Wednesday, April 8, 2026
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A economia moçambicana poderá não se recuperar em todos os sectores

No decurso do primeiro trimestre do ano em curso, a economia de Moçambique registou um crescimento económico que foi um sinal de ter saído da recessão, um crescimento sustentado, principalmente, pelo sector primário, segundo as últimas pesquisas do economista sénior do Rand Merchant Bank (RMB).

Apesar do sector agrícola ter contribuído com 23.5% no crescimento da economia nacional, os restantes sectores como o dos transportes, comunicações, hotelaria e restauração registaram retracções, o sector mineiro destacou-se ao apresentar 18.1% de crescimento negativo.

“Prevemos que a economia registará um crescimento de 2.5% este ano, considerando a recuperação significativa demonstrada no primeiro trimestre”, afirma Daniel Kavishe, economista sénior do RMB.

Um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que as empresas, para além de preverem que a economia recuperará ao longo dos próximos 12 meses, em Moçambique a procura continuará a ser menor comparativamente ao final do ano passado, principalmente nos sectores da restauração, hotelaria e serviços relacionados. As estatísticas apontam igualmente que os indicadores de confiança no sector de transportes e logística apresentam, actualmente, os níveis mais baixos dos últimos três trimestres.

Kavishe afirma que, com base nestes inquéritos, existe uma grande probabilidade da recuperação da economia moçambicana, em 2021, não ser transversal a todos os sectores.

“Tomando como base as nossas projecções deste ano, o sector primário irá provavelmente liderar os resultados positivos e o sector agrícola apresentará, igualmente, ganhos significativos”.

Daniel Kavishe prevê que a decisão do governo na flexibilização das restrições associadas ao combate à pandemia impulsionará a recuperação económica no segundo semestre do ano.

 

Licenciamento para pesca de camarão e caranguejo gerou 200 milhões de meticais

As licenças para a captura de camarão e caranguejo, geraram cerca de 200 milhões de meticais durante o primeiro semestre de 2021. Um desempenho avaliado em 56 por cento.

Segundo o director-geral Adjunto da Administração Nacional de Pescas, Cassamo Júnior, neste desempenho, o destaque vai para o licenciamento dos operadores de pesca industrial, cujas receitas foram de 155 milhões de meticais, cerca de 61 por cento.

No sector semi-industrial, as receitas foram de 37 milhões, enquanto no artesanal, a cifra foi de 1 milhão de meticais, o que corresponde a 57 e 8 por cento, respectivamente.

Em termos de captura do produto, o camarão registou um crescimento de 1340, em 2020, para 1518 no período em análise. Esta espécie teve, igualmente, um incremento de 38 por cento de rendimento médio diário.

Para além do camarão, o caranguejo teve um desempenho positivo, tendo já sido capturadas cerca de 850 toneladas no período em referência.

Os números são positivos, mas ainda persistem, no país, desafios para uma pesca sustentável.

“Precisamos de continuar a trabalhar para melhorarmos o cumprimento das medidas de gestão e para que possamos ter rapidamente melhores resultados”, disse Cassamo Júnior.

O director-geral Adjunto da Administração Nacional de Pescas defende ainda que, “é necessário melhorar a informação estatística, desenvolver estudos, com vista a tomar medidas de gestão acertadas, sobretudo no que diz respeito à fiscalização”.

Estes são apenas resultados preliminares. No presente ano, o país espera arrecadar, no geral, cerca de 420 milhões da actividade pesqueira, dos quais 344 milhões são do licenciamento pela captura do camarão e caranguejo.

INP – Instituto Nacional de Petróleo

INP – Instituto Nacional de Petróleo

O Instituto Nacional de Petróleo, foi criado pelo Conselho de Ministros ao abrigo do Decreto n.º 25/2004 de 20 de Agosto, como entidade reguladora, responsável pela administração e promoção das operações Petrolíferas, é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial que desempenha as suas funções em conformidade com a legislação aplicável, assegurando-se-lhe as prerrogativas necessárias ao exercício adequado das suas competências com base na isenção, capacidade técnica e imparcialidade.

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Absa Bank Moçambique

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O Absa Bank Moçambique é parte do Absa Group Limited, um grupo Africano de serviços financeiros com a ambição de ser o orgulho do continente. O Absa Group Limited está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg na África do Sul e é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente e com cerca de 42 000 colaboradores.

