Monday, June 29, 2026
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Banco Único passará a designar-se Nedbank Moçambique

Após o aumento do controlo do capital do Banco Único pelo Nedbank, a instituição financeira passa a chamar-se “Nedbank Moçambique” a partir do próximo dia 28 de Junho.

Em 2014 o Nedbank entrou no capital do Banco Único tendo assumido uma posição de accionista de referência e dois anos depois, aumentou a sua aposta, passando a ter uma posição maioritária com a aquisição de 50%+1 acção, tendo a mesma sido reforçada em 2020 para os actuais 87,5%.

“Esta contínua aposta do Grupo Nedbank no Banco Único, num período de ciclos económicos desafiantes, demonstra a total confiança não só em Moçambique, como também na capacidade de criação de valor da equipa de gestão e dos mais de 600 colaboradores do Banco Único”, refere o Nedbank em comunicado de imprensa.

A fonte acrescenta que “a mudança de nome e alinhamento da marca irá acrescentar novos valores e atributos aos valores que fazem de nós únicos, permitindo servi-lo ainda melhor”.

“Assumimos desde já o compromisso de reforçar a nossa proximidade, agilidade, rapidez e simplicidade na relação consigo, e simultaneamente, continuar a apostar na introdução de produtos e serviços inovadores, os quais sempre nos caracterizaram”, frisa.

O comunicado diz ainda que “iremos apresentar novas soluções que facilitem a sua interação e relacionamento com o Banco e, trabalharemos diariamente para nos afirmarmos, ainda mais, como uma instituição financeira de referência e relevância na promoção social e/ou no desenvolvimento sustentável do país”.

LAM retira os Embraer para uniformizar frota

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) deverá vender os aviões da marca Embraer, adquiridos no Brasil, com o objectivo de uniformizar a sua frota.

A medida foi avançada recentemente ao “Notícias” pelo administrador do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Raimundo Matule, e, segundo ele, visa melhorar o desempenho e minimizar os custos operacionais da companhia de bandeira.

A medida foi avançada recentemente ao “Notícias” pelo administrador do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Raimundo Matule, e, segundo ele, visa melhorar o desempenho e minimizar os custos operacionais da companhia de bandeira.

Reconhecendo que a empresa enfrenta problemas estruturais que acabam por afectar a gestão, Matule justificou que não faz sentido que uma companhia pequena como a LAM esteja a voar com aviões de três a quatro marcas diferentes.

Sobre os Embraer, cuja aquisição ocorreu há quase dez anos, o administrador do IGEPE escusou-se a discutir o mérito da sua compra no tempo em que ela ocorreu, deixando, contudo, uma garantia: “Estes aviões estão tecnologicamente ultrapassados”.

Acrescentou que a própria Embraer lançou depois dos modelos fornecidos à LAM mais dois modelos. “Portanto, a LAM não pode pensar no futuro com os Embraer e, pelo que sei, já está a tentar vendê-los”, disse.

Na ocasião, Matule justificou que uma operação com várias marcas, como o faz a LAM, acarreta custos extremamente elevados, tanto sob vista de manutenção como de aquisição de peças.

Explicou que a estratégia passa por deixar a empresa a operar, no máximo, com dois tipos de aviões, mas nunca mais do que isso.

“Se fosse possível operar apenas com uma marca, nós avançamos para essa estratégia, mas está visto que devido às condições do próprio país não podemos operar uma marca”, referiu. Para defender esta tese, o gestor sénior do IGEPE deu o exemplo de Vilankulo, onde a pista é bastante curta, o que não permite a aterragem de um Boeing 737.

“Então, a primeira marca que vai ficar é o Boeing, para as pistas mais longas, e para as mais curtas vai-se operar com o Q-400. Isto significa que a LAM vai passar, gradualmente, a operar com essas duas marcas”, explicou.

Raimundo Matule não se referiu a números, mas deixou claro que esta redução da frota traz grande racionalização de custos, desde a aquisição de peças até à especialização dos trabalhadores, que passarão a concentrar-se em apenas duas marcas.

Adiantou ainda que o Q-400, para as distâncias médias, é mais eficiente em termos de gastos de combustíveis e custos operacionais.

Lembre-se que, para manter a companhia de bandeira a voar, o IGEPE injectou no ano passado cerca de 700 milhões de meticais. É que, devido à crise originada pela pandemia da Covid-19, as receitas da empresa caíram a pique, um cenário que ainda não tem fim à vista, pelo menos enquanto a situação pandémica e as restrições dela decorrentes persistirem.

