Saturday, June 27, 2026
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Suíça anula proibição de voos de seis países africanos

A partir de hoje, a proibição de entrada na Suíça a partir da África do Sul e de outros cinco países da África Austral, imposta em Novembro, na sequência da deteção dos primeiros casos da variante omicron da covi-19 na região, será levantada.

Os outros cinco países afetados pela proibição, que também será levantada na próxima semana, são Botswana, Esuatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbabué, disse a Secretaria de Estado suíça para a Migração na sua conta oficial no Twitter.

Por outro lado, a instituição anunciou que a Austrália, o Canadá e a Argentina foram acrescentados à lista de países em risco para a elevada propagação da covi-19, que inclui a maioria dos países da União Europeia, bem como outros como Colômbia, Uruguai, Coreia do Sul e Peru.

A proibição de mais de dois meses aos cidadãos da África Austral não impediu a rápida circulação da variante na Suíça, como noutros países do mundo, tendo o país da Europa Central atingido um recorde de novos casos diários na terça-feira 18 (37.000 novos casos positivos).

As taxas de mortalidade também aumentaram ligeiramente durante a vaga actual, embora sejam relativamente baixas (cerca de 20 mortes por dia) e inferiores às das ondas anteriores fases da covid-19.

Millennium bim premiado pelo apoio ao Comércio Internacional

Este é o sétimo ano consecutivo que o Banco recebe o prémio “Best Trade Finance Provider”. Este prémio revela a consistência do Banco no apoio às empresas nas suas operações de comércio internacional.

O Millennium bim foi distinguido pela revista Global Finance como “Best Trade Finance Provider in Mozambique for 2022”, prémio que reconhece o Banco como a instituição bancária moçambicana que presta o melhor apoio financeiro às operações de comércio internacional das empresas, em particular as exportadoras. Este é o sétimo ano consecutivo que o Millennium bim é reconhecido como “Best Trade Finance Provider” em Moçambique pela Global Finance, publicação de referência internacional na área das finanças.

Para atribuir o prémio “Best Trade Finance Provider”, o júri, constituído por reputados especialistas em finanças internacionais, analisou critérios como volume de transacções, âmbito de cobertura global, serviço ao Cliente, preços competitivos e tecnologias inovadoras.

Além da selecção dos seus editores, a publicação especializada em finanças internacionais, e referência entre os profissionais do sector, contou também com o parecer de analistas do sector bancário e do mundo empresarial.

Sustentando a atribuição do prémio, Joseph D. Giarraputo, Director da Global Finance, afirmou que “o sector de Trade Finance continua a ser duramente atingido pelas consequências da pandemia da COVID-19, e os fornecedores continuam a adaptar-se aos desafios que esta apresenta. Os vencedores dos nossos prémios anuais de Trade Finance são as instituições que melhor responderam a estes desafios e que têm servido os seus Clientes com mais sucesso.

Para José Reino da Costa, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, “este novo prémio reconhece, mais uma vez, o apoio consistente que o Banco tem dado às empresas, tanto nas suas operações comerciais domésticas como na promoção do seu posicionamento nos mercados externos. Um apoio que tem sido crucial para robustecer o tecido empresarial num contexto particularmente complexo, dados os efeitos negativos provocados pela pandemia na economia. Esta nova distinção só foi possível graças à confiança depositada pelos nossos Clientes, à qual endereço em nome do Millennium bim o nosso muito obrigado, bem como ao elevado profissionalismo dos Colaboradores do Banco, na qual se inclui pessoal especializado em operações internacionais, que não poupam esforços na procura das melhores soluções para servir bem as nossas empresas, tornando-as mais competitivas”.

Com esta nova distinção pela Global Finance, o Millennium bim consolida a sua
posição de Banco mais premiado de Moçambique.

Sobre o Millennium bim – Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do sector bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, e uma das maiores redes de ATM e POS. O Millennium bim é o Banco mais premiado do País e o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.

Moçambique pode voltar a ter o apoio do FMI

O Fundo Monetário Internacional – FMI- pode vir a retomar o apoio directo ao Orçamento Geral de Estado de Moçambique, suspenso após o escândalo das dívidas ocultas. A informação foi confirmada pelo representante da organização financeira no país, Alexis Cirkel, salientando que as negociações entre as partes iniciam este mês.

