Wednesday, July 1, 2026
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Como a pandemia está a acelerar a transição digital nas empresas?

Enquanto especialistas tentam entender o novo coronavírus e desenvolver vacinas eficientes, o mundo dos negócios já vai longe no quesito adaptação.

Reuniões presenciais foram substituídas por sessões no Zoom e Google Meet. Escritórios passaram de edifícios corporativos para home offices.

Mas mesmo assim, ainda não está muito claro o que nos atingiu em 2020 e sobram muitas perguntas por responder sobre o futuro dos negócios.

Em geral, empresas são organizações baseadas em tradições e práticas que mudam lentamente.

Mas, de uma hora para outra, viram-se tendo de trabalhar a meio gás, implementando escalas de rotatividade e colocando funcionários a produzir remotamente.

Erroneamente, alguém poderia pensar que foi nesse contexto que a Google trouxe o aplicativo de reuniões Google Meet, e a Zoom Video Communications, o Zoom Cloud Meetings.

Todavia, nenhuma das duas ferramentas surgiu, heroicamente, para tirar as empresas da situação difícil em que ficaram quando seus canais de comunicação foram abalados pela pandemia.

O Google Meet foi lançado em 2017, e o Zoom em 2011.

De facto, nenhum aplicativo de reuniões foi lançado em 2020. As empresas tiveram apenas de começar a usar o que já tinha sido criado e estava disponível há anos.

Como a pandemia precipita a transição digital?

Entre Dezembro de 2019 e Abril de 2020, as receitas da Zoom Video Communications aumentaram de forma exponencial (de 10 milhões para mais de 300 milhões de dólares) e isso pouco teve a ver com marketing.

O motivo para muitas empresas terem optado por reuniões no Zoom ou Google Meet não teve quase nada a ver com os esforços da Zoom ou da Google em aumentar o número de subscritores nos seus aplicativos via campanhas de publicidade.

A pandemia criou necessidades e trouxe problemas que forçaram as empresas a buscar por soluções.

Havia soluções disponíveis. Skype, Google Meet e Zoom simplesmente mostraram o que tinham. Não houve criação.

No futuro, problemas de natureza similar forçarão empresas a migrarem ainda mais rápido para o digital.

Portanto, não são apelos nem discursos que levam serviços a terem sucesso. Tampouco é o marketing, embora possa funcionar por algum tempo. É necessidade. E 2020 trouxe necessidades de sobra.

Por outro lado, se quisermos que empresas abracem o digital, as necessidades precisam ser formuladas de forma clara e precisa.

Quanto mais cedo entenderem os porquês, mais rápido a transição acontecerá e menos negócios ficarão obsoletos.

Moçambique registou maior actividade empresarial em Novembro

De acordo com o PMI (Purchase Managers’ Index) do Standard Bank, o índice de actividade empresarial em Moçambique foi de 49.4 pontos em Novembro, contra o anterior 48.1.


Apesar de ainda estar abaixo do recomendável – 50 pontos – Novembro foi o melhor em oito meses, de acordo com a pesquisa.


Estes dados são resultantes de um escrutínio feito à 400 gestores de compras de diferentes empresas do sector privado.


Quanto às vendas, os inquiridos dividem-se. Alguns apontaram ter havido uma queda em novas encomendas enquanto que outros afirmam que houve um aumento devido a reabertura da economia.


Já o índice de emprego registou um aumento no período em análise, tendo chegado perto dos 52 pontos, acima do nível de estabilidade recomendado.

Transformações

Esta pesquisa do Standard Bank revelou uma mudança. O mercado passou a exigir maior flexibilidade dos fornecedores no que tange ao prazo de entrega.


“Embora globalmente marginal, a taxa de melhoria aumentou do mês anterior para o mais rápido registado desde Março. Isto contrastou com as sólidas quedas no desempenho da cadeia de abastecimento durante o bloqueio global no início do ano”, lê-se no documento.


Essa melhoria fez com que o índice de prazos de entrega subisse para cerca de 51 pontos.


Dentre vários pontos positivos, outro que se destacou foi o preço.

Com vista a conquistar os clientes, de modo geral, as empresas reduziram os preços dos produtos, o que não acontecia desde Junho deste ano.


