Saturday, June 27, 2026
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Moçambique e Qatar concordam no aprofundamento das relações comerciais

Filipe Nyusi assegurou que fará, em data a anunciar, uma visita de Estado ao Qatar a convite das autoridades deste país, para a concretização da pretensão.

Nyusi fez estes pronunciamentos num encontro com a comunidade moçambicana residente aqui no Qatar.

E os membros da comunidade moçambicana no Qatar estão disponíveis a regressar ao país e dar o seu contributo para o desenvolvimento dos projectos de hidrocarbonetos.

Este interesse foi manifestado pelo Representante da Comunidade moçambicana residente no Qatar, num encontro com o Presidente da República, Filipe Nyusi.

O Qatar alberga a maior comunidade de moçambicanos na Asia, grande parte dos quais trabalha no Qatar Alumminnium, na Construção e na Aviação Civil.

Moçambique vai exportar nova variedade de líchia para Europa

Trata-se de uma variedade de elevado valor comercial, de origem chinesa, cujas técnicas para a sua materialização no país, estão em implantação na província central de Manica.

A informação foi partilhada em Tete, na cerimónia de lançamento do Fundo Catalítico para inovação e demonstração, pelo representante da Westfalia Fruta Moçambique, uma firma de fruticultura, sediada em Manica.

Anselmo Mareque, fez saber que Moçambique tem condições agro-ecológicas para introduzir a espécie de líchia sem semente, nos distritos que gozam de micro-climas, exemplo Macossa, na província de Manica.

Mareque acrescentou que outra estratégia para o país se firmar no mercado europeu, e noutros pontos do globo, é a antecipação da produção da fruta, em relação ao seu principal concorrente naquele continente, o Madagáscar.

Para a fonte, a venda de Moçambique deverá começar em Novembro, período antes do início da produção em Madagáscar, que acontece a partir de Dezembro.

Anselmo Mareque acrescentou que igualmente estão em curso acções para o incremento da produção desta fruta, das actuais cento e cinquenta, para seiscentas toneladas anuais de líchia. 

Em 2022: Moçambique poderá registar um crescimento económico de 5%

Moçambique poderá assinalar um crescimento económico, este ano, de cinco por cento, acima dos 2.8 do ano passado e melhor que a média de 4 por cento entre 2015 e 2019.

Estes dados constam de um relatório da Agência de Notação Financeira, FITCH.

A agência evoca o levantamento das medidas de distanciamento social, o aumento do consumo privado e o ambiente de segurança estável, que propicia investimentos mais fortes, como as principais causas da previsão do crescimento económico no país.

O documento refere, ainda, que a produção do gás natural liquefeito vai motivar um rápido crescimento das exportações, fazendo com que Moçambique seja um exportador deste produto, pela primeira vez, no segundo semestre deste ano, quando o projecto Coral SUL da ENI começar a produzir. 

INCM licencia nova operadora de internet de alta velocidade

O Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) anunciou a atribuição de licença a uma nova operadora de internet no país.

Trata-se da empresa americana STARLINK, especializada em prestação serviços comerciais de internet via satélite e representante da Space X.

De acordo com um comunicado do INCM, Moçambique será o primeiro país em África a operar serviços fornecidos por esta entidade que, diz a nota, resulta da flexibilidade regulatória.

“A atribuição desta licença vai trazer enormes benefícios ao ecossistema das tecnologias de informação e comunicação em Moçambique”, refere uma nota do INCM.

Para a autoridade reguladora, a entrada da Starlink, cuja licença será oficialmente entregue em cerimónia simbólica, esta quarta-feira em Maputo, vai reforçar a expansão da banda larga em Moçambique, bem como melhorar a conectividade.

“O serviço de transmissão de dados a ser prestado pela Starlink vai complementar os outros disponíveis no mercado, sem, contudo, substituir as tecnologias já existentes”, acrescenta a nota.

A Starlink pretende criar uma constelação de satélites para fornecer serviços de Internet de banda larga e cobertura global a baixo custo.

Em 04 Fevereiro, a SpaceX enviou para o espaço um novo grupo de 49 satélites da sua rede Starlink, que se juntaram a uma “constelação” de 2.000 satélites de Internet de banda larga, construídos pela empresa privada e colocados em órbita.

A empresa explicou que, enquanto a maioria dos serviços de Internet via satélite provém de satélites em órbita a cerca de 35.000 quilómetros da terra, o enxame Starlink está muito mais próximo, a cerca de 550 quilómetros, o que lhe permite reduzir o tempo de viagem de dados entre o utilizador e o satélite.

