Sunday, April 26, 2026
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Análise do Desempenho do Sector Bancário em 2023

Análise do Desempenho do Sector Bancário em 2023

O sector bancário manteve-se sólido e resiliente durante o período em análise, com crescimento de resultados e níveis adequados de capitalização e liquidez, segundo o Boletim de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco de Moçambique, em Dezembro último. Entretanto, no que concerne à qualidade do activo, o rácio do crédito em incumprimento situou-se em cerca de 10%, acima do benchmark convencional de 5,0%.

Níveis de concentração do sector bancário

Em Junho de 2023, o Índice Herfindahl Hirschman (IHH) 10 dos activos, depósitos e crédito do sector bancário situou-se em 1.434, 1.605 e 1.286 pontos, respectivamente, mantendo-se a concentração do mercado no nível moderado.

As três instituições de crédito domésticas de importância sistémica (D-SIBs), designadamente BCI, BIM e Standard Bank, representavam conjuntamente 60,99%, 64,97% e 54,07% dos activos, depósitos e crédito, respectivamente, do sector bancário no período em análise.

Estrutura do balanço

No final do primeiro semestre de 2023, o activo total ascendeu a 887 mil milhões de meticais, representando um crescimento de 3,67% e 4,77% em relação a Dezembro e Junho de 2022, respectivamente.

Esta variação positiva, em relação ao período homólogo de 2022, foi motivada, essencialmente, pelo crescimento das disponibilidades em 136,56% e activos financeiros em 29,53%, atenuada pela queda das aplicações em instituições de crédito e outros activos em 65,47% e 24,86%, respectivamente.

Em termos de composição do activo, o sector bancário continuou a privilegiar o investimento em activos de elevada liquidez e rendibilidade.

Os activos considerados mais líquidos e de menor risco, constituídos pelas disponibilidades, aplicações em instituições de crédito e activos financeiros, representaram 49,96% do total do activo (47,09% em Dezembro de 2022 e 44,30% em Junho de 2022).

O crédito líquido de imparidades continua a representar uma parcela substancial do balanço do sector bancário, registando o peso de 31,68% (31,59% em Dezembro e 31,19% em Junho de 2022).

As rubricas “outros activos” e “activos tangíveis e intangíveis” representam 14,60% (17,17% em Dezembro de 2022 e 20,36% em Junho de 2022) e 3,77% (4,14%, em Dezembro de 2022 e 4,16%, em Junho de 2022) do activo, respectivamente.

Passivo e capitais próprios

No período em análise, o passivo total do sector bancário ascendeu a 731 mil milhões de meticais, representando uma expansão de 28,8 mil milhões de meticais (4,10%) face ao valor alcançado no período homólogo de 2022. Esta variação resultou, fundamentalmente, do aumento dos recursos em instituições de crédito em 19,2 mil milhões de meticais em relação ao período homólogo.

Os depósitos, no valor de 615,5 mil milhões de meticais (dos quais 76,12% em moeda nacional e os restantes em moeda estrangeira), constituem a maior fonte de captação de recursos das instituições de crédito e representam cerca de 84,25% do passivo total.

Os capitais próprios do sector bancário ascenderam a 155 mil milhões de meticais, representando um incremento de 8% em relação ao período homólogo do ano anterior. A variação anual desta rubrica deveu-se, basicamente, ao aumento dos resultados líquidos do exercício em 1,2 mil milhões de meticais, correspondente a 9%.

Indicadores de solidez financeira

A adequação de capital do sector bancário, face à exposição aos riscos económicos e financeiros, manteve-se sólida durante o primeiro semestre de 2023.

Neste contexto, o rácio de solvabilidade fixou-se em 23,33% (26,95% em Dezembro e 26,76% em Junho de 2022), muito acima do mínimo regulamentar (12,0%). Em relação ao período homólogo, esta variação foi proporcionada pelo incremento dos activos ponderados pelo risco em 7,51% e dos fundos próprios em 1,25%.

