Sunday, April 12, 2026
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Exxon Mobil reitera interesse no gás do Rovuma

A Exxon Mobil Corporation reafirmou o seu interesse em dar continuidade aos projectos de produção e liquefação do gás natural, na área 4 da bacia do Rovuma. Sem avançar datas, o presidente da multinacional norte-americana garantiu estarem em curso estudos para reduzir o nível de emissão do dióxido de carbono e avaliação das condições para o seu retorno.

Liam Mallon, presidente da Exxon Mobil Corporation, deixou estas declarações minutos depois da audiência mantida com o Presidente da República, onde o principal objectivo era colocar em discussão os avanços alcançados no âmbito da implementação do projecto de oïl e gás no país.

Na ocasião, o responsável pela gigante norte-americana avaliou como proveitoso o encontro.

“O principal objectivo deste encontro era de reafirmar o compromisso da Exxon Mobil em Moçambique e o compromisso de desenvolvimento do projecto na área 4. Foi uma conversa produtiva sobre as condições necessárias para alcançarmos mais progressos. Falamos igualmente dos avanços já conseguidos mesmo diante das limitações da pandemia da COVID-19 e impostas pela conjuntura que se fez sentir nos últimos anos”, explicou.

Mallon reconhece haver avanços na situação de segurança na zona norte, uma das condições para o seu regresso, no entanto considera haver aspectos ainda por ultrapassar.
“Penso que muitos avanços foram alcançados durante todo o processo, no entanto, há ainda muito a ser feito no que se refere ao projecto. Temos programas em avaliação, junto do Governo, tanto na área 1 bem como na área 4, por isso continuaremos a monitorar a situação de perto”, disse Liam Mallon.

Por seu turno, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, disse estarem em curso conversações para garantir a retoma para breve das actividades da multinacional, mas não avançou datas.

Tonela revelou que o presidente da Exxon Mobil falou ao Presidente da República sobre os trabalhos em curso para o redesenho do projecto, com vista a ter o uso de tecnologias que capturam o carbono, para ter um projecto mais limpo.

“Neste encontro concordou-se que a multinacional vai trabalhar com vista a alcançar estes objectivos, de reduzir os custos do projecto, adoptar tecnologia para captação de Carbono e também a formação de sinergias com os parceiros da área 1, com o objectivo de tirar maiores benefícios e só depois disso será coordenada um calendário para a implementação do projecto”, explicou o ministro.

Este encontro surge depois da circulação de informação indicando a possibilidade da petrolífera abandonar os projectos de produção de gás em Moçambique.

Governo concessiona Central Eléctrica em Nacala à GL Energy

A GL Energy Moçambique finalizou o acordo de concessão com o Governo para financiar e operar uma Central Eléctrica de 250MW de GNL, no distrito de Nacala, província de Nampula. O acordo foi assinado, esta na quinta-feira em Maputo, pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, e pelo Director da GL Africa Energy, Michael Kearns.

O acordo sinaliza o início de um investimento em três partes por fases. A primeira fase irá criar uma capacidade de 50MW, no prazo de 16 meses, e a segunda e terceira fases irão adicionar 200MW no total, sendo concluídas no prazo de 24 meses.

A GL Energy Moçambique é o veículo principal para o negócio. A empresa, uma subsidiária da GL Africa Energy, irá construir e operar a central após a conclusão da construção. Os termos do projecto e do acordo de concessão receberam a aprovação necessária pelo Conselho de Ministros de Moçambique no dia 7 de Outubro de 2021, antes de serem oficialmente assinados hoje.

O negócio foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos. A EDM (Electricidade de Moçambique) terá o interesse público inicial do projecto e será a compradora da energia produzida. O projecto é um pilar fundamental da estratégia de monetização do gás do Governo de Moçambique.

A nível nacional, a central irá melhorar o fornecimento de electricidade num país onde aproximadamente 40% da população não tem acesso a uma fonte confiável. A empresa também espera que este investimento apoie o plano nacional de transformar a região num centro comercial viável. Mais de 300 trabalhadores serão empregados durante a construção.

A solução de GNL da central fornece um combustível de passagem quase imediata ao longo das próximas duas décadas, reduzindo a dependência nos mais poluentes OCP, diesel e carvão. Espera-se que o GNL desempenhe um papel crucial na transição para as energias renováveis para o país e para a região, permitindo uma maior penetração das energias renováveis no cabaz energético a longo prazo.