No próximo dia 27 de Janeiro arrancam as negociações entre o Governo moçambicano e o Fundo Monetário Internacional -FMI- com vista à retoma do apoio ao Orçamento Geral do Estado. O representante da organização financeira no país, Alexis Cirkel, considera que se não houver nenhum entrave a retoma pode vir a ser feita nos próximos meses.

“Se essa discussão não tiver nenhum entrave talvez uma conclusão deste processo até à páscoa, pode ser uma expectativa razoável”, explicou.

O desfecho das negociações é ainda uma incerteza, diz Alexis Cirkel, nesta equação a gestão do gás será tida em conta pela instituição financeira.

O Fundo Monetário Internacional suspendeu em 2016 o apoio directo ao Orçamento Geral de Estado moçambicano, após a descoberta das dívidas ocultas que lesaram o país em mais de 2.2 mil milhões de dólares.

Não houve manipulação cambial no Standard Bank

O Tribunal de Polícia da Cidade de Maputo (5ª Secção) ilibou o ex-administrador delegado do Standard Bank, Adimohanwa Chukwama Nuwococha da acusação do Banco de Moçambique segundo a qual o banqueiro “terá fixado artificialmente a taxa de câmbio, provocando prejuízo incalculável para a economia nacional”, entre 09 a 15 de Abril de 2021.O Juiz de Direito, Carlos Mondlane, considerou a condenação do Banco de Moçambique como “nula e injusta”.

Com a decisão, Adimohanwa Nuwococha não mais deverá pagar ao Banco de Moçambique 6.3 milhões de Meticais e não será inibido do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras por 3 anos. Esta é mais uma derrota do Banco de Moçambique em sede de justiça. Desde que lidera o banco, o economista abdicou dos préstimos do Departamento Jurídico da instituição, privilegiando assessoria externa. Neste caso, as alegações do banco estiveram a cargo do advogado Francisco Avillez.

No acórdão sobre o recurso interposto pelo banqueiro e a que “Carta” teve acesso, o Tribunal de Polícia da Cidade de Maputo alega que a acusação do Banco de Moçambique é nula porque é injusta. Nas suas alegações de recurso, Chuma negou que tenha havido alguma “concertação” no SB com o objetivo de “depreciar o dólar nos dias de crise”.

O Tribunal corroborou. No acórdão lê-se que “o Banco encontrava-se numa posição técnica de exposição longa trazida em maior fluxo de dólares disponíveis e havia por conseguinte uma preocupação institucional de fazer descer o valor do dólar, o que só seria alcançado se o mercado correspondesse. Essa preocupação se estendeu para outras instituições de crédito que agiram na mesma conformidade”.

Uma das testemunhas abonatórias de Chuma foi o conhecido Economista-Chefe do SB, Fáusio Mussá, que negou que Chuma, como Administrador Delegado do Standard Bank, nunca poderia dar ordens à sala de mercados para desvalorizar a moeda.

“Esta só ocorreu devido a algumas políticas monetárias do Banco de Moçambique, que aumentou a taxa de juros do Metical, tornando mais difícil o financiamento, desencorajando outrossim as importações e especialmente fortalecendo a moeda nacional. Esse quadro levou a que o Metical mais forte encontrasse uma moeda estrangeira mais disponível, o que afectou não só o Standard Bank, mas todas as outras instituições financeiras no domínio do câmbio diário”.

O Tribunal diz não ter encontrado, neste caso, evidências de abuso de posição dominante por parte do SB. O que o Standard Bank fez foi estabelecer uma taxa de câmbio a praticar na sala de mercados, no confronto entre a procura e a oferta. “O preço escrutinado pela sala de mercados teve a ver com o equilíbrio entre a procura e a oferta, o que consubstancia o fundamento do mercado, sem que se provasse uma articulação para propósitos nocivos com outras entidades. Por outro lado, não existe uma regulamentação sobre os limites a praticar na regularização de operações de câmbio, senão, conforme as boas práticas financeiras no encontro entre a procura e a oferta”.

