Monday, April 13, 2026
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FNB Moçambique intensifica medidas de segurança para transacções online

O FNB Moçambique acaba de aumentar a segurança das transacções online com os seus cartões de crédito e débito Smart, Platinum, Gold e Signature.

O “3D Secure” é uma solução concebida para aumentar a segurança dos pagamentos em linha e das tentativas de fraude em linha.

3D Secure é um método de autenticação concebido para que os clientes do FNB possam confirmar pagamentos relacionados com as suas compras efectuadas online, através da introdução de uma senha única (OTP) enviada por SMS para o contacto associado ao seu cartão.

“É um sinal do investimento que o FNB Moçambique está a fazer na segurança e protecção das transacções dos seus clientes, ajustando-se às crescentes exigências e necessidades dos pagamentos digitais e ao ambiente do comércio electrónico. Continuaremos a reforçar estas soluções para aumentar o leque de opções de pagamento disponíveis aos nossos clientes, sempre com a segurança como pilar principal”, disse Sérgio Gomes, chefe de operações do FNB Moçambique.

Em termos práticos, ao fazer compras online com o cartão FNB, o cliente, para além de introduzir os dados normalmente solicitados (número do cartão, data de validade e código CVV), introduzirá o código OTP enviado ao contacto via SMS como passo de confirmação final. O OTP – uma série de números – é enviado apenas para o contacto associado ao titular do cartão.

O 3D Secure foi activado automaticamente em todos os cartões FNB e não implica qualquer custo adicional para os clientes.

A ferramenta de autenticação foi exclusivamente concebida para garantir que o pagamento de compras on-line com um cartão FNB seja, de facto, efectuado pelo respectivo titular do cartão.

Governo britânico remove Moçambique da “lista vermelha” de viagens

O Governo britânico removeu da “lista vermelha” de viagens internacionais todos os 11 países africanos atualmente incluídos, incluindo Angola e Moçambique, desde quarta-feira.

Numa declaração no Parlamento, o ministro da Saúde, Sajid Javid, explicou que a medida, introduzida no final de Novembro para impedir a entrada de casos da variante Ómicron de covid-19, primeiro identificada na África do Sul, deixou de ser eficaz porque esta já está espalhada no Reino Unido.

Apenas britânicos e residentes no Reino Unido podem viajar dos países na lista vermelha, mas ficam sujeitos a cumprir quarentena de 10 dias num hotel designado e às suas custas.

A partir de quarta-feira, aplicam-se as regras normais, nomeadamente testes pré-embarque e outro nas primeiras 48 horas após a chegada, sendo obrigatório o isolamento até ser dado um resultado negativo.

O Parlamento britânico encontra-se a debater novas medidas para conter a vaga de casos com a variante Ómicron, nomeadamente a necessidade de apresentar um passe sanitário em discotecas, espetáculos e grandes eventos.

Escócia e País de Gales já têm este sistema em prática, mas a proposta para introduzi-la em Inglaterra é rejeitada por muitos deputados do Partido Conservador devido ao impacto na economia e restringirem as liberdades individuais.

Porém, mesmo se um grande número de deputados decidir desafiar a orientação do Governo, as medidas deverão ser aprovadas graças aos votos do partido Trabalhista, a principal força da oposição.

O ministro da Saúde defendeu a necessidade destas restrições devido à elevada transmissibilidade da variante Ómicron, cujo número de casos está a duplicar a cada dois dias no Reino Unido.

Embora até agora tenham sido identificados 4.713 casos, os cientistas estimam que o número real é 42 vezes maior, cerca de 200.000.

A covid-19 provocou pelo menos 5.311.914 mortes em todo o mundo, entre mais de 269 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

Inspecção de jogos e do BM unem-se contra o branqueamento de capitais

O Banco de Moçambique e a Inspecção Geral de Jogos assinaram na semana passada um acordo para unir esforços contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo.

O Banco de Moçambique e a Inspecção Geral de Jogos assinaram um Memorando de Entendimento em Maputo na sexta-feira passada, cobrindo a partilha de informações no contexto do combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

O Director do Banco de Moçambique, Jamal Omar, afirmou na ocasião que, para além da troca de informações e consulta mútua, o acordo permitiria também a troca de experiências e acções conjuntas, bem como assistência técnica e apoio, entre as duas instituições.

