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Actualização semanal do cambio, 28 de abril 2021

Durante a última semana, de acordo com a Trading View, Banco de Moçambique e INE:
MZN ⬇ 1,82% para o USD, de 55,01 para 56,01
MZN ⬇ 1,30% para o ZAR, de 3,85 a 3,90
MZN ⬇ 2,20% para o EUR, de 66,81 a 68,28
A regulamentação dos derivados foi lançada há duas semanas pelo Banco de Moçambique.

USD – O Metical apreciou 24,84% desde o ponto de viragem em Fevereiro de 2021, de 74,52 a 56,01 – após ter atingido um máximo de cinco anos na semana passada. A taxa atingiu um mínimo há duas semanas e, embora o mercado mostre um excesso de liquidez cambial, o Metical depreciou-se na semana passada à medida que a procura de importações aumenta. O mercado pergunta-se se o Metical se manterá nos níveis actuais ou se estará num ponto de viragem e se depreciará durante as próximas semanas.

ZAR – O Metical apreciou 22,62% desde o ponto de viragem em Fevereiro de 2021, de 5,04 a 3,90. O ZAR/MZN está indexado ao USD/MZN e deriva de uma triangulação de divisas cruzadas com o par USD/ZAR. Na semana passada, o Rand desvalorizou 0,49% em relação ao dólar, de 14,32 para 14,39. O dólar perdeu terreno em relação aos seus pares e às moedas EM devido a uma melhoria do sentimento de risco global.

A gestão da política monetária deve ser complementada por acções no sector real da economia, defende o Dr. Tomás Matola, ver link: https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6791365913321996288

Rand sul-africano mais forte como o dólar comercial próximo dos mínimos de várias semanas, ver link: https://www.nasdaq.com/articles/south-african-rand-stronger-as-dollar-trades-near-multi-week-lows-2021-04-23.

Cornelder quer conquistar mercado moçambicano

Com base na Beira e participações em várias empresas de shipping e navegação moçambicanas, Cornelder Group, em sua sede no Rotterdam, está a aproveitar a suas filiais  para conquistar o mercado no segmento da gestão portuária do país e espera obter novas concessões para terminais portuários em Moçambique.

Com o objectivo de expandir as suas actividades de gestão portuária, em meados de abril, abriu uma nova filial, Moçambique Gestão de Terminais e Armazéns (MGTA).

Atualmente, todos os portos do país estão sob concessão, sendo o de maputo gerido pela DP World, sediada em Dubai até 2043, o desenvolvimento dos portos de Pemba e Palma para fornecer apoio logístico a projetos de extração de gás em Cabo Delgado, foi subcontratada ao magnata empresarial Gabrielle Volpi, a única margem de manobra parece estar na concessão do Corredor de Nacala, actualmente gerida pela Nacala Logistic.

Em Janeiro, a empresa japonesa, MItsui começou a vender suas ações ao seu co-accionista, a Vale, e esta anunciou que estava a eliminar gradualmente a sua enorme mina de Moatize, razão da sua presença no Corredor de  Nacala, que liga Moatize ao mar.

O grupo Cornelder Moçambique,  gere terminais a granel e de contentores, o segundo maior do país.

Millennium Bim apresenta: “As Mulheres Deste Millennium”

O Millennium Bim organiza a 3a Edição do evento “As Mulheres Deste Millennium” para o dia 29 de Abril de 2021.

Nesta quinta-feira, o evento juntará três mulheres líderes para debater sobre o tema “Os Desafios da Mulher na Liderança”.

As vagas são limitadas e pode inscrever-se aqui.

BCI atingiu desempenho favorável em 2020, apesar da pandemia

O ano de 2020 ficou marcado pelos efeitos da Covid-19. A despeito dos desafios e dos impactos desta pandemia, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) conseguiu atingir um desempenho favorável no ano de 2020 nas três principais dimensões de quotas de mercado, nomeadamente: Crédito, Depósitos e Activos, tendo atingido no final do ano 27,40%, 26,43% e 24,39%, respectivamente.

Em 2020, o BCI obteve um desempenho financeiro positivo, com um crescimento global do Activo de 17,27%, ao fixar-se em 191.436,46 milhões de Meticais face a 163.242,76 milhões de Meticais em 31 de Dezembro de 2019.

Adaptações ao novo normal

Não obstante o ambiente macroeconómico desafiador, impactado fortemente pelos efeitos da pandemia, o Banco redefiniu de forma rápida e ágil as suas prioridades e as suas operações, reforçando o seu apoio às famílias, negócios, empresas e sociedade em geral.

