Sunday, April 26, 2026
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LAM responsabiliza EuroAtlantic por problemas no voo para Lisboa

LAM responsabiliza EuroAtlantic por problemas no voo para Lisboa

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) atribuiu à EuroAtlantic a responsabilidade pelos recentes problemas na operação dos voos entre Maputo e Lisboa. Em um comunicado enviado à agência de notícias Lusa nesta Segunda-feira, 15 de Janeiro, a companhia aérea moçambicana alega que a EuroAtlantic não efectuou o pagamento do aluguel da aeronave, levando ao cancelamento do voo no último Sábado.

Segundo a LAM, momentos antes do embarque dos passageiros em Lisboa, a empresa foi informada de que a EuroAtlantic não havia pago o proprietário da aeronave utilizada, resultando na ordem de não utilização da mesma. Em resposta a essa situação, a LAM afirmou ter feito todos os esforços para realizar o voo, que acabou sendo concretizado no Domingo, 14 de Janeiro, utilizando uma aeronave de outro operador.

A EuroAtlantic, parceira da LAM na retomada da rota entre Maputo e Lisboa após um hiato de 12 anos, ainda não se pronunciou sobre o assunto, apesar das tentativas de contacto da Lusa. Diante dessa situação, a transportadora estatal moçambicana providenciou alojamento para os passageiros afectados e concedeu reembolsos àqueles que optaram por não continuar no voo.

A rota Maputo-Lisboa, retomada pela LAM em 12 de Dezembro, é operada por um Boeing 777 com 302 lugares, em uma parceria com a EuroAtlantic. Esta rota faz parte do plano de revitalização da LAM, após a gestão da empresa ter sido assumida pela sul-africana Fly Modern Ark (FMA) em abril do ano passado para um processo de reestruturação.

O retorno da LAM aos voos para Lisboa é um passo importante para a companhia, mas os recentes contratempos ressaltam os desafios enfrentados no processo de revitalização e expansão das operações. A empresa continua comprometida em oferecer serviços de qualidade e retomar sua posição no mercado aéreo internacional.

LAM blames EuroAtlantic for Lisbon flight problems

LAM responsabiliza EuroAtlantic por problemas no voo para Lisboa

Mozambique Airlines (LAM) has blamed EuroAtlantic for the recent problems in operating flights between Maputo and Lisbon. In a statement sent to the Lusa news agency on Monday, January 15, the Mozambican airline claims that EuroAtlantic failed to pay the rent for the aircraft, leading to the cancellation of the flight last Saturday.

According to LAM, moments before passengers boarded in Lisbon, the company was informed that EuroAtlantic had not paid the owner of the aircraft used, resulting in the order not to use it. In response to this situation, LAM said it had made every effort to carry out the flight, which ended up taking place on Sunday, January 14, using an aircraft from another operator.

EuroAtlantic, LAM’s partner in resuming the route between Maputo and Lisbon after a 12-year hiatus, has yet to comment on the matter, despite attempts to contact Lusa. Faced with this situation, the Mozambican state carrier has provided accommodation for the passengers affected and granted refunds to those who chose not to continue on the flight.

The Maputo-Lisbon route, resumed by LAM on December 12, is operated by a Boeing 777 with 302 seats, in partnership with EuroAtlantic. This route is part of LAM’s revitalization plan, after the management of the company was taken over by South Africa’s Fly Modern Ark (FMA) in April last year for a restructuring process.

LAM’s return to flights to Lisbon is an important step for the company, but recent setbacks highlight the challenges faced in the process of revitalizing and expanding operations. The company remains committed to offering quality services and regaining its position in the international air market.

Altona torna-se oficialmente accionista maioritária do Projecto Monte Muambe Rare Earths em Moçambique

Altona torna-se oficialmente accionista maioritária do Projecto Monte Muambe Rare Earths em Moçambique

A Altona Rare Earths alcançou um marco significativo no último trimestre de 2023, ao aumentar sua participação no projecto Monte Muambe, em Moçambique, de 20% para 51%. No entanto, a formalização desse aumento estava sujeita à aprovação das autoridades locais.

A empresa com sede em Londres anunciou que o Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique aprovou a elevação da participação da Altona Rare Earths no projecto. Com isso, a Altona tornou-se a accionista maioritária da empresa local responsável pelo empreendimento.