Estamos empenhados em encontrar soluções locais e tudo quanto fazemos tem enfoque na adição de valor. Estamos em posição de oferecer aos nossos Clientes uma variedade de soluções de retalho, de negócio, corporativas e de investimento, e soluções de gestão de património, bem como, assegurar um impacto positivo em todos os países onde operamos.

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Salim Valá apela a uma economia mais competitiva para Moçambique

O país precisa de instituições fortes, economia competitiva e diversificada para aproveitar as oportunidades da globalização, defende o presidente da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e economista Salim Valá.

Valá apontou os caminhos que Moçambique deve percorrer para tirar ganhos da globalização, em declarações à Lusa sobre o livro que lançou em Maputo, com o título “Economia Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento: Reflexões Inconclusivas”.

“Sem ser um Estado falhado, Moçambique enfrenta desafios complexos que levarão décadas a superar para que o país possa escrever uma história de sucesso com a globalização”, declarou o presidente da BVM.

Os desastres naturais, conflitos armados e instituições frágeis impedem Moçambique de fazer uma transição para uma economia próspera, acrescentou.

Salim Valá assinalou que o atraso de Moçambique no aproveitamento das oportunidades geradas pela globalização é comum à maioria dos países, havendo, contudo, exceções com os Estados que registaram progressos gigantescos com a globalização.

“Temos vários exemplos notáveis de aproveitamento das oportunidades da globalização como a China, Singapura, Malásia, Indonésia, Correia do Sul, Cabo Verde, Maurícias, Seicheles, Botsuana, Polónia e República Checa”, afirmou.

A capacidade de mobilização de activos económicos, diversificação, fortalecimento de instituições e o dividendo demográfico são fundamentais para obter ganhos com a globalização.

“Os países que compreenderam melhor a globalização e preparam-se para o processo têm estado a tirar vantagens, nos últimos 30 a 40 anos”, destacou.

Um país não preparado para aproveitar as oportunidades da globalização vai cair no conjunto dos “descontentes”, afirmou o presidente da BVM, parafraseando o economista norte-americano Joseph Stiglitz, que disse que a globalização está a criar descontentes.

“Economia Globalizada & Paradoxos de Desenvolvimento: Reflexões Inconclusivas” é a sétima do autor e todas versam sobre matérias de economia, área de formação de Salim Valá.

Pandemia e atrasos nos projectos de Gás colocam Moçambique a crescer apenas 2,8%

O atraso nos investimentos do gás natural em Moçambique e as medidas de combate à Covid-19 vão implicar um “crescimento real modesto” de 2,8% este ano, considera a consultora Fitch Solutions.

“Antevemos que a economia de Moçambique saia da recessão este ano, depois de ter registado uma contração de 1,3% em 2020, com o investimento privado a recuperar ligeiramente”, escreveram analistas da consultora.

Entretanto, “prevemos um crescimento real do PIB modesto, de 2,8%, já que o atraso no investimento no sector do gás e a persistências das medidas de confinamento pesam na recuperação da procura interna”, esclarece.

Numa nota sobre os riscos para o país, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas da consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings apontam ainda que o Banco Central moçambicano deverá baixar a taxa de juro no segundo semestre.

“O Banco de Moçambique vai provavelmente ter margem para baixar a taxa de juro em 100 pontos base para 12,25% até final deste ano, depois de uma surpreendente subida de 300 pontos base em Janeiro, num contexto de baixo crescimento económico”, escrevem.

Os analistas alertam que “na frente política, continuamos a assinalar riscos crescentes para a estabilidade colocados pela crescente actividade insurgente na província nortenha de Cabo Delgado”.

Na análise, a Fitch Solutions alerta ainda para as dificuldades que Moçambique vai ter a nível de infraestruturas, que são consideradas insuficientes para escoar toda a produção de gás natural que se espera possa começar a ser produzida a partir de meados desta década.

“Um falhanço em lidar com a infraestrutura deficiente é um risco premente para a economia de Moçambique; as infraestruturas de transporte, em particular, são atualmente desadequadas para levar os ricos recursos naturais do país para os mercados internacionais”, concluem os analistas.

CTA considera que este não é momento para negociações salariais

A CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique) afirma que as empresas do país não estão à altura de responder a eventuais reivindicações salariais no sector privado no período actual.

