Friday, April 17, 2026
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PR favorável à melhoria do ambiente de negócios

O Presidente da República, Filipe Nyusi, manifestou-se esta quarta-feira a favor da melhoria do ambiente de negócios no país, convidando o sector empresarial e os parceiros de cooperação a contribuírem para incrementar e melhorar o desempenho  da economia nacional .

O estadista falava ontem na abertura oficial da XVII Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o maior evento de Homens de negócios nacionais, organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“Vamos melhorar mais, vamos reclamar, vamos sugerir, mas vamos trazer balizas para podermos resolver os nossos problemas, porque o país é nosso, vocês têm que resolver os problemas juntamente com o vosso Governo”, desafiou Nysui.

O Chefe de Estado instou igualmente aos operadores económicos a fazerem da CASP uma montra para a visibilidade de Moçambique a nível regional e internacional “como um bloco e plataforma geoestratégica produtiva e comercial”

Nyusi vai ainda dirigir um debate, seguindo-se depois a assinatura de um memorando entre o sector privado e o Governo para a implementação do Plano de Recuperação do Sector Privado.

Patrões insatisfeitos com implementação das decisões resultantes do diálogo público-privado

O sector privado diz estar insatisfeito com o nível de implementação de muitas medidas aprovadas pelo Governo para alavancar as empresas.

“Uma medida é aprovada, mas a sua implementação a nível nacional difere. Há uma série de interpretações dessas medidas, embora sejam boas, por exemplo, na área dos vistos, na área de abertura das empresas”, considerou o director executivo da CTA, Eduardo Sengo.

Um dos exemplos é a linha de crédito do Banco de Moçambique de 500 milhões de dólares no âmbito da COVID-19 que não surtiu efeitos na actividade empresarial.

“A sua aderência devido aos requisitos à volta disso não teve o impacto desejado, embora fosse uma linha importante, grande e volumosa”, referiu Sengo.

Para reverter esta e outras situações, o sector privado, representado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior entidade patronal do país, apresenta propostas.

“Por exemplo, o Plano Quinquenal coloca como uma das metas, entre 2019 a 2024 fazer com que a abertura de empresas em Moçambique seja, de facto, de um dia, mas até agora não conseguimos. Se nós quisermos iniciar um negócio no país ainda levamos mais do que 15 dias, tendo em conta os vários procedimentos associados, registar, abrir empresa, registar no INSS, processo que leva muito tempo. É importante rever a legislação”, lamentou Eduardo Sengo.

Caetano Formula e Millennium bim celebram parceria para facilitar a aquisição de viaturas de baixo consumo

A Caetano Formula Moçambique, representante oficial das marcas Renault, Volkswagen e Peugeot em Moçambique, e o Millennium bim, estabeleceram uma parceria que visa facilitar a aquisição de viaturas de baixo consumo, em Moçambique, através de Leasing automóvel para a compra da nova viatura Renault Kiger. O Millennium bim disponibiliza condições de financiamento atractivas para a compra do novo SUV da Renault. O Banco oferece uma taxa de juro competitiva, até 60 meses com um investimento inicial de 10%, associando em condições especiais seguro de responsabilidade civil e danos próprios da Fidelidade Ímpar. 

Por seu turno, a Caetano oferece preços promocionais para a venda ao público, neste caso desconto de 5% sobre o preço de venda. O Renault Kiger é alimentado por um novo motor a gasolina 1.0L que permite um maior desempenho com menor consumo de combustível. Concebido com um design distinto, o novo modelo da Renault conjuga a modernidade urbana com o prazer na condução de forma mais económica. Para Paulo Oliveira, CEO da Caetano Formula SA, a introdução do novo Renault Kiger em Moçambique reforça o foco da Renault na contínua procura pela inovação disruptiva. “O Kiger oferece as mais recentes inovações tecnológicas já presentes na gama global da marca Renault. O condutor pode contar com uma cabine inteligente que combina tecnologia, funcionalidade e espaço. Tem acesso ao selector multisense, que lhe permitem selecionar diferentes modos de condução e adaptar a mesma ao seu estado de espírito, contando também com cartografia do motor, coluna de direção reactiva, mudanças de velocidade e velocímetro digital”, afirma o CEO. 