Abertas novas oportunidades para importadores sul-africanos

A DP World Maputo desenvolveu e implementou uma solução inovadora e única para a cadeia de abastecimento que fornece fertilizantes e outros produtos semelhantes aos importadores da região da África Austral. Esta é uma opção eficaz e fiável que passa pelo Corredor de Maputo.

A nova solução é mais um exemplo da capacidade da DP World Maputo, que tem a concessão para gerir, desenvolver e operar a terminal de contentores do Porto de Maputo, de fornecer aos clientes do interior da África Austral uma rota comercial eficiente e fiável que promove o desenvolvimento económico na região.

O Porto de Maputo já se estabeleceu como um importante ponto de exportação para vários produtos minerais a granel fornecidos, actualmente, pela África do Sul. Isso representa uma oportunidade única para os importadores de fertilizantes da região, de aproveitarem a elevada capacidade de transporte dos camiões que regressam vazios para a África do Sul.

Em parceria com o Depósito Intermodal de Contentores de Maputo (MICD), a solução implementada pela DP World Maputo consiste em desempacotar e colocar a carga dos contentores de importação em trânsito em camiões basculantes. O desalfandegamento final é realizado em Lebombo/Komatipoort, permitindo que seja, depois, enviada directamente ao destino final.

A implementação bem sucedida deste novo produto de trânsito de importação destaca o compromisso da DP World em fornecer, aos países do interior da região da África Austral, um portal de logística eficiente e confiável. Através dos investimentos em curso no nosso Terminal de Contentores de Maputo, o Porto Seco de Komatipoort e o MICD, a DP World está a promover activamente o comércio com a sua capacidade de fornecer soluções logísticas dinâmicas integrais.

 

AM BEST classifica a ÍMPAR como Seguradora sólida e estável

A prestigiada empresa de rating Norte-Americana, AM Best, manteve a certificação da Seguradora Ímpar pelo terceiro ano consecutivo, com o Financial Strength Rating de “B” (Bom) e o Long-Term Issuer Credit Rating de “bb”, com a perspectiva atribuída de ratings de crédito “Estável”.

Esta avaliação reflecte a solidez do balanço da Seguradora Moçambicana, que a AM Best avalia como forte, bem como, o seu forte desempenho operacional, mesmo no contexto adverso da pandemia da COVID-19.

O desempenho operacional manteve-se forte, apesar da menor actividade económica devido à pandemia da COVID-19.

“Num contexto de recessão económica e incertezas na economia mundial, regional e nacional, agravada pela pandemia da COVID-19, constatamos como consequência, a agudização dos problemas do já frágil tecido empresarial nacional, em particular. Por isso, celebrámos, com muito orgulho e satisfação, a classificação Financial Strenght Rating “B” e Long-Term Issuer Credit “bb” atribuídas à seguradora ÍMPAR pela internacionalmente conceituada AM Best.

A classificação da ÍMPAR nestas categorias, em anos consecutivo e de adversidade, demonstra parâmetros de qualidade de gestão, na relação comercial, bem como atesta a solidez no seu balanço. Acreditamos, que seja um sinal animador para a retoma e recuperação da economia.” Disse Manuel Gamito, Presidente do Conselho de Administração.”

A Ímpar tem um historial de resultados de subscrição sólidos e estáveis, apesar das condições de mercado difíceis, como demonstrado pela média ponderada de cinco anos (2016-2020) e da rentabilidade de capitais próprios que fixaram-se em 70,4% e 24.5%, respectivamente.

A Seguradora mantém uma sólida posição competitiva no seu mercado doméstico.

Em 2020, o desempenho da empresa manteve-se forte, com um lucro líquido antes de impostos de 1.000 milhões de MZN (13,5 milhões de USD), apesar da menor actividade económica e de condições de mercado desafiantes em resultado da pandemia COVID-19.

Esta performance é apoiada por um bom equilíbrio de ganhos entre a subscrição e os rendimentos do investimento. Ainda de acordo com a AM BEST, a Ímpar mantém uma sólida posição competitiva no seu mercado doméstico, como a terceira maior seguradora em termos de prémios brutos emitidos.

Para mais informações sobre as classificações da AM BEST podem ser obtidas no seguinte endereço: https://www.businesswire.com/news/home/20210923005830/en/AM-Best-Affirms-the-Credit-Ratings-of-Seguradora-Internacional-de-Mo%C3%A7ambique-S.A.

