Thursday, June 4, 2026
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MIC and CTA prepare 10th council to monitor Mozambique’s business environment

Ambiente de Negócios

The Ministry of Industry and Trade (MIC) and the Confederation of Economic Associations (CTA) are finalizing the details for the 10th Business Environment Monitoring Council (CMAN) in Mozambique. The CMAN, which will be headed by the Prime Minister and will take place on Wednesday (17), is the highest management and monitoring body of the Public-Private Dialogue (PPD).

The main objective of CMAN is to assess the level of implementation of the follow-up matrix to the 18th Annual Private Sector Conference(CASP) and to discuss pertinent issues related to the business environment in Mozambique. The CMAN will be attended by ministers of economic affairs, national directors, CTA sectoral offices and cooperation partners.

According to the CTA, the CMAN is an opportunity for the private sector to clarify certain concerns, such as the payment of late invoices to state suppliers, the reimbursement of Value Added Tax (VAT), the tax burden, cases related to kidnappings, and access to finance, among other topics.
In addition to the preparations for CMAN, the CTA also shared with the Minister of Industry and Trade, Silvino Moreno, the details of the Business Mission to Lisbon and Porto, to be held between April 22 and 24. More than 80 Mozambican businesspeople will take part in the mission, mostly from the agro-industry, energy, tourism, transportation and logistics, finance and construction sectors.
During the mission, sessions are planned in the form of sectoral and focused round tables, with emphasis on the areas of Oil and Gas, Agro-industry, Transport and Logistics, Financial Services and Construction. Also planned are visits to enterprises, exhibitions of products and services, and a Portugal-Mozambique business forum on the theme “Internationalization of Portuguese Companies in the PALOP countries – the case of Mozambique”.
The Business Mission has the support of the Agency for the Promotion of Investments and Exports (APIEX), the Industrial Association of Portugal (AIP), the Mozambique-Portugal Chamber of Commerce (CCMP), the CPLP Business Confederation and the Agency for Investment and Foreign Trade of Portugal (AICEP).

ROMPCO apresenta GNL-R como alternativa para indústria energética

Gasoduto

O Gás Natural Liquefeito Regaseificado (GNL-R) transportado através do Gasoduto Moçambique-Secunda (MSP) da ROMPCO (Republic of Mozambique Pipeline Investments Company) é uma alternativa viável para os clientes industriais sul-africanos, afirmou Motlokwe Sebake, responsável pelos assuntos empresariais e comerciais da empresa.

Segundo o portal de notícias Engineering News, o GNL é um gás natural arrefecido até ao estado líquido para facilitar o seu transporte e armazenamento. Pode ser regaseificado no ponto de utilização e queimado como combustível para a produção de electricidade, aquecimento ou processos industriais. O GNL-R apresenta várias vantagens sobre o gás de gasoduto, incluindo emissões reduzidas, maior flexibilidade e menores custos de infra-estrutura.

A ROMPCO, uma joint venture entre os governos da África do Sul e Moçambique e a Sasol, opera um gasoduto de 865 quilómetros que transporta gás natural dos campos de Pande e Temane, em Moçambique, para os mercados de ambos os países.

Motlokwe Sebake explicou que o gasoduto abastece cerca de 90% da demanda de gás da África do Sul, principalmente para uso industrial. No entanto, prevê-se que o fornecimento de gás de Pande e Temane diminua nos próximos anos devido ao esgotamento dos campos.

Para enfrentar este desafio, a ROMPCO está a considerar ligar o GNL do terminal da Matola, em Moçambique, ao gasoduto ROMPCO. O terminal da Matola, que está a ser desenvolvido pela Beluluane Gas Company (BGC) e pela TotalEnergies, terá uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU) com capacidade para dois milhões de toneladas por ano (MTPA) de GNL.

“A ligação do abastecimento de GNL da Matola ao gasoduto ROMPCO aumentará a segurança do abastecimento energético sul-africano e garantirá que o MSP seja utilizado na sua capacidade máxima, tendo em conta o declínio dos campos de Pande e Temane,” comentou Motlokwe Sebake.

O GNL-R da ROMPCO é uma opção atraente para os clientes industriais sul-africanos, podendo complementar os esforços da África do Sul para fazer a transição para uma economia de baixo carbono e aumentar sua segurança energética.

