Sunday, April 19, 2026
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TotalEnergies mapeia realidade económica de Cabo Delgado  

O estudo realizado pela Deloitte avalia as competências da província em matéria de fornecimento de bens e serviços, providenciando informações de mercado sobre diversos actores, incluindo empresas, associações empresariais e institutos técnicos de formação profissional.

O documento também mapeia os diversos programas de apoio ao desenvolvimento socioeconómico da província, bem como as respectivas fontes de financiamento, de modo a permitir um melhor alinhamento entre os programas e evitar a duplicação de esforços.

NO PRIMEIRO SEMESTRE: País atinge mais da metade de produção de ouro prevista para este ano

Aliás, os dados têm mostrado uma crescente evolução da produção do ouro no país. Em 2020 a produção fixou-se em 487,9 kg e no ano passado atingiu cerca de 764,5 kg, superando a meta inicial de 487,9 kg.

Este ano, ao que tudo indica, o aumento poderá ser ainda mais significativo, segundo as autoridades, que esperam produzir 815 kg de ouro. A meta pode chegar a uma tonelada, uma vez que, no primeiro trimestre, se chegou a pelo menos 543,7 kg.

“Nós aumentamos a capacidade de controlo a partir do rastreio que a Unidade de Gestão do Processo Kimberley tem feito a partir da mina para saber quanto produziu e a quem vendeu e reduzimos, assim, o contrabando”, refere Castro Elias, diretor-executivo da Unidade Gestão do Processo Kimberley, citado pelo  jornal “O País”.

“Até ao ano passado, só tínhamos duas empresas que faziam exportação de ouro, mas, por causa do rastreio, o segmento é feito a partir da base das áreas de produção. Os produtores pagam imposto e devem mostrar quanto produziram e a quem venderam”, acrescenta.

A fonte refere que graças ao rastreio, no primeiro trimestre deste ano, foi possível, recuperar cerca de 20 kg de ouro não declarado. Trata-se de 4 kg de turmalina preta, 271 gramas de Turmalina Classe A, perto de 70 gramas de Granada e 12,7 gramas de Refugo de Turmalina.

No primeiro trimestre, houve a entrada de mais dois exportadores de mineiro, sendo que até ao momento, estão em curso negociações com mais três exportadores.

“Criar facilidade para que todos possam exportar legalmente, pois, quando o fazem, aumentam as divisas no Estado. Esta é a razão que fez com que, no ano passado, tivéssemos a revisão do decreto 25/2015 que resultou no decreto 63/2021 de 1 de Setembro.

Fizemos a remoção de barreiras administrativas para o licenciamento, pois, para se ter uma licença, se levava muito tempo, porque havia requisitos que nós analisamos e vimos que não faziam sentido”, justificou Elias.

Lucro da Coca-Cola cai 4% no primeiro semestre

O volume de negócios da multinacional, no entanto, continuou a aumentar no mesmo período para 21.816 milhões de dólares, isto é, mais 14% em termos homólogos, lê-se no comunicado divulgado pela multinacional.

Quanto ao segundo trimestre, a empresa com sede em Atlanta, nos Estados Unidos, teve receitas de 11.325 milhões de dólares, mais 12% em termos homólogos.

Neste trimestre, os lucros caíram em 22% para 2.341 milhões de dólares, face a igual período do ano anterior.

A empresa destacou ainda que as vendas continuaram a recuperar em diferentes mercados, destacando o México, Europa Ocidental e os Estados Unidos, além da Índia e do Brasil.

O presidente e presidente executivo, James Quincey, considerou que os resultados neste trimestre reflectiram “a agilidade do negócio, a força do portefólio de marcas e as acções tomadas para fomentar o crescimento face aos desafios colocados pelo ambiente operacional e macroeconómico”.

BCI lidera mercado de bancos com 31,73% do total de agências

Segundo a Carta, no ano passado também foram contabilizadas cinco sociedades financeiras, das quais, duas sociedades de investimento e três instituições de moeda estrangeira.

Publicados recentemete em Relatório de Estabilidade Financeira 2022, os dados detalham ainda que ao nível de cobertura geográfica da rede de agências de instituições de crédito pelo território nacional, em 2021, o sistema bancário estava composto por 747 agências, nomeadamente 665 bancos, 81 microbancos, e uma cooperativa de crédito.

Relativamente ao número de agências em funcionamento, o Banco Central refere que o BCI lider a quota de mercado de bancos com 31,73% do total de agências, seguido pelo Millennium BIM, MOZA Banco, Standard Bank e Absa Bank Moçambique, com 29,77%, 9,02%, 8,12% e 7,52%, respectivamente.

