Sunday, April 12, 2026
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TotalEnergies partilha dividendos e anuncia aumento em relação a 2022

De acordo com um comunicado da petrolífera francesa este dividendo intermediário será pago exclusivamente em dinheiro, entre os dias 2 e 12 de Janeiro de 2024.

O incremento dos dividendos em causa difere dos três dividendos intermediários pagos referentes ao exercício de 2022 e “idênticos aos dividendos finais ordinários do ano fiscal de 2022 e para o primeiro intermediário de 2023”, avança o documento.

Segundo a empresa, o aumento está de acordo com a política de retorno aos accionistas confirmada pelo Conselho de Administração em Fevereiro de 2023 e reiterado na Assembleia Geral Ordinária de 26 de Maio passado.

A TotalEnergies SE com forte presença em vários países, está também presente em Moçambique, cuja subsidiária é designada por TotalEnergies Mozambique, que detém de uma participação de 26,5 por cento do projecto de Gás Natural Liquefeito da Bacia do Rovuma Área 1, província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique.

O projecto foi paralisado em Abril de 2021, depois que a empresa declarou força maior, ao retirar todo o pessoal do local onde decorriam os trabalhos de implantação do empreendimento, devido aos ataques armados protagonizados por insurgentes.

No total, o projecto denominado Mozambique LNG está orçado em cerca de 23 mil milhões de dólares americanos, é o primeiro desenvolvido em onshore no país e inclui o desenvolvimento dos campos de Golfinho e Atum localizados dentro da Área Offshore 1 e a construção de uma fábrica de liquefacção com capacidade de produzir 13,12 milhões de toneladas de GNL por ano.

Conteúdo Local: Bim e ENH assinam parceria que vai assegurar crédito a PME’s  

Com este passo, o Millennium Bim assegura um mecanismo de financiamento às PME com participação nos megaprojectos, para permitir que este segmento empresarial tire proveito das oportunidades criadas pelos hidrocarbonetos, segundo informa o Diário Económico. 

“Através deste memorando de entendimento que assinámos, iremos conceder um conjunto de condições especiais de acesso aos nossos produtos e serviços financeiros às PME previamente identificadas no âmbito do Programa LINKAR da ENH”, explicou o presidente da Comissão Executiva do Millennium Bim, João Manuel Martins.

Concebido pela ENH e lançado em 2022, o programa LINKAR pretende promover o desenvolvimento das PME’s nacionais na indústria de petróleo e gás, através da assistência técnica, capacitação, apoio institucional, certificação e padronização de processos.

Igualmente, tem o potencial de estimular às PME’s com a identificação de oportunidades de ligações empresariais e de firmação de contratos para a prestação de serviços. O programa conta já com cerca de 1.5 milhões de dólares, desembolsados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Nesse sentido, o PCE do Bim prosseguiu: “Desta forma, estaremos igualmente a promover o conteúdo local, aspecto que consideramos estratégico. Através desta parceria, ficamos alinhados com o Programa Linkar do ENH, que tem a visão central de estimular as ligações dos processos produtivos entre as PME e os grandes projectos actualmente em execução no sector de petróleo e gás em Moçambique”, apontou.

Cobertura de custos de financiamento

Reconhecendo que o custo do dinheiro é elevado em Moçambique, João Manuel Martins assegurou que o banco vai tentar colocar o seu financiamento a um preço competitivo para que as PME tirem vantagem das oportunidades oferecidas pelo sector do petróleo e gás.

Por sua vez, o presidente da ENH, Estevão Pale, considerou importante o fortalecimento da capacidade financeira das PME moçambicanas para poderem participar nos projectos de hidrocarbonetos, tendo em conta o elevado grau de exigência de impostos pelas multinacionais do ramo.

“No nosso entender, a contribuição da indústria de petróleo e gás para a economia não deverá levar em conta apenas as participações do Estado, pois é importante a participação do sector privado nacional na indústria, em particular as PME, que constituem a grande maioria das operadoras do sector privado nacional”, defendeu Estêvão Pale.