No entanto, com a desvalorização do metical, essa redução foi moderada.
A pesquisa concluiu também que as empresas ficaram mais confiantes em relação ao futuro.


Para o Banco, novos investimentos, especialmente no sector do gás e expectativa do fim da pandemia influenciaram este cenário.

A Total vai oferecer bolsas de estudo a 40 moçambicanos

A Total, em parceria com o Governo francês, vai oferecer as bolsas a partir do próximo ano lectivo europeu, a iniciar em setembro de 2021, “nas variadas disciplinas para os níveis de bacharelato, mestrado e doutoramento”, refere-se no comunicado.

“A formação destes jovens, que poderão abraçar futuramente oportunidades dentro e fora do nosso projecto, é, pois, parte fundamental desta responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e responde aos compromissos estabelecidos com o Governo moçambicano em matéria de desenvolvimento do conteúdo local”, disse o director-geral da Total em Moçambique, Ronan Bescond, citado no comunicado.

Segundo o documento, a diversidade de género, proveniência e diferentes contextos académicos serão parte do “rigoroso” processo de seleção dos candidatos às bolsas, que terão a duração de dois a três anos.

Para o embaixador da França em Moçambique, David Izzo, a iniciativa reforça os programas de formação e as parcerias já existentes no país, além dos laços de cooperação entre Moçambique e França.

A Total lidera o consórcio que vai explorar em 2024 a Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, naquele que é o primeiro empreendimento em terra de exploração de gás natural no Rovuma.

A petrolífera francesa mantém o ano de 2024 como prazo previsto para a primeira entrega de GNL, esperando-se atingir a plena produção (13,12 milhões de toneladas/ano) em 2025.

Montepuez Ruby Mining reconhecida como maior contribuinte de impostos

Pelo sexto ano consecutivo, a Montepuez Ruby Mining (MRM), uma empresa moçambicana que explora rubis em Montepuez, foi premiada como a maior contribuinte de impostos em Cabo Delgado. Explorando uma área de 33.600 hectares, a empresa explora a mais importante reserva de rubis descoberta nos últimos anos.

Com efeito, o governo da província de Cabo Delgado, atribuiu à MRM um certificado simbólico por sua singular contribuição no pagamento de imposto no ano de 2019. Trata-se de um título que a empresa vem segurando desde 2014.

Num contexto parecido, a MRM foi reconhecida como uma de duas empresas de mineração que mais geram receitas para os cofres do estado. Tais atribuições reflectem o papel da empresa na promoção da transparência e integridade no que toca à comercialização dos rubis extraídos naquela parte do país.

Em paralelo a isso, a empresa é pioneira de uma prática segundo a qual o valor das pedras preciosas vendidas em leilão volta à empresa, no país, para garantir que o que foi tirado retorne na totalidade.

A MRM é detida pela Gemfileds (75%), uma empresa do Reino Unido, sediada em Londres e especializada na mineração, processamento e comercialização de pedras preciosas de origem limpa, e pela Mwiriti (25%), uma empresa moçambicana.

Cerveja Impala premiada na categoria de Valor Compartilhado

A Cerveja Impala da Cervejas de Moçambique (CDM) foi, recentemente, galardoada pela Loeries, uma empresa sem fins lucrativos que opera na África e no Oriente Médio recompensando o trabalho inovador e criativo de marcas, profissionais de marketing e agências.

Com efeito, trata-se de uma cerveja disponível em duas linhas, a de mandioca e a de milho. A Impala de mandioca foi lançada em 2011 tornando-se na época a primeira cerveja de mandioca em todo mundo.

Embora seu consumo não se tenha massificado na zona sul, teve grande aceitação nas zonas centro e norte do país. 6 anos depois, em Dezembro de 2017, a CDM lançou a sua variante em milho.

Desde o princípio, foi um projecto de enorme valia para as comunidades locais. Actualmente, a CDM trabalha com mais de 7.500 pequenos agricultores que fornecem a matéria-prima, no caso, mandioca e milho.

De resto, e indo concretamente ao galardão, valor compartilhado diz respeito, entre outras coisas, ao conjunto de práticas que melhoram as condições sócio-económicas das comunidades em que uma empresa actua.

