Monday, April 13, 2026
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Millennium bim reeleito “Banco do Ano” em Moçambique, 2021

Gestão rigorosa com visão de futuro, dinamismo, profundo conhecimento do mercado, inovação, robustez e o compromisso do Banco com o desenvolvimento social do país são alguns dos atributos que levaram à reeleição do Millennium bim, pela 14ª vez, como “Banco do Ano” em Moçambique, 2021, uma distinção atribuída pela conceituada revista internacional The Banker, do Grupo Financial Times.

O prémio, que simboliza o reconhecimento, pelos mais reputados analistas do sector, da excelência dos produtos e serviços que o Banco disponibiliza, num contexto macroeconómico adverso resultante da pandemia COVID-19, assinala também o forte contributo do Millennium bim para a modernização do sistema financeiro nacional e o desenvolvimento inclusivo de Moçambique, nomeadamente, ao nível da inclusão financeira e digital dos moçambicanos.

A publicação destaca ainda, a solidez e a qualidade dos resultados do Banco, a resiliência assente na sua capacidade de inovação, de se superar e adaptar às mudanças que a transformação digital exigiu às empresas, como resposta aos desafios impostos pelo mercado e pela pandemia da COVID-19. Foram também critérios decisivos a implementação de uma estratégia de crescimento sustentada, aliada a um compromisso socioeconómico inclusivo através de acções e parcerias que visam a melhoria das condições de vida e o bem-estar das Famílias e Empresas moçambicanas.

Para José Reino da Costa, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, este novo prémio destaca, de forma clara, o incansável e contínuo compromisso do Banco para a bancarização nacional, uma vez que reconhece todo o esforço e investimento na qualidade, não só da oferta de produtos e
serviços, mas também e sobretudo do seu capital humano.

“O reconhecimento como “Banco do Ano” é, para o Millennium bim, uma honra renovada que vem acrescentar, ainda mais, a nossa responsabilidade para com as Famílias e Empresas moçambicanas. Este reconhecimento é uma prova de que os Clientes têm preferência pelo Millennium bim pelo investimento feito na transformação digital e disponibilização de soluções inovadoras que vão ao encontro das suas necessidades. Este prémio constitui, ainda, um incentivo a prosseguirmos com a nossa estratégia digital, simplificando procedimentos, tornando-os mais ágeis, bem como mais cómoda a nossa interacção com os Clientes. Para isso, o Banco conta com uma equipa empenhada e altamente profissional, capaz de responder aos desafios do mercado, baseando-se nos mais altos padrões de qualidade e rigor, como tem sido a nossa cultura.”

O prémio “Banco do Ano” em Moçambique, 2021 reforça o histórico de excepção do Millennium bim, na sua condição de Banco mais premiado do País, bem como o sucesso do Banco, sempre norteado pelo desenvolvimento de iniciativas de apoio às comunidades através de um programa de Responsabilidade Social muito vasto, em áreas como educação, cultura, desporto, desenvolvimento comunitário e saúde.

Sobre o Millennium bim – Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do sector bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, e uma das maiores redes de ATM e POS. O Millennium bim é o Banco mais premiado do País e o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.

Inflação homóloga em Moçambique sobre para 6,77%

A inflação homóloga em Moçambique subiu de 6,42% em Outubro para 6,77% em Novembro, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

É o terceiro mês consecutivo em que o ritmo de subida dos preços se fixa acima de 6% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior.

A inflação mensal em Novembro foi de 0,99%, sendo que a inflação acumulada este ano situa-se agora em 5,17% – o ano de 2020 terminou com um valor de 3,52%.

Transportes, habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis foram os itens que mais puxaram pelo índice de preços ao consumidor (IPC) em Novembro, explicou o INE.

Os valores do IPC são calculados a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Nova estratégia do BM focada na estabilidade e inclusão financeira

O Banco de Moçambique divulgou, recentemente, as linhas do seu Plano Estratégico 2021-2023. No documento consta que o regulador do sistema financeiro nacional pretende focar-se, durante o triénio, em quatro pilares, nomeadamente, estabilidade monetária; estabilidade e inclusão financeira; eficiência e segurança do sistema nacional de pagamentos; e governação e gestão corporativa.