O acordo assinado entre o Millennium bim e a ENH é válido por cinco anos e os montantes serão disponibilizados em função das necessidades e capacidade de reembolso das empresas beneficiárias.

À data de 30 de Junho, Millennium bim contava com um capital social de 4,5 mil milhões de meticais (64,1 milhões de euros), a maioria detido pelo BCP África (grupo Millennium BCP), com uma participação de 66,69 por cento.

Segue, então, o Estado moçambicano com  17,12% , o Instituto Nacional de Segurança Social de Moçambique (4,95%) e a Empresa Moçambicana de Seguros (4,15%), entre outros accionistas.

Mais carregamento de Gás Natural Liquefeito na Área 4 da Bacia do Rovuma

O projecto é operado pelo consórcio liderado pela Coral Sul e integra a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH, como um dos accionistas.

Sem precisar a quantidade de gás comercializado, desde o início da operação, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Estevão Pale, disse que a extracção de gás natural na Área da Quatro da Bacia do Rovuma decorre sem sobressaltos.

Para melhor servir a indústria do petróleo e gás, o gestor disse que estão em curso acções de capacitação de pequenas e médias empresas nacionais.

O Presidente do Conselho de Administração da ENH falava esta terça-feira, em Maputo, após a assinatura de um acordo com o Millennium Bim, para acelerar os projectos da indústria do petróleo e gás no país.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium Bim, João Martins, destacou que o acordo tem em vista impulsionar o desenvolvimento económico do país.

À luz do acordo entre a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e o Millennium Bim, este banco vai financiar os programas de capacitação das pequenas e médias empresas do ramo do petróleo e gás.

A plataforma de exploração de gás natural liquefeito da Coral Sul FLNG, em Afungi, distrito de Palma, é liderada pela petrolífera italiana ENI e a mesma vai produzir 3,4 milhões de toneladas por ano.

Fundo do Fomento Para Habitação busca por mais investimentos

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A habitação condigna em Moçambqiue ainda constitui um dos maiores desafios do país e uma das principais preocupações reside em criar condições para erguer casas resilientes a mudanças climáticas. Além disso, um dos gritos que se procura responder é dos jovens, que demandam cada vez mais por habitação.

Se por um lado o Governo procura captar investimentos para viabilizar seus projectos habitacionais, por outro, a camada jovem busca por mecanismos que possibilitem adquirir habitações erguidas quer por pelo Fundo em referência, quer pelos privados.

Um dos desses mecanisnos, tem que ver com linhas de financiamento através, por exemplo, dos bancos comerciais, com taxas de juros baixos e em conformidade com os salários mínimos vigentes no país.

Falando na Feira e Exposição Índia-Moçambique, que decorreu, semana passada, Sária Omar do Fundo do Fomento de Habitação (FFH), referiu que há projectos de melhoramento de casas em curso em algumas províncias no centro do país, como na província da Zambézia, cujo ritmo de intervenção baixou, devido ao exiguidade dos fundos.

A fonte afirmou, ainda, que há abertura por parte do Fundo do Fomento de Habitação para mais parcerias, no sentido destas explorarem alguns espaços que o FFH possui, nos quais poder-se-ia erguer habitações para fomentar o acesso às mesmas.

“Não conseguimos pôr em prática todos os projectos. Como é sabido o orçamento que existe para habitação não é suficiente. Temos conseguido realizar alguns projectos com fundos próprios, mas ainda não conseguimos responder a demanda dos moçambicanos. Daí a nossa abertura para mais parcerias”, afirmou.

Acesso à habitação refém do baixo poder de compra 

Questionada especificamente sobre o fraco poder de compra para a aquisição das residências construídas pelo Fundo e por parceiros, Omar explicou que a entidade tem projectos que acomodam a compra de casas em função de um determinado limite de rendimentos pessoais.

“O Fundo de Fomento de Habitação tem o programa denominado Habita-Moçambique e dentro do mesmo estão definidos diferentes tipos de projectos mesmo para poder abarcar aos cidadãos de diferentes níveis de renda”, afirmou a fonte.