O BCI disponibilizou, igualmente, aos seus clientes, cujas actividades e rendimentos foram negativamente afectados pela pandemia, a possibilidade de contratarem moratórias de capital e/ou juros.

Com vista a salvaguardar a segurança dos seus clientes e colaboradores, o banco promoveu de forma activa o uso das diversas soluções alternativas de serviços bancários digitais como o Internet Banking e o Celular Daki, e ainda a possibilidade de, sem deslocação ao Balcão, poder fazer a adesão e/ou reactivação destes canais quer pelo site do Banco, quer através das linhas de apoio ao Cliente.

Os resultados em detalhes

As Comissões Líquidas reduziram em 245,85 milhões de Meticais face a 2019, reflexo das restrições impostas na mobilidade dos cidadãos e das medidas para mitigar os impactos da pandemia sobre os clientes.

A conjugação entre o crescimento do Produto Bancário e a manutenção dos níveis dos Custos de Estrutura face ao ano passado resultou num rácio de eficiência de 51,45% em 2020, o que reflecte uma ligeira degradação face ao ano anterior, o que configura um aumento de 0,34 pontos percentuais.

Relativamente ao Rácio de Solvabilidade, o banco manteve-se estável face ao período homólogo, atingindo 24,54% em Dez. 2020 (24,98% em Dez.2019), acima do mínimo regulamentar de 15% imposto pelo Banco de Moçambique para Instituições Financeiras classificadas como sistémicas.

O Crédito a Clientes bruto, excluindo o Crédito com Recursos Consignados, teve uma evolução positiva ao cifrar-se em 68.102,65 milhões de Meticais em 31 de Dezembro de 2020, contra os 61.930,06 milhões de Meticais apresentados no período homólogo, reflectindo essencialmente o crédito a particulares num cenário económico desafiador para o crédito à economia.

Os Depósitos de Clientes atingiram 151.857,03 milhões de Meticais, evidenciando um aumento de 21,12% relativamente ao valor registado em Dezembro de 2019 (125.378,63 milhões de Meticais).

No que se refere aos Capitais Próprios, estes totalizaram 20.150,34 milhões de Meticais em Dezembro de 2020, um incremento de 1.244,03 milhões de Meticais, comparando com o igual período do ano anterior.

Em suma, estes resultados demonstram que o Banco manteve adequados níveis de liquidez, conjugados com elevados níveis de robustez, não obstante os desafios enfrentados pela economia e pelo Sistema Bancário no dos efeitos negativos da Covid-19 durante o ano de 2020, colocando o banco numa posição ainda mais sólida para enfrentar novos desafios

Absa Bank acolhe exposição de Malangatana

https://themediaonline.co.za/2018/07/absa-gives-itself-a-new-look-and-feel-brave-passionate-ready/

O balcão Premier do Absa Bank Moçambique, na cidade de Maputo, vai acolher, por três meses, a exposição de peças de Malangatana será a galeria que acomodarão, em comemoração dos 85 anos do nascimento do artista. 

Trata-se de uma iniciativa conjunta entre a Mozambique Fashion Week (MFW) e a Fundação Malangatana, visa relembrar e imortalizar a dimensão sociocultural da arte de Malangatana e o contributo do artista na elevação do nome de Moçambique a nível global, num conceito interdisciplinar, pretende mostrar objectos pessoais com os quais o artista desenvolvia a suas actividades quotidianas e partilhava a sua visão com o mundo e a forma como estas peças contribuíram para o resultado das suas criações. 

Fazem parte da exposição os discos de Vinil, gira-discos, estojos de tinta, telas, máquinas de filmar, aparelhos data-show, utensílios domésticos serão alguns dos objectos em exposição no primeiro mês, com o objectivo de partilhar uma narrativa sobre a sintonia entre a magia e o passado contemporâneo que compõem a história de cada trabalho do artista. “São objectos que contam histórias simples, mas com um valor enorme e que mostram a grandeza da pessoa e a forma como via o mundo. 

Esta exposição servirá para lembrar que, mais que um pintor, Malangatana Valente Ngwenya foi um homem, um lutador, um defensor de direitos e acima de tudo alguém que se preocupava com a igualdade de oportunidades”, disse Rui Barros, Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique, realçando que Malangatana teve várias personagens que continuam a encantar gerações.

