Monday, April 20, 2026
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Produção de gás natural poderá render ao país 750 milhões de dólares por ano

A produção de gás natural na plataforma flutuante Coral Sul poderá gerar ao país, nos próximos 25 anos, receitas  na ordem dos 19 biliões de dólares, numa média de 750 milhões anualmente.

Estes dados foram avançados por Milissão Milissão, representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP), durante a primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique.

“Para a materialização deste projecto foram investidos mais ou menos sete biliões de dólares americanos”, disse o representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP).

Com a introdução de gás na planta, o Coral Sul FLNG, ou seja, na única plataforma flutuante no mundo a puxar gás de águas profundas, estará, agora, em condições de atingir o seu primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito no segundo semestre deste ano, colocando Moçambique no mapa dos países produtores deste produto energético.

Segundo a ENI e o Governo, “a introdução de hidrocarbonetos ocorre após a conclusão segura e oportuna das actividades de comissionamento em alto mar. A planta FLNG chegou ao local de operação final, nas águas territoriais moçambicanas no início de Janeiro de 2022. A ancoragem e conexão aos 6 poços de produção submarinos foi finalizada em Março e Maio de 2022, respectivamente”.

Coral Sul acolhe 82 trabalhadores nacionais

O representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Milissão Milissão, fez saber que actualmente estão trabalham na Plataforma Flutuante Coral Sul 82 trabalhadores moçambicanos, formados para responder às especifidades técnicas do projecto.

“Esperava-se que o projecto como um todo tivesse 858 postos de trabalho, mas com base nos dados actuais serão empregados na fase de instalação 550 trabalhadores, na fase de comissionamento cerca de 350 e na etapa de operação, 220 pessoas”.

De recoradr que o Governo e a multinacional petrolífera italiana, ENI, anunciaram, sábado, o início da exploração do gás Natural Liquefeito, com a introdução, com segurança, do primeiro hidrocarboneto na plataforma flutuante, a partir dos reservatórios no alto mar, na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Com a introdução de gás na planta, o Coral Sul FLNG, ou seja, na única plataforma flutuante no mundo a puxar gás de águas profundas, estará, agora, em condições de atingir o seu primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito no segundo semestre deste ano, colocando Moçambique no mapa dos países produtores deste produto energético.

Cimeira da Commonwealth: Moçambique pretende reforçar diplomacia económica

Moçambique pretende reforçar a diplomacia económica durante a Vigésima Sexta cimeira da Commonwealth a decorrer hoje (sexta-feira) e amanhã (sábado), na cidade de Kigali, no Ruanda, sob lema “Rumo a um Futuro Comum: Conectando, Inovando e Transformando”.

Para o efeito, a delegação de Moçambique que vai participar na reunião magna da Commonwealth, chefiada pelo Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, em representação do Presidente da República, integra empresários que poderão firmar parcerias com outros países membros desta organização multilateral.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, disse que do ponto de vista de potencialidades, o nosso país é rico. Apontou a agricultura, indústria extractiva, com destaque para o gás e o turismo, como sendo as áreas que podem ser de maior interesse.

Na reunião espera-se que participem cinco mil convidados, trinta e cinco dos quais chefes de Estado, que confirmaram a sua presença.

A Cimeira de Kigali vai ter lugar de 24 a 25 de Junho do ano em curso e contará com a participação de Chefes de Estado e de Governos dos 54 países  membros que integram a Commonwealth.

O referido evento, tem como objectivos discutir modelos mais sustentáveis e inclusivos para um desenvolvimento comum centrado nas pessoas e no meio ambiente; criação de empregos para a juventude; construção de sistemas de saúde resilientes; assim como a construção de sociedades inclusivas, através da redução do fosso digital, no contexto da recuperação sócio-económica pós-pandemia da Covid 19.

Indústria transformadora vai crescer 2% em 2023

O Governo prevê, para o próximo ano, um crescimento de 2% no sector da indústria transformadora e uma contribuição de dois dígitos no Produto Interno Bruto (PIB), em 2030.

Os dados foram avançados esta quinta-feira, em Maputo, pelo secretário permanente do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Jorge Jairoce, durante a primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique.

Jaioce disse, igualmente, que há pretensão de se aumentar a capacidade produtiva envolvendo as Pequenas e Médias Empresas (PME) de modo a impulsionar a economia e reduzir a dependência na importação de produtos básicos.

A primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), juntou durante dois dias mais de 500 intervenientes nacionais e internacionais, com o objectivo de avaliar como transformar Moçambique de produtor de recursos naturais num gigante energético e industrial.

Assinado acordo para acréscimo do valor comercial do gás natural

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), acaba de assinar com a multinacional italiana Saipem, um memorando de entendimento que formaliza a cooperação entre as duas entidades na monetização do gás doméstico provindo do projecto Mozambique LNG, da Área 1, da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

A monetização é processo de acréscimo do valor comercial do gás natural através da sua transformação no país. A ENH e Speim irão, numa primeira fase, realizar um estudo de viabilidade com o objectivo de aferir a sustentabilidade financeira, económica e ambiental do projecto de monetização do gás.

Os resultados do estudo, previstos para Novembro deste ano, seis meses depois da assinatura do memorando, serão submetidos ao Ministério de Recursos Minerias e Energia (MIREME). Falando na ocasião o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, saudou o memorando que, numa primeira fase permitirá a realização de um estudo para adicionar valor ao gás natural no país, através da instalação de uma fábrica de Metanol.

Os outros impactos esperados para o país são a transferência de conhecimentos; desenvolvimento do conteúdo local, por via de criacao de empregos e oportunidades de negócios para fornecedores locais; apoio às autoridades governamentais na implementação de projectos de dimensão regional, e o crescimento da economia nacional.

De refirir que, a aprovar-se a sua viabilidade, o projecto será desenvolvido com base no gás doméstico a ser disponibilizado pelo empreendimento Mozmbique LNG, da Área 1, da Bacia do Rovuma.

Ao todo, o projecto Mozambique LNG, vai disponibilizar 400 milhões de pés cúbicos padrão de gás natural por dia (mms-cfd) para o desenvolvimento de projectos de industrialização do país.

CCM defende investimento em soluções que permitem uma rápida industrialização

A vice-presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Yolanda Fernandes, disse esta quinta-feira durante a sua intervenção na primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), que é necessário investir em melhores soluções que permitem uma rápida industrialização e capaz de acompanhar o já previsível desenvolvimento do crescimento económico.

Yolanda Fernandes, revelou ainda que o maior desafio é a criação de capacidades internas para a criação de valor que permite o desenvolvimento de diferentes sectores diversificando a economia nacional.

“Do ponto de vista da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), acreditamos que os maiores desafios do nosso país, consistem no incremento de investimentos na diversificação da sua economia, na qualificação e formação da população para que Moçambique possa enfrentar com optimismo as perstectivas de uma evolução para industrialização e digitalização da economia e terá de ser acompanhada de mão de obra qualificada”, revelou Yolanda Fernandes.

Fernades disse também que o mais importante é assegurar que o desenvolvimento do Conteúdo Local, seja de cumprimento inquestionável, insibstituível nas políticas nacionais, e programas institucionais de cada um dos investidores, quer para emponderamento do empresariado nacional, quer para melhoria de participação de nacionais nos desafios do desenvolvimento.

Carvão mineral rende 540 milhões de dólares no primeiro trimestre  

As exportações do carvão mineral atingiram, no primeiro trimestre deste ano, 540.1 milhões de dólares norte-americanos, valor influenciado pela tendência crescente da procura deste produto no mercado internacional.

Dados divulgados, há dias, pelo Departamento de Estatísticas e Reporte do Banco de Moçambique indicam que em todo o ano passado, as exportações do carvão mineral renderam ao país cerca de 1465.6 milhões de dólares norte-americanos.

Os valores alcançados em 2021 superam de longe os montantes atingidos em 2020, quando as exportações de carvão alcançaram apenas 646.7 milhões de dólares.

Em Moçambique, o carvão mineral é basicamente extraído nas bacias carboníferas de Moatize e Marara, onde operam as multinacionais Vulcan Minerals, ICVL e Jindal Africa, que têm, por isso, contribuído para o aumento de postos de emprego fixos neste sector produtivo.

Refira-se que, a Vulcan explora as minas que até há bem pouco tempo eram operadas pela brasileira Vale.

