Monday, June 29, 2026
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Início das obras da barragem de Mphanda Nkuwa previsto para 2024

O director do gabinete do desenvolvimento de Mphanda-nkuwa, Carlos Yum, revelou o estágio do projecto de construção da barragem. A barragem de Mphanda Nkuwa e a respectiva infra-estrutura de transporte de energia têm previsão para o de início para 2024.

O projecto está orçado entre 4,5 e 5 mil milhões de dólares. 60% são para a construção da barragem que terá capacidade para gerar entre 1.300 e 1.500 megawatts. Os restantes 40% serão destinado à linha de transmissão de energia.

Esta quantidade de energia fará de Mpanda Nkuwa a segunda maior barragem hidroeléctrica do país. Maior que ela só a Barragem Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que gera 2.070 megawatts.

A infraestrutura levará um total de seis a sete anos para concluir. Espera-se que o arranque decorra em 2024 com a conclusão em definitivo do financiamento. O gabinete de desenvolvimento está a preparar o lançamento de concursos públicos para a actualização dos estudos de viabilidade do projecto.

A participação accionista será do Estado Moçambicano, através da Electricidade de Moçambique [EDM] e da Hidroeléctrica de Cahora Bassa [HCB], com entre 30% e 35% de acções. Os restantes 65% serão assegurados por investidores privados. Até Dezembro deste ano, será lançado um concurso para a identificação do parceiro estratégico de investimento.

Moçambique espera assim responder ao crescente défice energético que assola a África Austral. A infra-estrutura e outros projectos de produção de energia irão ajudar as necessidades de desenvolvimento económico da região.

“Moçambique quer ser o centro energético da África Austral porque dispõe de recursos naturais para isso”, partilhou Yum.

A hidroelétrica de Mphanda Nkuwa fica situada no rio Zambeze, na província moçambicana de Tete. O projecto deverá reduzir as emissões de dióxido de carbono causadas pela energia da África do Sul, gerada principalmente por centrais a carvão.

O consórcio pretende usar 20% da energia de Mphanda Nkuwa para consumo dos moçambicanos – e exportar o resto para a África do Sul de forma a desenvolver a economia nacional.

Produção de arroz com incremento de 15%

Em resultado do investimento feito ao abrigo do programa Sustenta, a produção de arroz na actual campanha agrária deverá crescer 15%, diz o Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Celso Correia.

O Ministro observava aquando do início formal da colheita de arroz no distrito de Chongoene na província de Gaza na quinta-feira, que o consumo de arroz em Moçambique estava a crescer cerca de 8,5% ao ano, uma grande parte do qual importado a um custo de pelo menos 200 milhões de dólares americanos por ano.

“Infelizmente, há provas de que esta é uma das culturas utilizadas para extrair moeda estrangeira do país a preços sobrevalorizados, criando algum grau de dependência a nível nacional nas contas públicas”, disse.

Correia observou que o cultivo de arroz envolve mais de 100.000 produtores na sua cadeia de valor, principalmente nas províncias de Gaza, Zambézia e Sofala, e é estratégico para o desenvolvimento agrícola do país.

“O arroz tornou-se, de certa forma, a segunda cultura mais importante em Moçambique, depois do milho”, afirmou.

Neste contexto, foram feitos investimentos no nivelamento das terras, na assistência à produção, e na melhoria do acesso a sementes de qualidade, agroquímicos e outros insumos, a fim de melhorar a produtividade, juntamente com a reabilitação das infra-estruturas nas áreas irrigadas [regadios], incluindo a limpeza dos canais e a requalificação das estradas.

Celso Correia assinalou com satisfação que, em apenas seis meses, Chongoene tinha visto a produtividade média aumentar para seis toneladas por hectare, contra a média nacional de apenas uma tonelada.

Na província de Gaza, o ministro explicou que a área cultivada tinha aumentado cerca de 5.000 hectares, um factor que sustenta o crescimento.

Celso Correia indicou que os resultados registados em Gaza em termos de produtividade por hectare, e dada a garantia do mercado, tinham gerado 7.500 empregos seguros.

Conheça Moçambique em números

Com uma superfície de  801,590 km, uma população com 30 066 648 habitantes (2020), Densidade demográfica de 36.7 hab/ km (2019) e população economicamente activa de 85% (senso de 2017), Moçambique é um belíssimo país, oficialmente designado República de Moçambique que está localizado na costa oriental do continente africano.

A moeda nacional da denominada Pérola do Índico é o Metical e são Maputo, Beira e Nampula as suas principais cidades. 