No que toca à estabilidade monetária, o documento que traça as linhas-mestres da estratégia detalha que o Banco Central pretende fortalecer o Sistema de Previsões e Análise de Políticas da instituição, orientando-o para um regime de metas de inflação; consolidar o uso da taxa de juro como variável operacional da política monetária; melhorar o quadro legal e operacional, visando ganhos de eficiência na gestão de reservas internacionais.

No segundo pilar, o regulador do sistema financeiro nacional pretende modernizar os processos operacionais de supervisão; melhorar os níveis de literacia financeira da população moçambicana; adequar o quadro legal e regulamentar das instituições de crédito e sociedades financeiras às boas práticas internacionais; criar mecanismos eficazes de gestão de crises e de resolução bancária; modernizar o quadro legal cambial, com vista a liberalizar, gradualmente, a conta capital e harmonizar a metodologia do Banco Central de recolha e processamento de informação estatística sobre os níveis de inclusão financeira e outros indicadores relevantes com as boas práticas internacionais.

Quanto à eficiência e segurança do sistema nacional de pagamentos, o Banco Central pretende, durante o triénio, modernizar o quadro legal e operacional do Sistema Nacional de Pagamentos, com vista a garantir maior inclusão financeira.

Por fim, no tocante à governação corporativa, a instituição quer garantir o alinhamento do quadro legal de funcionamento do Banco Central à Lei Modelo dos Bancos Centrais da SADC; modernizar os processos de negócio do Banco de Moçambique; garantir o alinhamento da função de auditoria interna às boas práticas internacionais e modernizar o quadro normativo e operacional de segurança cibernética na instituição.

Ainda de acordo com a nossa fonte, durante o triénio, o Banco de Moçambique pretende continuar “a preservar o valor da moeda nacional e promover um sector financeiro sólido e inclusivo”, bem como tornar-se numa instituição transparente, competente, honesta, responsável e sigilosa.

A empresa Triton Minerals aumenta a capacidade potencial

A empresa mineira australiana Triton Minerals, que detém os direitos sobre os depósitos de grafite na província de Cabo Delgado, anunciou na terça-feira que os aperfeiçoamentos à sua modelação para o projecto emblemático da empresa Ancuabe demonstraram que pode aumentar a capacidade de produção da sua fábrica piloto em até 70 por cento, sem despesas de capital adicionais.

Segundo os planos revistos, a empresa construirá uma fábrica capaz de processar 250.000 toneladas de terra por ano, que produzirá entre 15.000 e 17.000 toneladas de concentrado de grafite. As estimativas anteriores sugeriam que a produção seria de 10.000 toneladas de concentrado por ano.

Segundo o director-geral da Triton, Andrew Frazer, “mais uma vez tenho o prazer de poder relatar resultados rápidos e positivos que a direcção e a gerência da Triton têm sido capazes de produzir”. Ele acrescentou que a empresa pretende tomar a sua decisão final de investimento no segundo trimestre do próximo ano, com a fábrica a entrar em produção até Julho de 2023, o mais tardar.

Em Novembro, a empresa celebrou um acordo vinculativo com a empresa chinesa Yichang Xincheng Graphite para a compra de até 10.000 toneladas por ano, e a Frazer afirma que a empresa já está a falar com potenciais clientes sobre a produção adicional.

O objectivo final da Triton é expandir o projecto Ancuabe para produzir 60.000 toneladas por ano de grafite em flocos de grande pureza ao longo de uma vida de 27 anos de mina.

Moçambique é uma importante fonte global de grafite com o projecto da Syrah Resources em Balama, também na província de Cabo Delgado, tendo a capacidade de produzir 350.000 toneladas de concentrado de grafite por ano ao longo da sua vida de cinquenta anos de mina.