O rácio Tier 1/Activos ponderados pelo risco situou-se em 26,02% (27,52% em Dezembro e 27,33% em Junho de 2022), acima do mínimo regulamentar (10,0%), impulsionado pelo crescimento do Tier 1 em menores proporções que os activos ponderados pelo risco. Esta variação traduz-se numa menor cobertura do capital de superior qualidade sobre os activos ponderados pelo risco.

O rácio de alavancagem, outro indicador de adequação do capital, que fornece a indicação da dimensão em que os activos são financiados pelos capitais próprios, fixou-se em 12,72% contra 12,97% em Dezembro e 12,92% em Junho de 2022.

Qualidade de activos

A qualidade do activo, medida pela proporção do NPL sobre crédito total, manteve-se relativamente inalterada no período em análise. O rácio do NPL fixouse em 10,58%(8,97% em Dezembro e 10,02% em Junho de 2022), cifra acima do benchmark convencional de 5,0%.

A cobertura do NPL pelas provisões específicas aumentou, tendo transitado de 67,99% em Junho de 2022 para 70,61% em Junho de 2023, depois de 71,84% em Dezembro de 2022.

A nível sectorial, o Comércio registou em Junho último a maior parcela no total do NPL, com 30,50% (28,76% em Dezembro de 2022), seguido da Indústria, com 23,01% (21,53% em Dezembro de 2022), e Transportes e Comunicações, com 19,46% (20,38% em Dezembro de 2022), conforme o Gráfico 7.

Rendibilidade

No período em análise, o sector bancário continuou a registar lucros, pois os resultados líquidos do exercício aumentaram em 1,2 mil milhões de meticais fixando se em 14,6 mil milhões de meticais em Junho de 2023.

Esta variação é justificada, fundamentalmente, pelo incremento da margem financeira em 4,4 mil milhões de meticais.

Em geral, os principais indicadores de rendibilidade registaram valores relativamente superiores aos do período homólogo (Tabela 3).

A rendibilidade dos activos (ROA) fixouse em 4,64% e a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) registou o valor de 18,38%.

O rácio da margem financeira mostra que cerca de 69% do produto bancário provém,parcialmente, da actividade de intermediação financeira (captação de poupança e concessão de crédito).

O rácio cost-to-income situou-se em 54,42%, registando um aumento de 1,09 pontos percentuais em relação ao período homólogo, o que indicia uma ligeira redução da eficiência bancária.

Liquidez e gestão de fundos

Em Junho de 2023, os principais indicadores de liquidez mantiveram-se em níveis elevados, comparativamente ao período homólogo de 2022, o que permite assegurar a continuidade das operações de financiamento do sector bancário (Tabela 4).

O rácio de transformação dos depósitos em crédito situou-se em 49,35%, devido ao incremento do crédito em 5,24%, que superou o ritmo de crescimento dos depósitos, de 2,40%.

Enquanto isso, os depósitos continuaram a representar a principal fonte de financiamento do sector bancário, com um peso superior a 95,15% do total (98,76% em Dezembro e 98,02% em Junho de 2022), tendo as restantes fontes de recursos mantido um peso residual (Gráfico 9).

No que respeita à estrutura, 58,95% corresponde aos depósitos à ordem, 39,08% aos depósitos a prazo e 1,97% a outros depósitos. Tanto os depósitos à ordem como a prazo registaram aumentos equivalentes a 3% e 1%, respectivamente, quando comparados com o período homólogo de 2022, contribuindo, desta forma, para o contínuo reforço dos fluxos de financiamento do sector bancário.

Ranking do Sector Bancário

Entretanto, no ranking das 100 maiores empresas de Moçambique – 2023, o estudo conduzido pela KPMG Auditores e Consultores, SA, referente ao exercício económico de 2022, a análise sectorial indica que foi apurado como a melhor instituição financeira de Moçambique o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), com um Volume de Negócios de MZN 20,315 milhões.