No caso específico da CDM, nada podia tornar o prémio, ora atribuído, mais merecido, já que os ganhos para as comunidades locais e para os agricultores envolvidos são directos.

BVM quer aumentar número de empresas cotadas

Das 100 maiores empresas nacionais, menos de 15% é que estão cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique. O Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, assume que ainda é fraca a utilização da bolsa para o desenvolvimento económico no país.

E para inverter este cenário, a Bolsa de Valores de Moçambique está a difundir junto das unidades económicas, o valor, a importância, as vantagens bem como a pertinência de aceder à bolsa.

Actualmente, 11 empresas estão cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique, nomeadamente, a Cervejas de Moçambique, Ceta, Cahora Bassa, Arko Seguros, Zero Investimentos, Touch Publicidade, Arco Investimentos, Revimo, Matama, Empresa Moçambicana de Seguros e a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos.

Entrevista da Semana com Samuel Maputso

O mundo de negócios continua a evoluir, sobretudo com os novos desafios que lhe são impostos, bem como as áreas que o suportam, como é o caso dos Recursos Humanos (RH).

Em entrevista ao Profile, Samuel Maputso, profissional de RH que publicou recentemente o livro ”Grab Your Seat! Insights Into Becoming a Human Capital Business Leader”, assume que a adaptação da área para fazer face aos novos desafios, é agora ainda mais necessária.

Mais que uma abordagem tradicional, para Maputso, o RH é uma área que pode responder ao maior anseio de todos negócios: aumento da produtividade.

Nesta entrevista exclusiva para o Profile, o autor fala-nos da sua jornada pelo sector de RH, a visão que tem do mesmo, partilhando um conjunto de conselhos que carregam mais de 20 anos de experiência.

Profile: Pode em breves palavras descrever a sua caminhada profissional?

Samuel Maputso: O meu percurso académico começou com um cocktail perfeito do ponto de vista de formação acadêmica. Tenho Mestrado em Gestão pela Universidade de Liverpool, Mestrando em Governança & Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Staffordshire, construída sobre um maravilhosa Licenciatura em Psicologia & Pedagogia pela Universidade Pedagógica. Tive também o privilégio de passar por programas de desenvolvimento oferecidos pela  University of Stellenbosch Business School  (USB), Ashridge Business School, Centre for Creative Leadership, Duke Corporate University e outros. Em termos profissionais tenho cerca de 20 anos de experiência na Gestão de Pessoas: Comecei no extinto Banco Comercial de Moçambique, tendo depois passado pelo Millennium BIM, CARE International, Companhia Industrial da Matola e Coca-Cola, antes de me juntar a equipe do BancABC Moçambique, onde sou Director de Capital Humano & Formação. Tenho a felicidade de ter assumido diversas posições de Gestão de Pessoas ao longo da minha carreira – Oficial de RH, Gestor de Formação & Desenvolvimento, Gestor de Talentos, Coordenador de RH & Assuntos Corporativos, Gestor de RH –  e liderado vários projectos na área de Recursos Humanos, com enfoque no desenvolvimento organizacional, gestão da mudança e liderança. Para além disso, sou consultor, dou aulas e faço parte de órgãos sociais de 3 ONGs. 

P:De onde surgiu a inspiração para escrever o livro?

SM: O livro faz parte da realização do meu propósito de ajudar pessoas e organizações, uma de cada vez, a realizarem o seu potencial e atingirem produtividade plena. Este propósito faz com que eu me empenhe de coração em todas actividades viradas ao fortalecimento das capacidades das pessoas, sobretudo dos futuros profissionais e de jovens empreendedores. O livro, sendo parte do meu legado, constitui uma forma sistematizada de partilhar parte da minha vasta experiência com os jovens e demais profissionais. 

Devo sublinhar que alguns jovens também me desafiaram a sistematizar a minha experiência, por forma a servir de referência para a juventude em geral

P:O que significa “Grab Your Seat”, dentro do contexto moçambicano?

