Saturday, September 26, 2026
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Bento Machaila: “Incentivamos a formação de consórcios para adesão aos Mega-Projectos”

Bento Machaila

Numa grande entrevista ao Profile, o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros – FME, Bento Machaila, destaca os vários papéis desempenhados pela agremiação ao nível do sector de obras públicas.

Profile Mozambique: Em jeito de começo, pode descrever o que é a Federação Moçambicana de Empreiteiros e qual é a sua relevância no sector da construção?

 Bento Machaila: A Federação Moçambicana de Empreiteiros é uma organização que congrega associações de empreiteiros de todas as províncias de Moçambique, permitindo a associação de todas as empresas de construção, quer nacionais, assim como estrangeiras, desde que operem no território nacional. A Confederação Moçambicana de Empreiteiros é também um parceiro do Governo, tendo, portanto, participação e representação na Comissão de Licenciamento de Empreiteiros que está subordinada ao Ministério das Obras Públicas.

A relevância da FME no domínio do sector da construção é bastante significativa. Através da sua actuação, a FME contribui para a promoção de boas práticas no sector através da promoção da concorrência justa e a melhoria da qualidade das obras realizadas no país.

PM: Que avaliação podemos fazer do actual panorama das empresas de construção civil em Moçambique, levando em consideração o contexto financeiro do país?

BM: A actividade de empreiteiros é desenvolvida através de contratos de prestação de serviços. O Estado é o principal contratante dos empreiteiros, pois precisa construir escolas, hospitais, centros de saúde, sistemas de abastecimento de água, sistemas de fornecimento de energia, entre outros serviços. No entanto, como sabemos, o Estado moçambicano tem enfrentado problemas financeiros, resultando na dificuldade em financiar a maioria dos projectos sociais. Quando temos um Estado como cliente base no sector da construção a enfrentar problemas financeiros, teremos, de forma imediata, um decréscimo em termos de crescimento do próprio sector. Portanto, a capacidade técnica e financeira das empresas do sector ainda não está no nível desejado. 

PM: Quais são as principais barreiras enfrentadas pelas empresas do ramo de construção em relação à contratação para projectos de infraestrutura em Moçambique?

BM: Primeiramente, é preciso referenciar que estamos em uma economia de mercado onde sobrevivem os mais fortes, e os mais fracos, naturalmente são sufocados. Acredito que a principal barreira seja a ausência de protecção do Estado para com as empresas nacionais. A protecção seria o Estado garantir a igualdade de critérios nos concursos públicos. Sucede que o Estado, favorece empresas estrangeiras. No âmbito da contratação estatal para a execução de obras públicas, selecionam empresas que dispõem de condições financeiras para a execução completa da obra. Essa estratégia, de certa forma, elimina empreiteiros nacionais da concorrência porque não temos empresas nacionais com a capacidade de custear uma obra de grande dimensão até sua finalização sem a alocação dos recursos do Estado. O Estado devia permitir que as empresas concorressem em pé de igualdade. Repito, proteger não é favorecer. Em todo o mundo, o que é nacional deve ser protegido. Porque as empresas que vêm de fora são agressivas em termos de capacidade de investimento e quando não há protecção, corremos o risco de eliminar empresas nacionais do mercado.

PM: Ajuste directo: Ajuste directo tornou-se uma das principais preocupações dos empreiteiros. Que intervenções têm sido feitas pela FME no sentido de tornar as contratações mais justas?

BM: Há 12 anos, começamos um processo de negociação com o Estado para garantir por lei que projectos acima de 100 milhões de meticais obriguem as empresas vencedoras a subcontratar empresas nacionais em pelo menos 20%. Isso visa permitir que empresas que não consigam acessar as grandes obras possam participar por meio da subcontratação. Quando começamos essa abordagem, o país estava planeando a construção da estrada circular e da ponte Maputo-Katembe. Começamos a fazer pressão para garantir a participação das empresas nacionais nesses projectos. No entanto, durante a execução desses projectos, não conseguimos assegurar a entrada efectiva das empresas nacionais.