Em suma, o Tribunal diz que não se provou a existência de um regime de articulação prévia entre instituições financeiras para a fixação artificial do valor, tratando-se de cotação da moeda estrangeira. “O Tribunal encontra assim dificuldades em estabelecer que o recorrente, através da sala de mercados, tenha concertado com entidades diversas para manipular o mercado cambial nos dias 9 a 15 de Maio de 2021”.

Por fim, lê-se na sentença ditada pelo Juiz de Direito, Carlos Mondlane, que “em razão do exposto, considero o presente recurso procedente e declaro nula e de nenhum efeito a decisão condenatória principal e as medidas acessórias aplicadas”.

Confiança do sector industrial continuou em recuperação

No quarto trimestre de 2021, o indicador de confiança do sector da produção industrial e distribuição de electricidade e água voltou a recuperar ligeiramente, facto que acontece pelo segundo trimestre consecutivo, tendo o respectivo saldo se situado abaixo da média da respectiva série cronológica.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados no boletim trimestral “Indicadores de Confiança e de Clima Económico” apontam que, se no terceiro trimestre de 2021, o saldo do sector situou-se em 75.6 pontos, no último do ano, o saldo cresceu para 77.6 pontos.

O INE justifica a recuperação da conjuntura sectorial, no período em análise, com a apreciação favorável das perspectivas de emprego e da procura, que suplantaram a actividade actual avaliada como estando em queda face ao trimestre anterior, tendo assim alcançado um novo mínimo da respectiva série temporal.

“Contrariamente ao indicador síntese do sector, o volume de negócios diminuiu de forma ligeira, o que se traduziu numa subida ténue dos stocks nos armazéns industriais, num clima em que as perspectivas de preços foram de queda substancial”, observou o INE.

No período em análise, a instituição constatou que cerca de 48% das empresas deste sector tiveram constrangimentos no trimestre em análise, o que representou 8% de aumento de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior.

“Uma série de factores continuou a afectar o sector industrial, destacando-se a falta de matéria-prima (25%), a falta de acesso ao crédito (20%) e os outros factores não especificados (23%), como principais obstáculos que dificultaram o óptimo desempenho do sector”, conclui o documento.

A publicação “Indicadores de Confiança e de Clima Económico” é uma brochura sobre os resultados do inquérito de conjuntura, realizado trimestralmente pelo INE.

Trata-se de uma compilação de opinião dos agentes económicos (gestores de empresas) acerca da evolução corrente da sua actividade e perspectivas a curto prazo, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações da actividade.

Exploradores de Ouro podem ter sonegado MZN 750 milhões em 2020

As empresas que exploram Ouro em Moçambique podem ter declarado menos 250 quilogramas ao Estado no que toca à sua produção em 2020. Sem aumentar o número de operadores e de áreas de exploração, o país registou uma subida galopante, em 2021. Foram declarados, no ano passado, 800 quilogramas da pedra preciosa, contra 545 do ano anterior.

A indústria extractiva e a sonegação continham elementos da mesma equação em Moçambique. Na extracção do ouro, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia intensificou a fiscalização em 2021 e, pela primeira vez, o nível de registo de produção atingiu um número recorde, 800 quilogramas.

Isto aconteceu numa altura em que o número de operadores e de zonas exploração não registou aumento, aliás, houve menos operadores no terreno devido à COVID-19. Mais do que isso, em 2020, ano em que houve mais empresas a trabalhar, o registo de produção ter-se-á situado em 550 quilogramas, ou seja, menos 250 quilogramas.

Mas, o que isso significa em termos monetários?

De acordo com o portal Goldprice, um quilograma de Ouro custa Três milhões de meticais. Esse valor, multiplicado por 250 quilogramas, que podem ter sido produzidos, mas não declarados em 2020, é igual a 750.000.000 de meticais.

A Unidade de Gestão do Processo Kimberley (UGKP), instituição subordinada ao Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) criada em 2019 para tratar do licenciamento, certificação, importação e exportação de pedras preciosas e gemas, prefere não falar de perdas.

“As empresas apresentam justificações como supostas avarias e outros factores, quando questionadas sobre por que declaram menos em 2020 e o nível aumentou tanto em 2021,” disse Emídio Cuamba, Coordenador dos Serviços Técnicos UGKP.