Em linhas gerais, o sector bancário manteve-se sólido e resiliente, com crescimento de resultados e níveis adequados de capitalização e liquidez, o que favoreceu a prevalência do risco sistémico no nível moderado. Ainda assim, o sector continuou a registar riscos decorrentes do agravamento dos níveis da dívida pública e da subida do rácio de crédito em incumprimento (NPL).

Analysis of the Banking Sector’s Performance in 2023

Análise do Desempenho do Sector Bancário em 2023

The banking sector remained solid and resilient during the period under review, with growth in profits and adequate levels of capitalization and liquidity, according to the Financial Stability Bulletin released by the Bank of Mozambique last December. Meanwhile, in terms of asset quality, the non-performing loans ratio stood at around 10%, above the conventional benchmark of 5.0%.

Concentration levels in the banking sector

In June 2023, the Herfindahl Hirschman Index (HHI) 10 of the banking sector’s assets, deposits and credit stood at 1,434, 1,605 and 1,286 points respectively, with market concentration remaining at a moderate level.

The three systemically important domestic credit institutions (D-SIBs), namely BCI, BIM and Standard Bank, jointly accounted for 60.99%, 64.97% and 54.07% of the banking sector’s assets, deposits and credit, respectively, in the period under review.

Balance sheet structure

At the end of the first half of 2023, total assets amounted to 887 billion meticais, representing growth of 3.67% and 4.77% compared to December and June 2022, respectively.

This positive variation, compared to the same period in 2022, was essentially due to the growth in cash and cash equivalents of 136.56% and financial assets of 29.53%, mitigated by the fall in investments in credit institutions and other assets of 65.47% and 24.86%, respectively.

In terms of asset composition, the banking sector continued to focus on investing in highly liquid and profitable assets.

Assets considered more liquid and less risky, consisting of cash and cash equivalents, investments in credit institutions and financial assets, accounted for 49.96% of total assets (47.09% in December 2022 and 44.30% in June 2022).

Loans net of impairments continue to represent a substantial portion of the banking sector’s balance sheet, accounting for 31.68% (31.59% in December and 31.19% in June 2022).

The items “other assets” and “tangible and intangible assets” represent 14.60% (17.17% in December 2022 and 20.36% in June 2022) and 3.77% (4.14% in December 2022 and 4.16% in June 2022) of assets, respectively.

Liabilities and equity
In the period under review, the banking sector’s total liabilities amounted to 731 billion meticais, representing an increase of 28.8 billion meticais (4.10%) compared to the same period in 2022. This variation was fundamentally the result of the 19.2 billion meticais increase in resources at credit institutions compared to the same period in the previous year.

Deposits, amounting to 615.5 billion meticais (of which 76.12% in national currency and the rest in foreign currency), are the largest source of funding for credit institutions and represent around 84.25% of total liabilities.

The banking sector’s equity amounted to 155 billion meticais, an increase of 8% compared to the same period in the previous year. The annual variation in this item was basically due to the increase in net profits for the year of 1.2 billion meticais, corresponding to 9%.

Financial soundness indicators

The banking sector’s capital adequacy in relation to exposure to economic and financial risks remained solid during the first half of 2023.

In this context, the solvency ratio stood at 23.33% (26.95% in December and 26.76% in June 2022), well above the regulatory minimum (12.0%). Compared to the same period in the previous year, this variation was due to a 7.51% increase in risk-weighted assets and a 1.25% increase in own funds.

The Tier 1/Risk Weighted Assets ratio stood at 26.02% (27.52% in December and 27.33% in June 2022), above the regulatory minimum (10.0%), driven by the growth of Tier 1 in smaller proportions than risk weighted assets. This variation translates into lower coverage of higher quality capital over risk-weighted assets.

The leverage ratio, another indicator of capital adequacy, which gives an indication of the extent to which assets are financed by equity, stood at 12.72% compared to 12.97% in December and 12.92% in June 2022.

Asset quality
Asset quality, as measured by the ratio of NPLs to total loans, remained relatively unchanged in the period under review. The NPL ratio stood at 10.58% (8.97% in December and 10.02% in June 2022), above the conventional benchmark of 5.0%.

