Monday, June 29, 2026
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Iniciada a construção de uma central eléctrica em Inhambane

Na pretensão do governo de impulsionar o fornecimento de energia, Moçambique iniciou a construção de projectos de centrais de gás para energia e linhas de transmissão no valor de mil milhões de dólares na província sul de Inhambane.

Um dos parceiros financeiros dos projectos de infra-estruturas é o Banco Mundial, ao lado dos Estados Unidos, Noruega, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Islâmico e Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional, de acordo com declarações do Banco Mundial e da embaixada dos EUA.

“Hoje assinalamos um marco no quadro deste esforço para iluminar Moçambique. A nossa governação aspira a que mais de 10 milhões de moçambicanos tenham acesso à electricidade pela primeira vez nas suas casas até 2024”, disse o Presidente da República Filipe Nyusi aquando do lançamento do projecto.

Após a conclusão, a Central Termoeléctrica de gás a electricidade de Temane terá uma capacidade de 450 megawatts.

“Hoje, estamos a assistir ao início excepcional de uma visão que visa fornecer energia a todos os moçambicanos: este é um projecto transformador para o país”, disse o representante do Banco Mundial em Moçambique, Idah Pswarayi-Riddihough.

O Embaixador dos EUA em Moçambique, Dennis Hearne, disse que os Estados Unidos estavam a apoiar o projecto Temane através de um empréstimo directo de 200 milhões de dólares para a sua construção através da Corporação Financeira Internacional de Desenvolvimento dos EUA (DFC).

“Além disso, graças ao apoio do programa Power Africa assinado pelo governo dos EUA, estamos a fornecer um “consultor de transacções” designado para a EDM para ajudar a encerrar financeiramente o projecto crítico da Linha de Transmissão de Temane”, disse Hearne.

As duas infraestruturas , Central Térmica de Temane e Linha de Transporte de Temane, irão garantir disponibilidade de geração de energiano âmbito da iniciativa “Energia Para Todos”, que visa o acesso universal de energia a todos os moçambicanos até 2030.

PIB per capita caiu 10.5% em 2020, segundo dados do INE

Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, em 2020, o PIB per Capita do país foi de 467 dólares americanos, correspondentes a 32.412 Meticais (ao câmbio médio anual de 2020 de 69,47 MZN/USD).

Os números representam uma redução de 55 dólares, ou seja, 10.5% relativamente a 2019, em que o PIB per Capita era de 522 dólares, correspondente a 32.634 Meticais (ao câmbio médio anual de 62,55 MZN/USD).

PIB per Capita, refira-se, é o indicador que representa o que cada pessoa de um determinado local/país “produziu” durante um certo período, sendo deduzido do total da riqueza produzida naquele local.

Importa referir que o PIB per Capita é considerado, de certo modo, um indicador do padrão de vida, pelo que os países que apresentam um elevado PIB per Capita tendem a apresentar maiores Índices de Desenvolvimento Humano. No caso de 2020, o Relatório de Desenvolvimento Humano refere que o país se fixou na 181ª posição, de um total de 189 países avaliados.

Esta fraca produção pode ser justificada pelo facto da idade média nacional ser de 16,6 anos, isto é, grande parte da população é economicamente inactiva entretanto, de acordo com os dados mais actuais do IV Recenseamento Geral da População e Habitação, realizado em 2017.

Linha de crédito para empresas lançada pelo Absa Bank

Foi lançada uma linha de crédito destinada à recuperação do sector privado (Pequenas e Médias Empresas) das províncias afectadas pelos Ciclones Idai e Kenneth, no dia 20 de Maio, na Cidade da Beira, Província de Sofala. Os intervenientes nesta iniciativa foram o Absa Bank Moçambique, em parceria com o Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia (FARE), Gabinete de Reconstrução Pós Ciclone Idai (GREPOC) e o Banco Mundial. O evento foi precedido da assinatura do Contrato de Financiamento, tendo sido o Absa, o primeiro Banco a aderir a esta Linha de Crédito

O evento contou com a presença da secretária de Estado na Província de Sofala, Stella Zeca, o governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, empresários, entre outras individualidades.