“Estamos confiantes de que o acto a que hoje assistimos ajudará a reforçar o nosso sistema de detecção e monitorização de operações suspeitas e a responder aos actuais desafios sobre o assunto”, disse Omar.

O Inspector Geral de Jogos, António de Almeida, disse que a assinatura do memorando reforçaria a cooperação com o Banco de Moçambique na supervisão das entidades, em consonância com os esforços destinados a melhorar o cumprimento das normas de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo estabelecidas por organizações internacionais das quais Moçambique é signatário.

O memorando foi assinado poucos dias depois de o Banco de Moçambique ter multado sete instituições bancárias pouco mais de 145 milhões de meticais por violação da Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, bem como da Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.

O acordo entre a Inspecção Geral de Jogos e o banco central está em curso, uma vez que o julgamento do caso das “dívidas ocultas” de Moçambique, avaliadas em mais de 2,2 mil milhões de dólares, está em curso. Alguns dos 19 arguidos do julgamento são acusados de branqueamento de capitais.

Associação Nacional de Jovens Empresários lança “Morenergy” em Maputo

O Mozambique Renewable Energy – Conferência & Expo, designado por “Morenergy”, é um evento de nível internacional, anual, organizado pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e parceiros, cuja primeira edição se realizará na Cidade de Maputo entre os dias 22 e 24 de Março de 2022, sob o lema “Mais Energia Limpa para o Desenvolvimento Sustentável”.

Moçambique tem um enorme potencial para energias renováveis. E foi por isso que a Associação Nacional dos Jovens Empresários e Parceiros realizou, esta terça-feira, na Cidade de Maputo, o lançamento da Mozambique Renewable Energy (MORENERGY), sob o lema “Mais Energia Limpa para o Desenvolvimento Sustentável”.

O evento surge com o intuito de dar mais ímpeto ao sector das energias renováveis em Moçambique, considerado como um dos eixos estratégicos para a construção de “um sector energético dinâmico, competitivo, inovador e sustentável, com prosperidade partilhada por todos”, e para o “desenvolvimento com forte efeito multiplicador na economia moçambicana”.

“Este evento é uma grande oportunidade para os potenciais interessados dentre investidores, financiadores, empreiteiros, fornecedores e fabricantes de tecnologias de energias renováveis”, afirmou António Saíde, PCA da FUNAE, acrescentando que a transição energética é um processo irreversível.

Para o presidente da ANJE, Lineu Candieiro, este lançamento é fruto da visão energética e futurista da associação, que se inspira nos desafios do presente para trazer soluções do e para o futuro.

“É nas energias renováveis onde reside o próximo factor impulsionador do desenvolvimento nacional e mundial”, assegurou Candieiro.

A directora de Energias Renováveis da Electricidade de Moçambique (EDM, EP), Olga Utchavo, presente no evento, diz que o mesmo constitui uma grande oportunidade para os fornecedores e enalteceu o papel dos jovens nesta temática de energias renováveis.

“Nós temos o sol, o vento, a biomassa, resíduos sólidos, e muita oportunidade de usar estes recursos para, de forma alternativa e sustentável, desenvolver o uso produtivo dessas energias, e para também potenciar o sector económico, principalmente o papel dos jovens que terão oportunidade de alavancar os seus projectos através destas energias”, disse Olga Utchavo.

O Presidente Filipe Nyusi enfatizou que “a aposta nas energias renováveis poderá assegurar a transformação e desenvolvimento industrial, agro-processamento, aquacultura, e aumento do acesso energético a mais famílias”.

O evento conta com o apoio dos demais stakeholders do sector e servirá de “hub”, no qual estarão agentes do sector público e privado. A ANJE fará, nesta primeira edição, um evento híbrido, onde a conferência e exposição, além de ser possível presenciar “in loco” com limitação de lugares e circulação de pessoas, através da plataforma digital, será possível acompanhar o evento online e, deste modo, atrair delegados dos quatro cantos do planeta.

Serão igualmente apresentadas as linhas de financiamento disponíveis e os investimentos em curso em Moçambique. A iniciativa MORENERGY pretende contribuir para os Objectivos do Milénio, através da mobilização do sector privado, público e investimentos internacionais.