ROMPCO presents LNG-R as an alternative for the South African energy industry

Gasoduto

Regasified Liquefied Natural Gas (LNG-R) transported through the Mozambique-Secunda Pipeline (MSP) by ROMPCO (Republic of Mozambique Pipeline Investments Company) is a viable alternative for South African industrial clients, said Motlokwe Sebake, the company’s head of corporate and commercial affairs.

According to the news portal Engineering News, LNG is natural gas that has been cooled to a liquid state to make it easier to transport and store. It can be regasified at the point of use and burned as a fuel for electricity generation, heating or industrial processes. LNG-R has several advantages over pipeline gas, including reduced emissions, greater flexibility and lower infrastructure costs.

ROMPCO, a joint venture between the governments of South Africa and Mozambique and Sasol, operates an 865-kilometer pipeline that transports natural gas from the Pande and Temane fields in Mozambique to markets in both countries.

Motlokwe Sebake explained that the pipeline supplies around 90% of South Africa’s gas demand, mainly for industrial use. However, the supply of gas from Pande and Temane is expected to decrease in the coming years due to the depletion of the fields.

To meet this challenge, ROMPCO is considering connecting LNG from the Matola terminal in Mozambique to the ROMPCO pipeline. The Matola terminal, which is being developed by Beluluane Gas Company (BGC) and TotalEnergies, will have a floating storage and regasification unit (FSRU) with a capacity of two million tons per annum (MTPA) of LNG.
“The connection of Matola’s LNG supply to the ROMPCO pipeline will increase the security of South Africa’s energy supply and ensure that the MSP is used to its maximum capacity, given the decline of the Pande and Temane fields,” commented Motlokwe Sebake.
ROMPCO’s LNG-R is an attractive option for South African industrial customers and can complement South Africa’s efforts to make the transition to a low-carbon economy and increase its energy security.

Galp patrocina primeira grande exposição de GPL em Moçambique

Galp

A Galp Moçambique está patrocinando a primeira edição da LPG Expo em Maputo, que acontece entre os dias 17 e 18 de Abril. A exposição coloca o Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) no centro das discussões sobre alternativas energéticas sustentáveis e seguras.

Segundo comunicado divulgado pelo Diário Económico nesta Terça-feira (16), o evento reflete o compromisso da Galp com o desenvolvimento sustentável, ao promover a substituição da biomassa por fontes energéticas menos poluentes. O uso do GPL representa um avanço significativo na melhoria da qualidade do ar e na proteção do meio-ambiente, reduzindo a dependência do carvão e da lenha, recursos ainda predominantes nas habitações moçambicanas.

O investimento da Galp no GPL não apenas promove a saúde pública, mas também busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater a desflorestação. A empresa tem feito investimentos estratégicos na cadeia de valor do GPL ao longo dos anos.

No evento, que é considerado o mais influente do sector na região Austral do continente africano, a Galp demonstrará a versatilidade de sua oferta e seu investimento em inovação. Destacam-se no portfólio da empresa as novas garrafas Pluma, consideravelmente mais leves do que as tradicionais, e a Pluma Inteligente, que, conectada a um aplicativo móvel, permite um controle mais eficaz do consumo.

“Com esta iniciativa, que pela primeira vez acontece em Moçambique, pretendemos mostrar a diversidade e inovação de nossos serviços. É uma oportunidade para solidificar nossa presença no mercado e reforçar nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável,” afirmou Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique.

A primeira edição da LPG Expo na África Austral promete ser um evento decisivo para o futuro do mercado de GPL, reunindo mais de 40 expositores e cerca de dois mil participantes regionais, com o objetivo de promover novas oportunidades e tendências no sector energético.

Galp sponsors first major LPG exhibition in Mozambique

Galp

Galp Moçambique is sponsoring the first edition of the LPG Expo in Maputo, which takes place on April 17th and 18th. The exhibition puts Liquefied Petroleum Gas (LPG) at the center of discussions on sustainable and safe energy alternatives.

According to a statement released by Diário Económico on Tuesday (16), the event reflects Galp’s commitment to sustainable development by promoting the replacement of biomass with less polluting energy sources. The use of LPG represents a significant step forward in improving air quality and protecting the environment, reducing dependence on coal and firewood, which still predominate in Mozambican homes.