Moçambique serve como uma porta de entrada para os mercados  de alguns dos países vizinhos sem litoral, como são os casos do Malawi, Zâmbia, Zimbabué e Suazilândia, com os quais faz fronteira.

Na última década, Moçambique entrou nos radares da economia global por possuir reservas de carvão e gás natural estimadas em 1,8 bilhão de toneladas métricas e 100 trilhões de pés cúbicos (tcf), respectivamente, cuja exploração poderá tornar o país num importante ator, em ambos os setores, à escala global.

O País mantém relações de cooperação com Estados e Governos de todo o mundo. Destes destacam-se os Parceiros de Apoio Programático (PAP’s), nomeadamente: Alemanha, Áustria, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Mundial, Bélgica, Canadá, Comissão Europeia, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grã Bretanha, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suécia e Suíça, África do Sul, Austrália, Brasil, China, Coreia, EUA, Índia, Japão e Vietname.

Relativamente às importações, os de maior relevo foram: a África do Sul (31,1%), a China (21,2%), os Emiratos Árabes Unidos (10,1%) e a Índia (7,4%), tendo como produtos transacionados com maior expressão o petróleo e seus derivados, medicamentos, milho, automóveis, arroz, cimento, barras de ferro, construções e suas partes, tratores e pneumáticos novos.

Não obstante nas últimas duas décadas o crescimento económico ter sido forte e sustentado, teve impacto moderado na redução da pobreza e no desenvolvimento humano. Este cenário faz com que Moçambique continue a ser dos países mais pobres do mundo, com cerca de metade da sua população a viver abaixo da linha de pobreza internacional, ou seja, menos de US$1,90 por dia (Oxford Economics;2020).

A pobreza continua generalizada e a população depende, principalmente, da agricultura de subsistência. Apesar da agricultura ser a principal fonte de alimento e renda, a produtividade agrícola é baixa. Os agricultores e pescadores geralmente ganham apenas o suficiente para atender às suas necessidades básicas de alimentação de suas famílias, com um pequeno excedente para venda em alguns casos (Oxford Economics;2020).

No que concerne ao comércio, o país importa a quase totalidade dos seus bens de capital (maquinaria, veículos, entre outris afins). Relativamente aos bens de consumo e alimentos de um modo geral, o país é quase na totalidade dependente da África do Sul, maior economia do continente e país com o qual faz fronteira. 

Outros mercados importantes para as importações do país incluem a China, o Médio Oriente e Europa. 

A componente das exportações tende a ser dominada pelos Megaprojetos, que entre 2010 e 2016 foram impulsionadas pelo alumínio, com uma contribuição média anual de 32,3%. Nos últimos anos, as exportações de carvão (lideradas pela VALE Moçambique) aumentaram em 134,6% para US$ 1,7 bilhão em 2017 contra US$ 720 milhões em 2016 ultrapassando o alumínio. 

Em 2020, devido ao impacto da pandemia da Covid-19, os desenvolvimentos na indústria de gás natural foram caracterizados por adiamentos das Decisões Finais de Investimento (FID) e pela forte quebra do investimento direto estrangeiro. Vários projetos viram sua implementação adiada.

As perspetivas são de que no curto prazo, as exportações permaneçam fracas devido à conjuntura global caracterizada por preços baixos ao nível das principais commodities devido à redução da procura global.

No que tange às importações, estas reduziram em 2020, devido aos custos mais baixos do combustível e interrupções comerciais induzidas pela Covid-19, entretanto, espera-se que isso seja de alguma forma compensado pelos esforços de reconstrução pós-ciclones (IDAI e Kennedy) que se abateram sobre o país em 2019 e ajuda humanitária para a crise do Covid-19.

Por último, de acordo com o Ranking Doing Business 2020, Moçambique caiu três lugares, ao sair da 135ª, em 2019, para a 138ª posição em 2020.

 

Fonte Como Exportar Moçambique (Embaixada do Brasil)

Produtos Petrolíferos com novo Regulamento

O Decreto n.º 45/2012, de 28 de Dezembro (o Antigo Regulamento), viu-se revogado pelo Decreto n.º 89/2019, de 18 de Novembro (o Regulamento), volvidos sensivelmente 9 anos de vigência. O decreto em vigor, à semelhança do seu antecessor, se aplica ao segmento da indústria petrolífera usualmente denominado “downstream”, que compreende as actividades de produção, importação, recepção, armazenagem, manuseamento, distribuição, comercialização, transporte, exportação, reexportação, trânsito e fixação de preços de  Produtos Petrolíferos.