NPL coverage by specific provisions increased from 67.99% in June 2022 to 70.61% in June 2023, after 71.84% in December 2022.

At sector level, Trade had the largest share of the total NPL in June, with 30.50% (28.76% in December 2022), followed by Industry, with 23.01% (21.53% in December 2022), and Transport and Communications, with 19.46% (20.38% in December 2022), as shown in Graph 7.

Profitability

In the period under review, the banking sector continued to make a profit, as net profits for the year increased by 1.2 billion meticais to 14.6 billion meticais in June 2023.

This variation is fundamentally due to the 4.4 billion meticais increase in net interest income.

In general, the main profitability indicators were relatively higher than in the same period last year (Table 3).

Return on assets (ROA) stood at 4.64% and return on equity (ROE) was 18.38%.

The net interest income ratio shows that around 69% of banking income comes partly from financial intermediation (attracting savings and granting loans).

The cost-to-income ratio stood at 54.42%, an increase of 1.09 percentage points on the same period last year, indicating a slight reduction in banking efficiency.

Liquidity and fund management

In June 2023, the main liquidity indicators remained at high levels, compared to the same period in 2022, which ensures the continuity of the banking sector’s financing operations (Table 4).

The transformation ratio of deposits into credit stood at 49.35%, due to the 5.24% increase in credit, which outstripped the 2.40% growth rate in deposits.

Meanwhile, deposits continued to represent the banking sector’s main source of funding, accounting for over 95.15% of the total (98.76% in December and 98.02% in June 2022), with the remaining sources of funds maintaining a residual weight (Graph 9).

In terms of structure, 58.95% corresponds to demand deposits, 39.08% to term deposits and 1.97% to other deposits. Both demand and term deposits recorded increases equivalent to 3% and 1%, respectively, when compared to the same period in 2022, thus contributing to the continued strengthening of the banking sector’s funding flows.

Banking Sector Ranking

Meanwhile, in the ranking of the 100 largest companies in Mozambique – 2023, the study conducted by KPMG Auditores e Consultores, SA, referring to the 2022 financial year, the sectoral analysis indicates that Banco Comercial e de Investimentos (BCI), with a turnover of MZN 20.315 million, was found to be the best financial institution in Mozambique.

In general terms, the banking sector remained solid and resilient, with growth in results and adequate levels of capitalization and liquidity, which favoured the prevalence of systemic risk at the moderate level. Even so, the sector continued to face risks stemming from the worsening levels of public debt and the rise in the non-performing loans (NPL) ratio.

 Inflação anual reduz  para 5,30 % em Dezembro

Inflação anual reduz  para 5,30 % em Dezembro

Em Dezembro de 2023, a inflação mensal em Moçambique registou um abrandamento significativo em comparação ao mês anterior. Esse declínio é principalmente atribuído à redução nos preços de alguns produtos essenciais. Os ovos frescos tiveram uma queda de 3%, seguidos pelo sabão e limão, ambos com redução de 2%, e pelo peixe fresco, com uma diminuição de 1,5%. Esses dados indicam uma possível estabilidade nos preços dos alimentos, trazendo um alívio temporário para os consumidores moçambicanos.

A queda nos preços dos ovos frescos foi um dos principais impulsionadores desse declínio na inflação. Os ovos são uma fonte básica de proteína para muitos moçambicanos, e a redução de seu preço pode ter um impacto significativo no orçamento familiar. Além disso, a diminuição nos preços do sabão e limão também é relevante, pois esses produtos são essenciais para a higiene pessoal e limpeza doméstica.

No sector de alimentos, o peixe fresco também teve uma redução de preço, o que pode ser uma boa notícia para as comunidades costeiras que dependem da pesca como fonte de subsistência. A diminuição nos preços desses produtos básicos pode aliviar a pressão sobre os consumidores, especialmente em um momento em que muitas famílias estão lidando com os efeitos económicos da pandemia e de outros desafios.

