Monday, June 29, 2026
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Empresas de cimento insatisfeitas com nova concorrente

Várias empresas de cimento que operam em Moçambique assinaram uma carta ao Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, protestando contra aquilo a que chamaram “os preços muito baixos” cobrados pela empresa chinesa Dugongo Cimentos, uma nova entrada no mercado do cimento moçambicano.

A carta, de grande circulação na Internet, afirma que os preços da Dugongo estão a prejudicar seriamente os negócios das outras empresas e constituem “concorrência desleal”.

A mensagem diz que, quando a Dugongo iniciou as suas operações em Março, os seus preços eram ligeiramente inferiores aos dos seus concorrentes, mas depois a empresa baixou os seus preços em quase 50 por cento. “Querem retirar todos os seus concorrentes do mercado”, lê-se a queixa na carta.

Os utilizadores de cimento de construção, acrescenta, deixaram de comprar a outras empresas, e estão à espera de mais reduções de preços por parte da Dugongo.

Acontece também que a empresa é o único produtor moçambicano de clínquer, uma matéria-prima chave para o cimento. As outras empresas têm assim de comprar o seu clínquer à Dugongo, ou importá-lo.

A carta afirma que a Dugongo está a violar a legislação moçambicana sobre concorrência, e termina com um apelo à intervenção do governo. As práticas, alegadamente estão a “restringir a concorrência”, porque é “praticamente impossível” que outras empresas concorram com os preços praticados pela nova empresa de cimento.

A carta exorta o governo a multar a Dugongo, e “a agir imediatamente para impedir esta queda brusca dos preços do cimento”. Apela a “um consenso geral sobre os preços do clínquer e do cimento” – por outras palavras, as empresas querem que o governo se sobreponha ao mercado livre e fixe os preços do cimento.

A maior empresa cimenteira do país, a Cimentos de Moçambique, de propriedade portuguesa, não assinou a carta. Aparentemente, não se sente ameaçada pela Dugongo.

De acordo com a edição de sexta-feira da revista independente “Mediafax”, algumas das empresas que assinaram não produzem efectivamente cimento. Limitam-se a comprá-lo a outras empresas, ensacá-lo, colocar as suas próprias etiquetas nos sacos, e vendê-lo a preços elevados.

A julgar pela avalanche de comentários sobre os meios de comunicação social moçambicanos, os consumidores apoiam esmagadoramente a Dungongo e opõem-se ao cartel formado pelas outras empresas. Durante anos os consumidores queixaram-se de que o cartel do cimento não oficial manteve os preços artificialmente elevados, e por isso estão muito contentes por uma nova empresa estar a quebrar fileiras e a reduzir os preços.

Fórum de negócios da SADC

Moçambique acolhe, nos dias 22 e 23 de Junho, no Hotel Gloria da AFECC e no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Fórum de Negócios e Expo da SADC.

O Fórum Empresarial da SADC, para além de ser uma plataforma empresarial competitiva e integrada para Moçambique e o potencial da região da África Austral à escala global, é também um mecanismo de diálogo entre os sectores público e privado.
O Fórum Empresarial da SADC é o primeiro e um dos maiores eventos de empreendedorismo, oportunidades e investimentos na região da África Austral.

Veja o Cronograma do evento.

Fórum de negócios da SADC arranca amanhã

Moçambique acolhe, nos dias 22 e 23 de Junho, no Hotel Gloria da AFECC e no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Fórum de Negócios e Expo da SADC.

O Fórum Empresarial da SADC, para além de ser uma plataforma empresarial competitiva e integrada para Moçambique e o potencial da região da África Austral à escala global, é também um mecanismo de diálogo entre os sectores público e privado.

O Fórum Empresarial da SADC é o primeiro e um dos maiores eventos de empreendedorismo, oportunidades e investimentos na região da África Austral.

O Fórum de Negócios da SADC (FNSADC) é uma iniciativa da SADC e do Governo de Moçambique. Foi assumido como um compromisso durante a 40ª Cimeira Virtual de Chefes de Estado e de Governo da SADC em Maputo, Moçambique, a 17 de Agosto de 2020, sob o lema “SADC: 40 Anos Construindo a Paz e a Segurança, Promovendo o Desenvolvimento e a Resiliência face aos Desafios Globais”.

