Saturday, June 27, 2026
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Terminal de trânsito de Ressano Garcia em funcionamento a partir de Março

Até finais de Março próximo estará em pleno funcionamento a terminal de carga em trânsito de Ressano Garcia, no distrito da Moamba na província de Maputo.

É uma infra-estrutura destinada ao transbordo de carvão, magnetite, e outros minerais dos camiões para os caminhos-de-ferro.

Um dos objectivos deste porto seco é descongestionar a estrada nacional número quatro que lidera a entrada e saída de diferentes minerais através da fronteira de Ressano Garcia.

Nos últimos tempos, esta rodovia tem registado longas filas de camiões e enchentes nos serviços de atendimento, devido ao sistema em uso que apresenta alguma ineficiência.

O Director Nacional de Logística e Desenvolvimento do Sector Privado e Transportes Ambrósio Sitoe, citado pela Rádio Moçambique refere que com funcionamento pleno do porto seco de Ressano Garcia estará minorada a situação de longas filas de camiões na N4.

Ambrósio Sitoe falava na sexta-feira passada, no término de uma visita à fronteira comercial no posto de Ressano Garcia, para aferir o grau de atendimento com a introdução do novo sistema electrónico naquele posto de travessia.

Empresas nacionais expõem potencialidades no Dubai

Um grupo de empresas nacionais vai expor no próximo mês, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), as potencialidades do mercado moçambicano, tanto do ponto de vista de exportação de produtos para o mercado do Dubai como para a atracção de investimentos para o país.

Para o efeito, a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN), em parceria com a Associação Industrial de Moçambique (AIMO), está a desenvolver uma iniciativa de exploração comercial e institucional entre as duas geografias, através de um Mozambique – Dubai Business Forum, que acontece com o pano de fundo da Expo Dubai, a maior exposição planetária.

Neste sentido, diversas empresas foram pré-avaliadas num processo liderado pela FAN, para levarem projectos com potencial real de concretizar negócios nos sectores da manufactura, agricultura e agro-processamento, turismo e indústria extractiva.

Nampula: Restabelecida circulação de comboios em Malema

Está restabelecida a circulação de comboios, depois de um circuito, pelo descarrilamento, que colidiu contra a passagem de carga numa passagem de nível, no posto administrativo de Mutuali, distrito de Male Nampula.

A informação foi pelo Secretário do Estado de Nampula, Mety Gondola, que na sequência do acidente, deslocou-se aquela região para acompanhar no terreno os trabalhos de remoção de outros equipamentos da locomotiva.

Mety Gondola referiu que o trânsito já está a fluir e aventou a possibilidade de colocação de lombas para o abrandamento da velocidade por parte dos automobilistas quando se aproximam à passagem de nível, e à montagem de cabines para o controlo do trafego ferroviário.

Fez saber ainda que vai, nos próximos dias, o levantamento de todos os pontos de transição e circulação de comboios, para evitar que aconteça, o pior, o que acontecerá”, disse.

Empresários defendem a falta de conhecimento por parte do sector para aceder a BVM

Os empresários moçambicanos não usam a Bolsa de Valores de Moçambique para se financiarem, porque não têm informações sobre o seu funcionamento, quanto menos das vantagens do seu uso. Esta é a justificação que o sector privado deu no programa O País Económico, da STV.

A Bolsa de Valores de Moçambique existe há mais de 20 anos, mesmo assim, há ainda poucas empresas cotadas. Para já, são 11, mas já foram 13. Sucede que duas delas foram excluídas por terem perdido as condições necessárias para se manter na Bolsa. Detectada e até assumida a fraca adesão, urge compreender o motivo disso.

O Presidente da Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), Luís Magaço, disse que o problema tem várias raízes. Entretanto, Magaço afirmou que, entre as principais razões, está o facto de não haver conhecimento suficiente da bolsa referente à capitalização e o financiamento às empresas, sobretudo, de pequena e média dimensão.

Para Magaço, os empresários de Moçambique têm défice de conhecimento e têm insuficiência de fontes de consultas para obter informações seguras sobre as vantagens de se financiarem através do mercado de capitais. E, o facto de a bolsa estar em Maputo, representa uma barreira na cabeça das pessoas, tendo em conta a dimensão de todo o país.

Para o representante da Confederação das Associações Económica de Moçambique, Miguel Joia, as empresas não optam pela Bolsa de Valores pelo medo da transformação na sua estrutura accionista. Sucede que, para que sejam admitidas em Bolsa, as firmas devem tornar-se em Sociedades Anónimas para partilharem as suas acções e, até aqui, ainda não abertura para isso.