Sobre a Ímpar – Constituída em 1992, a Ímpar é a primeira seguradora nacional com uma classificação internacional. A agência norte-americana AM Best atribuiu este ano, pela terceira vez consecutiva, o rating Financial Strenght Rating “B” (Bom) e Long-Term Issuer Credit “bb” com a perspectiva atribuída de ratings de crédito “Estável”.

A Seguradora foi distinguida a nível nacional, com o prémio de “Melhor Empresa de Moçambique” no Ranking das 100 Maiores Empresas edição 2017, promovido pela KPMG.

A Ímpar disponibiliza seguros dos ramos Vida e Não-Vida para Empresas e Particulares e é uma das maiores empresas seguradoras em Moçambique.

A sua rede de balcões cobre as principais cidades do País: Maputo, Matola, Beira, Tete, Quelimane, Nacala, Nampula e Pemba, e com o canal de distribuição BIM, permite à Impar estar em todo o território nacional.

Preço do cimento sofre agravamento de 50 meticais

Preço de cimento volta a subir nas Cidades de Maputo e Matola, depois de um ligeiro abrandamento que se verificou por cinco meses em consequência da entrada em funcionamento de uma nova fábrica na província de Maputo.

Logo depois da inauguração da fábrica “Dugongo Moçambique Cimentos” em finais de Maio do ano em curso, o preço do cimento baixou no mercado nacional, mas foi “sol de pouca dura”. Desde 25 de Outubro passado, o preço do cimento voltou a subir, desta vez 50 meticais, segundo explicou Camomila Macuvele, gestora de operações num dos revendedores da Cidade de Maputo.

“O cimento na fábrica teve um aumento de 50 meticais. O cimento com a classificação 42,5, na fábrica Moçambique Dugongo Cimentos, custa 298 meticais e, aqui, nós revendemos ao nosso cliente a 340 meticais. Em relação ao cimento com a classificação 32,5 da fábrica Dugongo, nós compramos ao preço de 283 meticais e estamos a revender ao cliente a 325 meticais.”

Num dos postos de revenda do bairro Magoanine “B”, vulgo CMC, na Cidade de Maputo, encontramos uma senhora, que não quis ser identificada, que disse que ficou surpreendida com os novos preços. O cimento da marca Limak, antes de 25 de Outubro, custava 290 meticais com a classificação 42,5 e, hoje, o mesmo está a ser comercializado a 350 meticais.

No mesmo posto de revenda, o cimento com a classificação 32,5 custava 275 meticais e, agora, está a ser comercializado a 325 meticais. “Vim preparada para comprar com o antigo preço e apanhei outros e o revendedor é que me disse que houve subida do preçário”.

O cimento produzido pela “Empresa Cimentos de Moçambique” também subiu 50 meticais.

José Cossa é mestre-de-obras, apesar de construir casas para os outros, ainda não tem a sua concluída e, devido aos novos preços, diz que será mais difícil prosseguir com a sua obra.

O jornal “O País” contactou os principais produtores de cimento baseados na província de Maputo para esclarecimentos face a este agravamento, mas tal não foi possível esta segunda-feira, tendo ficado agendado para breve.

Moçambique vai negociar para continuar a explorar gás e carvão

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse, em Glasgow, que Moçambique vai negociar para continuar a explorar o gás e carvão, de modo a usar este recurso para garantir a transição energética.

Segundo Carlos Agostinho do Rosário, o país vai, por um lado, negociar para que continue a explorar o gás natural e, por outro lado, buscar financiamento e tecnologias para que a exploração de carvão mineral em Tete não pare devido aos compromissos ambientais.

Para o Primeiro-Ministro, o gás natural faz parte da lista das energias fósseis, ou seja, prejudiciais ao meio ambiente e o mundo deve parar a sua exploração no âmbito da transição energética acordada em Paris em 2015.

Moçambique assumiu fazer a transição energética, entretanto tem nos projectos de exploração do mesmo gás natural em Cabo Delgado uma das principais esperanças de desenvolvimento, aliadas a investimentos bilionários.

