Sunday, June 7, 2026
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Sasol inicia construção da aldeia de reassentamento de Mangungumete

A cerimónia de lançamento da pedra para construção no âmbito da implementação do Projecto PSA (Petroleum Sharing Agreement), foi dirigida pela administradora distrital, Dulce Canhemba.

O projecto de reassentamento prevê a construção de 45 casas convencionais para as famílias afectadas pelos gasodutos destinados a levar o gás de vários poços até à fábrica de processamento em Temane.

Além das habitações, o projecto da aldeia de reassentamento prevê a requalificação da Escola Primária Joaquim Marra, actualmente a funcionar em salas de aula precárias e debaixo de árvores.

A instituição de ensino terá 12 salas de aula convencionais, um bloco administrativo, instalações sanitárias, duas instalações desportivas, um sistema de abastecimento de água e oito casas para albergar professores.

O reassentamento das famílias que residiam na área onde o projecto está a ser implementado com obediência rigorosa à legislação específica para reassentamentos em Moçambique.

O processo que está ancorado à iniciativa de Acordo de Partilha de Petróleo (PSA), iniciou com a aprovação pelo Governo, do Plano de Reassentamento, compensação das famílias impactadas económica e fisicamente, aprovação da casa modelo, entre outras etapas típicas do processo.

País procura acelerar processamento dos recursos minerais

O objectivo da transformação é adicionar valor aos produtos, gerar benefícios aos cidadãos, através da criação de empregos e, simultaneamente, promover a industrialização.

A informação foi avançada, ontem, em Lichinga, na província do Niassa, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, na abertura do VIII Conselho Coordenador do sector.

Na sua intervenção, o governante disse, também, que o MIREME tenciona acelerar o acesso à electricidade e exploração dos recursos naturais, de forma a responder  às exigências do desenvolvimento.

O processamento local dos minérios tem sido mote de discussões acessas em conferências e encontros que têm juntado o Governo, investidores e sociedade civil. O entendimento comúm entre as partes é que o país sairia a ganhar se as pedras e os metais preciosos explorados no país fossem transformados internamente.

Para além da possibilidade de aumentar as receitas e, consequentemente, contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a indústria transformadora geraria mais postos de trabalhos e tirar os jovens do desemprego que assola a grande maioria.

Um outro aspecto prende-se com a aquisição de materiais usados na indútria extractiva, que, geralmente, os adquire fora do país, facto que torna o custo de compra mais alto, dada as imposições cambiais, Imposto de Valor Acrescentado (IVA), entre outras taxas aplicadas no mercado de importação.

 

“Mpanda Nkuwa” vai ser erguida antes do fim do quinquénio

Falando à Rádio Moçambique, Obete Matine disse que já foi apurada a empresa que se vai fazer a construção da infra-estrutura eléctrica, projectada para uma potência de 1.500 megawats.

“Temos que verificar antes de mais de nada o Governo criou um gabinete para a implementação do projecto para poder acelerar a realiazação de todas as acções, foram avaliadas todas as propostas. Neste momento decorrem as negociações para a assinatura do acordo”, afirmou Matine.

A barragem de Mphanda Nkuwa deverá ser erguida no rio Zambeze, 61 quilómetros à jusante da barragem de Cahora Bassa e 70 quilómetros à montante da cidade de Tete, formando um plano de água que se estende até ao paredão da barragem de Cahora Bassa.

A Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa será uma hidroeléctrica de tipo fio-de-água (run of river) ou seja uma hidroeléctrica que não acumula água na albufeira, gerando energia pela turbinagem da água que vem de montante e que é lançada para jusante.

Em outras palavras, a albufeira terá apenas capacidade de regularizar os caudais diários, permitindo a gestão das afluências diárias de modo à sua utilização ao longo do dia no modo considerado mais adequado.

Trata-se de uma barragem de betão compactado a rolo, com cerca de 90 metros de altura e um comprimento de 700 metris e irá criar um reservatório com cerca de 100 quilómetros ao quadrado, estendendo-se ao longo de 60 quilómetros no Rio Zambeze e de 18 quilómetros no Rio Luía.

Produto Interno Bruto cresce 4,67% no 2º trimestre

Este desempenho soma-se aos 4,17 por cento registados de Janeiro a Março, também em termos homólogos, resultando num crescimento económico acumulado no primeiro semestre de 4,42 por cento, segundo o INE.

O INE acrescenta que o desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2023 é justificado pelo sector primário, que cresceu em torno de 8,98 por cento, face a igual período de 2022.

O contributo foi da indústria extractiva mineira, com variação de 42,71 por cento, seguida da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal com cerca de 3,11 por cento.