Actualmente, existe um decreto que obriga a subcontratação de empresas nacionais para projectos avaliados com mais de 100 milhões de meticais, mas ainda há preocupações da Federação, pois não há muita clareza sobre as formas de contratação de pequenas e médias empresas pelas grandes empresas. Temos alertado o Estado por meio da Unidade Funcional de Supervisão de Aquisições, subordinada ao Ministério da Economia e Finanças, que se não prestarmos atenção aos mecanismos de subcontratação do empreiteiro principal, isso afectará a qualidade das obras públicas. O empreiteiro subcontratado, caso não seja contratado em condições justas, não terá capacidade para entregar uma obra de qualidade.

Um exemplo claro ocorreu durante a pandemia da Covid-19, quando houve a polémica na construção de sanitários nas escolas. O Estado fez ajuste directo a um grupo de empresas que por sua vez, subcontratou empresas nacionais, mas os valores pagos às empresas nacionais foi muito baixo, o que resultou em obras de baixa qualidade e abandono de algumas obras.  Portanto, se o Estado não prestar atenção aos preços praticados nas subcontratações, acabará prejudicado no resultado das obras.

PM: Que elementos justificam o nível da qualidade das obras públicas no país?

BM: A qualidade das obras está directamente ligada à parte financeira. O Estado tem adoptado um elemento bastante prejudicial para a adjudicação das obras, chamado “menor preço”, que está descrito no próprio decreto. Em uma situação em que dez empresas concorrem, primeiro são analisados elementos relacionados à capacidade técnica e experiência. Após essa análise, suponhamos que apenas cinco empresas tenham sido aprovadas no primeiro teste. A análise subsequente é sempre baseada no critério de menor preço.

Actualmente, estamos em um cenário em que empresas nacionais não conseguem ganhar obras públicas, inclusive as empresas que possuem experiência no mercado construtor. Quando surgem concursos e as empresas sabem que o critério para a conquista das obras, irá se basear na política do menor preço, acabam reduzindo os preços. Ao reduzir os preços de certeza que terão de recorrer a serviços de baixa qualidade ou, em algumas situações, a adendas que ultrapassam muitas vezes a margem de 25% estabelecida por lei.

Além disso, é importante considerar que os custos de construção devem analisados de acordo com as regiões. Construir na zona sul não é o mesmo que construir na zona Norte do país. Esses são elementos são descartados pelo Estado. Portanto, se quisermos infra-estruturas de qualidade, é necessário investir na qualidade

PM: Mega-projectos: será que temos hoje empresas de construção no domínio nacional, capazes de responder a demanda e exigências dos mega-projectos?

BM: Essa é uma pergunta muito pertinente. Primeiro, para as empresas acederem aos mega-projectos, têm enfrentado muitas barreiras. Vou dar um exemplo. Existem situações em que os mega-projectos exigem que as empresas concorrentes apresentem um volume de facturação de 50 milhões de dólares nos últimos três anos. Se retrocedermos aos últimos três anos, obviamente vamos chegar aos anos de 2020 e 2021, anos afectados pelos efeitos da pandemia da Covid-19 e posteriormente uma crise económica.

Nessas condições, é quase impossível que uma empresa tenha esse nível de facturação, e não estamos falando apenas de empresas nacionais, mas também de empresas estrangeiras que, por operarem no país há mais de dez anos e são consideradas nacionais. No âmbito dos mega-projectos, essas empresas enfrentam vários desafios, pois são impostas grandes exigências e níveis de certificação internacional que são impossíveis as empresas nacionais.

PM: Com base na importância da participação das empresas nacionais em grandes projetos e nas sabendo das limitações, quais estratégias a FME tem desenhado?

BM: A subcontratação continua sendo uma estratégia eficiente para essas situações, pois permite a participação de empresas nacionais em mega-projectos liderados por empresas internacionais. No entanto, também incentivamos a adesão aos consórcios como uma alternativa viável. Ao se agruparem, empresas com diferentes níveis de experiência e capacidade, podem se complementar, aumentando suas chances de responder aos requisitos exigidos e assim concorrer aos grandes investimentos.