Mesmo diante deste cenário, Matule considerou que, neste momento, a privatização da LAM está fora de hipótese, até porque a companhia tem uma missão estratégica para manter o país sempre ligado, via aérea, mesmo nas situações em que algumas províncias não oferecem rotas economicamente viáveis.

Webinar: O impulso para um futuro mais verde: Onde se encaixa a África?

O recente pico nos preços das mercadorias é largamente atribuível a restrições de abastecimento e perturbações da cadeia de abastecimento. No entanto, algumas mercadorias serão fundamentais na transição verde e poderão assim registar um crescimento sustentado da procura a longo prazo. Este webinar incidirá sobre estes produtos num contexto africano, mostrando onde estão actualmente a ser extraídos, e investigamos o papel potencial que o continente pode desempenhar na revolução verde. Também analisamos como a África do Sul tem sido um dos maiores beneficiários mundiais do boom das matérias-primas, mas sugerimos que o seu perfil mineral actual não é particularmente à prova de futuro.

Iremos repetir o mesmo webinar para atender à diferença de fusos horários entre a EMEA, as Américas e a APAC:

EMEA – Terça-feira 29 de Junho | 10:00 BST (11:00 SAST)
Américas – Terça-feira 29 de Junho | 16:00 EDT
APAC – Quarta-feira 30 de Junho | 10:00 HKT

REGISTRAR AGORA

Encaminharemos os detalhes da ligação para o endereço de correio electrónico fornecido, bem como slides e uma ligação para uma gravação em vídeo após a apresentação. É bem-vindo a partilhar este convite com qualquer pessoa da sua rede que esteja interessada em assistir ao webinar.

Kibo Energy quer mudar o foco para as energias renováveis

A Kibo Energy PLC disse que o seu foco principal no futuro será a energia renovável e que pretende dispor dos seus recursos de carvão.

A empresa de energia cotada em Londres disse que nomeou consultores para a assistir no desenvolvimento e implementação de uma estratégia de alienação dos seus activos de carvão. Kibo detém interesses em três projectos de centrais eléctricas a carvão em Moçambique, Botswana e Tanzânia.

“Apesar da nossa firme convicção de que o carvão limpo continuará a desempenhar um papel fundamental na dinâmica energética de África, também acreditamos que uma entidade maior estaria melhor colocada para levar os nossos próprios projectos de energia e carvão à produção”, disse o Chefe do Executivo Louis Coetzee.

A Kibo também confirmou que está a avançar com o acordo para desenvolver uma carteira de projectos de resíduos para a energia na África do Sul e a carteira de energias renováveis no Reino Unido.

Sobre a Kibo Energy PLC

Kibo está listado no mercado AIM em Londres e AltX em Joanesburgo. A Empresa está concentrada no desenvolvimento de três projectos de energia térmica a carvão em Moçambique, Botswana e Tanzânia, que partilham todos ambientes operacionais estáveis, bem como uma necessidade aguda de energia consistente.

Além disso, tem uma significativa 55,42% na empresa britânica cotada na bolsa, Mast Energy Developments Plc, (“MED”), que está a construir uma carteira de projectos de energia flexível no Reino Unido. Isto deu a Kibo uma entrada no mercado Reserve Power do Reino Unido; a seu tempo, planeia introduzir o modelo do mercado Reserve Power nas suas operações em África.

Começa hoje a terceira edição da Mozgrow 

Dentro de instantes inicia a terceira edição da maior feira nacional de agronegócio, a Mozgrow.

O painel de abertura vai contar com a intervenção de Carlos Mesquita, ministro da Indústria e Comércio, com o PCA da MCM-Indústrias Têxteis, José Pinheiro, a directora-geral do Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique, Yolanda Gonçalves, o vice-presidente da Associação Algodoeira de Moçambique, Ibraimo Baraca e o presidente honorário do Fórum Nacional dos Produtores do Algodão, José Domingos.

O debate inaugural será subordinado ao tema “Culturas de rendimento: cadeia de valor do algodão”.

O objectivo da plataforma da Fundação Soico (FUNDASO) é ensinar o produtor a produzir muito a custos baixos.

Entre as inovações, a terceira edição da Mozgrow irá trazer experiências de outros quadrantes do mundo, que estão a ajudar os agricultores a ter resiliência, em relação aos efeitos das mudanças climáticas através da aplicação da denominada Agricultura Sintrópica e uma adubação alternativa, com base no pó extraído de rochas usadas para a construção civil e não só.

Faça parte da reunião clicando AQUI

 

Sobre o Mozgrow

Mozgrow é uma plataforma de agronegócio, que junta todos os intervenientes das cadeias de valor do sector, para a promoção do investimento e desenvolvimento socioeconómico e sustentável de Moçambique.