Se, por um lado, o Regulamento introduz alguns aspectos inovadores, por outro, o mesmo manteve inalterados aspectos que, ainda na vigência do Antigo Regulamento, careciam de aperfeiçoamento para que se tornassem melhor ajustados às crescentes exigências do sector que regulam. Passamos a elencar as novidades

 

Aspectos Inovadores

Em termos quantitativos, as inovações introduzidas pelo Regulamento são algo consideráveis. Não obstante, para esta breve reflexão trazemos apenas aquelas que reputamos mais pertinentes do ponto de vista prático, conforme a seguir detalhado.

Quanto ao licenciamento, introduziu-se  a Licença de Exportação, que é o título que habilita uma determinada entidade a realizar a venda ao exterior de Produtos Petrolíferos produzidos localmente.

 

A respeito da licença em apreço, importa salientar que:

Entidades detentoras de licenças de produção podem exercer a actividade de exportação sem a Licença de Exportação;

Entidades detentoras de Licenças de Exportação podem exportar Produtos Petrolíferos produzidos localmente, desde que tenha sido satisfeita a demanda do mercado interno; e

A Licença de Exportação não será suficiente para a exportação de combustíveis líquidos (espécie do género Produtos Petrolíferos) por entidades que não sejam titulares de licenças de distribuição.

Relativamente ao registo, que é o documento emitido pela Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, no qual são descritas as características físicas e operacionais das instalações petrolíferas, o Regulamento mostra-se inovador na medida em que faz referência expressa aos tipos de registo, que são:

Registo de instalação de consumo;

Registo de instalações petrolíferas; e

Registo de agente transitário.

Contrariamente ao Antigo Regulamento, o Regulamento estabelece o período de 10 (dez) anos renováveis para a validade dos registos, que à luz do Antigo Regulamento permaneciam válidos por tempo indeterminado, contanto que o respectivo titular cumprisse as suas condições e a respectiva instalação funcionasse de forma regular.

Uma das mais expressivas inovações trazidas pelo Regulamento é, decerto, o acentuado agravamento da taxa de incentivo geográfico de 1.500.000,00 MT (um milhão e quinhentos mil Meticais) para 6.000.000,00 MT (seis milhões de Meticais), o que corresponde a um incremento na ordem dos 300% (trezentos por cento).

Refira-se que o incentivo geográfico enquadra-se nos esforços que o Governo, através do Fundo de Energia (FUNAE), tem empreendido para expandir geograficamente (sobretudo para as zonas rurais) o acesso aos combustíveis líquidos e ao gás natural veicular, cobrando para o efeito a taxa de incentivo geográfico no acto da vistoria realizada para efeitos de registo de instalações e equipamentos petrolíferos em qualquer posto de abastecimento de combustíveis localizado nas cidades de Maputo, Matola, Beira, Nampula, Tete, Pemba, Nacala, Chimoio, Inhambane, Xai-Xai, Lichinga e Quelimane, bem como nas faixas ao longo das estradas nacionais números 1, 4 e 6 e Estrada Circular de Maputo até 500 metros dos respectivos eixos; circunscrições em que o acesso aos referidos combustíveis é relativamente simplificado. Considerando que à luz do Antigo Regulamento apenas postos de abastecimento de combustíveis localizados nas cidades de Maputo, Matola, Beira e Nampula e na faixa da estrada nacional número 4, eram abrangidas pelo dever de pagamento da taxa em alusão, o Regulamento mostra-se geograficamente mais abrangente.

No concernente à actualização de preços de Produtos Petrolíferos, mantém-se o dever de revê-los mensalmente sempre que o respectivo Custo Base mostre, face àquele em vigor na data do cálculo, uma variação superior a 3% (três por cento) e ocorrer uma alteração do valor das imposições fiscais aplicáveis. Entretanto, em caso de actualização, as distribuidoras devidamente licenciadas devem ser comunicadas, não mais na terceira Quarta-feira de cada mês, mas na terceira Quinta-feira de cada mês ou, caso calhe feriado, no dia útil imediatamente seguinte.

Ainda em relação os preços de Produtos Petrolíferos, importa destacar que a competência para alterá-los passou dos Ministros que superintendem as áreas da energia e das finanças para a Autoridade Reguladora da Energia (ARENE), criada em 2017 e já em funcionamento.

