Sunday, April 12, 2026
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Não há inclusão financeira e transição digital sem caracterizar o comportamento do consumidor ou cliente dos serviços financeiros

A inclusão financeira e a transição digital são temas cruciais para o desenvolvimento de Moçambique. No entanto, para alcançar esses objectivos, é essencial entender o comportamento do consumidor e do cliente dos serviços bancários e financeiros no país.

A inclusão e literacia financeira são desafios persistentes. Em Moçambique, 48% da população adulta possui uma conta bancária, com uma pontuação global de literacia financeira de 51,48 para a população adulta (15 anos ou mais). Estes números mostram que, embora quase metade da população adulta tenha acesso a serviços bancários, há muito espaço para melhorar a literacia financeira e digital.

A penetração de tecnologia móvel é significativa, com 77% dos agregados familiares possuindo um telemóvel. Em 2022, 83% da população adulta tinha uma conta de moeda eletrónica, totalizando 11,9 milhões de contas. No início de 2023, Moçambique atingiu 6,92 milhões de utilizadores de internet móvel. Esses dados reflectem uma crescente adoção de soluções digitais no país.

Apesar da rentabilidade e dos esforços para promover a inclusão financeira, o sector bancário em Moçambique enfrenta desafios significativos, tais como:

  • Aumento do risco no cumprimento da legislação contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo: A conformidade com regulamentos é crucial para manter a integridade do sistema financeiro.
  • Falta de registos financeiros de qualidade e deterioração da qualidade da carteira de crédito: A gestão eficiente e transparente das finanças é vital para a confiança e estabilidade do sector.
  • Capacidade de poupança: A baixa capacidade de poupança limita o crescimento económico e a segurança financeira das famílias.
  • Risco cibernético e fraudes: A segurança digital é uma preocupação crescente com o aumento das transações online e mobile.

A digitalização da economia moçambicana é uma realidade cada vez mais presente. O número de contas e o volume de operações efectuadas pelas Instituições de Moeda Eletrónica (IME) têm crescido significativamente:

  • Contas nas IME: O número de contas de mobile money aumentou de 11,4 milhões em 2021 para 11,9 milhões em 2022, e atingiu 16,5 milhões em 2023.
  • Operações financeiras: Foram realizadas 400 milhões de operações pelas instituições de IME, refletindo a crescente utilização e número de contas nos últimos três anos.

A digitalização traz inúmeras oportunidades para a inclusão financeira e a literacia financeira:

  • Capacidade instalada de Contas em Moeda Eletrónica: Facilita a construção da literacia financeira e gestão de poupanças.
  • Desafios da literacia financeira: Embora a taxa de literacia financeira e a percentagem da população com contas bancárias activas estejam a melhorar, ainda há um longo caminho a percorrer.
  • Exclusão dos principais produtos e serviços bancários: A população com acesso a contas de mobile money frequentemente fica excluída de produtos bancários essenciais como crédito, que são relevantes para o desenvolvimento económico.

O apetite por plataformas tecnológicas é evidente entre os consumidores moçambicanos, particularmente os jovens. Isso representa uma grande oportunidade para captar novos clientes e melhorar a experiência do cliente através de:

  1. Implementação de soluções de mobile banking: Facilita o acesso a serviços financeiros de maneira conveniente e segura.
  2. Implementação de workflows de processos: Optimiza a eficiência operacional e melhora o atendimento ao cliente.

Em resumo, a inclusão financeira e a transição digital em Moçambique dependem de uma compreensão profunda do comportamento dos consumidores. Ao abordar os desafios e aproveitar as oportunidades, o país pode construir um sistema financeiro mais inclusivo, seguro e eficiente.

Workshop de facilitação de acesso ao financiamento para MPMEs em Nampula

A cidade de Nampula foi palco de um evento transformador nesta quinta-feira (04), promovido pelo projecto FTF Premier-Oholo (PRO), uma iniciativa financiada pela USAID e pela SDC. O workshop visou conectar as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) com serviços de desenvolvimento empresarial (BDS) e instituições financeiras que operam no Corredor de Nacala.

Durante o workshop, mais de 40 MPMEs tiveram a oportunidade de descobrir novos produtos financeiros, entender os perfis de mutuários desejados e aprender sobre os critérios de elegibilidade para crédito. Espera-se que essas interações resultem em novas parcerias e num mercado local mais forte.

Estas MPMEs são fruto de uma intervenção integrada do projecto PRO que incluiu capacitações em habilidades de gestão empresarial, mentoria, preparação de planos de negócios e networking. Hoje, estão prontas para aderir de forma competitiva e sustentável às soluções de financiamento disponíveis no Corredor de Nacala.

