Saturday, April 11, 2026
spot_img
Home Blog Page 336

BM suspende Ecobank Moçambique do sistema de operações de mercado

A informação consta de nota emitida pelo Departamento de Gestão de Mercados e Reservas do Banco de Moçambique, destinada às instituições participantes no MMI e MCI e não refere os motivos da suspensão.

O comunicado do Banco Central sublinha que “em resultado da suspensão, o Ecobank Moçambique S.A está proibido de participar no MMI e no MCI”.

O Ecobank Moçambique tem quatro agências localizadas nas maiores cidades de Moçambique, duas na região sul, uma na região centro e outra na região norte e possui 118 funcionários, no geral.

O Sistema de Operações de Mercado (SOM) representa um conjunto de normas e procedimentos a observar pelo Banco de Moçambique e pelas instituições autorizadas a participar do Mercado Cambial Interbancário (MCI) e no Mercado Monetário Interbancário (MMI).

Governo vai baixar dívida interna, reduzindo emissão de Bilhetes de Tesouro

A emissão de BT foi a forma encontrada pelo Banco de Moçambique para suprir a pressão nas finanças públicas, depois do congelamento do apoio por parte dos doadores.

A mesma é bastante criticada pelo sector produtivo, alegadamente porque os bancos preferem emprestar dinheiro ao Estado, em detrimento de empresas (e famílias), os principais agentes dinamizadores da economia nacional.

Por causa do endividamento interno com recurso a BT, o Banco de Moçambique tem vindo a alertar que a dívida interna tem estado a crescer exponencialmente.

“A dívida pública interna agravou-se. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 302,8 mil milhões de Meticais, o que representa um aumento de 27,7 mil milhões de Meticais em relação a Dezembro de 2022”, alertou o Banco Central em finais de Maio passado.

Entretanto, seis anos depois, o Governo determina em Cenário Fiscal de Médio Prazo CFMP 2024-2026, aprovado há dias, que pretende reduzir drasticamente o endividamento interno através de BT, dando primazia às Obrigações de Tesouro (OT), com períodos de maturidade mais elevada, acima de cinco anos.

“Para fazer face às necessidades de financiamento, o Governo continuará a implementar acções para a contratação de créditos externos em condições de financiamento favoráveis em detrimento do endividamento interno”, lê-se no CFMP 2024-2026.

Como medida adicional e com vista a diversificar as fontes de financiamento, o Governo refere em CFMP que nos próximos anos, para além de bancos, passará a endividar-se junto de instituições, tais como o Fundo de Pensões, Fundos de Investimento e Seguradoras.

Para uma gestão mais efectiva da dívida pública, o Governo diz que irá garantir a sincronização contínua e operacional das entidades do Estado.

Aliado a isso, o Executivo pretende ainda priorizar a contratação de créditos externos concessionais (multilaterais) e o aumento da proporção do financiamento externo de 36,4% para 65,2% de 2023 a 2026, consequentemente, a redução do financiamento interno de 63,6% previstos para o ano 2023 para 34,8% em 2026.

BAD tem 7,88 milhões de dólares para o programa Africano de Transição Energética Justa

Segundo o BAD, o AETC consolida o apoio do Banco à aceleração da estratégia Transição Energética Justa (JET, sigla em inglês) para África, definida como uma transição de baixo carbono, inclusiva, que cria oportunidades de trabalho digno e não prejudica a ninguém.

O programa AETC propõe-se a atingir múltiplos objectivos, entre os quais a realização de um Estudo de Mercado Regional para facilitar a exportação de energia renovável de Botswana e Namíbia como parte da iniciativa 2-5 (Gigawatt) GW Mega Solar.

Além disso, visa avançar no desenvolvimento do interconector de transmissão regional ZiZaBoNa, cujo propósito de aumentar o comércio de energia entre o Zimbabwe, a Zâmbia, o norte do Malawi e o nordeste de Moçambique.