Nova barragem hidroeléctrica será ‘elemento chave’ na transição energética do país

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia disse que a futura barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa seria um projecto chave para a transição energética de Moçambique, observando que o governo estava à procura de um parceiro estratégico para as infra-estruturas.

Max Tonela falou durante o lançamento em Maputo do concurso internacional para a selecção do parceiro estratégico para o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, que será a maior barragem a ser construída no país desde a independência em 1975.

“Mphanda Nkuwa será também um elemento chave no processo de transição energética de Moçambique e da região, através do fornecimento de energia limpa”, disse Tonela.

A infra-estrutura, continuou, será também uma importante solução de mitigação das alterações climáticas com vista a alcançar a neutralidade de carbono, em conformidade com os objectivos do Acordo de Paris.

Desempenhará um papel central no acesso universal à energia, industrialização e diversificação da matriz energética nacional.

O projecto garantirá a segurança do fornecimento de energia de qualidade ao mais baixo custo e reafirmará a posição de Moçambique como um centro energético regional, acrescentou.

Referindo-se ao concurso internacional para a selecção do parceiro estratégico para o projecto hidroeléctrico Mphanda Nkuwa, disse que o processo reflectia a vontade do Governo de identificar um parceiro aliado forte para a construção do projecto.

“Estamos plenamente empenhados em levar a cabo um processo aberto e transparente, que permita a selecção de investidores através de critérios baseados na capacidade técnica, solidez financeira e experiência comprovada no desenvolvimento de projectos semelhantes”, disse Tonela.

O parceiro irá trabalhar com Eletricidade de Moçambique (EDM) e Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), como representantes do sector público.

O representante do Banco Mundial em Moçambique, Idah Z. Pswarayi-Riddihough, disse na ocasião que Mphanda Nkuwa será um empreendimento emblemático, reforçando a posição do país africano como produtor de energia limpa.

“O projecto emblemático de Mphanda Nkuwa tem um potencial transformador para trazer energia renovável ao país e região em grande escala”, Idah Z. Pswarayi-Riddihough.

A Lei da Electricidade em preparação irá promover a transparência na participação do sector privado no desenvolvimento energético em Moçambique, aumentando a capacidade das energias renováveis e a aceleração do objectivo da Energia para Todos.

“Sabemos que o sector privado desempenha um papel central para o desenvolvimento do sector energético, como se vê em países com elevada capacidade de geração e taxas de acesso”, disse o representante do Banco Mundial em Moçambique.

Mphanda Nkuwa está estimado em 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros).

Planeada há vários anos, a ideia de Mphanda Nkuwa foi relançada em 2018 pelo presidente moçambicano Filipe Nyusi, e poderia ser a maior barragem de Moçambique depois de Cahora Bassa, localizada 60 quilómetros a jusante desta, também no rio Zambeze, no interior central de Moçambique, cerca de 1.500 quilómetros a noroeste de Maputo.

Investimentos no país mostram recuperação da credibilidade

O vice-presidente da Corporação Financeira Internacional para África e Médio Oriente defendeu que os grandes investimentos anunciados recentemente em Moçambique mostram que o país está a recuperar a credibilidade junto da comunidade internacional após o escândalo das dívidas ocultas.

Em entrevista à Lusa por vídeoconferência a partir de Washington, Sérgio Pimenta admitiu que o escândalo das dívidas ocultas, reveladas em 2016, “teve o seu impacto em termos de relacionamento com a comunidade internacional, incluindo com o Fundo Monetário Internacional”.

“É evidente que um assunto como esse tem o seu impacto na visão que os investidores, não só estrangeiros, mas até os moçambicanos, têm em investir” no país, afirmou.

No entanto, recordou que na sequência do escândalo, o Governo moçambicano tomou medidas “que eram necessárias para permitir restabelecer uma credibilidade do investimento em Moçambique”, já depois de os parceiros internacionais terem suspendido o financiamento orçamental e de as agências de notação financeira terem colocado o país em `default`, no seguimento do incumprimento financeiro sobre os títulos de dívida.