Participaram deste workshop seis instituições financeiras, seis prestadores de BDS, representantes de projectos parceiros, autoridades locais e organizações da sociedade civil. Este foi um passo crucial para criar um sistema de mercado mais inclusivo e sustentável.

Segundo Muhamad Hanif, Director do projecto FTF Premier-Oholo, o objetivo é “garantir que essas empresas tenham acesso aos recursos financeiros necessários para prosperar e contribuir para a redução da pobreza e o aumento da segurança alimentar no norte de Moçambique, com principal enfoque no Corredor de Nacala.”

O projecto FTF Premier-Oholo intervém no Corredor de Nacala, que começa no porto de Nacala e abrange toda a província de Nampula, bem como os distritos adjacentes da Zambézia, Niassa e Cabo Delgado. O PRO é um projecto de 32,2 milhões de dólares, implementado ao longo de cinco anos, com a colaboração conjunta da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da Agência Suíça para Desenvolvimento e Cooperação (SDC) nos últimos 3,5 anos.

Maputo acolhe debate sobre Transparência e Gestão da Indústria Extractiva

Maputo vai acolher um encontro significativo no qual representantes de Angola e Moçambique se reúnem para discutir questões de transparência e gestão na indústria extractiva. Durante uma semana, a delegação angolana do Comité de Coordenação da Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva (EITI) trocará experiências com os seus homólogos moçambicanos, focando-se na fiscalização e nos benefícios destinados às comunidades envolvidas nos projectos minerais, segundo O País.

Moçambique, com 15 anos de experiência no Comité de Coordenação da EITI, partilhará o seu vasto conhecimento e práticas consolidadas com Angola, que está há apenas dois anos na organização. “Este intercâmbio de experiências visa fortalecer a capacidade angolana em gerir e fiscalizar os benefícios resultantes dos recursos minerais, assegurando que as comunidades abrangidas sejam devidamente assistidas e beneficiadas”, destacou a fonte.

A gestão transparente dos recursos naturais e o impacto positivo nas comunidades são questões cruciais para países em desenvolvimento. Moçambique tem seguido rigorosamente a legislação desde 2013, garantindo que os benefícios dos recursos naturais são distribuídos de forma justa e equitativa. Angola, por sua vez, aguarda a validação do seu primeiro relatório de transparência e tem demonstrado um progresso significativo na fiscalização do sector extractivo, que contribui com mais de 90% para o Orçamento Geral do Estado.

O encontro em Maputo, que se prolonga até sexta-feira (5), reunirá técnicos e investigadores das áreas de gás e petróleo, proporcionando uma plataforma para a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de estratégias conjuntas que promovam a transparência e a gestão eficiente dos recursos naturais nos dois países. Esta iniciativa, tal como salientado pelo jornal O País, sublinha a importância da cooperação regional para a melhoria das práticas de governação no sector dos recursos naturais.

Moçambique entre os seis países africanos que repartirão US$ 94 milhões concedidos pela Noruega

A Noruega acaba de assumir um compromisso para alocar cerca de 94 milhões dólares americanos, para o apoio a pequenos produtores de seis países africanos, incluindo Moçambique.

Deste pacote, 19 milhões de dólares irão financiar o trabalho da Real Sociedade Norueguesa para o Desenvolvimento (Norges Vel) em Moçambique e na Tanzânia durante os próximos cinco anos.

“Moçambique é um importante parceiro da Noruega na luta pela melhoria da segurança alimentar, actualmente com um pacote de ajuda orçado em aproximadamente 75 milhões de dólares em vários programas e projectos em curso”, refere um comunicado do Governo norueguês.

Com o apoio recentemente anunciado, 75.000 pequenos agricultores moçambicanos terão acesso a mudas de cajueiro e receberão formação em agro-florestação.

“O objectivo é aumentar a produção de alimentos nos períodos em que normalmente a produção de alimentos é baixa e produzir castanha de caju como fonte de renda. O objectivo é que a maior diversidade na produção resulte tanto em aumento de rendimento como em maior resiliência”, explica.

No âmbito do novo acordo, segundo o comunicado, o movimento cooperativo no país também será apoiado na organização dos agricultores para o desenvolvimento da cadeia de valor do caju, com especial atenção para as mulheres.