A primeira fase da iniciativa Mega Solar centra-se na aquisição competitiva de 300-500 megawatts de energia solar na Namíbia e Botswana. Uma vez construídas as linhas de transmissão regionais, catalisará a aquisição de geração adicional que possa fornecer energia renovável de baixo custo para os países vizinhos.

A iniciativa Mega Solar é um compromisso com a colaboração de desenvolvimento solar em larga escala entre a Power Africa, empresa fornecedora de energias renováveis e outras soluções de energia alternativa na África do Sul, os governos de Botswana e Namíbia.

Nesta cooperação está também o Banco Africano de Desenvolvimento, a Agência de Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD), o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e a Corporação Financeira Internacional.

O AETC inclui a colaboração com a Comissão Africana de Energia para desenvolver um Quadro e Roteiro de Transição Energética continental.

O programa também desempenhará um papel fundamental no apoio à implementação da JET da Tunísia (2035), através do financiamento de estudos de viabilidade para um parque eólico offshore (250-500 MW) com armazenamento integrado de energia.

Duas zonas costeiras na frente de Cap Bon e no centro-leste da Tunísia foram identificadas como locais potenciais.

Maior uso de ferrovia pode estancar congestionamento na fronteira com África do Sul

Em causa estão as falhas de serviços fronteiriços na África do Sul que têm provocado quilómetros de filas de camiões pesados na fronteira de Komatipoort-Ressano Garcia para entrar em Moçambique, uma situação que aumentou os casos de assaltos na região, segundo referem as autoridades moçambicanas.

“Vamos usar os caminhos-de-ferro também como solução” para os problemas de mobilidade que se registam no trajecto entre a vila de Ressano Garcia, na fronteira entre a África do Sul, e o porto de Maputo, disse à comunicação social o ministro dos Transportes e Comunicação, Mateus Magala, à margem da inauguração de dois guindastes móveis no porto de Maputo.

O governante apontou a maximização do uso de um porto seco (em terra) instalado em Ressano Garcia e de parques de espera dos camiões, como parte da solução para os engarrafamentos que se registam naquele trajecto.

Sobre o relato de assaltos a automobilistas moçambicanos na África do Sul, Mateus Magala avançou que os governos dos dois países têm discutido possíveis soluções para o problema, apontando o desemprego como uma das causas da criminalidade.

“É um problema sério e os dois governos, os dois nossos países irmãos, estão à procura de soluções sustentáveis (…) Há muito desemprego e certamente que há muita inquietação social, mas nós estamos confiantes que vamos ultrapassar isto”, afirmou.

As autoridades sul-africanas têm anunciado intervenções no sistema de registo na principal travessia entre os dois países, a 100 quilómetros de Maputo e a 450 de Joanesburgo, o que tem provocado paralisações por várias vezes nas últimas semanas.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a situação deve-se a um aumento extremo do fluxo de camiões registado nos últimos dois anos, sendo actualmente de cerca de dois mil por dia, contra a média de 600 camiões nos anos anteriores.

Proposta da futura Lei de Segurança Cibernética em auscultação no país

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, Lourino Chemane, o instrumento que visa melhorar a segurança cibernética, deverá ajustar-se ao contexto actual da digitalização.

Além do reforço do quadro legal sobre a segurança cibernética, Chemane apontou outras acções em curso, visando combater os crimes digitais.

O dirigente falava, esta quinta-feira, em Maputo, no seminário de Preparação do Exercício de Incidentes Cibernéticos, cujo objectivo é de capacitar diversos sectores em matéria de segurança cibernética.

Chemane disse que o evento vai contribuir para a dinamização da economia digital, através da promoção da segurança nas transacções electrónicas.

O seminário de preparação do exercício de incidentes cibernéticos contou com a participação de representantes dos sectores das telecomunicações, finanças, banca, energia, aviação, defesa e segurança.

Eswatini de olhos ao parque industrial do país

Em entrevista exclusiva ao Profile, o chefe da diplomacia de Eswatini em Moçambique enfatizou que o estabelecimento de relações comerciais entre as duas partes tem benefícios económicos para os dois países.