Apesar desse alívio, é importante notar que a inflação ainda pode ser influenciada por outros factores. A instabilidade económica global, as flutuações nos preços das commodities e as políticas monetárias do país continuam a desempenhar um papel crucial na determinação dos níveis de inflação. Além disso, o impacto das condições climáticas e dos eventos climáticos extremos na produção agrícola e na oferta de alimentos também pode afectar os preços no mercado.

No contexto moçambicano, onde muitas pessoas dependem da agricultura e da pesca para subsistência, as variações nos preços dos alimentos têm um impacto directo na vida diária das pessoas. Portanto, o abrandamento da inflação, especialmente de itens básicos como alimentos e produtos de higiene, é uma notícia bem-vinda para muitos cidadãos. No entanto, é importante monitorar de perto os desenvolvimentos económicos e as políticas de preços para garantir que essa tendência seja sustentável e benéfica para toda a população.

Annual inflation falls to 5.30 % in December

Inflação anual reduz  para 5,30 % em Dezembro

In December 2023, monthly inflation in Mozambique slowed significantly compared to the previous month. This decline is mainly attributed to the reduction in the prices of some essential products. Fresh eggs fell by 3%, followed by soap and lemons, both down 2%, and fresh fish, down 1.5%. These figures indicate a possible stability in food prices, bringing temporary relief to Mozambican consumers.

The fall in the price of fresh eggs was one of the main drivers of this decline in inflation. Eggs are a basic source of protein for many Mozambicans, and the reduction in their price can have a significant impact on the family budget. In addition, the decrease in soap and lemon prices is also relevant, as these products are essential for personal hygiene and household cleaning.

In the food sector, fresh fish has also seen a reduction in price, which could be good news for coastal communities that depend on fishing as a source of livelihood. The decrease in the prices of these basic products can ease the pressure on consumers, especially at a time when many families are dealing with the economic effects of the pandemic and other challenges.

Despite this relief, it is important to note that inflation can still be influenced by other factors. Global economic instability, fluctuations in commodity prices and the country’s monetary policies continue to play a crucial role in determining inflation levels. In addition, the impact of climatic conditions and extreme weather events on agricultural production and food supply can also affect market prices.

In the Mozambican context, where many people depend on agriculture and fishing for their livelihoods, variations in food prices have a direct impact on people’s daily lives. Therefore, the slowdown in inflation, especially for basic items such as food and hygiene products, is welcome news for many citizens. However, it is important to closely monitor economic developments and pricing policies to ensure that this trend is sustainable and beneficial for the entire population.

O país precisa de 30 milhões de dólares para construção da nova ponte no rio Rovúbuè

O país precisa de 30 milhões de dólares para construção da nova ponte no rio Rovúbuè

Os estragos causados pelo ciclone Ana em 2021 comprometeram a estrutura da ponte sobre o Rio Rovúbuè, exigindo a construção de uma nova ponte no local, para garantir a segurança e fluidez do tráfego na região.

Um estudo realizado por engenheiros da área concluiu que a base dos pilares da ponte sobre o Rio Rovúbuè foi danificada pelo ciclone Ana, tornando a infra-estrutura incapaz de suportar o tráfego de veículos, tanto leves quanto pesados. A ponte é de grande importância económica, ligando directamente a cidade de Tete aos distritos produtivos e aos países vizinhos.

Para resolver a situação, o Governo moçambicano está buscando US$ 30 milhões para a construção de uma nova ponte na província de Tete. A informação foi divulgada pelo director-geral da Administração Nacional de Estradas – ANE, Elias Paulo, como parte dos esforços para retomar a ligação rodoviária com os países do hinterland e os distritos produtivos de Tete por meio da travessia do Rio Rovúbuè.

Paulo também destacou que o Governo está aguardando a aprovação de alguns parceiros para iniciar a construção ou reabilitação da ponte. A nova estrutura não apenas aliviaria a pressão sobre a Ponte Samora Machel, que está sobrecarregada, mas também contribuiria para o movimento de carga na região, considerando especialmente o transporte de carga pesada da Zâmbia e da RD Congo para o Porto da Beira.