“Elas também contribuirão para a produção de alimentos seguros, sem aflatoxinas, através da produção e distribuição de AflaSafe. As aflatoxinas representam um risco para a saúde por serem cancerígenas e retardarem o crescimento e desenvolvimento mental das crianças. Ao tornar os alimentos mais seguros, podem ser obtidos importantes ganhos para a saúde dos moçambicanos”, indica.

Ainda no âmbito deste pacote, a Norges Vel, em parceria com a NORCAP (uma iniciativa do Conselho Norueguês para Refugiados – NRC), irá desenvolver e disponibilizar serviços meteorológicos e financeiros, tornando os pequenos produtores de alimentos mais resilientes às mudanças climáticas.

A Norges Vel trabalha em Moçambique, desde 2003 na Zambézia, em colaboração com a Clusa. É também parceira da AMPCM (Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno), desde 2015, em Nampula, e, mais recentemente, na Zambézia e no Niassa.

MPDC lança concurso EPC para o projecto de expansão do terminal de contentores do Porto de Maputo

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) acaba de lançar o concurso de EPC (Engineering, Procurement and Construction) para a fase I de expansão do terminal de contentores do porto de Maputo, operado por um consórcio liderado pela DP World, líder global de supply chain e logístic.

Com o lançamento do concurso dá-se o início das obras de expansão, que foram anunciadas em Fevereiro deste ano, na sequência da extensão do contrato de concessão do Porto de Maputo das actuais 255.000 unidades equivalentes a vinte pés (TEUs) para 530.000 TEUs.

De acordo com o comunicado da MPDC, o concurso, alargado aos contratantes pré-seleccionados, o plano do projecto envolve um desenvolvimento abrangente em várias áreas-chave, designadamente, infra-estruturas civis, mecânicas, eléctricas e de canalização: reabilitações abrangentes para modernizar e melhorar a eficiência das instalações existentes; equipamento de cais e parque de contentores: fornecimento e instalação de equipamento de cais e de parque de contentores de última geração para aumentar a capacidade operacional e, Obras auxiliares: desenvolvimento de estradas de acesso, complexos de portões e outras estruturas de apoio essenciais para facilitar as operações.

A MPDC detalha que o novo cais irá sofrer um alargamento significativo e uma expansão para oeste do cais de carvão existente, resultando num comprimento total de cais de 650 metros para a Fase 1. Esta extensão irá permitir a instalação de três guindastes Ship-to-Shore (STS) Super Post Panamax, aumentando significativamente a capacidade de manuseamento do terminal.

“Uma parte integrante do projecto é o aprofundamento do cais para -16m (cais 11 e 12). O cais 10 permanece a -12m. Esta melhoria é crucial para acomodar navios maiores, aumentando assim a capacidade de movimentação do terminal”. Refere o comunicado da MPDC

Após a conclusão, que se espera que aconteça antes do final de 2026, o terminal expandido terá uma capacidade de 530.000 TEUs, posicionando Maputo como um hub na rede marítima regional.

Para a MPDC, a expectativa é que, a expansão projectada, impulsione o crescimento económico, melhore as capacidades comerciais e crie numerosas oportunidades de emprego.

CTA afirma não ter sido notificada sobre apreensão da sua sede

A Confederação Moçambicana das Associações Económicas (CTA) alega que ainda não foi formalmente notificada pelo Tribunal da Cidade de Maputo do arresto da sua sede decorrente de uma dívida de 25 milhões de meticais (393 mil dólares ao câmbio actual) que a Confederação tem com a empresa de engenharia, Grupo Mondego.

Segundo comunicado da Confederação, “a CTA ainda não foi formalmente notificada da Ordem Judicial de Penhora, uma vez que, por lei, esta é primeiro ordenada e depois comunicada ao Executado para apresentar os mecanismos de defesa a que tem direito ou para fazer o pagamento.”

O comunicado da CTA desmente informações que se tornaram virais na semana passada, alegando que o Tribunal ordenou o bloqueio das contas bancárias da Confederação, bem como o arresto da sua sede por causa de uma dívida.

“O contrato com a Construtora Mondego foi assinado pelo Conselho de Administração que antecedeu a atual Direção, em 23 de março de 2017, facto que dificultou a execução atempada do contrato por ambas as partes”, afirma a nota.

Segundo o documento, o contrato era para a construção de um edifício de escritórios em Xai-Xai, capital da província de Gaza, no sul, e outro edifício de escritórios na província de Inhambane.

“Nos termos do Contrato, os dois edifícios custariam à CTA cerca de 12 milhões de Meticais, valor que seria pago na totalidade no momento da recepção dos edifícios concluídos, através da hipoteca dos mesmos a um banco, apesar de, em 5 de Dezembro de 2016, ter sido efectuado um pagamento antecipado de cerca de 20% do valor, de boa-fé pela anterior Direcção, sem qualquer garantia bancária, reduzindo o valor a pagar para cerca de 9 milhões de Meticais”, refere a nota.