De acordo com Pedro Carvalho, director da Banca de Retalho e Negócios do Absa Bank, este projecto apresenta um alinhamento com as políticas governamentais de fomento à produção local. 

“Estamos convictos que iniciativas como esta contribuem de forma significativa para impulsionar o crescimento das PME e o Absa Bank Moçambique mantém como objectivo, providenciar suporte aos agentes económicos através de diferentes iniciativas e o lançamento desta Linha de Crédito vai ao encontro deste fim”, disse. 

O lançamento da Linha de Crédito para as PME surge no âmbito do Projecto de Recuperação de Emergência e Resiliência pós Ciclones Idai e Kenneth e visa, essencialmente, promover o desenvolvimento e dinamização das PME sediadas nas Províncias afectadas pelos ciclones, procurando dignificar e valorizar a actividade neste sector , e consequentemente, contribuir para o crescimento sustentado da economia.

Para Augusto Isabel, director-geral da FARE, “o projecto de apoio às PME, vai beneficiar vários grupos existentes nas províncias afectadas pelos ciclones e, de igual modo, constituir mais um passo rumo ao desenvolvimento das comunidades, uma vez que passarão a aceder a serviços financeiros formais físicos e digitais”.

Por sua vez, Luís Mandlate, director executivo do Gabinete de Recuperação PósCiclone, encorajou os empresários a candidatarem-se aos fundos disponibilizados “para que rapidamente voltem a contribuir para o desenvolvimento do país através da geração de postos de trabalho, contribuição fiscal, aumento de exportações, com foco para o engrandecimento do PIB nacional”.

Os empresários com as unidades sediadas nas províncias afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth e que empreguem até 100 funcionários podem dirigir-se a qualquer agência do Absa Bank Moçambique, e apresentar os seus projectos de investimento, os quais serão prontamente apreciados. 

A Linha de Crédito, que será implementada através do FARE em coordenação com GREPOC, vai abranger 2000 PME, das quais mais de 600 lideradas por mulheres.

O estabelecimento da taxa de juro é feito com base no acordo estabelecido entre as partes envolvidas nomeadamente, FARE, GREPOC e o Banco Mundial, tendo sido determinada a aplicação de uma taxa de juro variável, igual à Prime Rate do Sistema Financeiro, deduzida de 2,5%.

De referir que nesta linha de financiamento, o Banco não irá aplicar comissões pelo reembolso antecipado.

Moçambique com probabilidade de tornar-se referência mundial na produção de tilápia

O país poderá tornar-se uma referência mundial na produção da tilápia nos próximos cinco anos, disse o Chefe do Estado na Vila-sede de Chitima, Distrito de Cahora Bassa. Filipe Nyusi falava na cerimónia do lançamento do projecto de aquacultura de Pequena Escala, uma iniciativa presidencial que tem um suporte financeiro de quarenta e nove milhões de dólares norte-americanos.

De acordo com o Presidente da República, o Projecto de Desenvolvimento de Aquacultura de Pequena Escala vai por outro lado criar grandes oportunidades de negócios para piscicultores e outros intervenientes envolvidos na cadeia de valor da aquacultura

Na sua intervenção, Filipe Nyusi disse ainda que era necessário fazer-se uma gestão sustentável de recursos para que o projecto esteja virado para uma aquacultura comercial e sustentável. 

Na ocasião, o Presidente da República esclareceu as razões deste projecto estar a ser implementado nas províncias das regiões Centro e Norte do país, com a excepção de Gaza, Inhambane e Maputo. 

Refira-se que o Projecto de Desenvolvimento de Aquacultura de Pequena Escala conta com financiamento estratégico do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Mozambique CEO Summit – 2021

O evento será híbrido, ocorrendo presencialmente no hotel Radisson Blu e online. 

