratégia tem duas áreas prioritárias: promover a melhoria da gestão económica e do ambiente de negócios, para facilitar o investimento do sector privado e mobilizar recursos e transformar as cadeias de valor agrícola, por meio do fortalecimento sustentável de infraestruturas.

Segundo avança a Further Africa, esta estratégia é considerada o culminar dos esforços do Governo de Moçambique, parceiros de desenvolvimento, sociedade civil, sector privado e especialistas técnicos nas reformas económicas mais críticas do país a implementar nos próximos anos.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) está a trabalhar para apoiar o Executivo na consolidação dos resultados das reformas anteriores e em curso na governação económica e no ambiente de negócios. O governo também está a adoptar novos regulamentos e a reforçar vários processos administrativos, para melhorar a posição fiscal do país e estimular os fluxos do sector privado.

“O Banco Africano de Desenvolvimento tem sido um parceiro crítico no financiamento do desenvolvimento da nossa economia. Com esta nova estratégia, o Governo de Moçambique reafirma o seu compromisso de trabalhar no sentido de reforçar a nossa cooperação tendo em conta os objectivos que definimos conjuntamente para Moçambique”, disse o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

Espera-se que a implementação da estratégia reflita-se, primeiro, no maior envolvimento do sector privado para impulsionar o comércio internacional, segundo, melhorar fluxos de investimento e, por fim, a criação de empregos especialmente para mulheres e jovens. Espera-se que tal atraia investimento estrangeiro directo de 22,7 por cento para 30% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com o apoio do Banco, Moçambique poderá estimular a economia verde e transformar a agricultura e, como consequência disso, aumentar o número de indústrias competitivas, capazes de criar empregos e reduzir a pobreza e a desigualdade.

O envolvimento do Banco também ajudará a melhorar os meios de subsistência por meio de investimentos no sector agrícola, numa abordagem intersectorial e no desenvolvimento e modernização do sistema energético do país.

Chimoio conta com novo posto de venda e compra de pedras e metais preciosos

Trata-se de uma unidade criada em resposta ao processo de certificação de Kimberley, que promove a implantação de polos comerciais oficiais, com vista a aprimorar o pressuposto regulatório e combater o contrabando de minerais preciosos.

Segundo Zacarias, o empreendimento tem o potencial de criar empregos dignos, e aumentar as divisas do Estado moçambicano.

O novo empreendimento, disse o governante, resulta do esforço do governo para uniformizar a exploração de pedras preciosas e metais preciosos, e melhorar a sua gestão e controlo, obtendo assim mais receitas para o Estado.

“Gostaríamos de acreditar que esta feitoria irá, sem dúvida, estimular a indústria extractiva na província de Manica, e no país em geral. Este será o ponto obrigatório para a certificação dos produtos minerais antes de serem exportados”, afirmou Zacarias.

O dirigente lembrou que Moçambique aderiu ao processo de Kimberley em 2021, o que tem permitido a implementação de medidas para melhorar as condições de combate ao contrabando e à evasão fiscal por parte de quem explora os recursos minerais do país.

Disse que estão estabelecidos procedimentos técnicos e administrativos para o rastreio, segurança e controlo interno de diamantes, bem como para a comercialização de metais preciosos e pedras preciosas, através da utilização de embalagens que incluam o certificado de origem.

“Estas medidas estão a garantir melhorias na arrecadação de receitas do Estado. “Por causa delas, em 2022, a província de Manica registou a produção de cerca de 400 quilos de ouro. Foram exportados 45 quilos. No final do primeiro semestre deste ano (2023), a província registava uma produção de 305 quilos de ouro, dos quais 99 quilos foram exportados”.

O ministro apelou, ainda, a todos os que operam no subsector dos metais preciosos e pedras preciosas a utilizarem de forma adequada todas as facilidades a serem disponibilizadas na no posto.

KOGAS avança 7 mil milhões de dólares no projecto Coral Norte em Moçambique

Segundo a KOGAS e fontes da indústria, a empresa italiana de energia, a Eni, apresentou, recentemente, ao governo moçambicano uma proposta oficial para o projeto Coral Norte. A KOGAS decidiu participar do projeto e já iniciou os estudos de viabilidade, avança a Further Africa.

“Actualmente, estamos realizando estudos de viabilidade para participar do projeto de desenvolvimento de gás em Moçambique”. Ele também acrescentou, São necessários investimentos adicionais para explorar e desenvolver devido ao tamanho do campo moçambicano”, disse uma fonte da KOGAS.