Áreas estratégicas:

Industrialização
Investimentos
Sustentabilidade
Ambiente de negócios
Principais tópicos das sessões de debate:
Agronegócios e Indústria
Turismo e Resiliência
Corredores e Logística
Energia
Realização da Expo Internacional da SADC centrada em projectos e fundos de investimento, impulsionando o ecossistema empresarial regional e os clusters económicos de agro-negócios; Indústria; Turismo; Logística, Corredores e Infra-estruturas (incluindo Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs) e Energia.

A realização do Fórum Empresarial da SADC faz parte do Roteiro Operacional Integrado preparado e coordenado pelo MINEC, que a nível político-económico planeou 19 reuniões (entre nível técnico e ministerial) e segue estrategicamente uma abordagem empresarial de complementaridade e estratégia de maximização de programas e mecanismos de promoção e apoio económico cuja implementação é da responsabilidade de outros Ministérios e Governos locais, que são, por exemplo, feiras locais, eventos de promoção e distinção empresarial, eventos de lançamento de programas, eventos de inauguração de empresas, fóruns e conferências de investimentos regionais e internacionais, entre outros eventos planeados e a realizar em todo o país.

O Fórum Empresarial da SADC, além de alcançar um dos objectivos da agenda operacional da presidência moçambicana na promoção de ganhos para a comunidade empresarial nacional em linha com o lema aprovado e em uso, é também o resultado da abordagem estratégica da diplomacia económica que tem em vista a divulgação económica, o desenvolvimento competitivo e a melhoria da balança comercial do país (com um impacto nas províncias de referência).

O evento materializa também uma das prioridades estratégicas do actual ciclo governamental, uma vez que é uma abordagem que continua o desenvolvimento do país (impulsionando o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego), derramando-se assim no horizonte da presidência da SADC e, pretendendo fazer parte de uma acção estratégica que, na dimensão local, nacional, regional e global, apresenta Moçambique especialmente como um país de referência e na vanguarda do potencial e efectivo crescimento económico e produtividade da região sul.

Veja o Cronograma do Evento.

Fitch lança relatório sobre tendências globais do GNL

A Fitch lançou recentemente o seu relatório bianual sobre a projecção do Gás Natural Liquefeito (GNL). Uma das conclusões tem a ver com a variação de preços que têm sofrido um incremento a curto prazo, o que foi notado com alguma admiração.

“Neste relatório especial examinamos como os preços do GNL têm surpreendido a curto prazo. Também abordamos as principais tendências que se verificam no sector ao longo dos 10 anos até 2030, incluindo a forma como o GNL Verde está rapidamente a ganhar terreno”, refere um comunicado da empresa.

Pode ler-se ainda na nota, que “o forte crescimento contínuo da procura representa o risco de uma contracção da oferta em meados da década de 2020, caso os projectos pré-FID não consigam progredir nos próximos dois a três anos”, acrescentou.

A actual dinâmica do mercado verá as fórmulas de preços tenderem cada vez mais a favor do comprador e acelerar as tendências a longo prazo no sentido de contratos mais pequenos, a curto prazo e mais flexíveis. Isto também colocará desafios ao financiamento de projectos para grandes desenvolvimentos em matéria de liquefação.

As preocupações ambientais tornar-se-ão um motor cada vez mais dominante das tendências de investimento, com o GNL verde a ganhar rapidamente atenção no mercado e muitos vendedores a perseguir emissões líquidas mais baixas, inclusive através da utilização de tecnologia de captura e compensação de carbono, para diferenciar a sua oferta.

Este relatório fornece-lhe uma visão especializada do mercado, uma vez que a equipa de peritos da Fitch Solutions em petróleo e gás proporciona uma visão profunda da oferta e procura mundial, tendências de preços e inovações tecnológicas, contratos e financiamento no sector do GNL, incluindo:

Previsões de dez anos sobre o fornecimento global de GNL, incluindo previsões globais, regionais e fundamentais a nível nacional;
Previsão quinquenal do preço à vista do GNL;
Análise das tendências globais em matéria de política, contrato, projectos, financiamento e tecnologia no sector;
Dados globais sobre GNL.

O documento integra a análise macroeconómica, política e industrial especializada da Fitch Solutions para fornecer uma perspectiva fiável e independente para o sector. O relatório fornece previsões, dados e análises essenciais para os agentes e investidores do sector.