SM: A tese principal do livro é que o seu destino está nas suas mãos; que cada um deve ter uma visão clara de onde quer chegar e assumir a liderança pela caminhada até a realização dessa visão pessoal. Em Moçambique muitos jovens acham que porque tem formação universitária, assim que assinarem um contrato de trabalho toda a gente vai abrir alas para o deixar passar e fazê-lo crescer na carreira, como se fosse algo de direito. Alguns profissionais no começo ou meio da carreira também esperam que sua entidade empregadora cuide do seu crescimento profissional, como se os objectivos da empresa fossem iguais aos objectivos de cada colaborador. “Grab Your Seat!” significa que um profissional deve conquistar o seu lugar. No livro ofereço alguns princípios que podem guiar os jovens profissionais nessa caminhada. 

P:Qual é a leitura que faz da situação do sector de RH no país? Desafios e oportunidades?

SM: A situação da Gestão de RH em Moçambique está num excelente momento. Observamos uma elevada procura pelos cursos de licenciatura em Gestão de Recursos Humanos (e várias universidades oferecem estes cursos), crescimento do associativismo em RH e diversas iniciativas para partilha de conhecimentos e experiências entre os profissionais do ramo e não só, para além do aumento do número de profissionais de RH a registarem suas experiências em livros, o que aumenta o referencial para as novas gerações. O maior desafio da área de Gestão de Pessoas no país reside, a meu ver, no facto de os profissionais da área não serem suficientemente ágeis na transição do RH tradicional (focado nos seus KPIs e nas questões básicas como recrutamento, salários, formação, relações industriais…) para Líderes de Negócio, a cargo de RH. Nesta última etapa, o profissional de RH estaria mais focado em alavancar a produtividade dos colaboradores e do negócio em geral, sendo os vários processos de RH apenas meios para atingir este objectivo. Para fazer esta transição, os profissionais de RH precisam desenvolver uma forte business acumen. A maioria dos empreendedores e executivos estão sedentos de soluções para aumentar a produtividade e eficiência operacional das respectivas empresas, sobretudo tomando em conta os constrangimentos associados a competição crescente, COVID-19 e à necessidade de automação e digitalização contínua dos negócios. Tudo isto representa oportunidade para os profissionais de Gestão de Pessoas fazerem a diferença e brilharem. Os que souberem se diferenciar e se destacar, impulsionando as suas empresas a lidarem eficazmente com estes desafios, irão ver o seu valor no mercado disparar.

P: Pode desenvolver o significado de “Líderes de Negócio, a Cargo de Recursos Humanos”?

SM: Refere-se aquele Director de Capital Humano cuja responsabilidade primária é garantir a produtividade, o desenvolvimento e o sucesso de toda a empresa, sendo seu papel como Director de Capital Humano uma responsabilidade secundária.  Eu me considero nesta categoria – meu papel em facilitar processos como produtividade da empresa, optimização de processos, eficiência organizacional, dinamização das vendas (sim, vendas), etc e mais importante que fazer recrutamentos, pagar salários, organizar cursos e outras tarefas que ocupam o DRH (Departamento de Recursos Humanos) tradicional ou comum.

O que significa “Business Acumen”?

SM: O mesmo que “Perspicácia nos Negócios”. É a capacidade de compreender o negócio como um todo; os factores e/ou estratégias de sucesso da sua empresa e, principalmente, perceber como você pode contribuir para o sucesso da organização como um todo.

P: Quais são as perspectivas de uma carreira e/ou negócio na área?

SM: A área de Recursos Humanos é bastante vasta e cabe ao profissional escolher o “nicho” onde pode focar e fazer a diferença. Mesmo com o advento da IV Revolução Industrial (4IR), da Internet das Coisas (IoT) e a mudança nas exigências do trabalho do futuro, todas empresas continuarão a precisar dos serviços de um profissional de RH. Enquanto os negócios forem operados por pessoas, haverá espaço para RH. O importante é que os profissionais da área se actualizem, reconfigurando as suas competências para continuarem relevantes no novo contexto. Analogamente, as oportunidades de negócio na área de RH são diversas, cabendo ao empreendedor de RH identificar a área onde é realmente excepcional e investir para ser o melhor da sua área.

P:Que conselho deixaria aos aspirantes em construir uma carreira e potenciais empreendedores na área?

