Tuesday, April 7, 2026
spot_img
Home Blog Page 531

Banco de Moçambique vai injectar 60 milhões de dólares nos próximos dias

O Banco de Moçambique vai disponibilizar, neste mês,  dinheiro seis vezes acima do previsto no Mercado Cambial Interbancário. 

As garantias, anunciadas em Abril, indicavam uma injecção de 10 milhões de dólares. O recente anúncio indica que as divisas serão de 60 milhões de dólares.

A injecção dos 60 milhões de dólares adicionais vai decorrer nestas duas semanas e vai seguir um cronograma, sendo que hoje, dia 3 de Maio serão disponibilizados 15 milhões de dólares; no dia 5, o mercado cambial vai receber mais 10 milhões de dólares; no fecho da primeira semana, a 7 de Maio, serão injectados 10 milhões de dólares. 

Na semana seguinte: no dia 10 de Maio, mais 10 milhões serão colocados no mercado; no dia 12 de Maio, outros 7 milhões e 500 mil dólares serão injectados; o ciclo de injecções fecha no dia 14 de Maio, com a colocação, no mercado cambial, de mais 7 milhões e 500 mil. 

O Banco de Moçambique justifica que decidiu reforçar a sua intervenção no mercado com oferta de divisas com a necessidade de atender a demanda por liquidez em moeda estrangeira. 

O Comunicado do regulador, informa ainda que o Banco de Moçambique, no mesmo período, continuará a comparticipar em até 10% do pagamento do valor das facturas de importação de combustíveis líquidos mediante apresentação de comprovativos.

Seguradoras de risco de guerra Colocam Cabo Delgado de risco elevado

A linha costeira da província de Cabo Delgado de Moçambique foi designada como “Área Classificada”, de alto risco de acordo com uma decisão recente publicada na Circular do Comité Misto de Guerra (JWLA-026 e 027), pela Lloyd’s e a Associação Internacional de Subscrição (IUA). 

Isto significa que os armadores serão obrigados a notificar os seus subscritores das viagens nesta área.

A área listada compreende águas num raio de 50 milhas de Moçambique e Tanzânia, a norte na baía de Mnazi e a sul em Bai’a do Lu’rio.

Espera-se que os custos de seguro para as embarcações que navegam nesta rota aumentem à medida que as tensões aumentam devido a uma insurreição islamista na província de Cabo Delgado.

A lista vem dias depois da empresa francesa de energia Total ter declarado força maior no seu projecto de GNL de 20 mil milhões de dólares em Cabo Delgado.

A Total começou a retirar todo o pessoal que trabalhava no local, na sequência de um ataque insurrecto mortal na cidade vizinha de Palma. 

A declaração de força maior permite à Total não cumprir as obrigações contratuais com as suas contrapartes durante o período da sua validade.

Cabo Delgado, uma das províncias mais pobres de Moçambique, foi abalada pela insurreição liderada por uma facção islâmica referida como Ansar-Al-Sunna. 

No espaço de dois anos, as capacidades operacionais e o alcance do grupo cresceram, ameaçando milhares de milhões de dólares de desenvolvimento de gás offshore e actividades de navegação ao longo do Canal de Moçambique.

Sabe-se que esta notificação da JWL entrou em vigor a partir de 1º de maio de 2021, a fim de revisar as áreas de risco  para se alinharem com as ‘áreas listadas’ do JWC datadas de 26 e 29 Abril de 2021, cujas cópias estão incluídas.

Esta província do zona Norte de Mocambique, tem sido alvo da insurgência dos terroristas.

Ethiopian Airlines suspende voos domésticos

A companhia aérea Ethiopian Airlines anunciou a suspensão temporária dos seus voos domésticos em Moçambique, com efeitos a parir do dia 06 de Maio, por tempo indeterminado.

Esta medida é consequência da fraca demanda entre os viajantes, devido à pandemia da covid-19. Segundo um comunicado ao que o PROFILE teve acesso, “apesar dos desafios, a Ethiopian Airlines manteve-se resilientemente operacional até que os efeitos económicos da pandemia tornaram-se tão severos que impossibilitam a continuidade”.

O comunicado também avança que a companhia que opera no país desde 2018 seguirá monitorando o mercado para retoma das actividades em tempo oportuno.