“Quando vemos agora novos investimentos que vão ser feitos, eu acho que podemos ser otimistas de que realmente há uma maior credibilidade” que facilita o investimento em Moçambique, disse Sérgio Pimenta.

E exemplificou com o investimento que a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla inglesa), membro do Banco Mundial, anunciou em outubro, no valor de 494 milhões de dólares (423,85 milhões de euros) para financiar a central elétrica de Temane, a maior construída em Moçambique desde a independência.

“O facto de nós termos conseguido mobilizar fundos de maneira importante para o projeto de Temane é um bom exemplo de que realmente volta a haver uma credibilidade de Moçambique na comunidade internacional”, sustentou.

Reveladas em 2016, as dívidas ocultas estão relacionadas com empréstimos no valor de 2,7 mil milhões de dólares (2,28 mil milhões de euros), contraídos entre 2013 e 2014 junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB pelas empresas estatais moçambicanas Proindicus, Ematum e MAM.

Os empréstimos foram secretamente avalizados pelo Governo da Frelimo, liderado por Armando Guebuza, sem o conhecimento do parlamento e do Tribunal Administrativo.

Na sequência do escândalo, diversos parceiros, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional, a União Europeia (UE) e os seus países, suspenderam formalmente os apoios diretos a Moçambique.

No julgamento do caso, que ainda decorre, a justiça moçambicana acusa 19 arguidos do processo principal de se terem associado em “quadrilha” e dilapidado o Estado moçambicano em 2,7 mil milhões de dólares angariados junto de bancos internacionais através de garantias prestadas pelo Governo.

Banco ABC Moçambique será extinto no dia 21 de Dezembro

O banco ABC (African Banking Corporation) Moçambique, o oitavo em termos de activos totais no país, anunciou a sua extinção a partir de 21 de Dezembro, por via da fusão com o Access Bank.

“Tendo sido obtidas todas as autorizações e todos os consentimentos legais e estatutários necessários para efeitos da fusão”, a mesma “irá culminar com a extinção do banco ABC Moçambique a 21 de dezembro de 2021”, lê-se em comunicado.

O Access Bank, com sede na Nigéria, iniciou operações em Moçambique em setembro de 2020 e anunciou na altura a aquisição do ABC, criando juntos o “sétimo maior banco de Moçambique”, detido maioritariamente pelo banco nigeriano.

O banco ABC está presente em seis províncias de Moçambique.

Os montantes do negócio não foram revelados.

Moçambique com inflação de 0,99% em Novembro

A inflação no país em Novembro foi de 0,99%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), com base nos índices de preços ao consumidor para as três maiores cidades (Maputo, Nampula e Beira).

A inflação de Novembro deveu-se em grande parte ao aumento do preço dos combustíveis líquidos – 6,5 por cento para a gasolina e 4,6 por cento para o gasóleo.

Outros aumentos de preços médios significativos no mês foram para cocos (14,6 por cento), materiais para manutenção e reparação de habitações (10,5 por cento), veículos usados (2,7 por cento) e refeições de restaurante (0,7 por cento).

Mas os preços de vários outros bens caíram ao longo do mês, nomeadamente batatas (-10,2%), e detergente em pó (2,5%).

A inflação nos primeiros 11 meses do ano foi de 5,17 por cento. Os principais itens que contribuíram para os aumentos de preços foram as divisões de alimentos e bebidas não alcoólicas e transporte (nomeadamente os preços dos combustíveis).

A inflação anual (1 de Dezembro de 2020 a 30 de Novembro de 2021) foi de 6,77 por cento.

As três cidades não apresentavam todas a mesma taxa de inflação em Novembro. Os preços subiram 1,4 por cento em Maputo, mas apenas 0,53 por cento em Nampula, e 0,51 por cento na Beira.

Hollard Seguros apoia a expansão do crédito às PMEs no país

A Hollard está a lançar um projecto-piloto para a implementação de um Mecanismo de Garantia de Empréstimos para Pequenas e Médias Empresas (PME).

Denominado “Credi-Seguro”, o projecto consiste na implementação e gestão de um Mecanismo de Garantia de Empréstimos que garantirá o financiamento concedido por bancos e micro-bancos às Pequenas e Médias Empresas (PME), implementado através de uma plataforma digital e tornado possível por um estudo avançado do risco de crédito.