A associação considera que as empresas ainda não reúnem condições para a retoma das discussões sobre o salário mínimo.

Esta é a posição defendida pelo sector privado, um ano depois da suspensão das negociações.

Pelo facto de as razões que levaram a esta decisão da suspensão das negociações sobre o salário minimo persistirem, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, através do seu vice-presidente, Vasco Manhiça, esclareceu que devido às dificuldades da conjuntura actual, as condições não estão reunidas.

Segundo Manhiça,”é impensável entrarmos num processo de negociação. Negociar nestas circunstâncias é claramente igual a ir negociar com alguém que está em coma”.

A posição do sector empresarial privado acontece numa altura em que, o custo de vida tem estado a registar um aumento assinalável em Moçambique.

De acordo com o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, “neste momento está-se a procura da pequena migalha e não há nenhuma empresa que neste momento está realmente a respirar de boa saúde”.

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique, OTM-Central Sindical, considera que as partes, isto é, o governo, o patronato e os sindicatos devem retomar a mesa de negociações.

Banco Único é agora Nedbank-Moçambique

O Nedbank, grupo financeiro sul-africano, completou na segunda-feira a sua aquisição de um dos bancos comerciais de Moçambique, o Banco Único.

Desde 2020, o Nedbank detém 87 por cento das acções do Banco Único. Agora, numa cerimónia em Maputo, o banco mudou o seu nome para Nedbank-Moçambique.

De acordo com uma reportagem sobre a estação de televisão independente, STV, o presidente da Comissão Executiva do banco, Joel Rodrigues, declarou que o renomeado banco espera tornar-se “um parceiro de referência” para as grandes empresas em Moçambique. Esperava que os investidores o escolhessem para financiar projectos em recursos naturais, infra-estruturas, indústria e agricultura.

“Para as empresas, prometemos ser um parceiro de referência no seu dia-a-dia, financiando as suas actividades e os seus projectos de investimento”, disse Rodrigues. “Teremos um enfoque especial nas grandes e médias empresas, e apresentaremos soluções sectoriais para os recursos naturais, bem como continuar a apostar na indústria transformadora, e não esquecendo a agricultura”.

“A mudança de nome reconhece a importância dos negócios em Moçambique”, disse o director executivo do Nedbank para África, Terence Sibiya. “Para nós, enquanto grupo, demonstra o nosso empenho em tornarmo-nos líderes no sector financeiro moçambicano”.

O grupo Nedbank, através da sua aliança com o grupo Ecobank, está representado em 39 países.

Celso Correia diz que Moçambique precisa de mais PMEs agrícolas

Celso Correia, Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, desafiou o sector privado a ajudar a aumentar o número de pequenas e médias empresas (PMEs) no sector que supervisiona.

“Moçambique vai precisar de 10.000 novas pequenas e médias empresas para fazer a diferença (no sector agrícola) nos próximos 10 anos”, disse o ministro ao Fórum Empresarial da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), ao mesmo tempo que criticava os bancos comerciais da região dizendo que “o sistema financeiro que deveria sustentar a nossa economia permanece afastado do sector agrícola”.

Orador principal no painel sobre agronegócios e cadeias de valor regionais, o Ministro Correia disse que Moçambique “[não tem ainda] um sector privado na agricultura”, pelo que não concorda que “temos de esperar que as forças do mercado actuem para fazer aparecer as PME. Pelo contrário, “temos de ser capazes de identificar talentos, transferir conhecimentos e dar seguimento durante pelo menos cinco anos”.

“Está provado que as pequenas e médias empresas agrícolas actuam como um gatilho na cadeia de valor. Seria muito difícil tirar alguém do conforto desta sala para ir para o campo; mais fácil seria encontrar uma rede de produção pré-existente que pudesse armazenar e fornecer produtos na cadeia de valor”, disse o Ministro.

Celso Correia explicou ao público de empresários nacionais e regionais que tipo de PMEs eram necessárias para acabar com as importações de alimentos na SADC.

“Nós, em Moçambique, chamamos-lhes PACEs, como no Pequeno Agricultor Comercial Emergentes, porque este agricultor ainda não tem registo, não tem acesso a financiamento, não tem acesso ao mercado. A estrada que liga a sua unidade ao mercado é deficiente, mas à sua volta tem mais de 200 pequenos produtores, e tem a sua área de produção. Ele pode muito facilmente criar uma pequena unidade comercial, e é isso que estamos a tentar alcançar”, disse.