A grafite é uma forma altamente valorizada de carbono devido às suas propriedades como condutora de electricidade. É utilizada em baterias e células de combustível e é a base para o “material milagroso” grafeno, que é o material mais forte alguma vez medido, com um vasto potencial de utilização nas indústrias electrónicas. Além disso, a grafite expansível pode ser prensada em folhas para utilização como retardador de calor e de fogo.

Iniciada acção judicial para bloquear investimento do Governo britânico no gás natural

Uma acção judicial para bloquear o financiamento do Governo britânico a um megaprojecto de exploração de gás natural em Moçambique começou a ser ouvida em Londres, lançada por uma organização ambientalista.

A organização Friends of the Earth pediu uma “Revisão Judicial” [Judicial Review] no Tribunal Superior [High Court] à decisão do Governo britânico de providenciar até 1.150 milhões de dólares (1.350 milhões de euros no câmbio atual) através da agência de crédito à exportação UK Export Finance (UKEF).

A organização argumenta que a decisão foi tomada sem levar devidamente em conta os impactos ambientais do projecto, o qual estima que vai ser responsável pela libertação de até 4.500 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera ao longo de vários anos, o que desrespeita os compromissos do Acordo de Paris para travar o aquecimento global, escreve o Notícias ao Minuto.

Apesar de o Governo britânico ter anunciado em março o fim do financiamento à exploração de combustíveis fósseis no estrangeiro, manteve o apoio ao projeto gás natural liquefeito (LNG na sigla inglesa) ‘offshore’ na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A Área 1 está concessionada a um consórcio liderado pela petrolífera francesa Total, que teve de suspender as obras de construção do empreendimento devido aos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado.

Avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, o megaprojeto de extração de gás da Total é o maior investimento privado em curso em África, suportado por diversas instituições financeiras internacionais e prevê a construção de unidades industriais e uma nova cidade entre Palma e a península de Afungi.

Antes de a construção ser suspensa, a primeira exportação de gás liquefeito estava prevista para 2024.

Num documento publicado em agosto, a UKEF admitiu que a construção vai produzir emissões de dióxido de carbono, mas considera que a maioria das emissões vai acontecer no consumidor final, e vinca que o gás natural tem o potencial de substituir outros combustíveis mais poluentes.

“O potencial para o gás do Projeto remover ou substituir combustíveis com teor de carbono mais pesado e mais baixo foi considerado (…). Considera-se que, ao longo de sua vida operacional, o projecto resultará, pelo menos, em algum deslocamento de combustíveis mais poluentes, com a consequência de alguma redução líquida de emissões”, fundamenta.

Sem querer comentar o processo judicial em particular, um porta-voz disse à agência Lusa que a UKEF está confiante de são feitas “diligências robustas e internacionalmente reconhecidas antes de fornecer qualquer apoio a projectos no exterior”.

A activista da organização Friends of the Earth, Rachel Kennerley, qualifica este de “investimento sujo” e urge o Reino Unido a “reconhecer a contribuição histórica para a crise em que estamos agora, ajudando os países na linha da frente, como Moçambique, a fazer essa importante transição para as energias renováveis”.

“Ao pôr fim ao apoio a todos os combustíveis fósseis, incluindo o gás, o Governo pode ficar conhecido por outra coisa que não seja a hipocrisia climática”, afirma, em comunicado.

Além de destacar a vulnerabilidade de Moçambique ao impacto das alterações climáticas, a organização refere que a descoberta de gás natural na região de Cabo Delgado resultou também em “conflitos, violações dos direitos humanos e a deslocação de centenas de milhares de pessoas que perderam as casas, meios de subsistência e comunidades”.

A acção judicial conta com o apoio de ambientalistas moçambicanos da organização Justiça Ambiental (também conhecida por Amigos da Terra Moçambique).

“Se os tribunais permitirem que a UKEF financie a indústria de gás de Moçambique, então o país será cúmplice de violações dos direitos humanos, deslocamento de comunidades, destruição do clima e o fomento de um conflito devastador”, avisou a directora, Anabela Lemos.

O processo da revisão judicial vai decorrer ao longo de três dias, devendo a decisão só ser conhecida semanas mais tarde.