De acordo com a Carta, em termos de distribuição pelo país, as agências dos bancos estão mais concentradas nas províncias de Maputo cidade, Nampula, Maputo província e Sofala, com 33,68%, 11,73%, 10,38% e 8,12%, respectivamente.

De acordo com o Relatório, a liderança do BCI deve-se ao facto de ela ser uma das mais robustas do país, tal como o BIM e Standard Bank por concentrarem maiores percentagens dos activos detidos pelas 27 instituições de crédito.

Em concreto, no fim do exercício económico de 2021, o activo total do sector bancário ascendeu a 814,4 biliões de meticais, dos quais 67,63% são detidos pelo BCI, 63,16% pelo BIM e 56,80% pelo Standard Bank Moçambique.

Exploração de areias pesadas de Jangamo inicia em Dezembro

Carlos Zacarias constatou que as fases cruciais do projecto já foram finalizadas incluindo a pesquisa, onde foi confirmada a ocorrência do recurso no local, com destaque para limenite, rutilo e zircão.

Actualmente, a empresa Mutamba Mineral Sands está a realizar trabalhos de produção experimental, prevendo-se o início da exploração efectiva até ao final do ano.

“Segundo a nossa legislação, qualquer empreendimento necessita de ter a devida licença de concessão e ambiental. Para a fase que se segue, os investidores já começaram com o pedido para a obtenção da licença ambiental, uma das razões que irão ditar o início da produção”, disse o ministro, citado pelo “Notícias”.

Por seu turno, Monteiro Suege, responsável da Mutamba Mineral Sands, explicou que neste momento decorrem trabalhos de aquisição da planta e respectiva montagem para o arranque da actividade de produção.

Antes do início da produção estão programadas várias actividades, com destaque para a reabilitação das instalações do acampamento principal, da estrada de acesso ao acampamento e da planta de processamento, entre outros.

Trata-se de um projecto com uma capacidade instalada de processamento de 120 toneladas por hora, avaliado em 10 milhões de dólares norte-americanos, e é da empresa Mutamba Mineral Sands, de capitais moçambicanos.

O empreendimento foi concessionado pelo Governo e deverá explorar uma área de 25 mil hectares de terra, onde foi comprovada a existência de 4.4 mil milhões de toneladas do minério.

Recorde-se que, o processo de pesquisa de areias pesadas em Jangamo e Inharrime começou há 13 anos.

INP quer maximizar a mão-de-obra nacional nos projectos de gás

Trata-se dos projectos Mozambique LNG, Rovuma LNG, Coral Sul FLNG, e Inhassoro-Temane. Só o projecto Mozambique LNG, que vai explorar o gás na base logística de Afunji, em Cabo Delgado, que neste momento está interrompido e sem data para retoma devido a questões de segurança, devia criar cinco mil postos de trabalho para moçambicanos na fase de construção e 1200 na fase operacional, com um plano para formação de 2500 técnicos.

No caso dos projectos em curso, nomeadamente Coral Sul FLNG e Inhassoro-Temane, disponibilizaram conjuntamente 3820 postos de trabalho só na fase de construção, com previsão de cerca de 486 empregos fixos na fase de produção, incluindo a mão-de-obra estrangeira que será em número reduzido posteriormente.

A informação foi disponibilizada no fim-de-semana, em Maputo, por Natália Camba, directora de Conteúdo Local no INP, à margem da feira de educação na capital do país.

“Estes projectos também têm uma grande capacidade de criação de empregos indirectos, sendo que a força de trabalho estrangeira irá diminuir ao longo do projecto e a moçambicana tenderá a aumentar. A maior parte desses empregos deverá ser fornecido por empresas contratadas e subcontratadas. As áreas mais solicitadas serão a de construção civil com um peso de 88 porcento”, disse a fonte.

Com a estratégia para a resposta à demanda de mão- -de-obra qualificada para os projectos da indústria extractiva no país, o INP pretende desenvolver um quadro de recursos humanos qualificados para responder às exigências do mercado, bem como combater a discrepância entre os investimentos feitos na indústria e a sua capacidade de geração de emprego.

No quadro do Conteúdo Local, as acções do INP junto das concessionárias prevê a capacitação, treinamento e certificação de cerca de 200 Pequenas e Médias Empresas (PME) em áreas transversais e padrões internacionalmente exigidos. “No tocante ao conteúdo local, as empresas foram obrigadas a apresentar um plano integrante de desenvolvimento, que inclui compromissos mormente a capacitação de empresas e forças de trabalho”, vincou.