Este relatório está disponível na Fitch Solutions.

Alemanha vai dar 63 ME para projectos de desenvolvimento no país

A embaixada da Alemanha em Maputo, anunciou que o Governo daquele país europeu vai desembolsar um donativo de 63 milhões de euros para apoiar projectos de desenvolvimento económico e social em Moçambique.

“Destes fundos, aproximadamente 33 milhões de euros serão canalizados para o sector de educação e de ensino técnico e profissional, 15 milhões de euros para a reabilitação de infraestruturas municipais na província de Sofala e 15 milhões de euros para o sector de energia”, refere o comunicado da embaixada da Alemanha em Maputo.

O valor destinado à educação será desembolsado para o Fundo de Apoio ao Sector da Educação, uma das iniciativas do Governo de Moçambique e que conta com o apoio alemão há anos.

“No sector de energia, os fundos serão dedicados à instalação do “Centro Nacional de Despacho”, que permitirá que a empresa Electricidade de Moçambique assuma controlo total sobre a rede de energia nacional”, acrescenta o documento.

O acordo para o desembolso do valor foi assinado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, e pelo embaixador da Alemanha em Moçambique, Lothar Freischlader.

“Esta ajuda financeira vai contribuir igualmente para a concretização de projectos municipais, uma área que preocupa o governo por causa dos desafios ligados à prestação de serviços em zonas urbanas que registam um crescimento demográfico acelerado”, disse a chefe da diplomacia moçambicana, durante a assinatura do acordo.

Dados avançados pela embaixada da Alemanha em Maputo indicam que, entre 2009 e 2020, aquele país europeu disponibilizou a Moçambique cerca de 830 milhões de euros para apoiar iniciativas de desenvolvimento social e económico.

Agricultura – Necessários novos instrumentos financeiros

Reflectindo em torno do tema “Instrumentos financeiros agrícolas”, na terceira edição da Mozgrow, concluiu-se que houve redução no financiamento à agricultura nos últimos anos. Em busca de soluções, os oradores apontaram o envolvimento do Estado e seguros agrícolas como alguns dos instrumentos para ultrapassar a situação.

Faziam parte do painel, Gildo Lucas, produtor e especialista em finanças, José Sousa Pinto, representante da Direcção de Negócios Corporativos do BCI, Júlio Rafael, director de Assessoria e Estruturação Financeira do BNI e Cremildo Maculuve, produtor agrícola.

“É preciso que haja uma política abrangente que permita uma comparticipação entre o Governo central e os locais, na mitigação do risco. Só assim as seguradoras mostrarão disponibilidade para aderir a esse negócio. Os agricultores não estão em condições para pagar um prémio muito alto. Daí que o Estado devia subsidiar, para permitir que o negócio seja atractivo”, disse Lucas.

Entretanto, Cremildo Maculuve compreende que é preciso fazer uma análise holística que tome em conta toda a cadeia de valor.

“É verdade que, nos países onde a agricultura é bem-sucedida, existe a garantia de um seguro agrícola. Os riscos existem em todos os sectores. Daí que é altura de deixarmos de lamentar os riscos e começar a pensar nas soluções.”, disse Maculuve.

Por sua vez, o BCI falou da disponibilidade que tem para financiar a agricultura, apesar de saber que é uma actividade cheia de riscos.

“É preciso cadastrar os agricultores para organizá-los de modo que eles possam tirar benefícios das linhas de crédito existentes. Temos núcleos de agricultores dispersos que é preciso organizar. O seguro pode contribuir para que as pessoas se envolvam mais na agricultura e trazer para o banco a garantia da cobertura do risco”, disse José Sousa Pinto.

Já o BNI diz que não está a receber dinheiro suficiente para aquilo que é o volume das necessidades das áreas de desenvolvimento no país, entretanto procura “mobilizar parceiros nacionais e internacionais de modo que haja financiamento à actividade agrícola”.

“Os projectos de agricultura familiar precisam de ser transformados para gerar lucros. E essa transformação é feita através de assistência técnica, de forma que eles se tornem agricultores comerciais. O seguro é importante, mas não resolve o problema”, disse Júlio Rafael.