Metical a cair para 74 por dólar no final do ano

A consultora Fitch Solutions disse recentemente, que esperava que a moeda moçambicana se desvalorizasse para 74 meticais por dólar americano até ao final do ano.

“Prevemos que o metical se deprecie de 55 por dólar americano para 74 por dólar americano até ao final deste ano, após uma forte valorização registada em Março e Abril”, lê-se num comentário sobre a evolução da moeda moçambicana.

Segundo os analistas da consultora, “os riscos de inflação irão diminuir durante o resto de 2021, reduzindo a necessidade de novas intervenções do banco central, permitindo assim ao metical retomar a sua tendência de desvalorização gradual”.

O metical apreciou-se significativamente, de 75 meticais por dólar americano em 1 de Janeiro, para o seu valor mais alto dos últimos cinco anos, a 15 de Abril, quando só foi preciso 55,1 meticais para comprar um dólar.

“tornando-se a segunda moeda que mais apreciou até agora desde o início do ano a nível mundial”, escreve a consultora.

A moeda moçambicana depreciou-se ligeiramente na última semana e está agora a negociar a 57 meticais por dólar americano, em comparação com os 55 dólares americanos de segunda-feira.

Os analistas da Fitch acreditam que o seu valor actual, “não reflecte condições macroeconômicas favoráveis”, observando que o duplo défice orçamental e externo aumentou em 2020 como resultado da pandemia do coronavírus, e que os ataques no norte do país prejudicaram a atractividade do país como destino de investimento.

A valorização do metical segue-se a uma queda no valor de cerca de 10% em relação ao dólar no ano passado, e parece contrariar as previsões da maioria dos analistas, que previam uma queda ainda maior do metical este ano.

Ela surge apesar da onda de violência no norte do país, que catapultou Moçambique para o topo da agenda dos media internacionais nas últimas semanas.

 

Moçambique planeia realizar a primeira CE da CPLP

Moçambique pretende fazer da primeira cimeira empresarial da CPLP, que terá lugar esta semana em Malabo, Guiné Equatorial, uma oportunidade para o benefício da comunidade empresarial local.

A cimeira, visa capitalizar as oportunidades de negócios e reforçar a comunidade empresarial do país é um dos objectivos da presença de Moçambique na primeira cimeira empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, diz que o evento é oportuno e tem potencial para tornar a organização cada vez mais empreendedora.

“Identificámos várias questões que podem catapultar as economias da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – e não apenas falar de Moçambique. Esta cimeira empresarial irá consolidar tanto objectivos políticos como económicos”, disse Abdula.

Falando numa conferência de imprensa esta quinta-feira, Abdula salientou que este e outros objectivos eram realizáveis, dadas as vantagens que os países membros da CPLP usufruem.

“Se trabalharmos em concertação com a marca CPLP e estivermos à altura do grande potencial dos países membros, podemos ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, observou.

Moçambique e outros países da CPLP têm oportunidades inexploradas. “Temos cerca de 5,6% das reservas de água”, Abdula detalhou. “Temos também um recurso importante, que é a mão-de-obra jovem e, acima de tudo, a língua que nos une”.

A delegação moçambicana é composta por 37 empresários ao encontro, com a expectativa de exposição a potenciais parcerias empresariais.

A CE-CPLP foi fundada em Lisboa no dia 4 de Junho de 2004 e é uma organização com intuito de desenvolvimento da cooperação entre estruturas de representação associativa dos países-membros da CPLP, de forma a criar as condições para o desenvolvimento de negócios no quadro dos espaços económicos onde estão inseridos os países da nossa comunidade.

A organização conta com nove membros efectivos, dos quais sete foram membros fundadores da CPLP.

BCI patrocina produção de curta-metragem

Foi assinado, na sexta-feira (30), em Maputo, um acordo de financiamento entre o BCI e a produtora EBANO Multimedia, com vista a materialização da curta metragem de ficção “Nhinguitimo”, do realizador Licínio de Azevedo, baseado no conto do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana.

A cerimónia contou com a presença do académico Jorge Ferrão, na qualidade de produtor; do escritor Luís Bernardo Honwana, Licínio de Azevedo, realizador do filme, de representantes de instituições parceiras e de profissionais de cinema. 

Falando na ocasião, o administrador do BCI, Rogério Lam, reiterou o compromisso do BCI no apoio à cultura, salientando que é com prazer e orgulho que o Banco patrocina esta obra-prima moçambicana de enorme valor estético, informativo e educacional. 