Carlos Agostinho do Rosário, Primeiro-Ministro, explica como o país pretende gerir a situação. “Que não façamos a transição para energias limpas em prejuízo do processo do desenvolvimento em curso. É o que deixamos claro mesmo na nossa intervenção no plenário e que o gás possa ser usado como energia de transição, enquanto não tivermos financiamento e, sobretudo, tecnologias para massificarmos os projectos energéticos, eólicos, hídricos e solares”,

Se o gás não é uma energia limpa, pior é o carvão mineral. Em Glasgow negoceia-se para que os países desenvolvidos parem de usar carvão até 2030 e os países em desenvolvimento até 2040. Será que o país vai parar de explorar carvão, depois do anúncio da Vale-Moçambique de que vai abandonar a Mina de Moatize em Dezembro deste ano?

Em relação à questão, Carlos Agostinho do Rosário diz que “estamos aqui para negociar para que isto não aconteça. Quando nós dizemos que queremos energia, é para evitarmos exactamente esta situação e usar essas fontes de uma forma menos poluente. Assim, eles devem dar-nos dinheiro para adaptarmos essas fontes”.

Em 2015, no Acordo de Paris, os países mais industrializados responsáveis por 80 por cento da poluição ambiental assumiram o compromisso de disponibilizar, a partir de 2020, 100 biliões de dólares por ano para financiar acções climáticas nos países em desenvolvimento e mais vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas, como Moçambique. Carlos Agostinho do Rosário fala da estratégia do país para captar esses recursos.

“Quanto mais tivermos esses planos mais claros, mais facilmente podemos fazer pressão. O instrumento que apresentamos é claro e eu senti os nossos parceiros a saudarem a qualidade e a clareza do plano.”

Índice de robustez empresarial baixou 3% no terceiro trimestre de 2021

O agravamento do preço do combustível, a subida do salário mínimo e a depreciação cambial influenciaram negativamente no desempenho do sector empresarial, no terceiro trimestre de 2021. Segundo o relatório apresentado nesta terça-feira, pela confederação das associações económicas de Moçambique (CTA), o índice de robustez empresarial baixou de 29%, no segundo trimestre, para 26%, no terceiro trimestre de 2021.

Durante a sua intervenção, na 6ª edição do “economic briefing” sobre o desempenho empresarial do 3º trimestre de 2021 e perspectivas, o vice-presidente da CTA, Zuneid Calumias, esclareceu que o ambiente de negócios não tem sido dos melhores no ano em curso e isso refletiu-se na prestação das empresas, tanto na arrecadação de receitas, bem como no pagamento de impostos ao estado.

“Quanto ao ambiente macroeconómico, entre o 2º e 3º Trimestre de 2021 notou-se uma tendência de deterioração, tendo o índice de Ambiente Macroeconómico registado uma queda em 3 pontos percentuais, de 50% para 47%, devido à depreciação do câmbio e aceleração da inflação, num contexto de manutenção das taxas de juros de crédito”, esclareceu o empresário.

Para os empresários, o 3º trimestre foi marcado por mudanças em alguns instrumentos legislativos, que não beneficiaram o sector, tendo destacado a aprovação do novo regulamento de selagem de bebidas alcoólicas e tabaco manufacturado, que resultou no agravamento dos custos do sector empresarial, sobretudo na indústria cervejeira.

“Contudo, não podemos deixar de destacar as medidas regulatórias que impactaram positivamente o ambiente de negócios, nomeadamente, a eliminação da garantia provisória em concursos para contratação de empreitada de obras públicas e fornecimento de bens e serviços ao Estado e a Aprovação da instrução que impõe maior disciplina na fiscalização rodoviária aos comandos provinciais da PRM”, alistou o Vice-presidente.

Uma das consequências do mau ambiente de negócios, grandemente influenciado pelas medidas restritivas, por conta da pandemia da COVID-19, é a regressão do índice de empregos, ou seja, o relatório divulgado pela CTA indica que no terceiro trimestre de 2021 poucas empresas estiveram em condições de empregar pessoas, tendo, pelo contrário, dispensado muita mão-de-obra.

“Esta queda do índice de emprego é explicada pela tendência desfavorável dos factores que representam a procura pelo facto de trabalho do lado das empresas, nomeadamente, disposição a contratar mais trabalhadores, número de vagas de emprego e empregos temporários e em tempo parcial”, explicou Eduardo Sengo, director executivo da CTA.

Uma outra causa para esta contracção é o custo da mão-de-obra impulsionado pelo ajustamento do salário mínimo ocorrido ao longo do 3º trimestre, de uma média de 8 mil para 8.320 Meticais.