Galp’s investment in LPG not only promotes public health, but also seeks to reduce greenhouse gas emissions and combat deforestation. The company has made strategic investments in the LPG value chain over the years.

At the event, which is considered the most influential in the sector in the southern region of the African continent, Galp will demonstrate the versatility of its offer and its investment in innovation. Highlights in the company’s portfolio include the new Pluma bottles, which are considerably lighter than the traditional ones, and the Pluma Inteligente, which, connected to a mobile app, allows for more effective control of consumption.

“With this initiative, which is taking place in Mozambique for the first time, we want to show the diversity and innovation of our services.
It is an opportunity to solidify our presence in the market and reinforce our commitment to sustainable development,” said Paulo Varela, CEO of Galp Mozambique.
The first edition of LPG Expo in Southern Africa promises to be a decisive event for the future of the LPG market, bringing together more than 40 exhibitors and around two thousand regional participants, with the aim of promoting new opportunities and trends in the energy sector.

Banco Mundial destaca Moçambique como pilar energético na África Austral

energia

O presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, elogiou o papel de Moçambique como referência no mercado de electricidade da África Austral. Durante um encontro em Washington, nos Estados Unidos, com o Presidente da República, Filipe Nyusi, Banga prometeu novas parcerias para impulsionar o sector energético do país.

Em suas declarações à imprensa, Banga destacou os avanços de Moçambique no acesso à eletricidade, além de sua crescente importância como base para o mercado de energia regional, considerando isso um passo significativo para o desenvolvimento do país.

O presidente do BM enfatizou que tanto o governo quanto o sector privado têm muitas oportunidades de colaboração para maximizar os benefícios para todos.

“Tivemos uma discussão produtiva sobre o progresso económico que Moçambique busca alcançar, incluindo melhorias no crescimento económico e controle da inflação. Mas mais importante ainda, discutimos as oportunidades para os jovens e seu futuro”, destacou Banga.

Ele ressaltou que os sectores do turismo e infra-estrutura têm potencial para gerar mais empregos para os jovens, desde que haja alinhamento e cooperação.

Em 2023, o BM aprovou um crédito de 300 milhões de dólares para o projecto “Mais Oportunidades”, que visa melhorar o acesso a finanças e oportunidades económicas em Moçambique, financiado pela Associação Internacional de Desenvolvimento do BM. O projecto tem como meta a criação de mais de 26 mil novos empregos até 2029.

Filipe Nyusi está em Washington para participar de uma conferência internacional sobre a floresta do Miombo, organizada pela International Conservation Caucus Foundation (ICCF) e pela Wildlife Conservation Society (WCS), em parceria com o governo moçambicano.

World Bank highlights Mozambique as an energy pillar in Southern Africa

The president of the World Bank (WB), Ajay Banga, praised Mozambique’s role as a benchmark in the southern African electricity market. During a meeting in Washington, United States, with the President of the Republic, Filipe Nyusi, Banga promised new partnerships to boost the country’s energy sector.

In his statements to the press, Banga highlighted Mozambique’s advances in access to electricity, as well as its growing importance as a base for the regional energy market, considering this a significant step for the country’s development.

The WB president stressed that both the government and the private sector have many opportunities for collaboration to maximize the benefits for all.

“We had a productive discussion about the economic progress Mozambique seeks to achieve, including improvements in economic growth and inflation control. But more importantly, we discussed the opportunities for young people and their future,” Banga pointed out.

He pointed out that the tourism and infrastructure sectors have the potential to generate more jobs for young people, provided there is alignment and cooperation.

In 2023, the WB approved a credit of 300 million dollars for the “Mais Oportunidades” project, which aims to improve access to finance and economic opportunities in Mozambique, financed by the WB’s International Development Association. The project aims to create more than 26,000 new jobs by 2029.

Filipe Nyusi is in Washington to take part in an international conference on the Miombo forest, organized by the International Conservation Caucus Foundation (ICCF) and the Wildlife Conservation Society (WCS), in partnership with the Mozambican government.