Outro elemento avançado pela fonte é que grande parte das posições requeridas para os projectos necessita de competências que exigem experiência e familiarização com o sector, daí a necessidade de criação de centros de formação equipados para responder as necessidades de formação da indústria.

ENH propõe uma segunda plataforma de GNL

“Com a situação da guerra na Ucrânia, o mercado europeu aumentou a demanda no gás. Uma das formas de acelerar para que o nosso gás chegue aos mercados é usar uma segunda plataforma flutuante similar à que já está aqui em Moçambique”, disse o administrador executivo comercial da ENH, Pascoal Mocumbi Júnior, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Mocumbi Júnior afirmou que uma segunda plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito iria juntar-se a uma infraestrutura idêntica que já existe nas águas moçambicanas, caso o país tivesse que ser parte da solução para o défice energético provocado pela guerra Rússia-Ucrânia.

O tempo de construção de uma eventual segunda unidade flutuante seria de três anos, menos dois anos em relação ao tempo que durou a construção da unidade que já arrancou com o carregamento de hidrocarbonetos, como forma de ganhar tempo e acelerar a produção do gás, acrescentou.

“Com a quantidade de gás existente em Moçambique, o país, automaticamente, se posiciona como uma alternativa para suprir a necessidade existente atualmente e quanto mais rápido o país conseguir colocar o seu gás no mercado, maior será a possibilidade de tirar vantagens da atual crise provocada pelo conflito Rússia-Ucrânia”, destacou.

Embora o gás dos três projetos até agora aprovados já tenha destino, Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos, segundo dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Governo esta a criar condições para a retoma da TotalEnergies

“A situação de segurança na área onde vai ser implementado o projecto da Total e da ExxonMobil, no nosso entender, melhorou bastante. Naturalmente que antes da retoma das actividades há todo um cuidado a observar por parte das empresas que vão executar os investimentos”, disse Carlos Zacarias.

Em Abril do ano passado, a multinacional Total anunciou a retirada, em Afungi, de todo o pessoal do Projecto Mozambique LNG, alegando motivo de força maior.

O projecto Mozambique LNG offShore, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, tem por objectivo viabilizar a exploração de 13,12 milhões de toneladas de gás recuperável em 25 anos e gerar lucros de 60,8 mil milhões de dólares, dos quais metade para o Estado moçambicano.

A Total E&P Mozambique Área 1 Limitada, subsidiária detida integralmente pela Total SE, opera o projecto Mozambique LNG, com um interesse participativo de 26,5%, juntamente com a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15%), a Mitsui E&P Mozambique Área 1 Limited (20%), a ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), a BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e a PTTEP Mozambique Área 1 Limited (8.5%).

Gás moçambicano está no mapa da UE como fonte energética alternativa

“O gás de Moçambique, com a presença de grandes companhias multinacionais europeias, tem agora um valor ainda mais importante e estratégico”, declarou Sánchez-Benedito Gaspar.

O responsável disse que a Europa não pode mais confiar no antigo parceiro russo, por recorrer ao autoritarismo e estar a “utilizar o gás como arma de guerra”. E neste sentido a UE está a envidar esforços para diversificar e garantir fontes alternativas.

Sánchez-Benedito Gaspar, citado pela Lusa,  disse que a UE criou um novo plano estratégico denominado “RePower UE” que contempla vários elementos. Mas, no que se refere ao gás, considerada energia de transição “estamos a procurar fornecedores alternativos e Moçambique está dentro desse grupo”.

Embora o gás dos três projectos até agora aprovados já tenha destino, Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos, segundo dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Apesar das perspectivas promissoras, a insurgência armada que começou em 2017 na província de Cabo Delgado é uma ameaça, mas a entrada de tropas estrangeiras para apoiar as forças nacionais em meados do ano passado melhoraram a situação de segurança, recuperando posições importantes, como é o caso da vila de Mocímboa da Praia.

“Foram grandes os avanços sobre o terreno. A insurgência já não tem esta capacidade de controlar permanentemente territórios-chave”, observou Sánchez-Benedito Gaspar.

Desde início de Junho, novos ataques na faixa sul da província de Cabo Delgado começaram a ser registados, visando pontos recônditos do distrito de Ancuabe, tendo as incursões provocado pânico também em alguns distritos próximos, nomeadamente Metuge, Mecúfi e Chiure.