PM: Quais são as expectativas da FME 2024, em termos de crescimento e influência no sector de construção em Moçambique?

BM: Como Presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros, temos grandes projectos para o presente ano. Primeiro devo destacar que tivemos eleições recentemente ao nível da Federação neste mandato, estamos focados na difusão do Decreto 79-2022, de 30 de Dezembro, que estabelece os mecanismos de contratação para obras públicas. Esta legislação traz inovações importantes para o sector da construção, o que representa um avanço significativo para a nossa federação e seus membros.

É importante destacar que estamos a enfrentar desafios no sector da construção, mas vemos esses desafios como oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Estamos a trabalhar no sentido de garantir a existência de práticas justas no sector, promovendo a transparência nos processos de contratação. Além disso, estamos empenhados em aumentar a participação dos empreiteiros nacionais em projectos de grande dimensão através da abertura dos membros em aderir aos consórcios.  Em resumo, as perspectivas para o sector da construção em Moçambique no presente ano, são promissoras.

 

Awards ceremony + employment

Cerimónia de premiação + emprego

Take part in the awards ceremony for the winning companies in the Company + EMPLOYMENT Campaign and the Woman Entrepreneur + EMPLOYMENT award.
The award aims to give visibility and recognition to SMEs in Cabo Delgado that value Social and Environmental Responsibility and Corporate Governance (ESG), promoting the employability of young people in the province and the community in which they operate and taking a stance of social and corporate responsibility.

Confirm your attendance by March 20, 2024. Places are limited!

Exness Seminar Maputo — March 23, 2024

Seminário Exness Maputo -- 23 de Março de 2024

On March 23, 2024, at 12 noon, Exnessportugues will hold an Exness seminar with the aim of providing valuable insights for professionals in the sector. The event will be attended by renowned experts who will share their knowledge and experience, addressing relevant and current topics in the financial market.

During the seminar, participants will have the opportunity to learn from the best professionals in the sector, obtain exclusive information on market trends and discuss effective trading strategies. In addition, the event will provide a unique platform for networking, allowing participants to interact with other professionals and expand their network of contacts.

Seasons Masterclass: Women of Value — April 04, 2024

Masterclass Seasons: Mulheres de Valor -- 04 de Abril de 2024

The Seasons Masterclass: Women of Value will be held on April 4 at 9 a.m. at the Glória Hotel Conference Center, with the aim of providing valuable insights into the various business segments.

The event will feature speakers:

Dr. Verónica Macamo
Dr. Ivete Mafundza
Dr. Josina Machel.

Participation:

Normal Ticket: 1800MT

Student Tickets: 1000mt.

contacts: 858918513

Business mission to Lisbon and Porto, April 4-5, 2024

Missão empresarial para Lisboa e Porto, 04 a 05 de Abril de 2024

Join the business mission to Lisbon and Porto and explore business opportunities and partnerships with Portuguese entrepreneurs, focusing on the following sectors:

– Oil and Gas
– Agro-industry
– Transport and Logistics
– Finance and Services
– Tourism
– Renewable energy

Main events
Company visits by sector – April 4th
Sector round tables – April 4th
Business to Business (B2B) – April 5th
Business Forum – April 5th

Access Bank Mozambique anuncia a abertura do programa de graduados 2024

Access Bank Mozambique anunciou a abertura do programa de graduados 2024

O Access Bank Mozambique anunciou o lançamento da quarta edição do seu Programa de Graduados, com o objectivo de atrair os melhores talentos recém-licenciados e oferecer-lhes uma oportunidade única de iniciar uma carreira promissora na indústria bancária.

Este ano, o programa visa seleccionar 20 recém-licenciados para participar de uma jornada de aprendizagem e crescimento, que inclui uma passagem pela prestigiada School of Banking Excellence, na Nigéria. As candidaturas estão abertas até 15 de Março e os candidatos passarão por um rigoroso processo de selecção, incluindo um exame em inglês composto por testes psicotécnicos, teóricos e práticos.