Seguiu-se o sector terciário, com uma variação de 4,24 por cento, com destaque para os transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e ramo da Informação e Comunicações, com um crescimento de 6,85 por cento.

O destaque também foi de hotelaria e restauração com uma variação de 5,51 por cento, enquanto o ramo de serviços financeiros aumentou 3,40 por cento.

Por último, há o sector secundário, que caiu, homóloga, 6,52 por cento, “induzido pelo ramo da construção”, com uma variação negativa de 10,43 por cento, seguindo-se o ramo da indústria transformadora, com uma quebra de 7,72 por cento e , por fim, o ramo da distribuição de electricidade, gás e água, que registou uma quebra de 0,18 por cento.

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos quadruplica lucros em 2022

O facto foi anunciado durante a reunião da Assembleia-Geral, realizada há dias, na cidade de Maputo. No encontro, participou o Conselho de Administração (CA), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), incluindo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Dados apresentados na ocasião indicam que os resultados líquidos da empresa aumentaram de 153.1 milhões de meticais negativos em 2021 para cerca de 462 milhões de meticais em 2022, representando um crescimento de acima de 400 por cento.

Falando sobre o desempenho, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Estevão Pale, explicou que tal se deveu ao aprimoramento da estratégia de negócios, com foco na contenção de custos e na venda de gás natural proveniente dos blocos de Pande e Temane, que se encontrava ocioso.

“No ano passado, nós tínhamos gás ocioso que não estava a ser comercializado. A venda desse gás natural possibilitou que não só as contas da ENH fossem melhoradas, mas também contribuiu para um impacto positivo nas contas do Estado. Paralelamente, continuamos a buscar fontes alternativas de rendimento”, afirmou o PCA.

Fahim Mahomed, Administrador do Pelouro de Administração e Finanças da ENH, disse que o fecho positivo também resultou da definição de prioridades e da estabilização de uma base sólida para a empresa, incluindo a aprovação de um plano e orçamento bem estruturado, que permitiram uma racionalização eficiente das operações.

Falando em representação do accionista, o Administrador Executivo do IGEPE para a Área de Controlo de Empresas, Raimundo Matule, considerou que os resultados financeiros globais da ENH “foram extremamente positivos”, por a empresa ter conseguido “gerar mais de 400 milhões de meticais em resultados líquidos, revertendo prejuízos de exercícios anteriores”.

 

 

 

 

 

Moçambique busca do Quénia experiências no transporte e servicos financeiros

Mesmo ciente de que há várias oportunidades que os dois países podem explorar no âmbito do seu desenvolvimneto económico, Nyusi orientou a sua atenção para determinadas áreas que as considera pontuais.

O dirigente entende que os serviços financeiros, o transporte, turismo e agricultura são, no momento, as áreas prioritárias que devem dominar as relações das duas nações.

Para Filipe Nyusi, nestes aspectos, o Quénia já deu grandes passos, tendo conseguido construir sistemas robustos que servem de amostra para  Moçambique, no sentido de os replicar a bem do desenvolvimento local.

“Os serviços financeiros, onde a inovação do Quénia com a moeda electrónica, por via da telefonia móvel se expandiu para vários países, mas que se apresentam outros segmentos como os serviços financeiros de corretagem para o desenvolvimento da Bolsa de Valores e novos instrumentos de financiamento, como Fundos de Investimento e o Private Equity, com cariz de capital de risco para alavancar Pequenas e Médias Empresas com potencial de crescimento”, exemplicou  o governante.

No tocante à logística e transportes, Nyusi apontou que é crucial que Moçambique capitalize o desenvolvimento de relações comerciais com a cidade portuária de Mombaça. Mas também falou de outras intenções em transportes com o Quénia.

“O desenvolvimento de linhas no sentido vertical “Norte-Sul”, passando por Tanzania, ligando, dessa forma, vários actores e agentes económicos nas cadeias de valor que devem ser integradas nas nossas economias”, afirmou o Chefe do Estado.

Sobre a agricultura, Nyusi refere que o país tem muito a oferecer ao Quénia, podendo este fazer investimentos atinentes ao fomento do agroprocessamento de várias culturas de que o país dispõe ou tem potencial de produzir, como o chá, cana de açúcar ou a banana.

Na ocasião, o Presidente do Quénia, William Ruto, apontou para a vulnerabilidade que todos os investimentos estão sujeitos com a crise climática que arrasa Moçambique, inclusive ao Quénia, o continente e o mundo, em geral.

Nesse sentido, Ruto, sugere a criação de um banco verde africano, como um mecanismo capaz de responder ao deficit de financiamento às soluções que visam reduzir os impactos da crise climática.

“Sendo financiado por impostos verdes aplicados na economia global, o banco verde permitirá libertar mais fundos alocados às mudanças climáticas e reduzir o peso do endividamento dos países em desenvolvimento”, explicou o dirigente queniano.