No documento, a CTA acusa a Construtora Mondego de não cumprir com as suas obrigações contratuais uma vez que, nos termos do contrato, a infraestrutura construída em Inhambane deveria ter sido concluída até 25 de abril de 2017, “mas até à data não foi concluída nem entregue à CTA e, por outro lado, surpreendentemente, esta solicitou ao tribunal o pagamento de 25 milhões de Meticais”.

A CTA acredita que “este assunto privado entre as partes foi e continua a ser tratado pela comunicação social com o objectivo de influenciar a opinião pública”.

“No entanto, gostaríamos de tranquilizar nossos associados esclarecendo que a penhora é um ato judicial que indica os bens do réu suficientes para pagar determinada dívida. A execução não é imediata e requer etapas subsequentes, incluindo a possibilidade de impugnação pelo réu utilizando os meios legais adequados”, diz a nota.

Moçambique e Zâmbia projectam portos secos

Moçambique, Zâmbia e Malawi poderão construir, nos próximos dias, portos secos, um espaço para armazenagem e movimentação de cargas longe da costa marítima. A informação foi avançada, este sábado, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no balanço da sua visita de três dias à Zâmbia.

Filipe Nyusi dedicou os três dias de visita à Zâmbia para o estreitamento das relações bilaterais, com destaque para as áreas de negócios e segurança nacional. Nos negócios, Moçambique decidiu juntar-se à Zâmbia e ao Malawi na dinamização de transportes de carga, através de portos secos, a serem construídos no território nacional.

“Vamos celebrar uns acordos que estão a ser prepardos, para definir a quem pertence cada espaço, quais são as condições, e também para estimular o tráfego. Então é isso que estamos a tentar fazer, não só com a Zâmbia, mas também com o Malawi”, disse o Presidente da República.

O aumento do fornecimento de energia eléctrica e o estabelecimento de fronteiras únicas entre os dois Estados também dominaram a visita.

“Resolvemos trabalhar juntos para aumentar a geração através da projecção já existente da central Mphanda Nkuwa, eles estão interessados em compreender o que é, e que participação tem que ter, o que para nós é bom”.

No combate ao terrorismo, Nyusi diz ter sentido alguma intenção dos Zambianos em continuar a apoiar o país financeiramente. “A missão de SAMIM pode ser vista como uma missão onde foi empenhada a força de países como, a África do Sul, Botswana, Lesotho e também Tanzânia, mas todos os países da SADC comparticiparam com valores, porque para manter a força aqui, era preciso comer, vestir, munições, combustível, e a Zâmbia nunca esteve em falta nesse aspecto”.

Sobre os raptos que têm vindo a assolar o país, há mais de 10 anos, o Jornal Opais questionou ao Chefe de Estado se havia possibilidade de cooperação regional para o seu combate, ao que respondeu.

“O que podemos fazer é uma cooperação entre nós, para esclarecer os casos de rapto, e não há um histórico agora, pelo menos seguro e firme, de que há uma ligação de raptos em Moçambique com a Zâmbia, por isso, não fez parte do vocabulário dos nossos debates”.

Na Zâmbia, Nyusi participou de vários fóruns económicos e políticos e do encontro extraordinário da Assembleia Nacional, além de se ter reunido com mais de três mil moçambicanos residentes naquele país.

Processo de selecção para o comité de supervisão do fundo soberano encerra no dia 30 de Junho

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O encerramento do processo de selecção dos candidatos ao Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM) está marcado para o próximo Domingo, dia 30 de Junho. Este comité terá a responsabilidade crucial de gerir as receitas derivadas da exploração de gás natural na bacia do Rovuma, localizada na província de Cabo Delgado, Norte do país.

Conforme divulgado pela Assembleia da República, a comissão de selecção, composta por 11 deputados das três bancadas parlamentares, apresentará seu relatório final nesta data. Os candidatos seleccionados deverão ser cidadãos moçambicanos íntegros, de reconhecido mérito moral e comprovada experiência profissional. Além disso, devem ser maiores de idade e aptos para exercer suas funções conforme a legislação vigente.

Victoria Diogo, presidente da comissão de selecção, destacou a necessidade de os candidatos apresentarem uma série de documentos, incluindo declaração de aceitação de candidatura, documento de identificação, certificado de registo criminal, currículo e cópia autenticada do certificado de habilitações literárias, direccionados à presidente do Parlamento, Esperança Bias.