 

Outros Aspectos Relevantes

Dentre os aspectos originários do Antigo Regulamento que inspiram algum aprimoramento, despertam-nos particular atenção: (i) o licenciamento para a realização da actividade de Bunkering; e (ii) a transmissão de licenças e participações sociais.

Em linhas gerais, o Bunkering consiste na actividade comercial de abastecimento de produtos petrolíferos à navegação marítima, aérea, lacustre e fluvial, nacional e internacional. Quanto ao seu licenciamento, a actividade é reservada aos titulares de licenças de distribuição, desde que a realizem, cumulativamente com a venda ao mercado interno.

Tratando-se de entidades não sedeadas no País, e que pretendam desenvolver a actividade em causa a partir de mesmo, abastecendo à navegação internacional de produtos por si colocados no País ou adquiridos em moeda externa  exclusivamente para esse efeito, bem como o de fazer transitar esses produtos de e para os países vizinhos, devem fazê-lo através de entidades licenciadas localmente.

Relativamente ao abastecimento às plataformas, navios e demais equipamentos de prospecção, pesquisa e exploração de recursos naturais que se encontrem a operar em Moçambique, o Regulamento denota algum “proteccionismo”, na medida em que restringe o exercício daquela actividade a entidades distribuidoras licenciadas localmente.

Quanto à transmissão de licenças, prevê-se que, à excepção das licenças relativas à distribuição, as licenças previstas pelo Regulamento são transmissíveis mediante autorização por escrito da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, sem, no entanto, oferecer detalhes sobre os requisitos e a tramitação a observar para o efeito; o que se mostra necessário.

Relativamente à transmissão de participações sociais, prevê-se apenas a necessidade de autorização do Ministro dos Recursos Minerais e Energia quando haja transferência da propriedade de instalações petrolíferas, deixando-se de lado situações em que tal não ocorre; o que periga a transparência no sector.

 

Considerações Finais

Embora o Regulamento tenha introduzido elementos de inegável relevância, v.g., Licença de Exportação, parece-nos ter sido desperdiçada uma soberana oportunidade para regular alguns aspectos em termos melhor ajustados às presentes e futuras exigências da emergente indústria petrolífera moçambicana, como é o caso da actividade de Bunkering, que à medida que se aproxima o arranque da produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) no país, poderá conhecer uma crescente demanda. O mesmo se diga em relação à transmissão de licenças e participações sociais. Nesse sentido, convém tornar os aspectos aqui levantados, e não só, melhor ajustados à dinâmica actual.

(Fonte: Sal a Caldeira Advogados, LDA) 

Reunião Pública da Mozal – Webinar

Este webinar  surge com o objectivo de interagir com a comunidade, parceiros e Governo local para fornecer e colher actualizações sobre as actividades, projectos e planos da Mozal, garantindo desta forma uma boa convivência e uma mútua colaboração na busca de soluções aos desafios do dia-a-dia.

O evento terá lugar no dia 25 de Maio de 2021, das 9:00hrs às 12:00hrs.

 

O evento tocará nos seguintes tópicos;

Saúde e Bem-Estar; 

Segurança no Trabalho; 

Meio Ambiente;

Desenvolvimento do Empresariado; 

Responsabilidade Social.

 

Para participar ligue ou envie o seu email para os seguintes contactos até o dia 24 de Maio de 2021:

84 33 33 145 ou 84 32 00 093

orlando.fumbanhane@south32.net

Resultados financeiros do UBA mostram crescimento nos lucros

Os resultados financeiros do United Bank for Africa (UBA) mostram no primeiro trimestre um crescimento de dois dígitos em maior parte das principais linhas de rendimento.

O banco registou um crescimento modesto nas receitas com e sem juro, bem como um aumento de eficiência para proporcionar um acréscimo anual de 24 por cento dos lucros antes de dedução de impostos nos primeiros três meses do presente ano financeiro, para 99.6 milhões de dólares contra os 80.3 milhões de dólares registados no mesmo período de 2020.

Segundo um comunicado do banco, os lucros após a dedução de impostos cresceram de 73.8 milhões, em Março de 2020, para 93.6 milhões de dólares, para o mesmo período do ano em curso.

Para este ano, o UBA manteve novamente o seu forte crescimento anual registado de 20.5% de Retorno Sobre Património Liquido Médio (REO) comparado com 19.9% no período homólogo de 2020.

Motivado pelo crescimento anual nos lucros com juro, o Grupo UBA registou um outro crescimento anual de 5.5% de lucros brutos para fechar em 381.3 milhões de dólares para o período trimestral terminado em último mês de Março, contra os 361.0 milhões de dólares alcançados nos primeiros três meses do ano passado.