Na prática, o que ocorre é que, os exploradores industriais licenciados mentem às autoridades todos os anos sobre as quantidades que conseguem extrair do solo. Declaram menos para pagar menos em receitas.

“Essa é a conclusão que tivemos com o trabalho de rastreio que fizemos durante o ano de 2021. Ao que tudo indica, a desonestidade nas empresas é antiga”, disse Emídio Cuamba.

Terá sido este o esquema que, durante anos, impediu que Moçambique, que tem várias minas de Ouro em todas as zonas do país, o encaixe de receitas seja reduzido.

As desconfianças sobre o esquema são antigas, mas a descoberta foi feita ainda no início do ano, pelo que 2021 foi marcado pela criação de brigadas técnicas que têm estado a fazer o rastreio da produção das empresas que estão no sector, num plano que inclui também grupos que fazem mineração artesanal.

“Quem ouve estes números recorde sem conhecer a realidade pode pensar que contamos com a entrada de novos operadores para obter esses números recorde, mas não. Isto é resultado de uma maior fiscalização. Mudamos a forma de rastrear a produção”, disse o Coordenador dos Serviços Técnicos da Unidade de Gestão do Processo Kimberley, que acrescenta que os ganhos podiam ter sido ainda maiores não fossem as restrições impostas pela pandemia da COVID-19, que obrigou a retenção de alguns operadores nos seus países de origem”.

Bloqueou-se a sonegação de produção e foram criadas estratégias para que os exploradores artesanais vendessem a sua produção aos operadores licenciados. “Com esta estratégia, a ambição do Ministério dos Recursos Minerais e Energia é garantir que mineradores artesanais vendam o seu produto aos detentores de licenças de comercialização, garantindo a tributação e incremento das receitas provenientes da produção, acrescenta o documento”, afirmou Emídio Cuamba.

 

PERSPECTIVAS PARA 2022

Com a estrutura montada, espera-se maior produção em 2022. “Vamos intensificar ainda mais o controlo e contamos com a retoma das empresas que, em 2021, não puderam seguir com os trabalhos por causa da pandemia”, avançou, optimista, o Coordenador dos Serviços Técnicos UGKP.

Isso não é tudo. Há três grandes operações que vão iniciar em Manica, Zambézia e Nampula. O projecto de Manica concentra mais atenções por estimar produzir 360 quilos de Ouro por ano.

 

HCB planeia a produção de 14.228 gigawatt-hora em 2022

A empresa Hidroelectrica de Cahora Bassa (HCB), que explora a barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze, na província moçambicana ocidental de Tete, anunciou que planeia produzir 14.228 gigawatt-hora de electricidade em 2022.

Um comunicado de imprensa da HCB disse que este objectivo tem em conta as paragens planeadas para manutenção e para a reabilitação das instalações de produção.

Em 2021, a HCB produziu 14.990 gigawatt-hora, o que foi 6,2% superior ao objectivo planeado para o ano, mas 2% inferior à produção em 2020.

“Esta produção global resultou da disponibilidade de recursos hídricos, e do equipamento de geração e transmissão”, disse o comunicado da HCB.

A disponibilidade de água não deverá ser um problema para a HCB este ano. A 31 de Dezembro, o nível do reservatório de Cahora Bassa estava 320,01 metros acima do nível do mar – o que significa que o reservatório estava 72 por cento cheio.

DStv e GOtv lançam um novo canal para moçambicanos

A MultiChoice, através das plataformas DStv e GOtv, lança no dia 17 de Janeiro, o canal “Maningue Magic”. Um canal de televisão dedicado aos telespectadores moçambicanos que traz conteúdos de alta qualidade, compostos maioritariamente por telenovelas, séries de ficção, reality shows, programas musicais, magazine de lifestyle e de sociedade; todos produzidos em Moçambique.

A iniciativa visa entreter os clientes, há muito sedentos de mais conteúdo local na programação.

O evento de lançamento do novo canal decorrerá na Fortaleza de Maputo e contará com a presença de artistas, produtores, realizadores que integram as diferentes produções e representantes da Direcção da MultiChoice Moçambique.

Além de oferecer entretenimento, o canal contribuirá para o crescimento das indústrias culturais e criativas moçambicanas impactando na cadeia de valor baseada no talento e nas habilidades artísticas dos produtores, com a capacidade de geração de empregos e mais receitas para o Estado.