Acrescenta ainda que “o novo Kiger é uma viatura desenvolvida especialmente a pensar no nosso mercado e nas suas exigências, com inúmeros detalhes e optimizações que apenas são possíveis com a experiência e atenção ao detalhe que caracterizam a Renault. É uma viatura extremamente versátil e segura, temos a certeza que o mercado vai adorar o novo Renault Kiger.”. Por sua vez, Albino Andrade, Administrador do Millennium bim, considera que esta oferta vem reforçar o continuo posicionamento do Banco, em estar cada vez mais próximo das famílias e das empresas moçambicanas. “Com esta iniciativa contribuímos para a melhoria das condições de mobilidade em Moçambique, quer em segurança, quer em sustentabilidade, dada a eficiência energética da viatura agora lançada. Continuaremos a reforçar o nosso apoio às famílias e empresas moçambicanas, proporcionando condições de financiamento muito competitivas e inovadoras. O Millennium bim irá continuar o seu caminho de apoio ao crescimento económico de Moçambique. Este é mais um passo.”

MIREME lança “Programa Nacional de Massificação da Utilização do Gás de Cozinha”

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) vai realizar, no próximo sábado, dia 02 de Abril de 2022, no Posto Administrativo de Anchilo, Distrito de Nampula, a cerimónia de lançamento do “Programa Nacional de Massificação da Utilização de Gás de Cozinha e a Inauguração da Unidade de Enchimento”, no âmbito da materialização da estratégia de desenvolvimento sustentável integrado que assenta na agenda 2030 das Nações Unidas e no Acordo de Paris. 

Durante a cerimónia de lançamento, que será dirigida por Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República, vai ser inaugurada a Unidade de Enchimento de Botijas de Gás de Cozinha, construída pela Petromoc, e será oficialmente lançada a campanha denominada Dá+Gás Moçambique, com vista a informar e sensibilizar a comunidade sobre os benefícios do uso do gás natural nas suas residências em substituição da biomassa (lenha e carvão).

Funcionários do FMI acordam USD 470 milhões, programa de 3 anos para Moçambique

O Fundo Monetário Internacional e Moçambique chegaram a um acordo a nível de funcionários sobre uma facilidade de 470 milhões de dólares, disse o Fundo na segunda-feira, no que seria o primeiro programa do país africano desde que o credor global suspendeu o apoio há seis anos.

Em 2016, Moçambique revelou empréstimos robustos apoiados pelo Estado que não havia divulgado anteriormente, em um escândalo de corrupção de USD 2 bilhões que levou os doadores a cortar a ajuda e provocou um colapso da moeda e uma crise da dívida.

Um comunicado do Fundo disse que a aprovação final da Linha de Crédito Estendida de três anos deve vir da administração do FMI “nas próximas semanas”.

“Nos últimos anos a economia moçambicana foi atingida por uma série de choques severos que correm o risco de intensificar vulnerabilidades e agravar as condições socioeconómicas”, refere o FMI em comunicado.

Ele disse que o programa de médio prazo do governo se concentra no crescimento econômico, sustentabilidade fiscal e reformas na gestão e governança das finanças públicas.

Um dos países mais empobrecidos do mundo, Moçambique ainda está enfrentando sua pesada dívida, bem como uma insurgência islâmica e o impacto do COVID-19, que levou à sua primeira contração econômica em três décadas no ano passado.

Ambientalista defende mais financiamento às mulheres para um empreendedorismo sustentável

Regina Charumar é ambientalista e professora universitária residente na Cidade de Maputo. Reconhecida nacional e internacionalmente, Charumar destaca-se em acções de promoção da conservação e educação ambiental em zonas costeiras bem como em comunidades suburbanas. O carisma e a entrega valeram à ambientalista diversas distinções e prémios, entre os quais, a mais recente distinção Climate Champion pelo Alto Comissariado Britânico em Moçambique.

Foi de muito bom agrado que a ambientalista cedeu à Profile uma entrevista em volta dos desafios do empreendedorismo feminino amigo do ambiente. Foi uma conversa que se distinguiu pelo tom conversacional e pelo aspecto pedagógico que caracteriza as suas intervenções.

Profile ‒ O activismo ambiental no mundo e a valorização dos direitos da mulher, surgem quase em paralelo ao longo do século XX. Pode comentar esta coincidência?