Nesta terceira edição, que decorre sob o lema “Transformar para Competir”, pretende-se promover a partilha de conhecimentos e experiências sobre os caminhos para transformação da agricultura familiar, tornando-a mais competitiva, rentável e resiliente às mudanças climáticas.

Os temas desta edição incluem ainda a produção animal e aquacultura, a competitividade das culturas de rendimento (algodão e castanha de cajú), papel das zonas económicas especiais, mercados emergentes, tributação, finanças e seguro agrícolas.

Galp Energia suspende investimentos em Moçambique

A Galp Energia, parceira de um consórcio de gás liderado pela Exxon Mobil em Moçambique, não vai investir em centrais onshore no país até que seja garantida a segurança e estabilidade social, o que pode demorar algum tempo.

A informação foi avançada pelo presidente e director executivo da empresa, Andy Brown, à agência Reuters.

Moçambique tem assim mais um contratempo na sua esperança de desenvolver um importante pólo de gás natural liquefeito (GNL) nos próximos anos, após a multinacional francesa Total ter suspenso as suas actividades em Abril, também devido à insegurança.

“No momento, é muito difícil prever quando será o momento de investir”, sublinhou Brown, depois de informar que a empresa, que tem 10 por cento do consórcio, não incluiu os investimentos nas instalações terrestres do Rovuma no seu plano de despesas de capital líquido para os próximos cinco anos.

“No ano passado, estávamos realmente a planear construir o Rovuma até 2025, mas agora não quero fazer uma promessa sobre o Rovuma e decepcionar o mercado novamente”, reiterou o presidente e director executivo da Galp Energia.

O porta-voz do parceiro Exxon Mobil, Todd Spitler, acrescentou, por seu lado, que o consórcio vai “continuar a monitorizar os desenvolvimentos de segurança na região”.

Ele garantiu que a empresa está a trabalhar com o Governo de Moçambique “para permitir o desenvolvimento desse recurso de classe mundial”.

Como condição para um regresso da Galp ao projecto, Todd Spitler disse que “o Governo tem de trabalhar com a população local para criar um ambiente de estabilidade e coesão social, bem como segurança, no terreno… e isso pode demorar algum tempo”.

Em Abril, depois de um forte ataque dos insurgentes à vila de Palma, a poucos quilómetros do megainvestimento da Total, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, a multinacional francesa suspendeu os trabalhos até que a segurança seja restabelecida.

O presidente e director executivo da Galp Portuguesa acrescentou que quanto a Total “retomar o trabalho de forma confiável, estaremos em posição de considerar o nosso próprio projecto”.

Andy Brown revelou ainda que nos próximos cinco anos, o Brasil vai absorver “a grande maioria” dos 320 milhões a 400 milhões de euros de capex líquido que a Galp alocou para upstream anualmente, enquanto haverá “algum investimento na flutuação de GNL em Moçambique e alguns pequenos investimentos em Angola”.

Banco Mundial espera recuperação económica gradual para Moçambique

A economia de Moçambique recuperar-se-á gradualmente em 2021, é o que espera o Banco Mundial, entretanto a instituição diz que subsistem riscos substanciais de uma queda devido à incerteza em torno do caminho que seguirá a pandemia da Covid-19.

Como assinalado na recente Actualização Económica de Moçambique, a instituição relata que o país enfrenta vários desafios, destacando a manutenção da estabilidade macroeconómica, considerando a exposição às flutuações dos preços das matérias-primas, e a realização de novos esforços para restabelecer a confiança através de uma melhor governação económica e de uma maior transparência.

“Outro grande desafio é diversificar a economia, para que se afaste do foco actual em projectos de capital intensivo e agricultura de subsistência de baixa produtividade, reforçando ao mesmo tempo os principais motores da inclusão, tais como a melhoria da qualidade da educação e da prestação de serviços de saúde, o que, por sua vez, poderia melhorar os indicadores sociais”, relata a instituição.

Num outro desenvolvimento, o Banco Mundial descreve que Moçambique está a debruçar-se com uma insurreição islâmica em partes da província rica em gás de Cabo-Delgado. Como consequência, a organização diz estimar-se que três milhões de pessoas irão enfrentar elevados níveis de insegurança alimentar em todo o país devido aos efeitos combinados do conflito no norte, dos choques climáticos e das medidas de mitigação da Covid-19, que têm restringido a actividade económica.