“Preocupamo-nos em levar o melhor do conteúdo televisivo de entretenimento para as famílias nacionais. O lançamento do canal Maningue Magic representa um inquestionável salto qualitativo na oferta de conteúdos televisivos localmente produzidos”, disse Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique.

Os artistas nas suas mais variadas formas de manifestação e produção (cinema, teatro, música, promoção de espectáculos e eventos de entretenimento) terão neste canal os seus direitos salvaguardados e a sua imagem promovida na diáspora.

“Continuaremos a trabalhar com os produtores nacionais estabelecidos e apoiar os novos produtores nacionais que encontram agora no canal Maningue Magic uma plataforma de reconhecido crédito, através da qual podem veicular os seus conteúdos em alta qualidade (HD) para Moçambique e além-fronteira. Este novo canal responde também ao nosso compromisso de promover o desenvolvimento da indústria e da economia de entretenimento em Moçambique e no continente africano”, concluiu Laice.

João Ribeiro, Director do canal, destacou que “o Maningue Magic vai melhorar a experiência do telespectador e agregar valor aos clientes. Estamos orgulhosos do nosso papel no sector do entretenimento. Este lançamento reforça a visão estratégica de sermos o principal contador de histórias do continente africano e abre uma nova etapa no relacionamento com a indústria no país”.

As narrativas do Maningue Magic são emotivas e algumas vão se tornar sucessos televisivos que convidam à reflexão de temas essenciais do quotidiano moçambicano (traição, luta pela sobrevivência, conflitos familiares e dicotomia campo-cidade) contadas com uma grande dose de criatividade. Nestas produções valorizamos histórias, actores, músicos e tradições nacionais. As cenas foram filmadas em locais icónicos e em outros menos conhecidos do público, trazem para a nossa tela o outro lado do dia-a-dia com aquele toque de qualidade que caracteriza a produção da M-Net/MultiChoice.

O Maningue Magic estará disponível em exclusivo nos pacotes DStv Família, DStv Grande, DStv Grande Mais, DStv Bué e DStv Mega, assim como nos pacotes GOtv Max e GOtv Supa.

O telespectador poderá contar com uma selecção de conteúdos de alta qualidade, criados localmente e elaborados a pensar em si. Conheça os programas de destaque 100% moçambicanos que serão lançados:

A telenovela Maida – narra a viagem, com cenas de amor, sonhos e traição,de uma adolescente ingénua que deixa o campo para se mudar para a grande cidade;

A série A Influencer – conta-nos a história de uma jovem suburbana que sonha em ser uma Influenciadora Digital e representar as maiores marcas, mas que acaba envolvida num mundo de drogas e prostituição que vai mudar a sua vida;

Estação do Boss – um programa musical orgulhosamente moçambicano com entrevistas interessantes, imagens de bastidores e lançamentos de vídeo-clips de artistas nacionais;

Date My Family Moçambique– uma versão nacional do famoso reality show de encontros de sucesso, que vê solteiros a partilharem uma refeição com três (3) famílias diferentes para ver se encontram um(a) parceiro(a) ideal para si;

Top Mais – reporta a vida dos famosos de Moçambique e de outros países africanos que são os protagonistas do momento nas redes sociais. Eles vêm do cinema, televisão, turismo, desporto, música, artes, gastronomia, moda, beleza, entre outros;

Txunado – um programa que partilha as novas tendências da moda e do design em Moçambique, nas mais diversas áreas, apresenta ao público um conjunto de histórias sobre projectos criativos, promovendo plataformas e novas linguagens.

Bancos comerciais facturaram 11 biliões de Meticais em 2021

No primeiro semestre de 2021, o sector bancário continuou a registar lucros, apesar dos efeitos da segunda vaga da pandemia da Covid-19 e da instabilidade militar nas zonas Centro e Norte do país, na medida em que os lucros do exercício aumentaram em 3 biliões (ou mil milhões) de Meticais, fixando-se em 11.2 biliões de meticais, em Junho de 2021.