Os seleccionados terão a oportunidade de embarcar em uma estadia de seis meses na Nigéria, onde serão imersos em uma formação abrangente e prática no sector bancário. No ano passado, nove colaboradores regressaram do programa com experiências enriquecedoras para partilhar, e actualmente, mais 14 colaboradores estão a completar o programa na Nigéria, com regresso previsto para a segunda quinzena de Abril.

Marco Abalroado, administrador-delegado do Access Bank Mozambique, destacou que o programa está aberto a todos os recém-graduados proativos e ambiciosos que desejem trilhar uma carreira de sucesso no sector bancário. Ele convida os interessados a aproveitarem esta oportunidade única de moldar um futuro sólido e conhecer as melhores práticas do mercado financeiro.

Os interessados em candidatar-se ao Programa de Graduados deste ano devem enviar a sua candidatura para o e-mail hrrecruitment.moz@accessbankplc.com. Mais informações podem ser encontradas nas redes sociais do banco.

AMER pretende garantir que até 2030, 19 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia

AMER pretende garantir que até 20230, 19 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia

A Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) pretende em garantir que 19 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia fora da rede até 2030, o que representa cerca de 48% da população do país.

Durante a abertura do primeiro Fórum Bienal de Energia Fora da Rede, o presidente da AMER, Ricardo Pereira, destacou a colaboração da associação com o governo e outros parceiros para facilitar o acesso à electrificação em áreas remotas. A AMER actua como elo entre o governo, o sector privado e os parceiros multilaterais, buscando as melhores condições de electrificação para as comunidades.

Actualmente, a taxa de electrificação em Moçambique é de 51%, mas a AMER garante estar a trabalhar no sentido de alterar esse cenário nos próximos sete anos, conectando mais pessoas à rede eléctrica. As províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado são as que apresentam as taxas mais baixas de electrificação e serão o ponto da atenção da associação.

Vale referir que o Fórum Bienal de Energia Fora da Rede, é um evento organizado pela AMER em parceria com a Unidade Integrada de Planificação e Cooperação para a Electrificação, reúne mais de 90 participantes, incluindo financiadores e dirigentes de entidades do sector energético. O evento está a decorrer em Maputo, desde o dia 26 de Fevereiro e termina hoje, 27 de Fevereiro.

Banco de Moçambique lança mais uma edição para regularização de fintechs

Foi lançado pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no mês de Janeiro, a 5ª edição do Sandbox Regulatório que tem como o objectivo promover a criação e regularização de fintechs.

As fintechs são empresas que buscam inovar na oferta de serviços financeiros em formatos inteiramente digitais. Estes usam a tecnologia para melhorar e/ou revolucionar serviços financeiros tradicionais, como pagamentos, transferências, investimentos e gestão de dinheiro.

Com o Sandbox Regulatório, o Banco de Moçambique tem como objectivo dar resposta aos desafios colocados pela inovação tecnológica nos serviços financeiros, sem dispensar os desafios ligados à mitigação de riscos, à estabilidade financeira, à proteção dos consumidores e ao comportamento dos mercados, segundo referiu o governador.

“A criação de condições que favoreçam a inovação tecnológica não deve negligenciar os desafios ligados à mitigação de riscos, estabilidade financeira, protecção do consumidor e conduta do mercado”, lê-se em nota da sua intervenção no âmbito do lançamento da quinta edição.

O lançamento aconteceu nas instalações do Sandbox, onde o governador do banco central, Rogério Zandamela, inicialmente parabenizou as cinco fintechs aprovadas na edição anterior do Sandbox: uma plataforma de intermediação financeira, dois agregadores de pagamentos e duas plataformas de gestão de grupos de poupança e crédito rotativo.

Da edição anterior, quatro empresas não avançaram por não reunirem as condições necessárias para a realização de testes em ambiente real, com a segurança exigida, perante a situação, o governador manifestou o seu incentivo para que estes continuem a participar em futuras edições.

Para a quinta edição, mais de 15 fintechs foram inscritas, sendo áreas a serem exploradas pelos participantes o agenciamento bancário, credit scoring, plataforma de gestão de microcréditos, sistema digital de gestão de finanças pessoais, agregador de pagamentos e criptomoedas.