Em Junho de 2021, a Altona havia firmado um acordo que lhe concedia a opção de adquirir até 70% de participação no projecto mediante a realização de determinadas obras. Agora, após a publicação de uma estimativa inicial de recursos minerais e a conclusão de um estudo exploratório, a empresa alcançou a marca de 51% de participação. Para atingir os 70%, a Altona agora planeia conduzir um estudo de viabilidade.

A Altona também está aguardando outra aprovação regulatória referente a um pedido de licença mineira submetido às autoridades locais em Dezembro passado. Caso esse pedido seja aprovado, a Altona terá a oportunidade de operar o projecto Monte Muambe, que tem capacidade para fornecer anualmente 15.000 toneladas de carbonato misto de terras raras ao longo de 18 anos.

A ascensão da Altona Rare Earths para a posição de accionista maioritária no projecto Monte Muambe representa um passo significativo para a empresa e destaca o potencial do sector de terras raras em Moçambique. A empresa está comprometida em continuar a desenvolver e expandir suas operações neste campo promissor, contribuindo assim para o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável do país.

Altona officially becomes majority shareholder of Monte Muambe Rare Earths Project in Mozambique

Altona torna-se oficialmente accionista maioritária do Projecto Monte Muambe Rare Earths em Moçambique

Altona Rare Earths reached a significant milestone in the last quarter of 2023 by increasing its stake in the Monte Muambe rare earths project in Mozambique from 20% to 51%. However, the formalization of this increase was subject to the approval of the local authorities.

The London-based company announced that Mozambique’s Ministry of Mineral Resources and Energy had approved the increase in Altona Rare Earths’ stake in the project. With this, Altona became the majority shareholder of the local company responsible for the project.

In June 2021, Altona had signed an agreement granting it the option to acquire up to a 70% stake in the project upon completion of certain works. Now, following the publication of an initial mineral resource estimate and the completion of an exploratory study, the company has reached the 51% stake mark. To reach 70%, Altona now plans to conduct a feasibility study.

Altona is also awaiting another regulatory approval regarding a mining license application submitted to the local authorities last December. If this application is approved, Altona will have the opportunity to operate the Monte Muambe project, which has the capacity to supply 15,000 tons of mixed rare earth carbonate annually over 18 years.

Altona Rare Earths’ ascension to the position of majority shareholder in the Monte Muambe project represents a significant step for the company and highlights the potential of the rare earths sector in Mozambique. The company is committed to continuing to develop and expand its operations in this promising field, thus contributing to the country’s economic growth and sustainable development.

Banco de Moçambique (BdM): exportações de tabaco tiveram uma queda de 25% em 2023

Banco de Moçambique (BdM): exportações de tabaco sofrem queda de 25% nos primeiros nove meses de 2023

O mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique (BdM) revelou que as exportações de tabaco do país registaram uma queda significativa de 25%, totalizando 49,3 milhões de dólares nos primeiros nove meses de 2023. Comparativamente, no mesmo período de 2022, as exportações renderam mais de 66,4 milhões de dólares. Essa diminuição no valor exportado em 2023 é atribuída a uma série de factores tanto internos quanto externos.

O relatório do BdM destaca que a queda nas exportações de tabaco ocorreu em meio a um cenário marcado por desafios internos e externos. Esses desafios podem incluir questões relacionadas ao mercado global de tabaco, flutuações nas taxas de câmbio, demanda variável e questões climáticas que afectam a produção.

Um dado interessante é que, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em 2023, Moçambique possui a 8ª maior área de cultivo de tabaco do mundo, com cerca de 91,4 mil hectares. Esse dado evidencia a importância da cultura do tabaco para a economia do país, tornando ainda mais relevante a análise das causas por trás da queda nas exportações.

Além disso, o relatório do BdM aponta que, no mesmo período, o déficit da balança comercial moçambicana apresentou uma redução significativa de 86,7%, totalizando 634,4 milhões de dólares. Essa melhoria foi influenciada principalmente pela redução nas importações, o que pode indicar um ajuste no equilíbrio comercial do país.