 

CTA PEDE A ABERTURA DE PRAIAS PARA TURISTAS

O turismo é um dos sectores que mais se ressentiu com a eclosão da pandemia da COVID-19, que culminou com a decretação de medidas restritivas que sufocaram por completo o sector.

Com o recuo da pandemia, os autores da hotelaria e restauração esperavam uma gradual recuperação das suas receitas, no entanto, tem sido frequente a tomada de decisões que em nada ajudam a sua actuação, com destaque para a mais recente proibição do acesso às praias nacionais.

Os empresários entendem que há necessidade de evitar maior propagação da doença, no entanto consideram que uma medida que pode aliviar os encargos, pelo menos no sector do turismo, é a abertura parcial das praias.

Assim, os associados pedem que se autorize a “abertura das praias de segunda a sexta-feira, das 6 às 17h para os banhistas, assegurando o acesso a praia dos hóspedes dos hotéis, com base numa senha que confirma a sua condição de hóspede, para os hotéis que estão a beira do Mar, adopção de legislação de uso de praias adequada com sinalização de permissão e proibição de uso de certas áreas da praia e aumento do número de pessoas nos eventos sociais em recintos adequados ou que tenham cumprido com o protocolo sanitário”, disse Zuneid Calumias.

Noor Momad, do pelouro do Turismo da CTA, também defende a abertura das praias para os turistas, como uma forma de reanimar a economia, pois Moçambique é um país com grande potencial turístico e as praias são uma das principais atracções.

“O que nós queremos é que o Governo arranje uma forma de manter as praias abertas para os turistas, numa primeira fase, até a situação melhorar. Nós sabemos que as aglomerações acontecem nos finais de semana, então podemos mantê-las encerradas aos finais de semana e abertas durante a semana. Pode ser uma saída viável, pois o nosso sector está a ser gravemente fustigado”, referiu.

Apesar de todas estas dificuldades, a confederação das associações económicas de Moçambique prevê uma melhoria do desempenho das empresas, no quarto trimestre de 2021, devido ao alívio de algumas medidas restritivas.

Reservas estrangeiras suficientes para seis meses

O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse na quarta-feira que as reservas estrangeiras do país continuavam confortáveis, e suficientes para cobrir mais seis meses de importações.

Falando na cerimónia de abertura de uma reunião do Conselho Consultivo do Banco Central, na cidade do norte de Nampula, Zandamela disse que o reforço do cumprimento da lei cambial, com ênfase na inspecção in loco dos bancos comerciais e outras instituições de crédito, reforçou a posição externa do país.

“As medidas postas em prática permitiram-nos alcançar o nosso grande objectivo que consiste na estabilidade dos preços e assistimos a uma estabilidade do metical em relação ao dólar americano”, declarou Zandamela na reunião de três dias.

O governador do banco central acrescentou que as reservas internacionais aumentaram graças à recente concessão, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), de direitos de saque especiais equivalentes a 308 milhões de dólares.

Dados os resultados positivos alcançados, o banco central decidiu reduzir o coeficiente de reserva obrigatória em moeda estrangeira, que é a quantidade de dinheiro que os bancos comerciais devem depositar junto do Banco de Moçambique.

Em Setembro, o coeficiente para moeda local caiu de 11,5 para 10,5 por cento, mas para moeda estrangeira o corte foi muito mais acentuado, de 34,5 por cento para 11,5 por cento. Este movimento, disse o banco na altura, “procura tornar mais liquidez disponível para a economia”.

“A redução do rácio de reservas exigido permitiu ao país acrescentar 500 milhões de dólares ao sistema financeiro, o que contribuirá para a recuperação económica do país”, anunciou Zandamela.

Apontou também a melhoria da procura mundial a partir do terceiro trimestre do ano, na sequência de uma reabertura gradual das economias mundiais, impulsionada pelo levantamento das medidas restritivas da Covid-19.

O Produto Interno Bruto Moçambicano registou um crescimento anual de dois por cento, no segundo trimestre do ano, disse Zandamela. Mas o crescimento no mesmo período em 2020 tinha sido de 3,5 por cento.

Moçambique defende transição gradual para energias limpas

Moçambique defende uma transição energética para energias mais limpas e amigas do ambiente que seja gradual e faseada de modo a minimizar o impacto no processo de desenvolvimento económico.