Renew Capital anuncia o seu primeiro investimento em Moçambique na fintech ROSCAS

A inclusão financeira continua a ser um desafio global fundamental. No entanto, uma startup moçambicana de fintech, Roscas, está a resolver o problema através da introdução de soluções digitais que capacitam indivíduos e comunidades em todo o país. Roscas pretende digitalizar os grupos de poupança tradicionais, integrando ferramentas digitais e produtos financeiros adaptados às necessidades do setor informal.

Com cerca de 85% de indivíduos envolvidos em sectores informais na África Subsariana, a procura de produtos de segurança financeira acessíveis, como seguros e pensões, atingiu níveis críticos. Roscas preenche esta lacuna, capacitando indivíduos historicamente excluídos dos sistemas financeiros formais para aceder a produtos de bem-estar, como seguros, poupanças capitalizadas e empréstimos.

“Na Roscas somos movidos pela nossa visão de desmantelar barreiras não só à inclusão financeira, mas também à inclusão económica, equipando as comunidades carenciadas com ferramentas para moldar os seus destinos financeiros”, disse José Samo Gudo, CEO e cofundador da Roscas. “O investimento da Renew Capital Angels representa um marco emocionante na nossa jornada, impulsionando-nos em direcção à nossa visão de nutrir a resiliência económica e o empoderamento em Moçambique e na África Subsaariana.”

Com uma estratégia multicanal robusta que abrange plataformas como WhatsApp, USSD e aplicativos móveis, a Roscas visa garantir que seu conjunto de produtos financeiros chegue ao seu público-alvo com facilidade incomparável.

“A Renew Capital tem o prazer de anunciar o nosso primeiro investimento em Moçambique. A decisão de investir em Roscas sublinha o crescente reconhecimento do papel que as soluções tecnológicas financeiras inovadoras desempenham na promoção do crescimento económico. Temos o prazer de apoiar a equipa na consecução do seu objectivo, melhorando a sua serviços e ampliando o seu impacto”, afirma Licinio Chissano, gestor de investimentos e projectos da Renew Capital.

Renew Capital announces its first investment in Mozambique in the fintech ROSCAS

Financial inclusion remains a key global challenge. However, a Mozambican fintech startup, Roscas, is tackling the problem by introducing digital solutions that empower individuals and communities across the country. Roscas aims to digitize traditional savings groups by integrating digital tools and financial products tailored to the needs of the informal sector.

With around 85% of individuals involved in informal sectors in sub-Saharan Africa, the demand for affordable financial security products, such as insurance and pensions, has reached critical levels. Roscas fills this gap by empowering individuals historically excluded from formal financial systems to access welfare products such as insurance, capitalized savings and loans.

“At Roscas we are driven by our vision to dismantle barriers not only to financial inclusion, but also to economic inclusion, by equipping underserved communities with the tools to shape their financial destinies,” said José Samo Gudo, CEO and co-founder of Roscas. “Renew Capital Angels’ investment represents an exciting milestone in our journey, propelling us towards our vision of nurturing economic resilience and empowerment in Mozambique and sub-Saharan Africa.”

With a robust multi-channel strategy covering platforms such as WhatsApp, USSD and mobile apps, Roscas aims to ensure that its suite of financial products reaches its target audience with unparalleled ease.

“Renew Capital is delighted to announce our first investment in Mozambique. The decision to invest in Roscas underlines the growing recognition of the role that innovative financial technology solutions play in promoting economic growth. We are pleased to support the team in achieving its goal, improving its services and broadening its impact,” says Licinio Chissano, Renew Capital’s investment and project manager.

King Levi: “O Projecto ASAS é a nova agulha para a Moda em Moçambique”

Levi Maluvele ou simplesmente King Levi, é um jovem empreendedor, director criativo e CEO da prestigiada agência de moda KLD AGENCY, em Moçambique, e da VICIOUS SHOES.

King Levi, também Conselheiro da Superbrands Moçambique, nesta conversa, reflecte sobre o estágio actual do sector da Moda em Moçambique.

A entrevista é muito interessante e dá-nos dicas reais sobre as oportunidades de investimento com alto potencial de rentabilidade. Não deixem de ler até ao fim!

Profile Mozambique: Que avaliação podemos fazer do estágio actual da moda em Moçambique?