Os Fundos Rodoviários Africanos passam para uma abordagem utilizador-pagador

A Vice-Ministra das Obras Públicas, Cecilia Chamutota, sublinhou a importância da sensibilização nas sociedades africanas sobre a necessidade de envolvimento público na manutenção de estradas através da abordagem “utilizador-pagador”, de acordo com um relatório do diário “Noticias” de Maputo.

Ao dirigir-se na quinta-feira à sessão de abertura da African Road Maintenance Funds Association of Southern Africa Focal Group (ASAFG), Chamutota afirmou que a abordagem mais viável e sustentável é a construção de portagens como instrumento para aumentar os rendimentos, e assim evitar o colapso dos sistemas de financiamento tradicionais baseados no imposto sobre combustíveis.

“Temos de desenvolver e reforçar a abordagem do programa de portagens que permitirá a concretização do princípio do utilizador-pagador, visto como uma solução para a sustentabilidade dos investimentos no sector rodoviário e para gerar benefícios sociais e económicos para os nossos países”, salientou Chamutota.

Ela declarou que Moçambique gasta, a cada cinco anos, 73 mil milhões de meticais (cerca de 1,1 mil milhões de dólares americanos, à taxa de câmbio actual) em manutenção de estradas.

A União Africana, acrescentou, aprovou o Plano Africano de Desenvolvimento de Infra-estruturas 2012-2040, que implica um planeamento estratégico coordenado e sólido, bem como a mobilização de todas as fontes de financiamento, tanto públicas como privadas.

“As estradas são um bem valioso para a competitividade económica dos nossos países. Uma boa estrada contribui significativamente para a eficiência e o crescimento económico acelerado. Facilita a integração económica mundial, melhora o nível de vida das pessoas e promove o comércio e os investimentos”, salientou Chamutota.

O Fundo de Estradas de Moçambique, que actualmente preside à ASAFG, afirmou que o princípio financeiro básico estabelece que os utentes devem pelo menos pagar a manutenção rotineira e periódica da rede rodoviária, mesmo que os impostos e subsídios continuem a pagar pela reabilitação a longo prazo e por novas estradas.

Heavy Minerals anuncia aumento de 59% para estimativa de recursos inferidos no projecto

Heavy Minerals (ASX: HVY) anunciou um aumento de 59% ao recurso mineral inferido no seu projecto de areias minerais pesadas em Inhambane.

A nova estimativa situa-se nos 90 milhões de toneladas a 3% de minerais pesados totais (THM) e tem em conta um adicional de 30,3 quilómetros quadrados de posse futura assegurada pela empresa adjacente ao projecto de joint-venture Jangamo de 4,4 mil milhões de toneladas, propriedade da Rio Tinto (ASX: RIO) e Savannah Resources.

O novo terreno inclui um recurso mineral definido durante o primeiro programa de perfuração do núcleo aéreo da Heavy Minerals, em 2014.

A empresa planeia realizar testes metalúrgicos de amostras armazenadas a partir desse programa com vista a fornecer quantidades de material suficientes para realizar testes de estudo de âmbito e desenvolver uma fluxograma do processo para os produtos minerais esperados.

O trabalho irá ajudar a compreender o caminho a seguir para o desenvolvimento comercial.

Montagem de minerais
A estimativa actualizada de Inhambane compreende 2,7Mt de THM contido, acima dos 1,7Mt anteriores.

O conjunto mineral é dominado pela ilmenita (60%) e apresenta créditos de zircónio (5%), rutilo (2%) e leucoxeno (4%).

As areias minerais foram recentemente sujeitas a aumentos significativos com o preço de referência da ilmenite a subir aproximadamente 60% desde finais de 2020 para 350 dólares por tonelada (A$499/t).

O preço do zircónio também saltou consideravelmente para comandar agora cerca de US$1.500/t (A$2.140/t).

A Heavy Minerals afirmou que o aumento dos preços dos recursos justificou uma redução no grau de corte de recursos utilizado para comunicar a estimativa Inhambane, de um THM histórico de 2% para 1,7% de THM.