SAB pondera aumentar Investimento em Moçambique

South African Breweries (SAB), empresa sul-africana subsidiária da líder mundial do segmento das bebidas alcoólicas AbInBev, que em Moçambique detém a maioria do capital da Cervejas de Moçambique (CDM) solicitou ao governo sul-africano que repense o anúncio do orçamento desta semana que demonstra um aumento na cobrança do imposto especial de consumo.

Uma matéria que, para o especialista em economia e impostos especiais de consumo da empresa, Fatsani Banda, é sensível para toda a indústria sul-africana produtora de bebidas alcoólicas porque, segundo ele, “é necessário um ajustamento do imposto especial de consumo que seja inferior à taxa de inflação e uma política clara de acompanhamento do sector.”

De acordo com o portal de informação sul-africano EWN, Fatsani Banda acrescentou que a indústria das bebidas alcoólicas “é crucial para a recuperação económica da África do Sul no pós-pandemia e que o aumento dos preços das bebidas alcoólicas encoraja o mercado paralelo.”

Concordando com a procura por parte do governo sul-africano de um quadro estruturado de impostos especiais de consumo a ser criado e implementado no país, o mesmo responsável expressa, ainda assim, a sua “preocupação com as ramificações de ser (o sector) potencialmente sujeito a impostos especiais de consumo que são mais elevados do que a taxa de inflação”, e relembra que durante a pandemia de Covid-19, a SAB teve de despedir mais de 150 000 dos seus trabalhadores, tendo sofrido um declínio de 30% ao nível do negócio.

Por conseguinte, e é aqui que Moçambique entra na história, assumiu mesmo que se o governo sul-africano não apoiar a cervejeira, esta “poderá ter de explorar outras opções”, isto porque, diz, “existem outros países que estão dispostos a dar-nos um ambiente mais propício ao negócio, como Moçambique que tem estado aberto à criação de uma cervejaria através da concessão de uma isenção fiscal e da redução da burocracia regulamentar para o estabelecimento de negócios”, concluiu.

INAGE repõe portais atacados por “hackers iemitas”

O Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE) convocou uma conferência de imprensa para  explicar  a inoperância de alguns portais do Governo devido ao ataque  sofrido na tarde de ontem pelos “hackers iemitas”.

O director-geral do INAGE, Ermínio Jasse, disse que este é o primeiro ataque cibernético ocorrido no país, de vários que ocorrem diariamente, mas não houve perda de dados pessoais.

“Os ataques acontecem todos dias e toda hora, esses ataques não costumam ter sucesso, mas para este caso eram portais e  não houve perda de informações, toda informação é de consumo público”, explicou.

Jasse acrescenta ainda que já foram recuperados os portais, mas para resolução foi necessário desligar o servidor atacado, tendo por isso afectado alguns portais que não foram atacados, como é o caso do portal do Ministério da Defesa. Ermínio Jasse disse ainda que não foi pago nenhum valor aos “hackers iemitas”.

Produção pecuária de Moçambique aumenta 9% anualmente na década

As autoridades agrícolas de Moçambique anunciaram segunda-feira (21), que o sector pecuário do país tem vindo a registar um desempenho de produção positivo com a taxa de crescimento anual superior a nove por cento nos últimos 10 anos.

Falando durante o primeiro Fórum Nacional da Pecuária em Maputo, o Director Nacional do Desenvolvimento da Pecuária, Américo da Conceição disse no fórum que a produção pecuária do país passou de um patamar de 52.000 toneladas em 2011 para 160.000 toneladas em 2021.

Em 2021, só a produção de frango ultrapassou as 135 mil toneladas, posicionando Moçambique atrás apenas da África do Sul na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e o país ocupa o oitavo lugar em termos de produção de vacas na região, disse o director.

Américo disse que os programas de vacinação estão entre as razões que levaram ao desempenho positivo da produção pecuária e as autoridades ainda estão a implementar mais programas para aumentar a produção no futuro próximo.

“Em termos de sanidade, temos que implementar programas de prevenção, controle e erradicação de doenças. Temos que fazer programas de vacinação, controlar movimentos e também controlar a qualidade de toda a cadeia de valor”, disse Conceição.

Empresários do Qatar abertos para investir no país

Os empresários do Qatar expressaram a vontade de investir em vários sectores de actividade em Moçambique, com destaque para o ramo de turismo e recursos naturais. Esta abertura foi transmitida ao Chefe do Estado, Filipe Nyusi, numa audiência que concedeu ontem segunda-feira (21), em Doha, capital do Qatar, ao presidente da Associação dos Empresários do Qatar, DShei Feisal. 

Feisal falou do desejo dos membros da agremiação que dirige de aprimorar a cooperação bilateral, no contexto do interesse do seu  país de gerar facilidades e estender a ponte entre Moçambique e Qatar.

Promessas de investimentos vieram também dos representantes da Câmara de Comércio do Qatar, recebidos pelo Presidente Nyusi, à margem da VI Cimeira do Fórum dos Países Exportadores do Gás (GECF), que hoje se realiza em Doha.