África do Sul precisa de mais energia de Moçambique

Gwede Mantashe, Ministro sul-africano dos Recursos Minerais e Energia, disse que a África do Sul precisa de comprar mais energia de Moçambique, a fim de cobrir o défice causado pelo encerramento das centrais eléctricas alimentadas a carvão.

“Estamos a desmantelar centrais a carvão, e tomámos uma medida concreta para substituir estas centrais por tecnologia de gás, e isto aumentará a quantidade de gás que esperamos que Moçambique venha a fornecer”, afirmou Mantashe, citado pela agência noticiosa portuguesa Lusa.

O dirigente já visitou Maputo para discutir este assunto com o seu homólogo moçambicano, Max Tonela.

Cada central eléctrica alimentada a carvão que a África do Sul desmantelar será uma oportunidade de mercado para Moçambique, acrescentou ele, uma vez que Moçambique é rico em gás natural e energia hidroeléctrica.

“Temos 16 centrais a carvão”, disse Mantashe, “e todas estão sob pressão para fechar, para que possam ser substituídas por tecnologias que permitam a redução das emissões de carbono e esta é uma oportunidade que Moçambique pode agarrar”.

Tonela disse que existe “um amplo espaço” para Moçambique cooperar com a África do Sul na área da energia, salientando que existem fontes de electricidade limpa em Moçambique.

“A energia é um recurso que tem de ser utilizado para o desenvolvimento da nossa própria economia, mas também para a exportação”, disse Tonela. Ele considerou a riqueza de fontes de energia de Moçambique como um trunfo para a integração das economias da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A África do Sul importa cerca de 9.000 gigawatt-hora de energia por ano de Cahora Bassa. Sem essa energia, os problemas de cortes de energia na África do Sul seriam muito mais graves do que são actualmente.

Moçambique tem tido grandes projectos hidroeléctricos na mesa de desenho há décadas que não foram para a frente porque a companhia de electricidade sul-africana, Eskom, não demonstrou qualquer interesse em adquirir poder a partir deles.

Os mais importantes destes projectos são uma segunda central eléctrica em Cahora Bassa, e uma barragem em Mpanda Nkua, 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa. O financiamento destes projectos não pode ser obtido sem um comprador firme, e o único comprador óbvio na região é Eskom.

Se estas centrais eléctricas tivessem sido construídas há dez anos ou mais, talvez os consumidores sul-africanos não estivessem a sofrer os cortes regulares de energia de hoje, conhecidos pelo eufemismo “loadhedding”.

SADC revela Visão 2050 para a África Austral

A SADC formulou com sucesso a sua Visão 2050 que preconiza a projecção da África Austral como uma região industrializada, pacífica, inclusiva, competitiva e de média a alta renda, onde todos os cidadãos usufruam do bem-estar económico sustentável, da justiça e da liberdade, afirmou Verónica Macamo, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

A dirigente falava ontem, em Maputo, durante a sessão de abertura do Diálogo Político Ministerial entre a SADC e a UE.

Na ocasião, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, sublinhou igualmente que a Paz e a Segurança devem permanecer no centro do plano estratégico regional e é definido como um pré-requisito para a criação de um ambiente propício ao crescimento económico capaz de impulsionar a aceleração da integração regional.

“Neste contexto, é relevante que este Diálogo também se debruce sobre o fortalecimento da nossa cooperação nas áreas da paz e segurança, inscrito no quadro do reforço da integração regional” disse Verónica Macamo.

Para quem a Visão 2050 e o Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (RISDP 2020-2030) são a nossa plataforma de cooperação para o desenvolvimento e a integração regional.

O encontro virtual, co-presidido por Moçambique e Portugal, na qualidade de presidentes da SADC e UE, respectivamente, tinha como pontos de agenda a pandemia da COVID-19, seus impactos e estratégias de recuperação; paz e segurança; assim como questões comerciais e de investimento de interesse mútuo.

Entregues prémios da campanha “Adira” pelo Standard Bank

Recentemente o Standard Bank procedeu à entrega dos prémios ao segundo e terceiro grupos de vencedores da campanha “Adira, Transacione e Ganhe”, através da qual o banco pretende impulsionar o uso dos cartões de débito e das plataformas digitais Quiq e NetPlus.