O mesmo terá lugar no dia 24 de Jun. de 2021, 08:00 – 18:00 

Mozambique CEO Summit é o maior evento de negócios em Moçambique que conecta executivos de C-Level, líderes das organizações e empreendedores para compartilhar as ferramentas práticas no desenvolvimento de negócios, investimentos, explorarem novas ideias, oportunidades e criar relacionamentos entre executivos.

Participe através do link: https://lnkd.in/djNk-3S

Previsto risco para Moçambique e equilíbrio para Angola – Moody’s

Se a produção de gás se atrasar e comprometer o aumento previsto das receitas, Moçambique fica em risco de entrar novamente em Incumprimento Financeiro (‘default’) em 2024 considera a agência de notação financeira Moody’s.

“A decisão da Total relativamente à suspensão da produção não terá um impacto imediato mas como o pagamento dos títulos de dívida depende das receitas, o adiamento da produção e o atraso nas receitas pode ser o gatilho para um novo ‘default'”, disse a directora do grupo de análise do risco soberano na agência de notação financeira Moody’s, Marie Diron.

Diron salientou que “ainda há tempo para evitar o incumprimento, porque como o pagamento dos títulos encarece a partir de 2024, há vários anos para o Governo reavaliar as fontes de financiamento”, mas alertou que “tendo em conta o histórico anterior do Governo, há um risco e é por isso que o ‘rating’ é baixo”, estando atualmente em Caa2, perto do limite inferior da escala de avaliação da qualidade do crédito soberano. 

A reestruturação dos títulos de dívida que Moçambique fez na sequência do chamado ‘escândalo das dívidas ocultas’ diminuiu os juros a pagar até 2023, mas quase duplicou as prestações, de 5% para 9% ao ano, a partir desse ano, que era a altura em que se previa que começassem as exportações de gás natural, cujas receitas fiscais suportariam o aumento dos custos.

 

Financiamento é a principal questão em análise em Angola.

A agência de notação Moody’s considera que a principal questão sobre a evolução do ‘rating’ de Angola é a questão de saber se o Governo vai conseguir refinanciar a dívida de curto prazo e as necessidades de financiamento.

“Estamos agora a focar-nos no que víamos antes da pandemia, que é saber se o Governo conseguirá refinanciar a dívida de curto prazo e reduzir as necessidades de financiamento, dando assim mais flexibilidade às opções”, Marie Diron.

A directora explicou que as duas descidas de ‘rating’ levadas a cabo no ano passado resultaram do aumento do rácio da dívida face ao PIB, na sequência da pandemia de Covid-19, e vincou que a depreciação da moeda foi importante para a evolução das contas públicas.

“Descemos de B3 para Caa1 na altura em que moeda estava significativamente pressionada devido à liberalização da moeda, o que se traduziu automaticamente num fardo de dívida mais elevado, à volta de 100% do PIB, e durante a pandemia e o choque petrolífero, em 2020, vimos um período de esforços do Governo para reestruturar a dívida e pagar dívida de curto prazo, reduzindo as necessidades de financiamento”, lembrou Marie Diron.

“A descida dos preços do petróleo tornou este exercício mais difícil, mas agora com a recuperação dos preços do petróleo há mais espaço orçamental, e antevemos que o orçamento deste ano seja equilibrado, com um alívio da pressão sobre a moeda”, salientou a analista.

Canadá dá 186 milhões de dólares em ajuda para Moçambique 

Para ajudar o desenvolvimento de projectos estatais e de diversas organizações em Moçambique, incluindo assistência na resposta à covid-19 e promoção da saúde e direitos sexuais e reprodutivos, Canadá anunciou 186 milhões de dólares .

“À medida que o mundo continua a enfrentar a pandemia, tornou-se claro que as mulheres e raparigas estão a ser desproporcionalmente afectadas”, referiu Karina Gould, ministra da Cooperação Internacional canadiana.