Novo terreno
O pedido de exploração mHeavy Mineralsineira da em Moçambique foi alterado para incluir o novo terreno que foi anteriormente cedido quando a empresa transitou uma licença de exploração mineira para um pedido de licença de exploração mineira.

A cedência cumpriu os regulamentos do Instituto Nacional de Minas, segundo os quais os limites de aplicação devem ser arredondados para os 10 segundos mais próximos.

Um pedido subsequente resultou no alargamento da licença de exploração mineira a sul e oeste para incluir uma área previamente perfurada por Minerais Pesados.

A estimativa de recursos actualizada está contida numa parte relativamente pequena do pedido da licença de exploração mineira.

 

BAD em parceria com a IFC anunciam “compacto lusófono”

O Banco Africano de Desenvolvimento e a IFC assinaram um acordo de parceria admitindo a IFC como o primeiro parceiro institucional do Compacto para Financiamento do Desenvolvimento para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), ou o Compacto Lusófono.

O acordo foi assinado pelo Vice-Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento para os Serviços Corporativos e Recursos Humanos e Presidente do Comité Diretor do Compacto Lusófono, Dr. Mateus Magala, e Dr. Sérgio Pimenta, Vice-Presidente Regional para África, IFC, numa breve cerimónia na capital comercial da Costa do Marfim, Abidjan.

A assinatura segue-se à aprovação pelo Comité Diretor do Compacto Lusófono da proposta de parceria apresentada pela IFC , com base no Quadro de Critérios de Adesão e de Elegibilidade para Parceiros e Membros do Compacto Lusófono, adotado em dezembro de 2020.

A aceitação no Compacto Lusófono baseia-se em dois princípios gerais: apoio ao objetivo da iniciativa de acelerar o crescimento inclusivo do sector privado e promover a integração regional dos PALOP, e a prestação de contribuições específicas e de valor acrescentado, alinhadas com as âncoras da iniciativa.

“Este marco notável irá maximizar o apoio e a prestação de um apoio adequado ao desenvolvimento acelerado do sector privado e à integração regional nos PALOP. A IFC traz a sua vasta experiência e conhecimentos globais no apoio ao desenvolvimento do sector privado em vários países. Estamos ansiosos por trabalhar em conjunto para aumentar os investimentos do sector privado nos países membros do Compacto Lusófono”, disse o Dr. Magala, durante a cerimónia de assinatura.

A adesão ao Compacto Lusófono está aberta aos países membros regionais e não regionais de língua portuguesa do Banco Africano de Desenvolvimento; comités económicos regionais; instituições financeiras de desenvolvimento; bancos de investimento; bancos comerciais; investidores institucionais tais como fundos de pensões; fundos soberanos; e outras instituições privadas, fundações, organizações não governamentais, e instituições que oferecem assistência técnica.

O Compacto Lusófono promove o desenvolvimento do sector privado, fornecendo mitigação de riscos, instrumentos de financiamento e assistência técnica para fomentar os negócios nos países membros.

“A CFI está totalmente empenhada em fazer avançar o desenvolvimento económico nos países africanos lusófonos. Vemos esta assinatura do Compacto Lusófono e o seu plano de desenvolvimento integrado como uma continuação do nosso trabalho, mas agora maximizado para alavancar as competências, conhecimentos e financiamento disponibilizados por cada parceiro”, disse Sérgio Pimenta, Vice-Presidente Regional para África da CFI.

Pimenta observou que os objetivos do Compacto estão alinhados com a estratégia de Criação de Mercados da CFI que está a ser implementada na África lusófona e noutras regiões, para desbloquear oportunidades de investimento do sector privado através do trabalho de diagnóstico do sector privado, mitigação de riscos e financiamento de projetos viáveis.

“Estamos muito ansiosos por trabalhar com os nossos parceiros para alavancar a nossa experiência e apoiar a mobilização de capital privado para os PALOP”, acrescentou Pimenta.