Se a participação da KOGAS neste projecto for confirmada, marcará o primeiro novo empreendimento em Moçambique em seis anos após o Coral Sul Área 4 da Bacia do Rovuma, que iniciou a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), facto que sucede a sua decisão final de investimento em 2017.

A Mozambique Rovuma Venture” irá operar o projecto, com a KOGAS detendo uma participação de 10 por cento de acções. Além da KOGAS, seis empresas, incluindo ExxonMobil (EUA), Eni (Itália) e China National Petroleum Corporation, participarão do investimento energético.

Coral Sul FLNG vai drenar 4 biliões de Meticais em receitas anuais até 2026

Em termos nominais, O PIB passará de cerca de 337.6 mil milhões (ou biliões) de Meticais em 2023 para cerca 453 mil milhões de Meticais em 2026.

O Cenário Fiscal de Médio Prazo indica, porém, que as receitas efectivas cobradas durante o período do CFMP poderão diferir desta previsão uma vez que os preços do petróleo são altamente voláteis e podem variar significativamente em relação aos preços projectados.

“Importa referir que a receita de GNL considerada no quadro fiscal reflecte 60 por cento da receita projectada, no âmbito da proposta de Lei do Fundo Soberano em que apenas uma parte da receita prevista num determinado ano financiará a despesa pública”, sublinha o documento aprovado em Junho último pelo Governo.

O CFMP refere ainda que a despesa pública irá contrair de 32,9 por cento do PIB em 2022 para 26,8 por cento em 2026. Em termos nominais, a despesa passará de 388,3 mil milhões de Meticais em 2022 para 501,8 mil milhões de Meticais em 2026.

O documento refere que as rubricas de salários e remunerações, pensões e serviço da dívida continuarão a ser fontes de pressão significativa no quadro fiscal de médio prazo.

Em relação aos investimentos públicos, o CFMP prioriza na sua Carteira Projectos de continuidade iniciados em 2023 e que perduram no período do presente CFMP, projectos de financiamento externo com comparticipação do Estado e os Projectos novos em carteira, inscritos no Sistema Nacional de Investimentos Públicos que estejam previstos no Plano Quinquenal do Governo 2020-2024, e que sejam de maior impacto económico e social.

Recuperados cerca de um bilhão de meticais adquiridos ilicitamente  

O Gabinete Central de Recuperação de Bens informou que o valor em referência cobre a apreensão de prédios, viaturas e outros bens, bem como de numerário, obtido por via criminosa.

A identificação e recuperação destes bens, antes da condenação dos criminosos envolvidos, continua a ser um desafio para os órgãos de administração da justiça que apelam ao reforço das regras de confisco, de forma a evitar a acumulação de riquezas por meios ilícitos.

“O que queremos agora é criar mecanismos para que aqueles que obtiveram ganhos ilícitos não possam manter a posse da riqueza obtida por meio do crime”, disse a ministra da Justiça, Helena Kida, no encontro.

O Procurador-Geral Adjunto, Alberto Paulo, acrescentou que “a privação dos rendimentos das actividades criminosas é uma das armas mais poderosas na luta contra a criminalidade. Afirme que o acto dissuade os criminosos de cometer crimes, e também previne a concorrência desleal que resulta da introdução de lucros obtidos ilegalmente na economia legal”.

O seminário de dois dias reúne os órgãos de justiça moçambicanos e especialistas internacionais para discutir estratégias de aplicação das leis de recuperação de bens.

 Sistema nacional de energia face às mudanças climáticas conta com apoio da Sweco  

Avaliado em cerca de 29,2 milhões de meticais, o projecto terá a duração de um ano e, nesse período, os trabalhos estarão todos virados para a protecção do sistema eléctrico, segundo avança o portal MarketScreener.

“O consultor vai avaliar o estado actual do sistema e propor medidas para uma melhor preparação para os desastres”, avançou o site.

De acordo com a gestora da Divisão de Energia e Indústria da Sweco, Conny Udd, o aumento da resiliência às mudanças climáticas é uma necessidade crescente e é particularmente importante para o sector da energia.

“A preparação precisa de ser levantada antes, pois as consequências geradas pelos desastres são catastróficas”, explicou.

Por sua vez, o PCA da EDM, Marcelino Alberto, afirmou que a Sweco tem trabalhado em vários projectos moçambicanos há mais de 30 anos, sendo que reúne um vasto conhecimento sobre o sistema energético do País.

“Todos os anos, a infra-estrutura de energia da EDM é afectada por eventos climáticos extremos, como ciclones tropicais. Tendo a Sweco como parceira de consultoria, é uma estratégia para garantir maior resiliência”, finalizou.