Para o vice-presidente da Associação das Fintechs de Moçambique (FINTECH.MZ), Carlos Mondle, os resultados obtidos com a edição anterior do Sandbox Regulatório, bem como o lançamento desta 5ª edição, mostraram-se positivos, afirmando que 2024 é o ano da mudança, pois estas fintechs trazem novas soluções disruptivas para o sistema financeiro.

Na mesma ocasião, Teotónio Comiche, presidente da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), felicitou o Banco de Moçambique pela iniciativa e disse que gostaria de ver nas próximas edições um Sandbox específico para os mercados de capitais e seguros.

As cinco fintechs aprovadas na 4ª edição receberam certificados de participação das mãos de Rogério Zandamela e estão agora habilitadas a obter uma licença do Banco de Moçambique para disponibilizar os seus produtos no mercado. Trata-se da Tablu Tecnologias, Hivieoline, Tesy Investments, Volet e Speranza.

O Sandbox Regulatório enquadra-se no âmbito da implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2016-2022), que tem como objectivo, entre outros, aumentar o nível de acesso e utilização dos serviços financeiros pela população moçambicana.

As edições anteriores do Sandbox Regulatório, resultaram na aprovação de mais de doze fintechs e, destas, duas empresas já foram licenciadas pelo Banco de Moçambique, encontrando-se a operar no mercado, explorando serviços de iniciação de pagamentos e serviços de transferência de fundos.

Adicionalmente a estas duas, três fintechs já apresentaram pedidos de autorização e as restantes sete estão a preparar a documentação necessária para apresentar os seus pedidos de autorização.

Participaram no evento os membros do Conselho de Administração do Banco de Moçambique e da Comissão de Acompanhamento do Projeto Sandbox Regulatório, bem como os parceiros do projeto, nomeadamente a AMB e a FINTECH.MZ, representantes de instituições financeiras e membros das fintechs participantes.

Bank of Mozambique launches another edition to regularize fintechs

In January, the Governor of the Bank of Mozambique, Rogério Zandamela, launched the 5th edition of the Regulatory Sandbox, which aims to promote the creation and regularization of fintechs.

Fintechs are companies that seek to innovate in offering financial services in entirely digital formats. They use technology to improve and/or revolutionize traditional financial services such as payments, transfers, investments and money management.

With the Regulatory Sandbox, Banco de Moçambique aims to respond to the challenges posed by technological innovation in financial services, without dismissing the challenges linked to risk mitigation, financial stability, consumer protection and market behavior, according to the governor.

“The creation of conditions that favor technological innovation must not neglect the challenges linked to risk mitigation, financial stability, consumer protection and market conduct,” reads a note from his speech at the launch of the fifth edition.

The launch took place at the Sandbox premises, where the governor of the central bank, Rogério Zandamela, initially congratulated the five fintechs approved in the previous edition of the Sandbox: a financial intermediation platform, two payment aggregators and two platforms for managing savings groups and revolving credit.

From the previous edition, four companies didn’t go ahead because they didn’t meet the necessary conditions to carry out tests in a real environment, with the required security. In view of this situation, the governor expressed his encouragement for them to continue participating in future editions.

For the fifth edition, more than 15 fintechs have registered, and the areas to be explored by the participants are banking agency, credit scoring, microcredit management platform, digital personal finance management system, payment aggregator and cryptocurrencies.

For the vice-president of the Association of Fintechs of Mozambique (FINTECH.MZ), Carlos Mondle, the results obtained with the previous edition of the Regulatory Sandbox, as well as the launch of this 5th edition, were positive, stating that 2024 is the year of change, as these fintechs bring new disruptive solutions to the financial system.

On the same occasion, Teotónio Comiche, president of the Mozambican Banking Association (AMB), congratulated the Bank of Mozambique on the initiative and said that he would like to see a specific Sandbox for the capital and insurance markets in future editions.