Este posicionamento foi revelado pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que falava esta terça-feira, 02 de Novembro, em Glasgow, Reino Unido, na Cimeira de Líderes da 26ª Sessão da Conferência dos Estados Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

O Primeiro-Ministro participa neste evento mundial em representação do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

Segundo Carlos Agostinho do Rosário, neste momento, constitui prioridade, a implementação de um programa de transição energética assente numa matriz diversificada, com fontes mais limpas e amigas do ambiente, que estão em consonância com os programas de desenvolvimento do país. É neste contexto que se propõe a utilização do gás natural como energia de transição para fontes mais limpas.

“Moçambique está determinado a continuar a envidar esforços para atingir, até o ano 2030, os níveis de 62% da contribuição de energias renováveis na matriz energética nacional no âmbito do alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

O representante do estadista moçambicano na COP26 referiu que o país tem estado a apostar nas oportunidades do mercado voluntário de carbono para promover a gestão sustentável das florestas, por isso, apoia a Declaração sobre Florestas e Uso da Terra.

“Contudo, reconhecemos que o alcance destes níveis é um grande desafio porque pressupõe fontes de financiamento e tecnologias adequadas devidamente asseguradas para facilitar a massificação do uso de energias limpas” esclareceu o dirigente.

Tendo em conta este cenário, o governante lançou um convite para que todos se juntem aos esforços de Moçambique na mobilização de recursos e tecnologias necessários para a implementação de um programa de transição energética que inclui fontes mais limpas e amigas do ambiente sem, contudo, comprometer o processo de desenvolvimento sócio-económico.

O apelo à mobilização de recursos, suavização dos critérios de acesso aos mesmos e transferência de tecnologia foi igualmente feito em relação às acções estruturantes para fazer face aos impactos das mudanças climatéricas, porque o país, sozinho, tal como os outros países em desenvolvimento, não conseguirá ter recursos necessários para financiar estas acções.

Dada a frequência e intensidade com que os eventos climatéricos extremos se registam no país, o Governo adoptou uma abordagem centrada na prevenção, adaptação, mitigação, através do reassentamento da população, construção de infra-estruturas resilientes e gestão de recursos hídricos conforme está previsto na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

AMOCAFE quer incentivar consumo de café no país

Realizou-se no dia 28 de Outubro, no Radisson Blu, a cerimónia de apresentação da AMOCAFE, Associação Moçambicana de Cafeicultores que teve como tema principal: Celebrando o Poder do Café.

A AMOCAFE, Associação Moçambicana de Cafeicultores, pretende estimular o consumo de café em Moçambique, o que significa criar um mercado nacional para os produtores moçambicanos. O que certamente irá estimular o desenvolvimento da indústria nacional de café.

A produção de café em Moçambique pode ser considerada uma alternativa de renda para muitas famílias que não conseguem produzir comercialmente outro tipo de cultura, sendo um dos objetivos da associação, colocar Moçambique no mapa dos produtores de café.
A produção de café em África no ano-cafeeiro 2020-2021 foi estimada em 18,7 milhões de sacas de 60kg, volume que representa um aumento de 1,4% em relação ao mesmo período anterior.

O Continente Africano possui mais de dez países produtores de café e os cinco maiores são: Etiópia, com 7,7milhões de sacas (41%), Uganda, com 4,9 milhões de sacas (26%), Costa do Marfim 2,2 milhões de sacas (12%), Tanzânia (900 mil sacas – 5%), Quênia (844 mil sacas – 4%).

A AMOCAFE, nasceu da união das empresas pertencentes à indústria do café e produtores que se dedicam ao cultivo do café em Moçambique. Até o momento, a associação conta com 11 associados, que estão constantemente à procura de juntar esforços para dinamizar a produção desta cultura de rendimento.

Os associados comprometem-se a levar esta cultura às famílias moçambicanas através de programas de fomento, formação de produtores e técnicos agrários locais e desenvolver uma “marca” de Café Moçambicano para alcançar os mercados internacionais.

Além disso pretende-se interceder junto ao Governo para a adopção desta cultura de rendimento na matriz das culturas que promovem o crescimento económico do país e das famílias moçambicanas, assim como o desenvolvimento de uma cadeia de valor forte que contribua para o equilíbrio da balança comercial, atraindo mais divisas para Moçambique.