Na plataforma online Credi-Seguro, as pequenas e médias empresas poderão apresentar digitalmente pedidos de crédito e, se a análise for positiva, Hollard aprovará previamente uma garantia de empréstimo. Como resultado, será criada uma base de pedidos de empréstimo para os bancos e micro-bancos participantes, com informação já verificada e pré-aprovada por Hollard.

Desenvolvida pela Hollard Seguros com uma equipa de peritos moçambicanos e internacionais, a Credi-Seguro cria uma colaboração mais eficaz entre a seguradora e os bancos em Moçambique, expandindo com segurança o crédito ao sector das PMEs.

A base de dados contém informação e documentação verificada dos clientes, avaliação de negócios, pontuação de crédito e garantia de empréstimo pré-aprovada. Os bancos terão, no entanto, total liberdade para realizar as suas próprias avaliações de crédito. Para além de transferir o risco da garantia de crédito que Hollard irá fornecer, a Credi-Seguro também receberá apoio financeiro de Hollard para a fase piloto desta iniciativa.

O projecto está pronto para ser implementado, e a equipa do projecto está em negociações com diferentes bancos comerciais e de microcrédito para participar no projecto-piloto.

De acordo com informações fornecidas durante o lançamento do projecto, na segunda-feira, 06/12, por Henri Mittermayer, presidente do Comité Executivo da Hollard Moçambique, o primeiro grupo de clientes PMEs já foi considerado e está pronto a ser enviado aos bancos como candidatos a empréstimos bancários.

O Grupo Hollard acredita que este projecto será o catalisador de uma iniciativa regional, com projectos semelhantes noutros países da SADC, pois um projecto-piloto bem sucedido permitirá a sua implementação em todas as regiões de Moçambique e, potencialmente, no resto do continente africano.

A Hollard Moçambique, uma subsidiária da Hollard International, é composta pela Hollard Holdings Moçambique, Hollard Moçambique Companhia de Seguros e Hollard Vida Companhia de Seguros e outras empresas nas quais detém participações.

Plano para fome zero até 2030 vai custar 400 mil milhões de meticais

O Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) diz que vai investir no sector agrário para eliminar a fome até os próximos oito anos, conforme estabelecem as metas das Nações Unidas. Para o feito, são necessários cerca de 400 mil milhões de meticais.

O segundo Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), traçado pela Organização das Nações Unidas, prevê a eliminação da fome no mundo até 2030, uma meta que também faz parte do programa do Governo moçambicano.

Para tal, o Executivo quer reforçar o investimento no sector agrário a curto e médio prazos, um esforço adicional ao que já ocorre no terreno, como é o caso do programa SUSTENTA.

Segundo Yolanda Gonçalves, porta-voz do segundo Conselho Coordenador do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, o sector tem um plano de investimento agrário para a eliminação da fome até ao período em alusão e são necessários fundos para a sua implementação.

Gonçalves disse que são necessários cerca de 400 mil milhões de meticais, que serão aplicados em vários projectos da cadeia de valor do sector agrário.

“Com base nas contribuições que tivemos no segundo Conselho Coordenador, foram definidas as linhas estratégicas que vão orientar a implementação do Plano Nacional de Investimento e o mesmo requer um financiamento de 400 biliões de meticais”, afirmou Yolanda Gonçalves.

Gonçalves realçou que o plano de investimento do sector agrário para a eliminação da fome até 2030 será submetido aos órgãos competentes para sua aprovação, mas antes serão ouvidas várias opiniões da sociedade.

“A partir do primeiro trimestre de 2022, serão auscultados os intervenientes da cadeia de valor do sector agrário, no sentido de aferir propostas adequadas ao plano”, sublinhou Yolanda Gonçalves.

Sobre a presente campanha agrícola, o Governo mantém ambições de maior produtividade, com olhos postos no abastecimento interno, bem como exportação do excedente.

“A prioridade continuará sendo a mesma, que é produzir culturas que garantam a segurança alimentar e as que garantem o rendimento. Refiro-me, especialmente, à soja, gergelim e a soja”, disse Gonçalves

As informações foram partilhadas esta sexta-feira, último dia do segundo Conselho Coordenador do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, que decorreu na Cidade de Maputo.