Sobre financiamento bancário, a fonte disse que a instituição que representa tem estado a contactar aos bancos para conseguir linhas fáceis de concessão de crédito para os jovens, mas nota que prevelece o receio da banca.

“Este é um trabalho contínuo que o Fundo tem estado a fazer junto de várias instituições bancárias, mesmo para facilitar a compra das habitações. No entanto, é um processo que leva algum tempo, dadas exigências da banca comercial”, argumentou Sária Omar.

A fonte participava de um dos painéis da Feira e Exposição Índia-Moçambique, que aconteceu entre os dias 25 e 26 de Julho, na cidade de Maputo.

 

Moçambique concede espaço ao Malawi para erguer porto seco em Nacala

A concessão de espaço é fruto do aprofundamento das relações diplomáticas e bilaterais, o que vai ajudar Malawi a aliviar os custos de transporte e reduzir preços de mercadorias, avança a Rádio Moçambique.

O espaço está projectado para ter ramais ferroviários, armazéns, equipamentos de manuseio de carga, depósitos de combustível, oleodutos entre outros.

O governo do Malawi, terá de decidir sobre o modelo operacional das instalações, se embarcará por uma parceria público-privada ou criará uma empresa estatal de pleno direito, para optimizar a ligação directa entre Porto-ferrovia que Nacala dispõe para Blantyre e depois para Lilongwe através de Liwonde.

O director de operações da Companhia Nacional de Petróleo do Malawi, Micklas Reuben, afirmou que a empresa a ser instalada no Porto de Nacala, vai assumir a liderança no transporte de mercadorias, combustível de Nacala por via ferroviária.

Neste momento, o governo do Malawi já identificou a Augusto Energy, sediada em Genebra, para manusear a partir do Porto de Nacala 196 milhões de litros de combustível.

Segundo a estação radiofónica, os fornecedores de combustível ao Malawi, estavam a relegar o Porto da Beira e de Nacala, optando pelo Dar-Es-Salaam por motivos de congestionamento e algumas ineficiências no manuseamento de carga.

Em Nacala por exemplo, os fornecedores de combustível ao Malawi, apontavam o facto de, naquele porto não existirem reservatórios eficazes, sendo a Petromoc a única com capacidade para o efeito.

Com esta nova parceria, espera-se que os motivos alegados pelos fornecedores de combustível ao Malawi, sejam ultrapassados.

BP vende quotas da empresa de combustível à Petromoc

De acordo com um aviso publicado, na segunda-feira, pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), a notificação da operação de “concentração de empresas” foi apresentada em 24 de Julho e está sujeita à avaliação pública dentro de 15 dias.

Trata-se da confirmação da saída da BP do mercado moçambicano de combustíveis, depois de em 2021 ter vendido o negócio de retalho à TotalEnergies, segundo a agência de notícias Lusa.

Este ano a ARC tinha anunciado que a BP Moçambique havia acertado a venda à Puma Energy Moçambique dos activos do negócio de combustível para aviação, incluindo operações em sete aeroportos.

Contas da empresa ainda no vermelho

A empresa pública Petróleos de Moçambique continua com contas no vermelho. O agravante é que, nos últimos três anos, os lucros da empresa tendem a cair exponencialmente. Por conta dessa situação, os auditores independentes têm vindo a criticar as contas da Petromoc.

É o caso da KPMG que, em Relatório e Contas da Petromoc referente a 2022, voltou a emitir uma opinião com reservas em relação a uma dívida do fundo de pensões, no montante de 666.6 milhões de Meticais, avnança o jornal Carta de Moçambique.

A queda contínua dos lucros é outro factor que mancha as contas da empresa pública. Em 2022, o lucro da empresa foi de 198.1 milhões de Meticais contra 901.4 milhões; 2 mil milhões de Meticais conseguidos em 2021 e 2020 respectivamente, depois de, em 2019, registar um prejuízo de 1.8 mil milhões de Meticais.

Enquanto isso, os passivos (obrigações ou despesas e dívidas) da empresa tendem a crescer e continuam acima dos activos (todos os valores que a Petromoc possui em caixa, conta bancária, aplicações, valores ainda por receber de clientes, stocks, equipamentos, entre outros).