Actualmente, apenas pedestres, motocicletas e triciclos podem utilizar a ponte sobre o Rio Rovúbuè, enquanto a circulação de veículos pesados foi retomada na Ponte Samora Machel, também em Tete, após uma semana de interdição. A paralisação causou prejuízos diários de US$ 200 para os caminhoneiros, devido ao aluguer de contêineres.

The country needs 30 million dollars to build a new bridge over the Rovúbuè River

O país precisa de 30 milhões de dólares para construção da nova ponte no rio Rovúbuè

The damage caused by Cyclone Ana in 2021 compromised the structure of the bridge over the River Rovúbuè, requiring the construction of a new bridge on the site to ensure the safety and smooth flow of traffic in the area.

A study carried out by engineers in the area concluded that the base of the pillars of the bridge over the River Rovúbuè was damaged by Cyclone Ana, making the infrastructure unable to support both light and heavy vehicle traffic. The bridge is of great economic importance, directly linking the city of Tete to the productive districts and neighboring countries.

To resolve the situation, the Mozambican government is seeking US$ 30 million to build a new bridge in Tete province. The information was released by the director-general of the National Roads Administration – ANE, Elias Paulo, as part of the efforts to resume the road connection with the hinterland countries and the productive districts of Tete via the Rovúbuè River crossing.

Paulo also pointed out that the government is awaiting approval from some partners to start building or rehabilitating the bridge. The new structure would not only relieve pressure on the Samora Machel Bridge, which is overloaded, but would also contribute to the movement of cargo in the region, especially considering the transportation of heavy cargo from Zambia and DR Congo to the Port of Beira.

Currently, only pedestrians, motorcycles and tricycles can use the bridge over the Rovúbuè River, while heavy vehicle traffic has resumed on the Samora Machel Bridge, also in Tete, after a week-long ban. The stoppage caused daily losses of US$200 for truck drivers, due to the rental of containers.

Comercialização de castanha de caju na Zambézia em 2023 obteve 7 Mil Toneladas abaixo da meta

Comercialização de castanha de caju na Zambézia em 2023 obteve 7 Mil Toneladas abaixo da meta

A província da Zambézia não alcançou a meta estabelecida para a comercialização de castanha de caju no ano passado. A meta era de 17 mil toneladas até Dezembro, mas apenas 10 mil toneladas foram comercializadas, resultando em uma diferença de 7 mil toneladas.

Apesar disso, a quantidade comercializada gerou receitas de mais de 330 milhões de meticais. A campanha, iniciada em Novembro do ano passado, terminará em Fevereiro, faltando ainda comercializar sete mil toneladas para atingir a meta planeada.

O delegado do Instituto Nacional de Amêndoas na Zambézia, Sifa António, acredita que a meta será alcançada devido ao aumento dos preços de compra e à disponibilidade do produto. Actualmente, um quilograma da castanha de caju ultrapassa os trinta e cinco meticais, ao contrário do ano anterior, quando era abaixo dos trinta meticais.

Na Zambézia, a comercialização da castanha de caju ocorre em doze distritos, com destaque para Mocuba, Pebane, Gilé e Mulevala como os principais produtores. Para a actual campanha, projeta-se uma produção de 160 mil toneladas, um aumento em relação às 157 mil toneladas da safra anterior (2022-2023).

Do total produzido, a região Norte do país, juntamente com a Província da Zambézia, contribuem com 120 mil toneladas entre Outubro e Janeiro, enquanto outras regiões produzem dez mil toneladas de Novembro a Março. A região Sul do país prevê uma produção de 30 mil toneladas entre Novembro e Abril.

Em relação aos aspectos fitossanitários, as previsões indicam um bom desempenho, com destaque para a região Norte, que alcançou 70% de floração, 25% de frutificação e 5% de maturação. Na região Centro, os números foram de 60%, 35% e 5%, respectivamente, enquanto no Sul foram de 60%, 35% e 5%.