SM: Os RH são uma carreira extraordinária e bastante enriquecedora. É preciso perceber que o seu sucesso profissional (ou no negócio) depende deles. Se você vai se tornar uma “estrela global” ou vai morrer um “especialista residente”, depende da sua capacidade de visualizar o seu destino ou meta, criar um roadmap claro e robusto, liderar a sua jornada de crescimento – sabendo que não cabe à empresa a obrigação de formar o profissional –  manter o foco e disciplina durante o percurso e, finalmente, primar por uma execução superior à concorrência. 

Zambézia receberá investimentos de mais de USD4,3 mil milhões

Foi durante uma conferência de negócio na cidade Quelimane, ocorrida no dia 26 de Novembro que empresários nacionais e estrangeiros fez a promessa de investir o referido valor no próximo ano.


A construção de uma Barragem Hidroelétrica, um Porto de Águas Profundas e de casas para funcionários públicos em 13 distritos da província são alguns dos projectos nos quais o valor será aplicado.


O turismo, a indústria têxtil e produção de arroz também fazem parte das áreas onde se pretende investir, formando assim o que o Diário Económico escreve “projectos-âncora”.


O destaque vai para o projecto de cultura e turismo no distrito de Gilé que está avaliado em USD12 milhões, 30% dos quais serão desembolsados por nacionais e 70% por estrangeiros.

revitalização da indústria têxtil

Logo após a independência, um projecto de indústria têxtil foi implantado no distrito de Mocuba, contudo, este não chegou a funcionar devido a guerra dos 16 anos.

Os empresários pretendem dar vida à este projecto com um investimento de USD130 milhões.

Espera-se que até Fevereiro do ano que se avizinha – 2021 – este plano comece a ser operacionalizado.

O Papel do Governo


Para atracção de investimentos, foi sugerida, durante a conferência, a criação de um parque agro-industrial sob garantia do Governo oferecer segurança quanto ao uso da terra.


O primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário apreciou a iniciativa dos empresários e para atrair mais investidores, recomendou aos órgãos de governação provincial, a criação de uma plataforma digital para inserção de conteúdos promocionais em língua inglesa, sobre as potencialidades da província.

Açúcar, sabão e óleo alimentar isentos de IVA até 2023

Isenção de IVA (Imposto sobre Valor Acrescentado) para produtos básicos de subsistência (açúcar, sabão e óleo alimentar) foi prolongada até Dezembro de 2023, para aliviar o impacto da Covid-19.

Está medida foi aprovada pela Assembleia da República (AR), nesta quarta-feira, dia 25 de Novembro de 2020.

Segundo a Lusa, essa isenção abrange igualmente matérias-primas, peças intermédias e equipamentos utilizados nas referidas indústrias.

Esse dado foi avançado pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, enquanto falava na “casa do povo”.

“Os pressupostos que ditaram a concessão da isenção da taxa de IVA, nomeadamente a necessidade de diminuir o impacto no preço ao consumidor e de conferir maior robustez à indústria nacional, prevalecem”, disse o ministro.

A execução da medida vai custar aos cofres do Estado cerca de 3,2 mil milhões de meticais ao longo de três anos.

Assim sendo, o açúcar, sabão e óleo alimentar juntam-se as áreas da agricultura, pesca, saúde e ensino que vêm beneficiando de isenção da taxa de IVA no país.

Pandemia causa prejuízo de MZN150 mil milhões na exportação de pescado em Sofala

A Covid-19 causou um prejuízo de 150 mil milhões de meticais na exportação de pescado, na província de Sofala.

O plano anual de exportação era de sete mil toneladas, contudo, apenas três mil foram exportadas.

A situação deve-se ao encerramento das fronteiras em muitos países para os quais os produtos pesqueiros eram exportados.

Essa afirmação foi feita por Carlos Sendela, chefe do departamento do Mar, Águas Interiores e Pescas nos Serviços Provinciais de Actividades Económicas de Sofala, em entrevista à Rádio Moçambique.

Segundo Sendela, para reverter a situação, empresas estão a ser sensibilizadas pelo sector para apostarem no mercado nacional.