A governante teve uma série de reuniões via Internet com representantes do Governo de Moçambique, instituições multilaterais e sociedade civil.

“O apoio do Canadá a Moçambique continuará com o foco na abordagem dos impactos da crise da covid-19 e na construção de um futuro mais inclusivo e sustentável”, sublinhou.

O Canadá disponibilizou mais de 1,1 mil milhões de dólares de assistência ao desenvolvimento a Moçambique desde 2010, refere a representação diplomática em Maputo.

Sasol

SASOL

Sobre a SASOL:

A Sasol é uma empresa global integrada de produtos químicos e energia que abrange 30 países. a sasol usa tecnologias selecionadas para obter, fabricar e comercializar produtos químicos e energéticos de forma segura e sustentável.

A sustentabilidade se tornou o principal motor da Sasol, onde são avançadas com soluções químicas e de energia que contribuem para um planeta, sociedade e empresas prósperas.

CONTACTOS:

Email: nadia.leite@sasol.com

Telefone:: +258 823268210   

Morada: Av. 25 de Setembro, Nº420, 2ºandar, Lote 4, Maputo

Website: http://www.sasol.com/

Vale com queda na produção de carvão no primeiro trimestre

Caiu no primeiro trimestre, a produção da Vale, principal empresa mineira de carvão em Moçambique, devido à manutenção do complexo industrial em Moatize, Tete, interior centro do país, anunciou a empresa.

“Devido à manutenção geral do complexo mineiro, a produção desacelerou e diminuiu 11% em comparação com o quarto trimestre de 2020, situando-se em 1,1 milhões de toneladas”, referiu a Vale em comunicado. 

Toda a produção disponibilizada foi vendida, acrescentou.

O resultado (EBITDA) do primeiro trimestre resultou num prejuízo de 235 milhões de dólares, ainda assim, uma melhoria de 61 milhões de dólares em relação ao trimestre anterior.

A empresa prevê que a mina ganhe uma nova dinâmica graças às obras realizadas, permitindo atingir um ritmo de produção de 15 milhões de toneladas no segundo semestre de 2021.

A produção total do ano situa-se em 5,9 milhões de toneladas, refletindo os impactos da pandemia da covid-19, lê-se em comunicado. 

As minas de carvão da Vale em Moatize produziram 8,8 milhões de toneladas em 2019, valor que diminuiu para 5,9 milhões de toneladas em 2020, refletindo os impactos da pandemia da covid-19, disse a empresa.

A Vale anunciou em Janeiro que está a procurar um comprador para deixar a operação em Moçambique no âmbito do abandono global do carvão devido ao impacto no ambiente.

Aquele minério é um dos principais produtos de exportação de Moçambique e a Vale emprega perto de 8.000 pessoas, cerca de 3.000 trabalhadores próprios e os restantes subcontratados.

Petrolífera Total irá mudar o nome para TotalEnergies

Estará em assembleia-geral hoje, a petrolífera francesa Total que terá uma votação sobre a  mudança de nome para TotalEnergies, sinalizando a intenção de apostar na produção energética menos poluente e respondendo às pressões dos acionistas sobre as mudanças climáticas.

O presidente executivo da empresa, Patrick Pouyanné disse que “Com isto afirmamos o desejo de transformação da empresa numa companhia multi energética para enfrentar o duplo desafio da transição energética, que é produzir mais energia com menos emissões”, em declarações citadas pelas agências internacionais.

A empresa está sob pressão de alguns acionistas que defendem que os projetos de petróleo e gás devem pura e simplesmente parar, o que, a acontecer, teria consequências graves em vários países, como Moçambique, que depende do investimento da Total no norte do país para garantir receitas para suportar o aumento do custo da dívida e para financiar a recuperação e o desenvolvimento da economia.

A mudança de nome da Total surge também poucas semanas depois de a Agência Internacional da Energia ter defendido a suspensão ou cancelamento de todos os projetos petrolíferos e de gás para tentar controlar as alterações climáticas, a começar pelo aquecimento global.