O Comitê de Supervisão será composto por nove membros, indicados pela Assembleia da República, e representará diversos sectores da sociedade moçambicana. Entre eles, estão dois membros da sociedade civil, dois da academia, dois de associações religiosas de mérito reconhecido, um representante da comunidade empresarial, um da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique, e um da Ordem dos Advogados de Moçambique.

Este órgão independente terá como atribuições monitorar e controlar as receitas, os depósitos na conta transitória, a alocação de recursos ao Orçamento do Estado e ao próprio Fundo Soberano, além de supervisionar a gestão geral do FSM.

No primeiro trimestre deste ano, o Estado arrecadou significativos 5,9 mil milhões de meticais (94,2 milhões de dólares) em receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural. Essas receitas foram integralmente destinadas ao novo Fundo Soberano de Moçambique, representando um passo importante na gestão responsável dos recursos naturais do país.

Moçambique pode ampliar fornecimento de grafite para 15% até 2030 

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Moçambique, conhecido por sua abundância em recursos naturais que vão de rubis a carvão, está emergindo como um protagonista crucial no mercado global de grafite. Este mineral, essencial na produção de baterias de lítio para veículos eléctricos, está no centro das atenções devido ao potencial de Moçambique em expandir significativamente sua participação no mercado internacional.

Segundo a Benchmark Mineral Intelligence, Moçambique actualmente responde por 10% do fornecimento global de grafite. A previsão é que essa participação aumente para 15% até o final da década, impulsionada pela qualidade e quantidade das reservas do país. Este crescimento projectado reflete o papel crítico da grafite na transição global para veículos eléctricos mais sustentáveis.

Apesar do optimismo, há desafios significativos. A China detém actualmente cerca de 70% do mercado global de grafite, destacando a necessidade de Moçambique consolidar sua posição competitiva. A recente promessa de um empréstimo de 150 milhões de dólares dos Estados Unidos para desenvolver a indústria de mineração em Moçambique ressalta a importância estratégica da grafite para economias globais.

A maior mina de alto teor do mundo, localizada em Balama, operada pela empresa australiana Syrah Resources, exemplifica o potencial de Moçambique. Com reservas capazes de sustentar operações por mais de 50 anos, a mina assinou um acordo lucrativo para fornecer grafite natural à gigante sul-coreana de baterias Posco.

No entanto, desafios como a segurança na região de Cabo Delgado, onde está localizada Balama, persistem devido à insurgência islâmica. Embora haja sinais de estabilização, essas questões podem afectar o desenvolvimento futuro da indústria de grafite em Moçambique.

A tecnologia de grafite sintética representa outra possível interrupção, apesar de ser mais cara de produzir. Avanços tecnológicos podem tornar a grafite sintética uma alternativa mais viável no futuro, desafiando Moçambique a capitalizar sua vantagem natural enquanto desenvolve uma indústria robusta e sustentável.

Mozambique could increase its graphite supply to 15% by 2030

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Mozambique, known for its abundance of natural resources ranging from rubies to coal, is emerging as a crucial player in the global graphite market. This mineral, essential in the production of lithium batteries for electric vehicles, is in the spotlight due to Mozambique’s potential to significantly expand its share of the international market.

According to Benchmark Mineral Intelligence, Mozambique currently accounts for 10% of the global supply of graphite. This share is expected to rise to 15% by the end of the decade, driven by the quality and quantity of the country’s reserves. This projected growth reflects graphite’s critical role in the global transition to more sustainable electric vehicles.

Despite the optimism, there are significant challenges. China currently holds around 70% of the global graphite market, highlighting the need for Mozambique to consolidate its competitive position. The recent promise of a 150 million dollar loan from the United States to develop the mining industry in Mozambique underscores the strategic importance of graphite to global economie.

The world’s largest high-grade mine, located in Balama and operated by Australian company Syrah Resources, exemplifies Mozambique’s potential. With reserves capable of sustaining operations for more than 50 years, the mine has signed a lucrative deal to supply natural graphite to South Korean battery giant Posco.

However, challenges such as security in the Cabo Delgado region, where Balama is located, persist due to Islamic insurgency. Although there are signs of stabilization, these issues could affect the future development of the graphite industry in Mozambique.

Synthetic graphite technology represents another possible disruption, although it is more expensive to produce. Technological advances could make synthetic graphite a more viable alternative in the future, challenging Mozambique to capitalize on its natural advantage while developing a robust and sustainable industry.