O Fórum de Negócios Moçambique-Quénia decorreu no contexto da visita de dois dias do Presidente queniano. A delegação queniana, para além de membros do governo do Quénia, foi acompanhada por mais de 20 empresários, que puderam estreitar relações com o empresariado nacional.

 

Reserva das Quirimbas com novo instrumento de gestão

O dirigente precisou que a iniciativa vai permitir a adopção de medidas que visam o aproveitamento racional dos recursos naturais disponíveis no Parque Nacional das Quirimbas.

“Faz cinco anos que o Parque Nacional das Quirimbas foi declarado Reserva da Biosfera. Como todos sabemos, para manter este cobiçado estatuto, importa adotar um conjunto de medidas que permitam a exploração racional dos recursos naturais disponíveis no Parque”, explicou.

Segundo o governante, o plano de gestão e negócios da Reserva da Biosfera das Quirimbas cumpre a obrigação constitucional de promover iniciativas que assegurem o equilíbrio ecológico, conservação e preservação do meio ambiente, garantindo a melhoria da qualidade de vida da população residente na área da Reserva.

Tauabo sublinhou que o governo provincial continua a trabalhar para envolver as comunidades em todas as iniciativas que visam a preservação da biodiversidade, para manter intactos os indicadores que determinaram a declaração do Parque Nacional das Quirimbas como Reserva da Biosfera.

Açucareira da Maragra perde 3.6 mil milhões de meticais devido a cheias

Dados fornecidos ao Jornal Notícias pelo director-geral de empresa, Filipe Raposo, indicam que nos campos perderam-se 470 mil toneladas de cana, representando 1.6 mil milhões de meticais.

Estes números reforçam a informação anteriormente partilhada pela açucareira de que não tirou proveito da última campanha de produção, porque as inundações aconteceram no segundo mês do ano.

As perdas, de acordo com Filipe Raposo, afectaram gravemente a sustentabilidade da empresa, razão pela qual em Abril anunciou a possibilidade de interromper a laboração e reduzir o número de trabalhadores.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo Sugar Africa com uma participação de 99 porcento, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

INP alinha contratos com vencedores do 6º concurso de pesquisa de hidrocarbonetos

O Presidente do Conselho de Administração do INP, Nazário Bangalane, não precisou datas, contudo, garantiu que o fecho do processo de clarificação poderá acontecer a qualquer momento, admitindo que os contratos podem ser assinados dentro deste terceiro trimestre.

“Não se trata, exactamente, de uma negociação dos contratos, mas sim, uma clarificação das dúvidas que vão surgindo. É um processo que está a decorrer de uma forma satisfatória e pensamos que dentro de pouco tempo será fechado”, assegurou Bangalane.

A fase de submissão de propostas ao Sexto Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos, terminou em Agosto de 2022, após o lançamento em Março do mesmo ano.

Durante o período intermédio, o INP dispôs aos concorrentes um “Dataroom” físico e virtual para a visualização dos dados técnicos relevantes que permitirão às empresas concorrentes avaliar o potencial petrolífero das áreas de interesse.

Participaram deste concurso, 13 empresas, entre as quais, a China NaTional Offshore Oil Corporation Hong Kong Holding Limited “CNOOC”, ENI Mozambico, ExxonMobil, Qatar Petroleum Mozambique Limitada, Sasol Africa (PTY), LTD ou a Total Energies EP New Venture.

Governo e ACMI elaboram regulamentação do mercado de carbono

Os mercados de carbono estão a crescer rapidamente como uma ferramenta poderosa para mobilizar recursos financeiros para catalisar investimentos em projectos e iniciativas de baixo carbono e resilientes ao clima.

Em Moçambique, nos últimos dois anos, houve um rápido aumento na emissão de créditos de carbono em vários sectores, incluindo energia renovável, silvicultura, fogões melhorados e sistemas de abastecimento de água limpa.

De acordo com as estimativas iniciais da Africa Carbon Markets Initiative, Moçambique tem um potencial técnico de produzir entre 85 e 95 milhões de créditos de carbono por ano até 2030, com o maior potencial nos sectores florestal e de energia renovável.

Este último inclui projectos emblemáticos críticos, como o projecto hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, que tem potencial para gerar entre 5 a 7 milhões de créditos de carbono por ano, quando estiver operacional.

Com a elaboração de um quadro regulamentar transparente, Moçambique pretende posicionar-se como um “player” chave num mercado em rápido crescimento.

O evento foi organizado pela recém-criada Força-Tarefa Interministerial sobre Mercados de Carbono e reuniu representantes do governo, sector privado, instituições financeiras, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.