Estes manifestaram desejo de reforçar os laços de cooperação económica com Moçambique, juntando os sectores privados dos dois países para explorarem oportunidades existentes.

A Câmara de Comércio do Qatar garantiu que vai apresentar à delegação moçambicana o potencial de investimentos que o sector privado deste país tem desejo e capacidade de realizar, acto que poderá acontecer à margem da magna reunião do GECF.

Entretanto, o secretário-geral do CECF, o argelino Mohammed Hammel, disse estar satisfeito pelo percurso de Moçambique no concerto das nações e a posição que brevemente vai assumir no quadro global dos produtores e exportadores do gás.

Neste sentido, mostrou-se satisfeito por ter sido recebido pelo Presidente da República, a quem disse abertamente que a sua organização se sentirá congratulada em receber Moçambique como membro-observador do Fórum dos Países Exportadores do Gás, à semelhança do que acontece, por exemplo, com Angola, há cinco anos.

A VI Cimeira do Fórum dos Países Exportadores do Gás acontece numa altura em que Moçambique se posiciona para ser um dos maiores produtores e exportadores deste recurso no mundo.

Ciberataque deixa inoperacionais vários portais moçambicanos na Internet

Atacado por ‘hackers’ iemenitas” é o título, escrito em inglês, da página com uma foto de um homem com uma metralhadora e lenço na cabeça que surge replicada quando se tenta entrar em diferentes ‘sites’.

Entre os alvos estão os portais do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), da Administração Nacional de Estradas, da Administração Regional de Águas do Sul ou do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER).

No entanto, no caso do INATTER, o subdomínio exames.inatter.gov.mz, que dá acesso a alunos e escolas de condução, está a funcionar normalmente.

Noutros casos, a página que anuncia o ataque está presente nos ‘sites’, mas pode passar despercebida e só surgir se for diretamente invocada no endereço, como é o caso do Ministério da Defesa.

A página replicada em todos os ‘sites’ inoperacionais anuncia no rodapé que houve dados extraídos e que serão vendidos a um preço barato, mas sem exibir evidências.

Ao mesmo tempo, há vários portais institucionais com elevada notoriedade que estão a funcionar normalmente, nomeadamente do Governo, Presidência da República, Banco de Moçambique, Ministério da Saúde, portal Covid-19, Instituto Nacional de Estatística ou Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com um estudo da Accenture, recentemente divulgado, mais de metade (55%) das grandes empresas não têm uma defesa efetiva contra ciberataques nem conseguem localizar e corrigir as quebras de segurança rapidamente.

O estudo, com base em entrevistas a mais de 4.700 executivos de todo o mundo. Este relatório sublinha “a necessidade de alargar os esforços de cibersegurança para lá dos limites da própria empresa, de forma a chegar a todo o seu ecossistema, realçando que os ataques indiretos, ou seja, ataques bem-sucedidos a uma organização através da cadeia de valor”.

Moçambique na reunião dos maiores produtores de gás

Moçambique é um dos países presentes na 6.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), cujo encontro de alto nível decorre esta segunda-feira (21) na cidade de Doha, capital do Qatar, no Médio Oriente.

O GECF é uma plataforma global dos principais países exportadores de gás, com sede em Doha, integrado, entre outros, pelo Qatar, Argélia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia, Bolívia, Irão, Nigéria, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Iraque, Holanda, Noruega e Omã.

Entretanto, os Estados Unidos da América e Austrália não são membros desta plataforma, não obstante serem dos maiores produtores de gás do mundo.

O país faz-se representar nesta cimeira pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se faz acompanhar pelo ministro dos Recursos Minerais, Max Tonela, e quadros de outras instituições do Estado.

Moçambique vem a esta reunião numa altura em que se prepara para ser um dos maiores exportadores do gás natural, com projectos a serem desenvolvidos na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado. Neste momento, o país produz gás natural em pequenas quantidades nas regiões de Pande e Temane, em Inhambane, exportando para o mercado sul-africano

Embora o país não seja ainda um grande exportador deste recurso, dados estatísticos oficiais recentes tornados públicos pelo Global Outlook 2050 apontam Moçambique como estando na projecção do quinto maior exportador de gás do mundo, o que poderá acontecer em meados do presente século.

O “Notícias” sabe que um dos objectivos estratégicos da participação de Moçambique neste encontro de alto nível é procurar fazer parte dos 18 membros da plataforma do GECF, com a perspectiva de estimular o sector.

Importa recordar que o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, participou recentemente num encontro com o secretário-geral do GECF, Mohamed Hamel, que, na ocasião, sublinhou o notável potencial do gás natural para o futuro económico de Moçambique.