CTA critica restrições de viagem da Omicron

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) condenou a suspensão dos voos de e para Moçambique com base na variante Covid-19 “Omicron”, como uma “posição discriminatória” do “Ocidente”.

“O CTA condena a atitude dos países ocidentais pela atitude discriminatória que adoptaram”, disse Nuno Quelhas, presidente do comité de resposta do sector privado Covid-19 do CTA, durante uma conferência de imprensa em Maputo.

Para os empregadores moçambicanos, o cancelamento dos voos sugere “uma desarticulação e falta de unidade na luta contra” o novo coronavírus, que tem “afectado gravemente a vida social e económica” de vários países, “especialmente com economias em desenvolvimento, como Moçambique”.

“Estas restrições podem contribuir para a retracção dos investimentos e contracção do fluxo da actividade económica no país”, salientou Qelhas.

O CTA advertiu ainda que o fluxo de viagens para Moçambique poderia, se estas proibições continuarem, terminar o ano a menos de 180 milhões de dólares, salientando que o sector do turismo será provavelmente o mais afectado pelo cenário actual.

Relativamente às restrições a serem adoptadas para evitar a propagação da variante Omicron, os empresários moçambicanos sugerem incentivos para aqueles que apresentem certificados de vacinação, para encorajar a adesão e acelerar o processo de imunização.

O CTA sugere também que o governo moçambicano interceda junto dos países da região sobre a “necessidade de levantar ou racionalizar as restrições de viagem” entre a África e a União Europeia.

Vários países, incluindo Portugal, suspenderam os voos com Moçambique, na sequência da identificação da variante Omicron Covid na vizinha África do Sul.

O ministro da saúde de Moçambique, Armindo Tiago, anunciou na terça-feira que dois casos Covid-19 relatados em Novembro estão agora a ser investigados quanto à possibilidade de serem a variante Omicron, um paciente com sintomas ligeiros, e o outro nenhum.

O ministro Tiago disse que não havia “razão para pânico”, observando que as actuais provas científicas não demonstraram que a variante tivesse “maior potencial de transmissão” nem que “pudesse causar doenças graves ou escapar à protecção gerada pela vacina”.

EDM adopta procedimento simplificado para ligação de energia

A empresa pública de electricidade de Moçambique, EDM, lançou um projecto de ligação em massa e de procedimentos simplificados para novos consumidores em todo o país.

Sob a nova abordagem, muito mais simplificada e automatizada, as equipas da EDM inspeccionarão os bairros para compilar dados sobre as necessidades de energia por família. Recorrendo a telemóveis, os clientes solicitarão novas ligações, enquanto que anteriormente os clientes tinham de visitar os escritórios da empresa para apresentar os seus pedidos e esperar que o pessoal da EDM chegasse às suas casas.

Falando após o lançamento do projecto, Francisco Inroga, o Administrador Executivo da EDM para Serviços Comerciais, de Distribuição e Informática, disse que a mudança irá reduzir o tempo que os clientes esperam para que as novas ligações sejam estabelecidas.

A empresa, acrescentou, quer acelerar os contratos de electricidade e aproximar ainda mais a EDM dos consumidores. A EDM também quer reduzir o grosso das queixas como resultado de contratos pendentes.

“Esta é uma iniciativa governamental, através da qual queremos assegurar a electrificação em massa. A EDM quer satisfazer as expectativas dos clientes através do estabelecimento de contratos directos no terreno, sem qualquer necessidade de eles irem à empresa”, declarou, acrescentando que a EDM quer ligar, até ao final de 2030, cerca de 320.000 consumidores por ano.

Issufo Somar, o Director Comercial da EDM, explicou que, segundo a abordagem anterior, os clientes esperariam cerca de sete a 15 dias para estabelecer um contrato de electricidade, mas após o novo procedimento, o processo será concluído dentro de poucos minutos.

“A grande vantagem é a redução da burocracia e é também confortável para os clientes que já não têm de se deslocar e receberão o contrato no dia seguinte. Além disso, os clientes podem comprar energia em menos de uma hora”, disse Somar.