“Não somos apenas vizinhos, como também irmãos, por isso acreditamos que não podemos progredir de forma isolada. Neste espaço encontramos potencialidades que podem ser benéficas para os dois povos”, afirmou Dlamini.

Depois da visita a algumas indústrias baseadas no interior do Parque Industrial de Beleluane, o corpo diplomático do reino de Eswatini reconheceu a eficiência do modelo industrial do Moz Parks e a sua importância no fortalecimento de cadeias de valor, produção e produtividade.

Onório Boane, director geral do Moz Parks, referiu que a visita serviu para a avaliação de potencialidades mútuas e estabelecimento de uma cooperação comercial entre os dois países.

“Eswatini tem estado a importar cabos e tubos de aço de outros países, sendo bens que são manufacturados aqui no Parque Industrial de Beleluane, então queremos encurtar essa distância e trazer vantagens comerciais para os dois países”, comentou.

O projecto Moz Parks tem estado a expandir-se pelo país, com o estabelecimento de parques industriais alinhados a mega-projectos. A maioria destas infraestruturas é do sector mineiro como é o caso do Parque industrial de Topuito em Nampula, que está ancorado à Kanmare, entre outros parques que estão a ser construídos na província de Cabo Delgado e Tete.

Mineradora Altona anuncia novas operações em Moatize

A empresa refere que a perfuração se concentrará inicialmente na perfuração, preenchimento e mergulho no alvo quatro, que é um dos dois corpos de minério incluídos na estimativa inicial de recursos minerais.

Altona também está a ponderar realizar perfurações de exploração no alvo três, que descobriu em 2021, mas ainda não foi explorado. A empresa acredita que os resultados podem aumentar a base de recursos do projecto para minério de alta qualidade.

“Temos um segundo semestre de 2023 muito movimentado pela frente, com vários objectivos a alcançar, a estimativa de recursos minerais e o estudo de escopo são nosso foco imediato”, disse o chefe-executivo da mineradora,  Cedric Simonet.

“Atenção considerável será dada à metalurgia do Monte Muambe, um parámetro-chave para projectos que envolvem carbonatito”, observou ele.

As acções da Altona subiram 14 por cento com a notícia e foram negociadas em Londres, capital inglesa, deixando a empresa com uma capitalização de mercado de  5,2 milhões de dólares.

A empresa com foco na África pretende iniciar a produção até 2027 e vai entregar a sua produção directamente para o Reino Unido e a União Europeia.

O objectivo é ajudar os países a se diversificarem o mercado, além da China, que é o maior produtor do mercado de elementos raros usados ​​em tudo, desde electrónicos de consumo até equipamentos militares.

No ano passado, o país asiático representava cerca de 90 por cento da fundição e cerca de 70 por cento da produção de terras raras, mostram dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos da América (EUA).

Novo material logístico do Porto de Maputo vai impulsionar operações

Numa cerimónia que contou com a presença dos principais intervenientes do sector logístico regional, o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Mateus Magala destacou a importância do desenvolvimento do corredor de Maputo como um ponto regional importante para a África Austral.

“Não são apenas dois guindastes que inauguramos hoje. Através deles, afirmamos o nosso compromisso com o crescimento económico de Moçambique e o reforço da nossa posição como corredor comercial significativo e competitivo na região”, acrescentou o ministro.

Os recém-adquiridos guindastes Liebherr LHM 550, emblemáticos da última geração de máquinas avançadas, possuem uma impressionante capacidade de movimentação de 144 toneladas cada.

Com o novo material, a frota de guindastes móveis dentro do porto sobe para um total cumulativo de seis. A MPDC afirma que esse aumento significativo “abre caminho para capacidades aumentadas no gerenciamento de carga geral e a granel”.

Juntamente com as aquisições de guindastes, a MPDC também fez investimentos substanciais em equipamentos suplementares de movimentação de carga, como basculantes e reboques, totalizando um desembolso de capital total de US$ 25,5 milhões.