Foram, no total, 54 clientes sorteados ao nível nacional, tendo, por via disso, sido agraciados com prémios monetários, sendo 40 com o valor de 5 mil meticais, seis com o de 10 mil, quatro com o de 15 mil, dois com o de 20 mil e mais dois com o de 25 mil meticais.

Finaldo Massinga, da cidade de Maputo, afirma ter recebido o SMS do banco a informá-lo
que tinha sido contemplado com o prémio de 25 mil meticais.

“Estava a conversar quando recebi a mensagem, e fiquei muito feliz. Efectuo muitas operações, usando a plataforma Quiq, tais como transferências, compra de recargas, entre outras. Eu só me desloco ao balcão ou à ATM quando pretendo depositar ou levantar dinheiro”, disse o cliente.

Um dos clientes que também foi sorteado foi Inês Colombo, a quem coube o valor de 20 mil meticais, o segundo maior prémio. A premiada diz não ter acreditado quando recebeu o SMS do banco comunicando-a sobre o prémio, razão pela qual pediu a alguém para ler e confirmar o conteúdo do SMS.

Apesar da confirmação, “não acreditei, por isso decidi, no dia seguinte, ir ao balcão. Enquanto caminhava, recebi uma chamada do Standard Bank a felicitar-me por ter sido um dos sorteados. Perguntei como devia proceder para receber o valor, e disseram-me que já estava na minha conta. Fui, de imediato, consultar o saldo e, de facto, o valor estava lá”.

A campanha, cujos prémios monetários são avaliados em cerca de dois milhões de meticais, vai decorrer até Setembro próximo, premiando um total de 216 clientes desta instituição bancária, com valores que variam entre cinco e vinte e cinco mil meticais.

Habilitam-se a participar no concurso os clientes que realizarem cinco transacções por mês, usando os cartões de débito, QuiQ ou NetPlus.

Para evitar “guerra legal” com TotalEnergies CTA propõe arbitragem

Os problemas entre a petrolífera TotalEnergies e as empresas moçambicanas devem ser resolvidos em arbitragem local para evitar uma “guerra legal”, defendeu a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), principal congregação patronal do país.

“Que se opte por um centro de arbitragem local para evitar que, devido a exaustão, alguns desses casos gravitem para fóruns legais”, referiu Simone Santi, presidente do pelouro dos Recursos Naturais e Energia da CTA, em conferência de imprensa, em Maputo.

“Temos de evitar que seja uma guerra legal onde, obviamente, as pequenas e médias empresas podem desaparecer” e tendo em conta que “a maioria dos casos pode ser resolvido ao nível de negociação”, acrescentou.

Em causa está a suspensão do projecto de gás de Cabo Delgado, que era o maior investimento privado em curso em África, e os prejuízos daí decorrentes para as empresas locais fornecedoras de bens e serviços, com investimentos feitos, mercadorias compradas e empréstimos contraídos junto da banca.

Um total de 28 empresas moçambicanas fornecedoras que a CTA diz terem pagamentos em atraso por parte da TotalEnergies respondeu a um inquérito feito pela confederação – reconhecendo a CTA que esperava ter cerca de 40, mas várias firmas não forneceram informação.

As 28 que o fizeram disseram ter contratos assinados num montante que ascende a 115 milhões de dólares, na maioria relativos a obras de construção civil, indústria de materiais de construção, saúde e segurança.

Do montante, “38 milhões de dólares já possuíam ordens de compra emitidas, sendo que 20 milhões de dólares já foram pagos e 18 milhões de dólares permanecem em dívida”, referiu Gulamo Aboobakar, vice-presidente do pelouro dos Recursos Naturais e Energia.

Por outro lado, a TotalEnergies ainda não se pronunciou sobre 43,6 milhões de dólares de “mercadorias importadas ou adquiridas, que se encontram em armazém e outras que foram encomendadas, produzidas”, acrescentou.

“É uma situação que ainda não está resolvida” e o valor continua “em discussão”, disse.

Os valores totais em disputa podem ser superiores, dado que há mais PME moçambicanas envolvidas no projecto de gás.

A CTA defendeu ainda que a petrolífera e suas subcontratadas esclareçam, em conjunto, perante as pequenas e médias empresas (PME) moçambicanas, o ponto de situação dos contratos e emitam uma comunicação direta aos bancos credores para “minimizar a pressão destes sobre as PME”.