Esses números demonstram a importância de uma análise cuidadosa do cenário económico e dos factores que impactam as exportações moçambicanas. O BdM continuará monitorando esses indicadores de perto, pois eles desempenham um papel crucial no contexto económico do país.

Bank of Mozambique (BdM): tobacco exports fell by 25% in 2023

Banco de Moçambique (BdM): exportações de tabaco sofrem queda de 25% nos primeiros nove meses de 2023

The latest statistical report from the Bank of Mozambique (BdM) revealed that the country’s tobacco exports fell by a significant 25% to 49.3 million dollars in the first nine months of 2023. In comparison, in the same period of 2022, exports brought in more than 66.4 million dollars. This decrease in the value exported in 2023 is attributed to a series of factors, both internal and external.

The BoM report highlights that the drop in tobacco exports occurred amid a scenario marked by internal and external challenges. These challenges can include issues related to the global tobacco market, fluctuations in exchange rates, variable demand and climatic issues affecting production.

An interesting fact is that, according to a World Health Organization (WHO) report released in 2023, Mozambique has the 8th largest tobacco-growing area in the world, with around 91,400 hectares. This data highlights the importance of tobacco growing for the country’s economy, making it even more relevant to analyze the causes behind the drop in exports.

In addition, the BdM report points out that in the same period, the Mozambican trade balance deficit showed a significant reduction of 86.7%, totaling 634.4 million dollars.

This improvement was mainly influenced by the reduction in imports, which may indicate an adjustment in the country’s trade balance.

These figures demonstrate the importance of careful analysis of the economic scenario and the factors that impact Mozambican exports. The BdM will continue to monitor these indicators closely, as they play a crucial role in the country’s economic context.

Moçambique canalizou 29,5 milhões de euros na primeira emissão de obrigações do tesouro de 2024

Moçambique canalizou 29,5 milhões de euros na primeira emissão de obrigações do tesouro de 2024

A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) anunciou hoje que o Estado moçambicano captou com sucesso 2 mil milhões de meticais (equivalente a 29,5 milhões de euros) na sua primeira emissão de Obrigações do Tesouro (OT) de 2024.

Segundo a BVM, a procura global pela emissão atingiu 2,7 mil milhões de meticais (cerca de 38,8 milhões de euros), resultando numa relação procura/oferta de 123,61%. As propostas dos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro reflectiram uma taxa mínima de 17,25% e uma máxima de 21%, com uma maturidade de cinco anos.

Os dados compilados pela Bolsa de Valores de Moçambique revelam que, ao longo de 2023, foram realizadas 14 emissões de Obrigações do Tesouro, incluindo reaberturas de emissões programadas. Estas emissões tinham maturidades de até dez anos e apresentavam juros variando entre 17% e 19%. Este esforço resultou no uso de aproximadamente 80% do limite legal de endividamento por Obrigações do Tesouro.

Anteriormente, o Governo moçambicano aprovou a Estratégia de Gestão da Dívida Pública 2023-26, que visa orientar as opções de endividamento nos próximos anos. O objectivo é “restringir os limites para os indicadores de sustentabilidade da dívida na contratação de créditos”, conforme declarado pelas autoridades.

A bem-sucedida emissão de Obrigações do Tesouro reflete a confiança dos investidores no mercado moçambicano e a capacidade do governo de cumprir as suas obrigações financeiras. Este movimento também oferece uma oportunidade para o Estado financiar os seus projectos e programas de desenvolvimento, contribuindo assim para o crescimento económico do país.

Mozambique channels 29.5 million euros in first treasury bond issue for 2024

Moçambique canalizou 29,5 milhões de euros na primeira emissão de obrigações do tesouro de 2024

The Mozambique Stock Exchange (BVM) announced today that the Mozambican state has successfully raised 2 billion meticais (equivalent to 29.5 million euros) in its first issue of 2024 Treasury Bonds (OT).

According to BVM, overall demand for the issue reached 2.7 billion meticais (around 38.8 million euros), resulting in a demand/supply ratio of 123.61%. The bids from Specialized Treasury Bond Operators reflected a minimum rate of 17.25% and a maximum of 21%, with a maturity of five years.