A aquisição inicial de guindastes móveis portuários pela MPDC ocorreu em 2015, seguida por um par adicional em 2018. O comunicado de imprensa enfatiza o papel primordial que esses guindastes têm desempenhado na facilitação das operações de movimentação de carga no porto.

Estas gruas vão ser alocadas nos cais 6, 7 e 9, áreas que sofreram uma profunda reabilitação e ampliação em 2022, com lâminas de água que variam entre os 15,2 e os 16 metros.

Meio milhão de pessoas já têm energia eléctrica em Mavodze

Num comunicado, a Electrecidade de Moçambique (EDM) indica que o projecto de extensão da Rede Eléctrica a Mavodze foi financiado pelo Governo de Moçambique (GdM), com o valor de 54 Milhões de Meticais e consistiu na construção de 32 quilómetros de Linha de Média Tensão, a partir da Sede do Distrito de Massingir.

Foram igualmente instalados 90 candeeiros de iluminação pública e quatro postos de transformação de 100 kilovoltamperes (kVA) de potência, o que assegurou a ligação imediata de 500 consumidores, nesta primeira fase.

Com a electrificação de Mavodze, sobe para 41 o número de Postos Administrativos electrificados na província de Gaza e faltam quatro para concluir os 45 PA’s existentes naquele ponto do país.

A EDM aponta que no presente ano, já foram electreficadas cinco PA’s, esperando-se que, a breve trecho, todas as 135 Sedes dos Postos Administrativos do país estejam electrificadas.

Com estas novas ligações, a taxa de acesso doméstico da população à energia eléctrica registou progressos fixando-se, actualmente, em 49.5 por cento, incluindo os sistemas dentro e fora da rede.

Sistema fiscal moçambicano evolui positivamente, mas persistem desafios

De acordo com os resultados da pesquisa, na última década, os impostos directos (como os Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Singulares e de Pessoas Colectivas) tornaram-se principais fontes de receita do Estado, em detrimento dos impostos indirectos (como Imposto sobre o Valor Acrescentado).

Em 2021, por exemplo, os impostos directos passaram de 37 por cento para 41 por cento das receitas totais, enquanto os impostos indirectos reduziram de 45 por cento para 38 por cento.

No entanto, a pesquisa refere que persistem desafios em relação ao tamanho da economia informal, o que desafia as autoridades a continuarem com a expansão da base tributária e tornar as pessoas de alta renda e pessoas jurídicas refugiados no sector informal sujeitos ao sistema tributário.

Igualmente, o estudo sublinha a melhoria do Governo na prestação de contas públicas, desde a descoberta das “dívidas ocultas”. “As melhorias visam essencialmente restaurar a imagem de Moçambique junto da comunidade internacional e reconquistar a confiança dos parceiros de cooperação”, sublinha o estudo.

Entretanto, o estudo elenca três aspectos que considera preocupantes no sistema tributário: a concorrência fiscal, os incentivos fiscais corporativos; e a falta de gastos públicos pró-pobres.

Defende que a reforma dos incentivos fiscais representa um grande potencial de receitas, visto que, actualmente, este regime carece de transparência, tendo levado o país a perder, em 2021, cerca de 40,6 mil milhões de Meticais, valor que representa 15,3 por cento das receitas anuais do Estado.

“Receitas adicionais, decorrentes de uma reforma do sistema de incentivos fiscais, poderiam ajudar a melhorar as receitas públicas, de modo a conseguirem financiar a prestação de serviços públicos”, defende a pesquisa, apontando as áreas da saúde, educação e protecção social como as maiores necessitadas.

A pesquisa recomenda, igualmente, ao Governo para prestar mais atenção às regras orçamentais aplicáveis à dívida pública e reforçar a sensibilidade às questões de género, pois, actualmente o peso dos impostos indirectos recai de forma desproporcionada sobre as mulheres.

Falando na abertura do evento de lançamento do relatório, o director do CDD, Adriano Nuvunga, defendeu que uma tributação justa e eficiente é muito importante para o país nos dias hoje.