A contratação da Sweco faz parte de um acordo entre os governos da Suécia e de Moçambique, financiado pela Swedfund, instituição financeira de desenvolvimento do país nórdico.

 

Índia e Total conversam sobre o projecto Moçambique LNG

No mês passado, o secretário de Petróleo indiano, Shri Pankaj Jain, conheceu o CEO da Total Energies, Patrick Pouyanne e mantiveram discussões sobre a retomada das operações do projecto do Gás Natural Liquefeito (GNL) Área 1 no distrito de Palma, no norte do país.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, visitou Moçambique em Abril deste ano, no âmbito do plano do país asiático de aprofundar os laços comerciais e diplomáticos com os países africanos.

O empreendimento assume importância para Índia pela facilidade logística, uma vez que Moçambique fica próximo da costa oeste da Índia, que detém o número máximo de terminais de GNL.

Além disso, sua localização geográfica posiciona-se para atender às demandas dos mercados do Atlântico e da Ásia-Pacífico, bem como aproveitar os crescentes requisitos de energia da Ásia Ocidental e da Índia, acrescentou uma das fontes.

Pelo menos duas empresas indianas, nomeadamente ONGC Videsh (OVL), Bharat PetroResources (BPRL)  detêm um total de 20 por cento de participação no projecto.

O projecto que deveria iniciar as operações em 2024, agora adiado para 2027, foi interrompido em 2021, depois que a Total Energies declarou “Força Maior”,  devido a razões de insegurança imposta por insurgentes na região.

A Total Energies EP Moçambique Área 1 detém uma participação de 26,5 por cento, a ENH Rovuma Área 1 (15 por cento), Mitsui E&P Moçambique Área 1 (20 por cento), ONGC Videsh Rovuma (10 por cento), Beas Rovuma Energy Mozambique (10 por cento ), BPRL Ventures Moçambique (10 por cento) e PTTEP Moçambique Área 1 (8,5 por cento).

FDC Escola de Negócios disponibiliza plataforma de ensino em “streaming”  

O FDC Signature é uma solução que oferece aos executivos e gestores a oportunidade de se actualizarem sobre as últimas tendências e práticas de negócios, sem precisar “sacrificar” a sua agenda de compromissos.

Trata-se de uma plataforma de transmissão de conteúdos sebre negócios em tempo real através da internet (streaming). A mesma oferece uma variedade de matérias, incluindo cursos, trilhas, pequenos conteúdos de aprendizagem (microlearning), textos, artigos, podcasts, experiências ou histórias de sucesso (cases).

Igualmente, a tecnologia oferece painéis de discussão, “tudo isso apresentado por alguns dos mais renomados especialistas em negócios do Brasil e do mundo”.

Os conteúdos estão disponíveis para o acesso em qualquer dispositivo conectado à internet e podem ser visualizados em qualquer lugar e a qualquer momento e tem o potencial de proporcionar uma experiência de aprendizado sob medida para as necessidades de cada indivíduo.

No primeiro acesso, o usuário tem a oportunidade de fazer uma pesquisa (assessment), para identificar os seus principais interesses. Depois do utilizador decidir que conteúdos enquadram-se para o seu desenvolvimento, a plataforma vai ajudar a traçar uma jornada de crescimento profissional.

Para experimentar, os usuários só precisam aceder à ligação https://fdcsignature.fdc.org.br/quero_testar. O acesso é grátis por dois meses de teste.

Gorongosa vai duplicar produção do café

A informação foi avançada pelo administrador do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), Pedro Muagura, à margem da Conferência Distrital de Divulgação de Potencialidades de Resiliência Climática e Atracção de Investimentos para a Conservação do Meio Ambiente.

De acordo com o gestor, citado pelo “domingo”, antes a produção deste produto estava praticamente reduzida ao posto administrativo de Canda, permanecendo a vontade de avançar, por exemplo, na comunidade de Satungira, mas com o clima de insegurança, tal não se mostrava viável.

“Em termos de colheitas estávamos na ordem de cinco toneladas em cada seis meses. Podemos prever um incremento até 10 ou 15 toneladas. Não queremos quantificar agora, como sabem existem solos que não são muito bons, mas não podemos estar abaixo de 15 toneladas de café processado”, disse Muagura.

Muagura sabe que o mercado está apetecível para a compra do café nacional, até porque o país acabou de aderir à Organização Internacional do Café e 11 marcas do produto, incluindo o café de Gorongosa, estão na lista das exportações.

O encerramento da unidade militar aconteceu no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos ex-combatentes do maior partido de oposição em Moçambique.