Em finais de Abril último, a Vale anunciou ter concluído a operação de venda de activos na exploração de carvão à indiana Vulcan Minerals num negócio de 270 milhões de dólares. O processo de transmissão incluiu também o Corredor Logístico de Nacala.

IFC vai avaliar viabilidade de centrais solares

A Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla inglesa), membro do Banco Mundial, e a Electricidade de Moçambique (EDM), assinaram em Bruxelas (Bélgica), um acordo para estudar a viabilidade de centrais solares fotovoltaicas de pequena escala.

A IFC vai fazer estudos para “quatro centrais com armazenamento de baterias e com uma produção total de energia prevista de 50 megawatts (MW)” em Moçambique, lê-se em comunicado citado pelo Notícias.

Segundo a mesma fonte, o acordo foi anunciado à margem do Fórum de Energia de África, a decorrer na capital belga.

Marcelino Gildo, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, referiu que a empresa procura “soluções sustentáveis para acelerar o acesso universal à energia até 2030”, com “200 MW em energias renováveis”.

TotalEnergies comprometida em promover o Conteúdo Local

Para a TotalEnergies particularmente pela sua posição de operadora no projecto Mozambique LNG, a construção e implementação de um plano viável do Conteúdo Local, afigura-se como uma das principais valências para a implementação sustentável do seu projecto.

“Não temos dúvidas em realçar a importância de olharmos para esta matéria de forma pragmática e coloca-la no centro das prioridades do projecto.  Em fóruns como este é frequente ouvirmos falar de como a descoberta das reservas de gás ao largo da costa moçambicana impulsionou a expectativa nacional por rápido desenvolvimento de uma pujante indústria extractiva”, disse Leonardo Nhavoto, Gestor do Conteúdo Local.

Segundo Leonardo Nhavoto, nesta receita de crescimento exponecial o Conteúdo Local, seria um dos principais ingredientes, para se alcançar o apogeu da captação de benefícios gerados pela indústria extrativa.

“A TotalEnergies na qualidade de operador do projecto tem também a crença inabalável, que este projecto apresenta-se como uma das maiores plataformas para contribuir para o desenvolvimento do conteúdo local em Moçambique, aliás não só acreditamos como também estamos comprometidos em promover o Conteúdo Local, para contribuir para o desenvolvimento económico e a industrialização no país. Temos também a percepção que a implementação de um plano de Conteúdo Local é uma missão de médio a longo prazo. Esta missão requer o treinamento de pessoas, requer o investimento de capital, e a manutenção de níveis de actividades constantes para que a base de produção criada possa se manter, e crescer de forma sustentável”, Nhavoto.

Leonardo Nhavoto, Gestor do Conteúdo Local, falava no primeiro dia, da Cimeira da primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), e que junta mais de 500 intervenientes nacionais e internacionais para avaliar como transformar Moçambique de produtor de recursos naturais num gigante energético e industrial.

Exploração de hidrocarbonetos traz novos desafios na preservação do ambiente marinho

A exploração de hidrocarbonetos no espaço marítimo moçambicano traz novos desafios ao país, sobretudo na preservação do ambiente marinho, o que requer muita atenção para assegurar que os ecossistemas aquáticos não sejam prejudicados.

Esta posição foi defendida pelo Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, no discurso de tomada de posse do novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional do Mar (INAMAR), Isaías Mondlane.

Maleiane acrescentou que a posição geoestratégica do nosso país faz com que sejamos, de alguma forma, detentores de uma estrada oceânica que serve de passagem de navios transportando mercadoria distinta para vários destinos.

“O INAMAR deve, por isso, reforçar os seus mecanismos de fiscalização e controlo para evitar a poluição marinha, as descargas de lixo no mar, assim como a utilização do nosso espaço marinho para fins prejudiciais para o próprio mar”, sublinhou o Primeiro-Ministro.

O dirigente espera que os gestores do INAMAR continuem a apostar na inovação e modernização da instituição de modo a que esteja à altura de fazer face aos novos e múltiplos desafios que se impõem ao sector.

A Mondlane, foi exigido responsabilidade de assegurar o exercício da autoridade marítima do Estado no mar e nas águas interiores.

“Recomendamos que a instituição que passa a dirigir, o INAMAR, trabalhe em estreita articulação e coordenação com outras instituições relevantes, sem descurar a necessidade de garantir uma gestão criteriosa dos recursos colocados à disposição da instituição”.