Publicado há dias, um relatório semestral do Banco de Moçambique explica que esta variação é justificada pelo incremento das comissões líquidas em 1.7 bilião de Meticais (correspondente a 33,22%), dos resultados de operações financeiras em 683 milhões de meticais (19,23%), e da margem financeira em 2.9 biliões de meticais (12,31%).

Para além dos lucros, o documento, intitulado “Boletim de Estabilidade Financeira” do Banco Central, refere que o desempenho dos bancos foi também notório na melhoria ligeira da qualidade dos activos, comparativamente ao período homólogo de 2020.

Em Junho último, o activo total do sector bancário moçambicano ascendeu a 797.9 biliões de Meticais, representando um crescimento de 1,48% e 11,43%, em relação a Dezembro e Junho de 2020, respectivamente.

“Os três bancos sistemicamente importantes, designadamente, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), o Banco Internacional de Moçambique (BIM) e o Standard Bank concentravam 69,27%, 64,81% e 57,36% da totalidade dos depósitos, activos e créditos do sector bancário, respectivamente”, sublinha o documento.

O relatório do Banco de Moçambique detalha que, do activo total, os depósitos continuaram, no período em análise, a representar a principal fonte de financiamento do sector bancário, com um peso de 97,72% do total das fontes de financiamento, tendo as restantes fontes de recursos mantido um peso residual.

No que respeita à estrutura dos depósitos, a fonte refere que 63,74% correspondem aos depósitos à ordem, sendo o remanescente equivalente à componente a prazo (35,04%) e outros depósitos (1,22%).

Por fim, o documento explica que tanto os depósitos à ordem como a prazo registaram aumentos equivalentes a 15,50% e 7,39%, respectivamente, quando comparados com o período homólogo de 2020, contribuindo, desta forma, para o contínuo reforço dos fluxos de financiamento do sector bancário.

Empresários do país exigem espaço nos negócios de petróleo e gás

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique exige do Governo a aprovação da Lei do Conteúdo Local, porque sem isso, os projectos de petróleo e gás vão beneficiar apenas o grande capital e pessoas ligadas ao poder político e não a maioria dos moçambicanos.

A exigência surge na sequência da chegada, à bacia do Rovuma, da plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito, em Cabo Delgado, porque, diz a associação, sem essa lei, a plataforma não vai servir os objectivos dos moçambicanos.

“Exigimos que seja aprovada a Lei do Conteúdo Local, que define a participação de, pelo menos, 10 por cento em actividades deste projecto, através da prestação de serviços, e isso já seria uma salvação para muitas das pequenas e médias empresas moçambicanas”, disse Feito Tudo Male, daquela associação.

Para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), segundo o respectivo director executivo, Eduardo Sengo, os empresários “reclamam porque a divulgação da informação sobre estes projectos de petróleo e gás não tem sido de forma muito ampla”.

“É preciso que haja uma lei que estabeleça as provisões e os requisitos que as empresas devem seguir”, defende Benjamim Cavele, especialista em conteúdo local.

Poderosos

Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento-CDD, Adriano Nuvunga, diz que interesses de pessoas poderosas ligadas ao poder, estão a emperrar a aprovação da Lei do Conteúdo Local, fundamental para a participação de empresas moçambicanas em projectos de petróleo e gás no país.

Adriano Nuvunga avançou que as grandes empresas internacionais também tiram proveito duma situação em que não há regras estabelecidas sobre como engajar e potenciar empresas locais e jovens moçambicanos que precisam de formação para poderem desenvolver o seu trabalho.

Para o director do CDD, pessoas ligadas ao sistema do poder, aproveitam -se da actual situação de anarquia, para beneficiarem, como indivíduos, dos recursos energéticos, em concertação com as multinacionais.

“Neste momento, não se tem estado a ver seriedade, da parte do Governo, no que diz respeito à aprovação da Lei do Conteúdo Local”, disse o director do CDD.

Por seu turno, o empresário Assifo Ossumane, considera que devido a essa situação, o conteúdo local existentes nos projectos de petróleo e gás em Cabo Delgado é mínimo e não permite a maximização dos benefícios sobre a maioria dos moçambicanos.

Ossumane lamenta que até para o fornecimento de comida aos trabalhadores da Total, antes de a companhia interromper as suas actividades em Cabo Delgado, tenha sido contratada uma empresas estrangeira.