O Director Geral da DDB, organizadora do evento MFW, Vasco Rocha, recorda com nostalgia e apreço a figura de Malangatana e considera que o contacto com os objectos pessoais do artista ilustrará a maneira como comunica. “Ha 20 anos, o Mestre Malangatana apadrinhou o arranque do início do nosso trabalho em Moçambique. 

Com o seu dedo marcou na areia castanha traços sob o olhar de crianças atentas. Com a sua voz mostrou-nos as infinitas possibilidades. Qualquer elemento era para ele, um momento de comunicação. Nada mais nos dá satisfação que conhecer o mestre ainda mais profundamente através dos seus objectos pessoais”, disse. 

Por seu turno o representante da Fundação Malangatana relembra que “os objectos pessoais demonstram, não só, o quão diversificado era o seu mundo de interesses pelo saber, como também o quão importante era a presença de outros mundos em seu espaço de criação. Entre a música e os sabores emprestados pelos chás e cafés batidos, há presenças físicas e espirituais que influíram, muitas vezes, na tonalidade das cores, ou mesmo no simples olhar de ternura num corpo mutilado em suas telas, que representavam, em meu parco entender, a dor que carregava e a esperança que transmitia, apesar da dor que vivia.” 

 

 

CEP apela colaboração do governo

O Conselho Empresarial Provincial (CEP), em Nampula, apela à maior colaboração do governo, na promoção  do sector privado com vista à redução dos impactos negativos  gerados pela pandemia pelo coronavírus.

Segundo esta agremiação, empresas como as de hotelaria e turismo, comércio, construção civil, na sua maioria sediadas na Província de Nampula e as da indústria transformadora e as agrícolas , em outras regiões da província, foram as mais afectadas pela covid-19.

O presidente do CPE Yunnus Gafar defende, “a necessidade de se manter diálogo público-privado e vice-versa, porque só assim vamos sair da tragédia, que é muito grande”, esclarece.

Com relação à área da construção civil, outra também afectada pela pandemia, o governo tem honrado com as suas obrigações de pagamento da dívida, no entanto é preciso que seja muito mais célere.

Um outro ponto que preocupa Gafar, prende-se com o facto de não haver penalização quando o governo encontra-se na situação de devedor, mas quando o empresário encontra-se na mesma condição há sanção e sugere uma saída do problema identificado, “também devia haver compreensão justa, porque muitas vezes, o empresário vai buscar dinheiro no banco e ha juros por pagar”.

Gafar, reitera que, a compreensão do pagamento de uma dívida atrasada por parte do estado deveria contemplar juro, como forma de atenuar o prejuízo.

Fábrica de cimento começa a operar em Maio

Nova fábrica de produção de cimento, localizada no distrito de Matutuine, na província de Maputo, entra no mercado, a partir do próximo mês.

Trata-se de uma unidade fabril, com um investimento estimado em 330 milhões de dólares norte-americanos, propriedade da Dugongo Cimentos, SA e poderá contribuir na redução dos custos de importação da matéria-prima para a indústria nacional, bem como no preço do produto.

Neste momento, estão em curso as negociações, numa fase avançada, com o Governo visando assegurar que as indústrias de produção de cimento de construção em Moçambique passem a adquirir o clínquer da nova fábrica.

De acordo com a Direcção Nacional de Indústria, o objectivo das negociações em curso é garantir que o clínquer produzido pela Dugongo Cimentos, SA seja fornecido às outras unidades de produção de cimento em Moçambique.

As projecções do investimento, apontam para uma capacidade de produção de 1.8 milhão de toneladas por ano, empregando 500 pessoas, das quais 400 nacionais.

Diferentemente das outras catorze unidades industriais existentes no país, a Dugongo tem a particularidade de utilizar matéria-prima local.

Em Janeiro, empresas produtoras de cimento ajustaram o preço devido ao incremento dos custos de importação, aliados à subida da taxa de câmbio, o que resultou no agravamento do preço deste produto.

Com entrada no mercado da Dugongo Cimentos, SA o saco de cimento varia de 275 e 290 meticais à porta da fábrica, um valor que é 100 meticais menos do que é praticado por outras unidades industriais.

Paralisação da Total não impactam directamente a Galp

O diretor de exploração e produção da Galp, Thore Kristiansen, afirmou hoje que a suspensão das operações da Total no projeto de gás de Cabo Delgado, em Moçambique, “não impacta diretamente” as operações da petrolífera portuguesa na região.