RC ‒ O século XX foi em que houve uma maior abertura, maior oportunidade e possibilidades para as mulheres. À medida que elas foram tendo essas possibilidades, todas as esferas sociais e o activismo começam a vir ao de cima. E foi nesse exacto momento que o activismo social em todas as áreas e temáticas, incluindo o activismo ambiental, começam a vir à superfície e a mulher começa a ser ver no interesse e na possibilidade de também fazer parte deste processo. É nesse contexto que as mulheres começam a sentir a capacidade de que têm de lutar nas questões ambientais.

Profile ‒ Quais são as oportunidades de negócio para as mulheres que colaboram para a preservação ambiental em Moçambique?

RC ‒ São imensas, desde o activismo que pode ser visto também como trabalho. Mas quando falamos especificamente de negócio e empreendedorismo temos várias áreas, principalmente as ligadas à indústria de reciclagem e reaproveitamento de materiais, criação de formas de compra ou revenda de produtos que são descartados como o plástico e o vidro. Isto só funciona com o incremento da indústria de reciclagem, pois, se nós temos uma cadeia de valor em volta da reciclagem, ela vai contribuir positivamente quer para gerar renda como também para melhorar questões sociais e ambientais.

Profile ‒ Como é que a mulher pode inserir-se nesses mercados?

RC ‒ De diversas formas. Gosto de chamar a atenção ao facto das mulheres serem muito mais ligadas ao ambiente do que os homens, pela sensibilidade e pela disponibilidade. Olhando para o contexto moçambicano nós percebemos que grosso das mulheres vive de negócio informal e principalmente da colecta de materiais recicláveis, sendo este um nicho de mercado e de empreendedorismo que pode ser explorado e pode gerar renda para as famílias. A mulher pode inserir-se no mercado por esta via, pode também incrementar a indústria à volta destes resíduos, pode ir por via da produção orgânica e ecológica, pois, nós temos terra e meios suficientes que estão todos à disposição. Nós temos mulheres formadas que podem fazer formações, consultorias, podem fazer trabalhos de diversas formas para ONG’s e entidades nacionais e internacionais, o que é também uma oportunidade de inserção no mercado que as mulheres têm à disposição para a área ambiental.

Profile ‒ Acredita que haja nichos de negócios específicos para mulheres?

RC ‒ Nicho específicos não diria, mas se calhar poderíamos dizer que há mais mulheres directamente com colecta.

Profile ‒ No país, há mais homens que mulheres nos negócios formais, sendo que as mulheres empreendem em actividades informais. Que tipo de saída estas mulheres têm para a geração de renda mais ecologicamente sustentável?

RC ‒ Acredito que também devemos ter em conta o papel governativo neste nicho de mercado porque se não houver aberturas maiores e parcerias, o negócio vai continuar informal e vai continuar dependente dos escassos recursos que a mulher tem. É possível ter um investimento maior e temos cada vez mais mulheres a se posicionarem e a mostrarem que é possível. Mas isso depende de todo um contexto e uma organização a nível de investimentos que possibilitem às mulheres terem vias mais sustentáveis.

Profile ‒ Quais são os outros desafios que se colocam no desenvolvimento de negócios sustentáveis para mulheres?

RC ‒ Os desafios continuam a ser os mesmos se olharmos de forma geral para as oportunidades que elas têm no mercado. Olhamos as possibilidades delas desde o acesso aos investimentos e financiamentos e, quando falamos da área ambiental não é diferente, estamos só a olhar para uma temática específica que também depende de investimentos e financiamentos que infelizmente são cada vez menos. Há um desafio na percepção e interesse em investir e acreditar nas mulheres, e fazê-las acreditar que têm valor e podem fazer a diferença. Investimentos, financiamento e facilidades para a mulher, são importantes neste processo.

O ambiente é uma temática que ganha importância crescente em Moçambique e não só. E os desafios de preservar os recursos ambientais impõem o estabelecimento de novas formas de conviver com o meio e produzir riqueza. É neste sentido que as mulheres, sendo as mais sensíveis com as causas ambientais, tal como referiu a nossa entrevistada, são chamadas à acção num contexto em que o financiamento é ainda um grande obstáculo.

 

País vai comercializar mais de 17 milhões de toneladas de excedentes agrícolas

O País vai comercializar este ano, Dezasseis milhões e quatrocentas mil toneladas de excedentes agrícolas.