Miguel Joia frisou que há mais trabalho por fazer do lado dos empresários e do sector financeiro empresarial do que da BVM, porque existem requisitos para garantir a segurança no mercado visado.

O representante da CTA acrescentou ainda que a maioria do crédito existente na economia é feito pelos bancos comerciais, onde o fornecedor concede ao cliente, na sua cadeia de valor, uma quantia para que execute um determinado serviço e passados 30 ou mais dias efectua o pagamento.

Por sua vez, o director das operações da Bolsa de Valores de Moçambique, Amorin Pery, informou que a participação na bolsa exige capital e o país tem um nível de poupança muito baixo assim como o agente económico-família.

Na mesma senda, Pery acrescentou que a Bolsa fez um diagnóstico, durante dois anos, ao mercado nacional para identificar empresas minimamente organizadas para a Bolsa e 41% delas afirmou que não tinha necessidade de ir ao mercado aberto, porque, a nível da banca, tem a capacidade de negociar.

Economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021, de acordo com o boletim de Contas Nacionais publicado há dias pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que revela os dados do último trimestre do ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) “apresentou uma variação positiva de 3,32% no quarto trimestre de 2021 quando comparado ao mesmo período do ano 2020, perfazendo um crescimento acumulado de 2,16%”, lê-se no documento.

Os números colocam o PIB em linha com a meta estabelecida pelo Orçamento de Estado (OE) para 2021 (2,1%) e reforçam o sinal de recuperação face à crise provocada pela pandemia de covid-19 – em 2020, a economia moçambicana tinha recuado 1,2%.

Para 2022, o governo apontou como meta uma subida do PIB de 2,9% prevista no Plano Económico e Social e OE aprovado pelo parlamento.

Ainda de acordo com o INE, no trimestre final de 2021, o maior impulso à atividade económica foi dado “pelo setor primário, que cresceu em 4,6%”, com destaque para a indústria mineira, seguida pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal.

Relaxamento das Medidas “Satisfaz” Sector do Turismo em Moçambique

Presidente do Pelouro Turismo, Associações e Restauração das Confederações Económicas (CTA), Muhammad Abdullah, considera o momento certo para a reforma do setor, na sequência do Recurso das medidas de prevenção do Covid-19, anunciado esta quarta-feira no Recurso das medidas de prevenção da Covid-19-feira (16).

Recordar que na sua comunicação à Nação obrigatória sobre o Estado de Calamidade Pública, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou entre outras medidas de suspensão para substituir e aumentar o horário de funcionamento de 1 horas e horários de hotéis para 18 horas o que pode ser executado De acordo com um CTA, demonstre que o Governo está a acolher as sugestões do setor privado, em particular o setor de turismo que sempre advogou pela reabertura das praias e amplia o horário de funcionamento dos restaurantes.

Entretanto, Muhammad Abdullah, a maior mobilidade de oportunidades de turismo, pelo que neste momento importante é focar na criação e implementação de mecanismos de apoio à reforma das empresas do setor.

“A decisão de informação vem sem dúvida no momento certo. Para o setor do Turismo, constitui uma lufada de ar fresco e uma oportunidade real para a reforma do setor. A confiança e o otimismo aumenta automaticamente o setor de confiança e o otimismo não aumenta o número de pessoas e aumenta o número de pessoas em maior mobilidade”, friou-se Abdullah.

Desta feita, o Pelouro da oportunidade para alavancar o aumento da reflexão do setor, materializando-se com os três pontos principais transformados, não usando o último fim-de-semana, a saber: a modificação robusta vistos online, a Promoção digital do destino robusto vistos Moçambique, tanto no mercado nacional como internacional, bem como, a criação do Bureau de Convenções.

“É, enquanto setor, podemos todas as oportunidades que temos. Esta é seguramente uma delas e por isso vamos, todos juntos, trabalhar para alcançar resultados, não só para o nosso setor, mas para a economia do país no geral”, concluiu.

Fim do recolher obrigatório: PR insta empresários a aproveitarem janela de oportunidade

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou ontem quarta-feira (16), um alívio das medidas das restrições contra a Covid-19. Uma delas é o recolher obrigatório que será suspenso a partir do próximo dia 19 de fevereiro.

Segundo Nyusi, o anúncio está alinhado com o recuo de todos os indicadores epidemiológicos no país: os números oficiais de mortes e casos têm diminuído desde o pico da quarta vaga (no início de janeiro), caindo para os valores mais baixos dos últimos meses.

Moçambique registou seis mortes e 372 casos durante a última semana, contada entre 07 e 14 de fevereiro. O país tem um total acumulado de 2.189 mortes e 224.719 casos de covid-19, dos quais 97% recuperados.