Se em 2020 o passivo da Petróleos de Moçambique era avaliado em 26.4 mil milhões de Meticais (contra 25.1 mil milhões em activos), em 2021 e 2022, as despesas e dívidas da empresa cresceram ainda mais, tendo atingido 27.8 mil milhões (contra 27.1 mil milhões em activos) e 32.1 mil milhões (contra 31.6 mil milhões em activos), respectivamente.

Cooperativas de agro-negócios alvos de isenção fiscal

Segundo o coordenador nacional do Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo (PNDC), Edson Lifaniça, citado pela AIM, este é um pacote especial que a AT está a criar em parceria com o Ministério da Indústria e Comércio.

“Estamos a propor um regime fiscal especial só para sociedades cooperativas que prevê uma isenção fiscal durante cinco anos para as cooperativas à medida que forem criadas”, explicou Lifaniça recentemente, em Maputo, durante uma mesa-redonda sobre o Cooperativismo Moderno Acesso e Posse de Terra para Mulheres e Mulheres Jovens.

A fonte acrescentou que a isenção trará benefícios às cooperativas, porque vai permitir que estas dêem passos firmes e ousados no mercado.

O agronegócio no país constitui, actualmente, um dos sectores-chave do desenvolvimento nacional e está ancorado ao Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA 2030). O programa identifica seis corredores essenciais para atrair investimentos, nomedamente, Maputo, Limpopo, Pemba-Lichinga, Nacala, Zambeze e Beira.

A mesma estratégia define as actividades agrícolas, pecuária, florestas e pescas, como potencialidades susceptíveis de movimentar o mercado do agronegócio.

 

 

Millennium Bim lança nova edição do programa de talentos “People Grow”  

O People Grow tem a duração de 12 meses, com rotações por diferentes áreas do banco, dando aos participantes a oportunidade de ganharem uma visão geral e completa do negócio da Banca.

Ao longo do programa, os participantes serão acompanhados por um mentor e, após um ano de formação, são integrados em diversas áreas do Millennium Bim.

Este programa visa proporcionar aos participantes uma oportunidade de capacitação para o mercado de trabalho, contribuindo activamente para o desenvolvimento das suas habilidades técnicas e comportamentais.

Os candidatos selecionados nesta 6ª edição serão formados em questões da banca por profissionais com uma larga experiência e passarão a fazer parte do quadro de colaboradores.

O PCE do Millennium Bim, João Martins, afirmou que este programa destaca-se por doptar profissionais com qualidades que lhes possibilitem oferecer serviços de qualidade aos clientes e ao sistema bancário.

“Este projecto de formação foi desenhado com o propósito de potenciar o talento dos jovens moçambicanos, promover as suas capacidades e desenvolver competências transversais”, argumentou o gestor.

Segundo o Millhennim Bim, desde a sua primeira edição, o programa abriu a porta para 47 jovens, que se juntaram à equipa do banco, “agregando valor e talento a diversas áreas funcionais”.

Estes jovens foram selecionados de entre milhares de candidatos, que todos os anos participam do “People Grow”, com acesso a um conjunto de testes e diversas ferramentas de aprendizagem.

 

Empresariado nacional busca por lei que estimule exportação de serviços

De acordo com o empresariado nacional, o país conseguiu consolidar o comércio de mercadorias, mas a balança não está a favor do comércio de serviços, embora o mercado destes esteja a crescer exponencialmente.

Falando, sexta-feira, na cidade de Maputo, no seminário subordinado ao tema “Processo de liberalização e negociação do comércio de serviços”, o chefe da equipa do projecto Promove Comércio, Gregório Tradacete, referiu que o comércio dos serviços é, em muitos países, importante, por isso há uma janela de oportunidades de que o país pode se aproveitar.

Tradacete elencou, a título de exemplo, serviços relacionados com o turismo, energias, bem como a electricidade, que podem ser exportados em grande medida para o estrangeiro, mas isso à luz de um instrumento robusto para o efeito.