The data compiled by the Mozambique Stock Exchange shows that, throughout 2023, 14 Treasury Bond issues were made, including reopenings of scheduled issues. These issues had maturities of up to ten years and carried interest rates ranging from 17% to 19%. This effort resulted in approximately 80% of the legal debt limit being used for Treasury Bonds.

Earlier, the Mozambican government approved the Public Debt Management Strategy 2023-26, which aims to guide debt options in the coming years. The aim is to “tighten the limits for debt sustainability indicators when contracting credits”, as stated by the authorities.

The successful issue of Treasury Bonds reflects investor confidence in the Mozambican market and the government’s ability to meet its financial obligations. This move also provides an opportunity for the state to finance its development projects and programs, thus contributing to the country’s economic growth.

Banco Central alerta para os riscos do sector financeiro moçambicano 

Banco Central alerta para os riscos do sector financeiro moçambicano

O ano de 2023 testemunhou a consolidação da recuperação económica em Moçambique, impulsionado pela melhoria da demanda externa e pelo avanço de projectos energéticos. No entanto, apesar desse desempenho positivo, o sistema financeiro do país enfrenta vulnerabilidades que podem afectar sua estabilidade.

O crescimento económico observado em 2023 reflete a contínua melhoria da demanda externa e a implementação bem-sucedida de projectos energéticos em Moçambique. Esse contexto favorável contribuiu para manter um nível moderado de risco sistémico no país, apesar das vulnerabilidades existentes no ambiente doméstico e internacional.

Apesar do desempenho positivo, o sistema financeiro moçambicano enfrenta desafios que podem impactar sua estabilidade. Entre as principais vulnerabilidades identificadas estão a instabilidade militar no Norte de Cabo-Delgado, factores climáticos adversos e o nível de endividamento do sector público. Esses elementos representam riscos significativos para a estabilidade financeira do país, exigindo atenção e medidas para mitigar seus impactos.

A instabilidade militar na região de Cabo-Delgado tem sido uma preocupação, afectando não apenas a segurança, mas também a estabilidade económica da área. Além disso, eventos climáticos extremos, como ciclones e secas, representam desafios adicionais, especialmente para as comunidades vulneráveis e para os sectores agrícola e de infra-estrutura.

Outro ponto de atenção é o nível de endividamento do sector público, que precisa ser gerenciado com cautela para evitar pressões sobre as finanças do governo e do sistema financeiro como um todo. A busca por um equilíbrio entre o financiamento de projectos de desenvolvimento e a sustentabilidade da dívida é crucial para a estabilidade económica de longo prazo.

Diante desses desafios, é fundamental que as autoridades económicas e financeiras adoptem medidas proativas para fortalecer a resiliência do sistema financeiro e garantir um ambiente económico estável e sustentável para o futuro de Moçambique.

Central Bank warns of risks in Mozambique’s financial sector

Banco Central alerta para os riscos do sector financeiro moçambicano

The year 2023 witnessed the consolidation of Mozambique’s economic recovery, driven by improved external demand and the advancement of energy projects. However, despite this positive performance, the country’s financial system faces vulnerabilities that could affect its stability.
The economic growth seen in 2023 reflects the continued improvement in external demand and the successful implementation of energy projects in Mozambique. This favorable context has contributed to maintaining a moderate level of systemic risk in the country, despite the existing vulnerabilities in the domestic and international environment.
Despite the positive performance, the Mozambican financial system faces challenges that could impact its stability. Among the main vulnerabilities identified are military instability in northern Cabo Delgado, adverse climatic factors and the level of public sector indebtedness. These elements pose significant risks to the country’s financial stability, requiring attention and measures to mitigate their impacts.

Military instability in the Cabo Delgado region has been a concern, affecting not only security, but also the economic stability of the area.
In addition, extreme weather events, such as cyclones and droughts, pose additional challenges, especially for vulnerable communities and the agricultural and infrastructure sectors.Another point of attention is the level of public sector indebtedness, which needs to be managed carefully to avoid pressure on government finances and the financial system as a whole.The search for a balance between financing development projects and debt sustainability is crucial for long-term economic stability.Faced with these challenges, it is essential that the economic and financial authorities adopt proactive measures to strengthen the resilience of the financial system and ensure a stable and sustainable economic environment for Mozambique’s future.