Desta quantidade, Cinquenta e oito por cento é a produção da região norte do País na qual as províncias do Niassa e Cabo Delgado vão contribuir com Quatro milhões Setecentas Cinquenta e Seis mil toneladas de excedentes agrícolas.

O facto foi anunciado este Sábado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Cuamba na cerimónia do lançamento do projecto de ZEPA – Zona Especial de Processamento Agro-industrial do Corredor de Desenvolvimento Integrado Pemba-Lichinga.

Filipe Nyusi disse que além da geração de renda dos pequenos produtores através da comercialização de excedentes, o Projecto visa garantir um ambiente que possa atrair investimentos para o agro-negócio e o processamento.

O Projecto conta com o apoio financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). 

Moçambique pretende ocupar lugar de destaque no fornecimento de energia na SADC

O Governo de Moçambique e os parceiros, envolvidos na implementação do Contrato de Partilha de Produção (PSA), anunciaram, esta segunda-feira, em Inhassoro, Província de Inhambane, o lançamento da primeira-pedra, visando a construção da Central Térmica de Temane (CTT), da Linha Temane-Maputo (TTP) e da fábrica de gás de cozinha, infra-estruturas que contribuirão para o aumento da disponibilidade de energia segura e de qualidade no País e na região. O PSA, celebrado entre o Governo, a ENH e a Sasol, orçado em cerca de 760 milhões de dólares norte-americanos, preconiza a produção de 4.000 barris de petróleo leve por dia, 23 milhões de gigajoules de Gás Natural por ano para a geração de energia, bem como a produção de 30.000 toneladas de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), vulgarmente conhecido como gás de cozinha. O Gás Natural, a ser usado para a implementação do Projecto da CTT, será fornecido pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a Sasol, na sua qualidade de covendedoras do produto, no âmbito de um contrato firmado com a Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM), em Maio de 2021.

A estrutura acionista da CTT resulta de uma parceria público-privada formada e liderada pela Globeleq, EDM e Sasol, com uma concessão válida por 25 anos, devendo, no final do Contrato, transferir-se o activo para o Estado Moçambicano. Com um investimento de 652,3 milhões de dólares norte-americanos, a CTT prevê a geração de 450MW de energia eléctrica, num modelo de geração em ciclo combinado a base do Gás Natural, que será fornecida à EDM para a distribuição no mercado nacional e o excedente será exportado para a região. O Projecto da CTT será construído pela empreiteira espanhola TSK e tem a duração prevista de 34 meses, com operação comercial prevista para 2024. Espera-se que este Projecto aumente cerca de 16% da capacidade instalada de produção de energia no País, contribuindo para resposta à demanda de cerca de 1,5 milhões de famílias, no âmbito do Programa de Acesso Universal à Energia, até 2030, e a industrialização nacional.

Moçambique poderá dispor em breve de uma Zona Especial de Agro-Processamento

Governo moçambicano vai investir na implantação da zona especial de processamento agro-industrial na província do Niassa, com o intuito de estimular o aumento da produção e produtividade agrícola na região da SADC.

Com efeito, o Conselho de Ministros apreciou nesta terça-feira (22), a informação sobre o lançamento do projecto da Zona Especial do Processamento Agro-Industrial do Corredor de Desenvolvimento Integrado de Pemba-Lichinga (ZEPA).

Com os investimentos a serem realizados no corredor, espera-se um aumento da produção agrícola numa área com elevado potencial de crescimento, tirando os pequenos produtores da agricultura de subsistência para uma agro-indústria competitiva, inclusiva e geradora de riqueza.

Com os investimentos a serem realizados no corredor, espera-se um aumento da produção agrícola numa área com elevado potencial de crescimento, tirando os pequenos produtores da agricultura de subsistência para uma agro-indústria competitiva, inclusiva e geradora de riqueza.

Moçambique perde anualmente cerca de USD 200 milhões devido a exploração ilegal de madeira

O Estado Moçambicano perde, anualmente, cerca de 200 milhões de dólares devido a exploração ilegal de madeira.

De acordo com um comunicado do Ministério da Terra e Ambiente, trata-se de um valor significativo para impulsionar o desenvolvimento sócio- económico do país, com particular destaque para as zonas rurais.

Actualmente, o país tem uma área florestal estimada em cerca de 32 milhões de hectares, o que corresponde a perto de 40 por cento da área total do país.

Os dados estão contidos num comunicado divulgado por ocasião do Dia Internacional das Florestas.