A castanha de caju tem se destacado como um produto promissor no mercado global. As exportações de castanha de caju renderam US$ 53 milhões nos primeiros seis meses de 2023, mais do que o total do ano de 2022, tornando-se o principal produto agrícola exportado pelo país, segundo a Lusa.

Conforme o Boletim Anual da Balança de Pagamentos do Banco de Moçambique, em 2022, o país exportou US$ 562,3 milhões em produtos agrícolas, sendo US$ 51,7 milhões provenientes das exportações de castanha de caju. No primeiro trimestre de 2023, as exportações atingiram US$ 50,8 milhões, enquanto no segundo trimestre foram cerca de US$ 2,2 milhões.

Esse desempenho representa o melhor ano de vendas de castanha de caju por Moçambique, que oscilou entre US$ 14,8 milhões em 2018 e US$ 51,7 milhões no ano passado. Actualmente, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivem e vendam caju, empregando mais de 8.000 pessoas no sector de processamento.

Apesar dos desafios na comercialização, Moçambique exportou US$ 181,8 milhões em produtos agrícolas nos primeiros seis meses de 2023, representando menos de 5% do total de exportações do país, que atingiram quase US$ 3.715 milhões no mesmo período.

Marketing of cashew nuts in Zambézia in 2023 was 7 thousand tons below target

Comercialização de castanha de caju na Zambézia em 2023 obteve 7 Mil Toneladas abaixo da meta

The province of Zambézia did not reach the target set for the marketing of cashew nuts last year. The target was 17,000 tons by December, but only 10,000 tons were marketed, resulting in a shortfall of 7,000 tons.

Despite this, the quantity marketed generated revenues of more than 330 million meticais. The campaign, which began in November last year, will end in February, with 7,000 tons still to be marketed to reach the planned target.

The delegate of the National Almond Institute in Zambézia, Sifa António, believes that the target will be reached due to the increase in purchase prices and the availability of the product. Currently, a kilogram of cashew nuts costs more than thirty-five meticais, unlike last year, when it was less than thirty meticais.

In Zambézia, cashew nuts are sold in twelve districts, with Mocuba, Pebane, Gilé and Mulevala standing out as the main producers. For the current season, production is expected to reach 160,000 tons, up from 157,000 tons in the previous season (2022-2023).

Of the total produced, the northern region of the country, together with Zambézia Province, contribute 120,000 tons between October and January, while other regions produce 10,000 tons from November to March. The southern region of the country expects to produce 30,000 tons between November and April.

As far as phytosanitary aspects are concerned, the forecasts indicate a good performance, especially in the North, which reached 70% flowering, 25% fruiting and 5% ripening. In the Central region, the figures were 60%, 35% and 5%, respectively, while in the South they were 60%, 35% and 5%.

Cashew nuts have stood out as a promising product on the global market. Cashew nut exports brought in US$53 million in the first six months of 2023, more than the total for 2022, making it the country’s main agricultural export, according to Lusa.

According to the Bank of Mozambique’s Annual Balance of Payments Bulletin, in 2022 the country exported US$562.3 million in agricultural products, of which US$51.7 million came from cashew nut exports. In the first quarter of 2023, exports reached US$ 50.8 million, while in the second quarter they were around US$ 2.2 million.

This performance represents the best year for cashew nut sales by Mozambique, which ranged from US$ 14.8 million in 2018 to US$ 51.7 million last year. Currently, it is estimated that more than one million Mozambican families grow and sell cashews, employing more than 8,000 people in the processing sector.

Despite the challenges in marketing, Mozambique exported US$ 181.8 million in agricultural products in the first six months of 2023, representing less than 5% of the country’s total exports, which reached almost US$ 3,715 million in the same period.