Na sua intervenção, o PR apelou aos agentes económicos para aproveitarem esta “suspensão, reanimando a economia”.

Nyusi anunciou a reabertura de todos os postos fronteiriços, a retoma de espetáculos, eventos desportivos e recreativos, com limitações de público aligeiradas.

Nas escolas, o número de alunos por cada sala é alargado de 20 para 30, é autorizada a reabertura de cantinas, do curso noturno e das aulas de educação física.

Restaurantes podem funcionar até às 23:00 e os bares também podem reabrir desde que tenham áreas ventiladas.

Redacção Profile Mozambique

Heineken vai aumentar preço da cerveja este ano

A decisão consta no relatório de apresentação de resultados referente a 2021, com a fabricante de cerveja a antecipar que espera “um impacto significativo da inflação e das pressões da cadeia de suprimentos. Mais especificamente, esperamos que os nossos custos por hectolitro cresçam na casa dos dois dígitos”, devido ao “forte aumento [de preços] de matérias-primas, energia e transportes”.

Neste contexto, a multinacional holandesa revela que vai compensar este aumento de preços “através de preços em termos absolutos, o que pode levar a um consumo mais moderado de cerveja”, segundo consta no relatório consultado pelo jornal Cinco Días, citado pelo Mz News.

Em 2021, a Heineken passou de prejuízos a lucros, tendo registado um resultado líquido de 2.041 milhões de euros, isto é, um aumento de 80,2% face ao período homólogo, segundo o mesmo jornal.

Importadores de cerveja iniciam uso do selo digital

Os importadores de cerveja para a comercialização no mercado nacional já iniciaram o uso do selo digital exigido pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

Para o efeito, acabam de chegar ao país mais de 275 mil garrafas de cerveja já com o selo digital, importadas de Portugal pela empresa Mega Distribuição de Moçambique SA, membro da Associação dos Produtores e Importadores de Bebidas Alcoólicas (APIBA).

O uso do selo digital na cerveja marca a terceira fase da selagem de tabaco manufacturado e bebidas alcoólicas que a entidade responsável pela área tributária no país está a introduzir para reduzir evasão fiscal e contrabando desses produtos.

Segundo Haydn David, coordenador regional de selagem, este momento demonstra que o processo está a avançar de acordo com o documento que regula e aprova a medida.

“Realmente, estamos perante o primeiro lote de muitos que ainda virão com o selo digital, no caso concreto a cerveja, importada de Portugal. Este é um marco importante para o processo de selagem”, disse.

A chegada do primeiro lote de cerveja importada com selo digital acontece numa altura em que o prazo para a exigência do selo obrigatório na circulação de cervejas e outras bebidas de rápido consumo (OTB) para a indústria nacional foi estendido por um período de três meses.

Inicialmente, as autoridades tinham fixado a primeira semana do mês em curso como limite para a liberalização da circulação de bebidas sem o selo digital.

A extensão do prazo, segundo explicou Haydn David, resulta do pedido manifestado pelos contribuintes, apresentando dois motivos, nomeadamente a dimensão do selo, que é considerado alongado e que não permite que seja colocado na garrafa sem pôr em causa os indicadores nele patentes.

Os contribuintes solicitaram que a dimensão do selo fosse reduzida de modo a permitir e facilitar a cravagem de outros indicadores sem comprometer as suas linhas de produção.

O segundo motivo invocado foi que certas empresas importadoras de bebidas alcoólicas vendem algumas marcas e tipos de bebida muito consumidas no nosso país, mas os seus fornecedores não concordavam com a selagem.

Índia doa 10 milhões USD para apoiar projecto de abastecimento de água em Cabo Delegado

Um total de 10 milhões de dólares foram desembolsados pela Índia apoiar a criação de redes de abastecimento de água potável na província de Cabo Delgado, no Norte do país, afectada pelo conflito armado.

O valor, está inscrito num memorando de entendimento assinado esta Segunda-feira, 14 de fevereiro, entre a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, e o alto comissário da Índia em Moçambique, Ankan Banerjee.

Na ocasião, Verónica Macamo referiu que o memorando “constitui um enorme contributo” para a vida da população da província de Cabo Delgado, em particular do distrito de Mueda, área de enfoque do projecto, “que passará a ter água potável em abundância”.

A titular da pasta dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do ‘país do Índico’ apontou também a Índia como um parceiro destacado de Moçambique, tendo destacado os mais recentes apoios prestados por aquele país na doação de vacinas contra a Covid-19, no fornecimento com financiamento concessional de locomotivas e carruagens para as linhas ferroviárias, bem como de embarcações para a Marinha.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas foi aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.