“Não nos impacta diretamente, porque as operações em curso na Área 4 continuam a ser para otimizar e para melhorar o produto, de forma a fazê-lo progredir na cadeia de valor”, afirmou Thore E. Kristiansen durante um ‘webcast’ para apresentação dos resultados do primeiro trimestre da petrolífera.

Questionado relativamente à suspensão de operações hoje confirmado pela petrolífera Total, o diretor de operações da Galp reconheceu que “a situação em Cabo Delgado é muito grave”, pelo que “é compreensível que tenha, primeiro, de ser controlada para poder garantir a segurança das pessoas que lá trabalham”.

A petrolífera Total anunciou hoje motivos de “força maior” para ter retirado todo o pessoal do norte de Moçambique, após o agravamento da violência armada de rebeldes, com o ataque a Palma, no dia 24 de março, junto ao projeto de gás.

A portuguesa Galp, a Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm, cada uma, uma participação de 10% num consórcio de exploração e gás natural da Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, liderado pela petrolífera italiana Eni e pela americana ExxonMobil.

DFI da ExxonMobil pode ser adiada até 2023, dizem analistas

A consultora Fitch Solutions considerou que a insegurança no Norte de Moçambique vai levar a petrolífera norte-americana ExxonMobil a adiar a Decisão Final de Investimento (DFI) para 2023, dificultando o crescimento económico do país africano.

“Devido à actividade militante persistente e à incerteza relativamente ao financiamento do projecto, estamos céticos sobre o projecto Rovuma LNG, da ExxonMobil, começar a dar frutos a curto prazo, e consequentemente não antevemos uma DFI até 2023, com os riscos a tenderem para o lado negativo”, dizem os analistas.

Num comentário à situação de insegurança vivida na província de Cabo Delgado, os analistas desta consultora salientam que, “apesar de a insurgência no país continuar a ameaçar o desenvolvimento do sector de gás natural liquefeito, os três projectos planeados para o país deverão entrar em funcionamento, apesar dos riscos”.

Sobre o projecto da Total, um investimento de 20 mil milhões de euros perto de Palma, a vila atacada em 24 de Março, a Fitch Solutions espera que a petrolífera francesa retome as obras tão cedo quanto possível, mas alerta que este projeto da Área 1 “sofre de riscos cada vez maiores face aos prazos iniciais se a desmobilização for prolongada”.

Nem tudo está perdido

Ainda assim, os consultores consideram que os projectos vão concretizar-se, antecipando uma aceleração do crescimento económico a partir do próximo ano, ligado ao funcionamento da estrutura ao largo da costa, operada pela Eni, que fará as exportações de gás subirem para 1,3 mil milhões de metros cúbicos em 2022 e 4,6 mil milhões de metros cúbicos no ano seguinte.

“Consequentemente, Moçambique deverá ter das maiores taxas de crescimento da África subsaariana, com expansões de 5.2% e 7.7% em 2022 e 2023”, apontam os analistas.

No comentário aos últimos desenvolvimentos na província de Cabo Delgado, a Fitch Solutions escreve ainda que a perspectiva de segurança a longo prazo depende da resposta do Governo.

“O alargamento e a frequência dos ataques sugere que o conflito está a tornar-se cada vez mais sofisticado e afasta-se daquilo que Moçambique é capaz de resolver sozinho”, apontam, salientando que “sem uma ajuda de segurança regional e externa, juntamente com esforços a longo prazo para aumentar o desenvolvimento inclusivo e apoio às comunidades afetadas, parando a radicalização, é improvável que as ameaças terroristas se desvaneçam a curto praz”.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo terrorista Estado Islâmico. O mais recente ataque foi feito em 24 de Março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos, e consequentemente a paralisação das actividades da petrolífera Total.

Estado supera meta de arrecadação de impostos em 2020

Estado moçambicano arrecadou 235.70 mil milhões de meticais em cobrança de impostos, contra os 214 mil milhões previstos no orçamento rectificativo de 2020.

O orçamento de receitas do ano passado, que era inicialmente 244 mil milhões de meticais, sofreu alterações devido ao impacto dos ciclones Idai e Kenneth e a COVID-19, de acordo com o director geral do Gabinete de Planeamento Estudos e Cooperação Internacional da Autoridade Tributária, Augusto Tacarindua.

Assim sendo, o orçamento sofreu duas alterações até fixar a meta em 214 mil milhões, que foi superada em 10% no ano passado.