Rogerio Lam, expôs dois pormenores: o facto de a realização desta curta-metragem estar a ocorrer num cenário complexo de Covid-19, “o que é bastante significativo, considerando o impacto das restrições neste sector; e o ganho para as escolas de artes cinematográficas, tendo em conta as técnicas e os ensinamentos que vão advir da produção de filmes em circunstâncias adversas”, disse. 

Refira-se que Nhinguitimo, que traduzido significa vento do sul, é título de um dos contos da emblemática obra “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, cujo enredo recorda vivências do período anterior à independência de Moçambique.

A EBANO Multimedia é uma produtora moçambicana, que tem uma vasta lista de produção dentre cinema e videos.

O BCI é um Banco Comercial e de Investimentos SA, pertencente ao grupo CGD, em Moçambique desde 1997, um ano após sua criação.

O BCI Moçambique desenvolve a sua atividade predominantemente na área da banca comercial, nomeadamente ao nível da captação de depósitos e concessão de crédito, quer junto de particulares, quer junto de empresas.

Possui uma rede alargada de mais de 200 agências e mais de 30 centros de atendimento especializados para empresas.

8ª Edição do HR Afterwork virtual

Realiza-se no dia 6 de Maio de 2021, a 8ª Edição do HR Afterwork virtual.
Uma edição alusiva ao Dia do Trabalhador com tema “A força de trabalho híbrida: trabalho remoto vs trabalho de escritório”.

O evento contará com a participação de Paulo Manhique, HR Manager da Total EP Área 1 e Delson Dabo, HR Manager da Vivo Energy Moçambique.

Caso queira participar, inscreva-se clicando aqui.

Banco de Moçambique injectará USD60M no mercado cambial

Neste mês, o Banco de Moçambique vai disponibilizar dinheiro seis vezes acima do previsto no Mercado Cambial Interbancário. As garantias, anunciadas em Abril, indicavam uma injecção de 10 milhões de dólares. O recente anúncio indica que as divisas serão de 60 milhões de dólares.

A injecção dos 60 milhões de dólares adicionais vai decorrer nas próximas duas semanas e seguirá o seuinte cronograma:

No dia 03 de Maio serão disponibilizados 15 milhões de dólares; no dia 05, o mercado cambial vai receber mais 10 milhões de dólares; no fim da primeira semana, a 07 de Maio, serão injectados 10 milhões de dólares.

Na semana seguinte: no dia 10 de Maio, mais 10 milhões serão colocados no mercado; no dia 12 de Maio, outros 7 milhões e 500 mil dólares serão injectados; o ciclo de injecções fecha no dia 14 de Maio, com a colocação, no mercado cambial, de mais 7 milhões e 500 mil, totalizando assim 60 milhões de dólares.

O Banco Central justifica que decidiu reforçar a sua intervenção no mercado com oferta de divisas com a necessidade de atender a demanda por liquidez em moeda estrangeira.

O Comunicado do regulador informa ainda que, no mesmo período, continuará a comparticipar em até 10% do pagamento do valor das facturas de importação de combustíveis líquidos mediante apresentação de comprovativos.

Operação Água investe 23 milhões de dólares em água potável

Parceiros investem cerca de 23 milhões de euros, destinados ao desenvolvimento de infraestruturas hídricas em todo país, uma parceria público-privada, entre o governo e a Operation Water.

O presidente da Operation Water, citado numa declaração da entidade, disse que, “O nosso objectivo final é contribuir para pôr fim à crise global da água e promover o progresso social dos mais pobres e marginalizados”, disse Ryan Philips-Page,

Esta parceria público-privada, vai desenvolver oito projectos que beneficiem cerca de 300.000 pessoas de várias comunidades, lê-se no documento, salientando também que trata-se da primeira parceria público-privada em Moçambique e a segunda em toda a África para o fornecimento de água segura e limpa.

Dados avançados pela entidade indicam que 49% da população em Moçambique não tem acesso a fontes de água melhoradas.

“A parceria entre a Operação Água e o Governo assegurará que a água seja entregue directamente às pessoas, eliminando a necessidade de as mulheres se dedicarem à recolha física de água e dando às crianças a oportunidade de frequentarem a escola”, acrescenta o documento.

Sabe-se que a construção das infra-estruturas, está prevista para o final deste ano e com perspectiva de término, para 2022.