Correia também explicou que o número, 10.000 PME, surge porque “em média, cada uma destas empresas factura entre 100.000 e 1 milhão de dólares americanos por ano, com 50 a 100 hectares. Se obtivermos 10.000, estamos a falar de um crescimento de cerca de 10 mil milhões de dólares. Quanto aos empregos, geram cerca de dois a três por hectare. Em termos de integração da agricultura familiar (que é a matriz da nossa base produtiva) cada uma delas pode ajudar directamente 200 famílias, pelo que estamos a falar de dois milhões, no caso de Moçambique, que beneficiariam destas cadeias de valor”.

Um pragmático, Celso Correia reconheceu que não existem soluções mágicas para aumentar o crédito à agricultura. “Enquanto o sector financeiro não sentir os benefícios, mas ao mesmo tempo for obrigado a começar a mudar para o país real ou para a economia real, ou seja, a agricultura, continuaremos a ter um sector financeiro que, na sua maioria, pega nas poupanças do povo e compra títulos do tesouro e empresta a meia dúzia de pessoas. Este modelo não é sustentável, e este problema não é da agricultura; é do modelo de desenvolvimento que cada nação escolhe”, disse Correia.

Programa de formação Generation Galp recebeu mais de 1000 candidaturas

O programa de recrutamento e formação de jovens, Generation Galp, recebeu um total de 1.012 candidaturas de jovens moçambicanos interessados em desenvolver as suas carreiras no sector da energia.

Foram recebidas candidaturas de todas as partes do país, bem como de moçambicanos que vivem em Portugal, França, Alemanha, China, Malásia e África do Sul. Mais de 50 candidatos têm notas médias de graduação superiores a 16 (de 20) , o que sugere uma forte concorrência para as seis vagas disponíveis.

“Só com os melhores talentos poderemos construir um país melhor, mais justo e com mais oportunidades para todos”, diz Marlena Chambule, chefe de Recursos Humanos da Galp Moçambique. “Sempre apoiamos a educação nas áreas mais desfavorecidas do país, e estamos agora a iniciar um novo ciclo, ajudando estes jovens a realizar os seus sonhos profissionais”.

O objectivo da Geração Galp é atrair, formar e integrar jovens licenciados ou mestres nas áreas financeira, de engenharia, tecnologia da informação, comunicação e marketing da Galp. A idade máxima é de 30 anos.

Com uma carreira profissional no horizonte, seja nas áreas nucleares ou de apoio da empresa, a Generation Galp pretende sensibilizar os estagiários para a actividade da empresa, integrá-los na sua cultura e valores, e treiná-los na aquisição de competências, técnicas e soft-skills.

A Generation Galp segue um modelo implementado com sucesso em Portugal durante 23 anos, e mais recentemente em Espanha. Com uma taxa de retenção de cerca de 90%, este programa é responsável pela contratação de mais de 500 actuais funcionários da Galp.

 

Sobre a Galp

Presente em Moçambique há mais de 60 anos, a Galp é uma empresa de energia empenhada no desenvolvimento de soluções eficientes e sustentáveis nas suas operações e nas ofertas integradas que coloca à disposição dos seus clientes.

Menos visível para o público em geral é toda a infra-estrutura logística que suporta esta actividade, onde a empresa tem feito investimentos significativos nos últimos meses, nomeadamente a construção de terminais de descarga e armazenamento de combustível e GPL na Matola e Beira, bem como a duplicação da capacidade operacional das instalações de enchimento de garrafas de gás da Matola, que ainda está em curso.

Como produtor, operamos na extracção de petróleo e gás natural a partir de reservatórios localizados quilómetros abaixo da superfície do mar, nomeadamente como parceiros no projecto Rovuma LNG, que está a desenvolver a Área 4, ao largo da província de Cabo Delgado.

Somos também um dos maiores produtores mundiais de electricidade de base solar. Contribuímos para o desenvolvimento económico dos 11 países em que operamos e para o progresso social das comunidades que nos acolhem. Por conseguinte, somos líderes no nosso sector nos principais índices de sustentabilidade a nível mundial. Mais informações em galp.co.mz