Mesmo diante desses desafios e, embora a economia tenha crescido para o negativo em 2020, algo que não se verificava nas últimas três décadas, a instituição financeira mundial espera que a economia nacional recupere a médio prazo, atingindo cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

Para que essa projecção seja concretizada, o Banco Mundial adverte os dirigentes do país a avançarem com a sua agenda de reformas estruturais à medida que a pandemia se vai atenuando. A curto prazo, a instituição aponta medidas de apoio às empresas viáveis e às famílias que seriam cruciais para uma recuperação resiliente e inclusiva.

“Na fase de recuperação, as políticas centradas no apoio à transformação económica e à criação de empregos, especialmente para os jovens, terão uma importância crítica. Intervenções direccionadas para apoiar as mulheres e aliviar as desigualdades de género, assim como para aproveitar o poder da tecnologia móvel, podem apoiar o crescimento sustentável e inclusivo a médio prazo”, conclui a instituição.

Das empresas encerradas no ano passado 95% foram reabertas

Cerca de 2.250 empresas viram-se forçadas a fechar as portas no ano passado, devido à pandemia do Covid-19, entretanto a ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, garante que 95 por cento dessas firmas já retomaram os trabalhos.

“Estamos numa boa fase, as empresas de quase todos os ramos reabriram, mas temos um desafio de cinco por cento das empresas que ainda não retomaram e essas empresas têm-nos mantido a par diariamente sobre os passos para o início dos seus trabalhos.”

Segundo Talapa, as províncias de Tete e Cabo Delgado são as que apresentam maior número de empresas que ainda não estão a funcionar, sendo que a província de Tete conta com três empresas. Sem mencionar os números, a fonte disse que a situação em Cabo Delgado é alarmante.

“A província que nos preocupa nesse momento é a de Cabo Delgado e sabemos que, com a situação do terrorismo naquele ponto do país, muitas empresas, que já atravessam momentos difíceis por causa da pandemia, viram-se forçadas a encerrar por causa dos ataques e continuam com as actividades paralisadas”.

Com o retorno das empresas, cerca de 52 mil trabalhadores também retomaram os seus postos de trabalho e cerca de quatro mil, que fazem parte das empresas por reabrir, ainda estão “em casa”, porém a governante garante que, paulatinamente, começam a trabalhar.

“Estamos satisfeitos e isso nos encoraja bastante, pois o nosso objectivo principal é a manutenção dos postos de trabalho, então este é um passo e oxalá que, nos próximos dias, todas as empresas comecem a trabalhar. De um modo geral, todas as províncias estão a retomar as suas actividades”.

Questionada sobre os postos de trabalho com o desinvestimento da Vale no negócio de carvão na mina de Moatize, em Tete, Margarida Talapa assegurou que não haverá perda de emprego e, neste momento, em coordenação com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, têm feito a monitoria e o acompanhamento de trabalho.

DP World lança primeiro serviço logístico ferroviário entre Maputo e Harare

As operações do serviço ferroviário serão ampliadas nos próximos meses e são fundamentais para a visão da DP World na ligação de Maputo ao Zimbabué, África do Sul e Suazilândia por via ferroviária. O serviço de referência irá reduzir o tempo de trânsito para os clientes no Zimbabué.

A DP World Maputo, que tem a concessão para gerir, desenvolver e operar o terminal de contentores de Maputo, enviou na passada sexta-feira o primeiro serviço de comboio de contentores dedicado que liga Maputo e Harare, Zimbabué.

O novo serviço faz parte do foco contínuo da empresa para expandir a sua oferta logística e de cadeia de fornecimento na região, e é fundamental para a sua visão de ligar vários países da África Austral – nomeadamente Maputo com a África do Sul, Zimbabué e Suazilândia – por via ferroviária.

Esta nova oferta apresenta uma multiplicidade de novas oportunidades de negócio tanto para clientes no Zimbabué como em Moçambique.

Isto não só ajudará a melhorar a posição da DP World Maputo enquanto porta de entrada para o Zimbabué, mas também porque o serviço oferece tempos de trânsito significativamente melhores para os clientes no Zimbabué.

No passado, as mercadorias a caminho de Harare teriam frequentemente de ser transportadas a distâncias muito maiores por via marítima e rodoviária, todavia, com esta rota, os clientes terão uma nova opção de envio mais directa e rápida.

Na sequência do lançamento do serviço ferroviário bissemanal, a DP World Maputo continuará a trabalhar com todos os intervenientes envolvidos com o intuito de o tornar num serviço ferroviário semanal entre as duas cidades, de modo a permitir ainda mais economia de custos e oportunidades de planeamento às empresas e aos indivíduos que necessitam de um transporte de mercadorias fiável e eficiente.