Produção animal prevista para crescer 8% em 2024, destacando-se o sector pecuário e pesqueiro

Produção animal prevista para crescer 8% em 2024, destacando-se o sector pecuário e pesqueiro

O Plano Económico e Social – PESOE 2024 aponta para um crescimento significativo na produção animal neste ano, impulsionado por medidas de prevenção e controle de doenças, manejo sanitário e reprodutivo. A produção animal global está estimada em 203.221 toneladas, um aumento de 8% em relação a 2023 (187.309 toneladas), distribuídas em 5% para bovinos, 4% para suínos, 6% para pequenos ruminantes e 8% para aves.

Além disso, o PESOE projecta um crescimento de 8% na produção de carnes, com ênfase em suínos (15%) e ovinos (16%). No entanto, a produção de leite fresco por litro deverá sofrer uma queda significativa de 34%, totalizando 2.376.048 litros em 2024, em comparação com 3.606.831 litros em 2023.

No sector pesqueiro, prevê-se um aumento de 4% na produção em comparação com 2023, totalizando 508.804 toneladas, com 19,7 mil toneladas provenientes da pesca comercial, 479 mil toneladas da pesca artesanal e 9,7 mil toneladas da aquacultura. O governo destaca a importância desse crescimento para garantir a segurança alimentar e nutricional da população, com uma meta de consumo per capita de 21.7 quilogramas até o final do quinquénio.

Apesar desse aumento na produção, as exportações de produtos da pesca e aquacultura para 2024 estão previstas em cerca de 10.273 toneladas, representando uma redução de 25% em relação a 2023. O governo atribui essa redução a factores como restrições de acesso ao mercado europeu, condições globais de mercado e menor procura por licenciamento de unidades produtivas.

Para reverter essa tendência, o governo está fortalecendo o controle das capturas, intensificando a fiscalização durante o período de veda e em locais estratégicos, incentivando operadores a buscar novos mercados e diversificar a produção, além de melhorar a cadeia de valor do pescado e aderir ao licenciamento da actividade.

Prevê-se que o aumento das exportações de produtos de aquacultura, lagosta e caranguejo vivo, oriundos da pesca artesanal, resultará em um aumento futuro das exportações de pescado, com uma estimativa de arrecadação de cerca de US$ 60,9 milhões, a preços constantes de 2014, conforme indicado no documento.

Animal production expected to grow by 8% in 2024, with the livestock and fishing sectors standing out

Produção animal prevista para crescer 8% em 2024, destacando-se o sector pecuário e pesqueiro

The Economic and Social Plan – PESOE 2024 points to significant growth in animal production this year, driven by disease prevention and control measures, sanitary and reproductive management. Global animal production is estimated at 203,221 tons, an increase of 8% compared to 2023 (187,309 tons), distributed 5% for cattle, 4% for pigs, 6% for small ruminants and 8% for poultry.

In addition, PESOE projects an 8% growth in meat production, with an emphasis on pigs (15%) and sheep (16%). However, fresh milk production per liter is expected to fall by a significant 34% to 2,376,048 liters in 2024, compared to 3,606,831 liters in 2023.

In the fishing sector, a 4% increase in production is expected compared to 2023, totaling 508,804 tons, with 19,700 tons coming from commercial fishing, 479,000 tons from artisanal fishing and 9,700 tons from aquaculture. The government stresses the importance of this growth in ensuring the population’s food and nutritional security, with a per capita consumption target of 21.7 kilograms by the end of the five-year period.

Despite this increase in production, exports of fisheries and aquaculture products for 2024 are forecast at around 10,273 tons, representing a 25% reduction compared to 2023. The government attributes this reduction to factors such as restrictions on access to the European market, global market conditions and lower demand for licensing production units.

To reverse this trend, the government is strengthening catch control, stepping up inspections during the closed season and in strategic locations, encouraging operators to seek out new markets and diversify production, as well as improving the fish value chain and adhering to activity licensing.

It is expected that the increase in exports of aquaculture products, lobster and live crab from artisanal fishing will result in a future increase in fish exports, with an estimated collection of around US$ 60.9 million, at constant 2014 prices, as indicated in the document.