Nesse período de incursões terroristas ao sul daquela província, houve igualmente sinais de que os insurgentes começaram a atacar a zona fronteiriça do norte da província de Nampula.

Para o embaixador cessante da UE, apesar dos avanços, a ameaça terrorista vai continuar por algum tempo no norte de Moçambique.

“Penso que infelizmente, de forma localizada, a ameaça vai continuar. Tudo indica que algumas destas forças [rebeldes] estão misturadas com a população e que estão a chegar também terroristas de outros lugares”, afirmou Sánchez-Benedito Gaspar.

O diplomata espanhol termina a sua missão em Moçambique no final de Julho e será substituído pelo embaixador italiano Antonino Maggiore.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.

Desde Julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio.

Vodacom Business traz ao mercado soluções IoT para apoiar o Governo e sector Empresarial

A introdução das novas soluções IoT (Internet of Things) no mercado moçambicano surge na sequência da recente parceria com a empresa IoT.nxt, especializada no desenvolvimento destas soluções para uma ampla gama de desafios de negócios, incluindo as actuais ambições de digitalização empresarial em Moçambique.

A parceria entre a Vodacom Business e a IoT.nxt surge pelo facto de a Vodacom Moçambique ser, no mercado nacional, a empresa que detém a robustez necessária para acomodar e prover estas soluções aos Clientes corporativos sem constrangimentos e, também, pelo facto de a IoT.nxt possuir projectos activos com mais de três milhões de terminais no mundo e uma tecnologia já implementada numa variedade de sectores que provou ser um facilitador significativo para resolver desafios de negócios complexos. A Vodacom Business juntou-se a esta plataforma para continuar a implementar uma série de soluções inovadoras que permitem apoiar as Empresas em Moçambique a digitalizar os seus Negócios e optimizar de forma Inteligente as suas operações.

“Os Negócios no mundo em geral e em Moçambique, em particular, têm passado por muitas transformações e, com isto, surgem grandes desafios. Por isso, é importante a adopção de soluções digitais Inteligentes que contribuam para a melhoria da gestão, da redução de custos e da optimização das operações empresariais. Acreditamos que, com a integração das soluções IoT (Internet of Things) nas nossas ofertas, passamos a ter capacidade de apoiar uma variedade extensa de indústrias locais e, mais uma vez,  posicionarmo-nos como o parceiro que oferece as melhores soluções tecnológicas, para responder às ambições dos nossos Clientes. Apoiar na digitalização dos negócios em Moçambique é para nós uma prioridade, por isso, tomámos a dianteira no que concerne a trazer estas soluções inovadoras. Para nós, esta parceria com a IoT.nxt constitui uma mais-valia no apoio à implementação de soluções existentes, assim como no desenvolvimento de novas soluções à medida das necessidades dos nossos Clientes”, afirmou José Correia Mendes, Director Executivo da Vodacom Business, sobre as vantagens da adesão às soluções IoT.

Por seu turno, Shane Cooper, CEO da IoT.nxt, disse que a introdução destas soluções para os negócios em Moçambique trará um desenvolvimento significativo, a avaliar pelos resultados já alcançados em outros países africanos.

“Embora as necessidades dos Clientes sejam semelhantes em todo o mundo, o continente africano apresenta desafios específicos, devido ao afastamento e inacessibilidade de algumas instalações e conectividade limitada em certas áreas. A introdução de novas tecnologias produz resultados impressionantes e esperamos com esta parceria poder participar na resolução de desafios únicos em Moçambique. A parceria com a Vodacom Business é o caminho ideal para levar a IoT (Internet of Things) ao mercado moçambicano, pois acreditamos que são o parceiro ideal, com uma infra-estrutura robusta, que permite a implementação destas soluções”.

Esta tecnologia permite a fácil assimilação de dados, o que torna a adopção destas soluções a escolha ideal para a optimização da operacionalidade dos negócios, assim como possibilita a interoperabilidade entre sistemas que não tenham sido projectados inicialmente para o efeito. Igualmente, a IoT reduz a intervenção humana em áreas de alto risco da empresa, melhora a eficiência, reduz os custos operacionais e possibilita o retorno rápido de investimentos.

É neste contexto que, ao implementar estas soluções no mercado nacional, a Vodacom Business quer permanecer na dianteira em termos de ofertas inovadoras de iniciativas que alavancam o sector empresarial, para o bem-estar de todos os moçambicanos.