De acordo com Christian Roeder, CEO da DP World Maputo, “este serviço ferroviário entre Maputo e Harare é fulcral para reabrir a rota entre estes mercados de modo a alcançar uma logística mais eficiente na região.”.

O serviço ferroviário também segue o recente anúncio da DP World Komatipoort, na África do Sul, tratando da sua primeira importação por via terrestre a partir de Maputo, demonstrando que o Porto de Maputo pode ser utilizado sem problemas como porta de entrada para o interior da África do Sul através da DP World Komatipoort. As importações internacionais de contentores desembarcados no Porto de Maputo e destinados ao interior da África do Sul podem, agora, ser movimentadas sob franquia para Komatipoort, onde é possível tratar do seu desalfandegamento integral e preparado para entrega em toda a África do Sul.

Sobre a DP World
Fornecedor líder mundial de serviços de logística inteligente de toda a cadeia de transporte, promovendo o fluxo de comércio em todo o mundo. A ampla gama de produtos e serviços cobre todas as etapas da cadeia de abastecimento integrada – desde terminais marítimos e internos até aos serviços marítimos e parques industriais, bem como soluções tecnológicas para os nossos clientes.

Prestam serviços através de uma rede global interligada de 148 unidades de negócio em 60 países localizados nos seis continentes, com uma presença significativa tanto em mercados de alto crescimento como em mercados consolidados. Onde quer que operemos, integramos nas nossas actividades a sustentabilidade e a cidadania corporativa responsável, procurando dar um contributo positivo para as economias e comunidades em que vivemos e trabalhamos.

O compromisso da equipa dedicada, diversificada e profissional, com mais de 54.620
funcionários de 137 nacionalidades, é oferecer um valor incomparável aos nossos clientes e
parceiros. Isto é possível graças à aposta em relacionamentos de benefício mútuo – com governos, expedidores, comerciantes e outros parceiros interessados ao longo da cadeia de fornecimento global – construídos numa base de confiança mútua e parceria duradoura.

Assegurados 600 milhões de meticais em crédito as PME’s

A Gapi-SI, concebeu e gere a Agro-Garante, uma linha de crédito que assegurou 600 milhões de meticais em crédito as PME’s. Cerca de 400 milhões de meticais foram assegurados nos últimos três anos pela Agro-Garante e em adição, 200 milhões de meticais em crédito foram assegurados nos últimos doze meses pelo sistema de garantias do Sustenta, também gerido pela Gapi, lê-se no relatório de avaliação aos instrumentos de garantias de empréstimos bancários gerido pela Gapi.

A avaliação desta linha de negócios da Gapi-SI, observa que no conjunto estes instrumentos de garantia já beneficiaram mais de 135 Pequenas e Médias Empresas (PME’s) no sector do agronegócio.

“A Gapi deve agora melhorar a distribuição regional e social deste instrumento financeiro de desenvolvimento, para que ele seja menos determinado pelas prioridades dos bancos comerciais” – acrescenta o relatório.

Estes instrumentos de crédito estão disponíveis às PME’s, através de instituições financeiras filiadas na Associação Moçambicana de Bancos (AMB) as quais submetem as suas solicitações de garantias a Gapi, a quem compete aprovar e prestar uma garantia a favor da PME’s.

O Agro-Garante é um sistema de garantias ao agronegócio constituído ao Gapi-SI e está operacional desde 2015. Este instrumento é parte do programa Agro-Investe, que foi financiado pela DANIDA. Garantia SUSTENTA é parte da iniciativa do programa do Governo através do FNDS para o desenvolvimento da agricultura e que é financiado pelo Banco Mundial.

O programa Agro-Garante tem sido implementado em todo o país, e desde o seu início teve que intervir e pagar uma parte da dívida dos mutuários em apenas duas operações de crédito mal parado, devido a dificuldades causadas principalmente pela crise da Covid-19.

“A Gapi acumulou experiência e consolidou princípios que nos permitem conceber e gerir sistemas de garantias que apoiem bons projectos, os quais devem atrair o interesse das instituições, sujeitas a supervisão prudencial por parte do Banco de Moçambique, caso apenas lhes faltem algumas garantias”, disse Amiro Abdula, director da área de financiamento da Gapi-SI.

Nas operações de crédito que beneficiaram das garantias dos instrumentos geridos pela Gapi estima-se que foram assegurados cerca de 9 mil postos de trabalhos em zonas rurais. Este impacto decorre do facto deste instrumento financeiro estar a intervir na provisão de insumos, na produção, conservação, armazenamento, processamento, transporte e comercialização de produtos de origem vegetal ou avícola.