The five fintechs approved in the 4th edition received certificates of participation from Rogério Zandamela and are now eligible to obtain a license from the Bank of Mozambique to make their products available on the market. These are Tablu Tecnologias, Hivieoline, Tesy Investments, Volet and Speranza.

The Regulatory Sandbox is part of the implementation of the National Financial Inclusion Strategy (2016-2022), which aims, among other things, to increase the level of access to and use of financial services by the Mozambican population.

Previous editions of the Regulatory Sandbox have resulted in the approval of more than twelve fintechs and, of these, two companies have already been licensed by the Bank of Mozambique and are operating in the market, operating payment initiation services and money transfer services.

In addition to these two, three fintechs have already submitted applications for authorization and the remaining seven are preparing the necessary documentation to submit their applications for authorization.

The event was attended by members of the Board of Directors of Banco de Moçambique and the Monitoring Committee of the Regulatory Sandbox Project, as well as the project partners, namely AMB and FINTECH.MZ, representatives of financial institutions and members of the participating fintechs.

Transformação da agricultura de pequena escala através dos corredores de desenvolvimento pode acelerar o crescimento económico

Transformação da agricultura de pequena escala através dos corredores de desenvolvimento pode acelerar o crescimento económico

No âmbito da sessão realizada pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), sobre as potencialidades da agricultura de pequena escala através dos corredores de desenvolvimento, membros do governo e organizações da sociedade civil discutiram estratégias para potencializar a agricultura no país por meio da transformação dos corredores de transportes em corredores de desenvolvimento.

Américo Maluna, em suas notas de abertura, destacou a necessidade de olhar para o sector da agricultura com mais atenção, considerando-o um dos pontos centrais para o desenvolvimento do país.

“Apesar dos recursos minerais e hidrocarbonetos estarem no topo das discussões sobre o crescimento e desenvolvimento económico, não se pode negligenciar o papel e o lugar da agricultura neste processo”. Destacou.

A discussão sobre a transformação da agricultura de pequena escala, ocorre num cenário em que o sector registra a implementação de novas estratégias com vista a acelerar o crescimento e o grau de contribuição na economia do país.

Neste sentido, Ambrósio Sitoe, representante do Ministério dos Transportes e Comunicações, destacou uma série de actividades que o governo tem realizado, alinhadas aos 5 pilares de desenvolvimento. Sitoe, enfatizou que a transformação da agricultura de pequena não deve ser vista enquanto uma actividade exclusiva do Ministério dos Transportes e Comunicação, mas sim como actividade coordenada com o objectivo de promover resultados que impulsionem o desenvolvimento do país.

“O Ministério dos Transportes e Comunicações tem na sua agenda mobilidade, segurança rodoviária, acessibilidade, conectividade e reformas de setor, elementos que, na sua estrutura, centram-se em criar espaços de desenvolvimento. No entanto, é preciso entender que a transformação da agricultura de pequena escala em um motor de desenvolvimento não deve ser olhada apenas a partir do Ministério dos Transportes, mas sim como uma acção coordenada entre outras entidades.”

Ainda no âmbito do diálogo nacional, foi destacada a urgência em superar diversos os desafios enfrentados pela agricultura de pequena escala, com enfoque para a ausência de financiamento adequado aos pequenos agricultores, resultando numa barreira significativa, impedindo o desenvolvimento pleno desse sector vital para a economia do país.

Essa questão não se limita a simples concessão de empréstimos. Envolve também a criação de mecanismos e políticas que facilitem o acesso a linhas de crédito com condições favoráveis, como taxas de juros acessíveis e prazos adequados de pagamento.

“A ausência de financiamento a crédito para os pequenos agricultores é um dos principais desafios que enfrentamos. Precisamos desenvolver soluções que atendam às necessidades específicas desse grupo, garantindo acesso a linhas de crédito com condições favoráveis e promovendo o crescimento sustentável do sector agrícola de pequena escala.”  Representante da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.

Portanto, é essencial que o governo e as instituições financeiras trabalhem em conjunto para desenvolver soluções que atendam às necessidades específicas dos pequenos agricultores, promovendo assim o crescimento sustentável e inclusivo.