“O importante para Moçambique é estabelecer um diálogo entre o sector público e o privado, capaz de resultar em estratégias do comércio de serviços”, explicou Tradacete.

Tradacete entende que o país, ao definir uma legislação específica, poderá tirar proveito dos Acordos de  Comércio Livre tanto na SADC, como a nível do continente africano, no geral.

“Sem estabelecer critérios que possam reger o comércio de serviços, Moçambique pode sair a perder no sentido de que os países vizinhos e não só vão usurpar espaços que seriam devidamente aproveitados por empresas nacionais”, argumentou o representante do Promove.

Já, Teresa Muenda, secretária geral da Câmara do Comércio de Moçambique, espera que o Governo  estabeleça uma legislação que reflicta às preocupações do sector privado.

“Todos os actores do sector privado têm de ser ouvidos, para evitar que se assuma compromissos sem se fazer o devido trabalho interno. O diálogo entre o sector público e privado já existe, mas é preciso mais”, argumentou Muenda.

O seminário em alusão foi promovido pelo Promove Comércio, um projecto que se insere num programa mais amplo denominado Apoio ao Comércio e Desenvolvimento em Moçambique, e pela Câmara de Comércio de Moçambique.

O mesmo juntou participantes de diferentes ramos de actividade comercial. Para semana haverá mais uma ronda de debate sobre a temática.

 

 

Cabo Delgado já tem Balcão de Atendimento Único de Conteúdo Local

O posicionamento é do Governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, que falava momentos depois do corte da fita e entrega da infraestrutura, vista como essencial para dar acompanhamento ao empresariado local, face aos megaprojectos que despontam na província nortenha.

Concretamente, o Balcão em referência, visa promover o conteúdo local, através da divulgação de informação de interesse comercial, promoção de ligações empresariais, da capacitação de empresas e recursos humanos moçambicanos.

Entre outras acções, a infraestrutura abre caminhos para o fomento de relações comerciais e integração de empresas moçambicanas nas oportunidades de negócio criadas, directa ou indirectamente, pelo projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, na Bacia do Rovuma.

Na cerimónia de inauguração, Tauabo apontou o feito do Projecto Mozambique LNG como uma “aposta firme nas Pequenas Médias Empresas (PME’s) da Província de Cabo Delgado, demostrada a partir da concepção desta plataforma, que representa uma capacidade adicional para mudar para melhor o paradigma da relação entre os grandes investimentos, o Governo na Província e o empresariado local”.

Intervindo na ocasião, Stéphane Le-Galles, Vice-presidente sénior de operações do Mozambique LNG, apontou para o empreendimento como a realização de um dos compromissos assumidos pelo projecto, que embora as adversidades existentes, esforços continuam para estimular o  conteúdo local.

“Continuamos a investir em acções de conteúdo local, embora o nosso projecto, Mozambique LNG, esteja em força maior e, portanto, com as operações de construção suspensas. Este Balcão é mais um passo importante da nossa iniciativa CapacitaMoz, que funciona como plataforma para contribuir para, entre outros objectivos, a capacitação de moçambicanos”, argumentou Le-Galles.

Primeiro projecto offshore de GNL no país

O projecto Mozambique LNG é o primeiro desenvolvimento em terra de uma fábrica de gás natural liquefeito (GNL) no país.  O projecto inclui o desenvolvimento dos campos Golfinho e Atum, localizados na Área 1 Offshore e a construção de uma fábrica com duas unidades de liquefação com capacidade de 13,12 milhões de toneladas por ano (MTPA).

A Área 1 contém aproximadamente até 65 trilhões de pés cúbicos de gás (Tcf), dos quais 18 serão desenvolvidos com as duas primeiras unidades de liquefação. A TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, opera o projecto Mozambique LNG com uma participação de 26,5 por cento.

A subsidiária detida a 100 por cento pela petrolídera francesa TotalEnergies SE, comparticipa o projecto com a Mitsui E&P Mozambique Area1 Limited que possui 20 por cento de acções, a estatal ENH Rovuma Área 1, S.A. (15%), ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8.5%).