King Levi: Infelizmente, ainda não estamos em um nível em que possamos destacar uma indústria de moda consolidada. Há cerca de oito anos, criamos o Fancy África, uma das maiores plataformas de moda em Moçambique. No entanto, sentimos a necessidade de criar mais iniciativas. Este ano, lançamos o projecto ASAS, focado na formação e desenvolvimento de estilistas.

Estamos a desenvolver várias iniciativas, como oportunidades para modelos e colaborações internacionais. No ano passado, enviamos estilistas para o Brasil, Nigéria e outros países. Em Abril deste ano, estaremos em Paris. Nosso objectivo é criar um network de desenvolvimento de talentos não apenas fora do país, mas também dentro dele. Além disso, temos a ambição e missão de abrir uma fábrica de tecidos em Moçambique.

P.M: O mundo da moda em Moçambique, enfrenta ainda vários desafios para a sua estabilidade, neste cenário, podemos considerar um terreno propício para investimentos?

K.L: A moda em Moçambique está repleta de talento e criatividade. No entanto, enfrentamos desafios significativos, como a falta de oportunidades de financiamento e o limitado acesso da matéria-prima local.

Investir na indústria de tecelagem poderia ser a chave para superar esses obstáculos. Ao desenvolver e fortalecer a produção de tecidos localmente, não só poderíamos valorizar os recursos do país, mas também podíamos criar um ambiente favorável para o crescimento e a inovação na moda moçambicana.

P.M: A semana da moda é um dos grandes marcos deste sector, em termos práticos, como podemos descrever essa semana?

K.L: A Semana da Moda é uma oportunidade única para os moçambicanos explorarem seu potencial criativo e desenvolverem suas habilidades. É um ambiente onde podem interagir com outros profissionais do sector, trocar experiências e aprimorar suas qualidades.

Participar desse evento não só proporciona visibilidade para os talentos locais, mas também abre portas para oportunidades de crescimento e desenvolvimento, tanto a nível nacional quanto internacional. É um espaço de aprendizado constante, onde os participantes podem não só mostrar seus trabalhos, mas também aprender com os outros e expandir seus horizontes criativos.

Além disso, a Semana da Moda é também uma oportunidade de vendas, onde os criadores têm a chance de comercializar suas peças e expandir seus negócios. É um evento que impulsiona a indústria da moda em Moçambique, destacando a criatividade e o talento local para o mundo.

P.M: Sabemos que King Levi está em frente do projecto ASAS. Quais são os pontos de atenção e qual é o foco do projecto?

K.L: O projecto está focado em desenvolver capacidades e promover o auto-emprego. Nossa intenção é formar uma turma de pessoas que não vai apenas costurar, mas vai se tornar em estilistas. No final do curso, cada aluno vai adquirir uma máquina de costura, permitindo uma contínua prática e desenvolvimento de suas habilidades após a formação. O que acontece é que muitas pessoas tem habilidades de costura, mas poucas vezes tem acesso a máquinas, no curso, não iremos oferecer apenas aprendizado, mas ferramentas necessárias para iniciar o seu próprio negócio.

P.M: Quais são os requistos para participar do projecto ?

K.L: Se gosta de moda, tem apreço pelo universo da criação, de certeza que aderir ao projecto é obrigatório. Em relação as inscrições, serão feitas de forma simples, basta acessar a página do Fancy África e verificar o link disponível. O projecto é periódico e está prestes a começar com sua primeira turma, que terá a duração de uma semana intensa.

Duramos o curso, teremos a presença formadores internacionais. Essas parcerias nos permitem trazer profissionais experientes, enriquecendo o programa com diferentes perspectivas e experiências. O intercâmbio multicultural é fundamental para o desenvolvimento da moda.

P.M: Quais são os planos e as expectativas para o presente ano?

K.L: Neste ano começamos muito bem, já tivemos o Fancy Summer que foi realizado no dia 24 de Fevereiro. Daqui a algumas semanas, eu vou para França e vou produzir um evento de moda em Paris, onde poderei levar alguns estilistas moçambicanos e alguns que fazem parte da minha plataforma. Teremos também o Fancy África em Setembro, e ainda vou produzir o África Fashion Week em Novembro. Portanto, esse será um ano extremamente intenso e cheio de muito trabalho.