Os activos totais do banco também cresceram para 19.3 mil milhões de dólares no período em análise, comparado com 18.9 mil milhões de  dólares registado no final do ano fiscal de 2020, enquanto os fundos dos accionistas cresceram para 1.9 milhões, contra 1.8 milhões em 2020.

O director-geral do UBA, Kennedy Uzoka, afirmou que o resultado reflecte a capacidade da instituição para aumentar os lucros de forma sustentável, mesmo num ambiente macroeconómico altamente incerto.

Acrescentou ainda que as posições de robustez do capital e de liquidez posicionaram o banco, na medida em que o UBA continua a apoiar os seus clientes em todos os sectores e mercados, orientado pelas práticas de gestão prudente do risco.

“Este resultado impressionante do primeiro trimestre de 2021 reflecte a capacidade do nosso negócio para aumentar lucros de forma sustentável, mesmo com o ambiente macroeconómico altamente incerto”, disse.

Afirmou ainda, “continuamos optimistas quanto às perspectivas macroeconómicas dos países em que operamos, especialmente à medida que a distribuição da vacina da Covid- 19 ganha tracção a nível mundial, enquanto os preços das mercadorias e as moedas continuam a estabilizar-se”.

Seminário sobre Auditoria e Sistemas de Gestão de Qualidade

Este curso é dirigido a todos os profissionais que pretendam adquirir conhecimentos sobre auditoria desde a sua preparação à condução.

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Reunião Global do Clube Mulheres de Negócios de Portugal

O Clube Mulheres de Negócios de Portugal realizará uma reunião on-line (Plataforma Zoom), a ter lugar no dia 2 de Junho de 2021, 14:00 – 15:30 (horário local).

O Clube é resultado de uma necessidade actual de estabelecer negócios a partir de efetivo networking! 

“A mulher empresária e empreendedora em língua portuguesa tem agora o seu porto de relacionamento empresarial”, Rijarda Aristóteles – Presidente

Incentivamos o estabelecimento de parcerias entre as participantes e criamos ambientes / eventos / encontros com o objetivo de maximizar os negócios (serviços e produtos) de nossas

Embaixadoras, Empreendedoras e Empresas Parceiras. Constituímos, assim, a Nação Empresarial Feminina em Língua Portuguesa.

Painel 1: Imagem e Estilo: Pessoal. Silvia Alface, Brasil.

Painel 2: Imagem e Estilo: Corporativo. Adelaide Nunes, Moçambique.

Painel 3: Clube MN.Pt, Rijarda Aristóteles, presidente do Clube.

 

Networking em salas exclusivas.

Tempo total: 1h30

 

Para se inscrever CLIQUE AQUI

Governo na busca por mais investimento privado no abastecimento de água

O FIPAG (Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água do Governo de Moçambique) deseja descentralizar a gestão e o funcionamento dos sistemas públicos de água através de um maior envolvimento do sector privado.

Falando numa conferência de imprensa em Maputo na segunda-feira, o Ministro das Obras Públicas, João Machatine, afirmou: “Acreditamos que até ao final do segundo trimestre de 2022 terão sido criadas as condições para a entrada do sector privado em empresas comerciais de abastecimento de água”.

A necessidade de expandir a gestão para parceiros privados decorre do objectivo do Governo de fornecer água limpa a 80% da população urbana (uma estimativa de 5,1 milhões de pessoas) até 2024. Para atingir este objectivo serão necessários 941 milhões de dólares, uma soma que o FIPAG não pode angariar por si só.

Daí a proposta de criação do que será conhecido como “FIPAG Empresas Comerciais Regionais”.

Machatine estava optimista de que “com a entrada do sector privado seremos rapidamente capazes de cumprir os objectivos. A parceria não é exclusivamente financeira, mas envolve também a obtenção de know-how do sector privado”.

A proposta já foi aprovada pelo Conselho de Ministros (Gabinete), e agora o FIPAG deve ser reorganizado para criar as empresas comerciais regionais. Haverá quatro destas empresas comerciais, estabelecidas nas províncias do norte, centro e sul e na Grande Área Metropolitana de Maputo.

O primeiro envolvimento significativo do sector privado veio com a formação da Companhia Regional da Água de Maputo, há cerca de 15 anos. Este modelo será agora alargado ao resto do país.

“Ao longo deste período, foram aprendidas lições que nos permitirão avançar firmemente na criação de empresas comerciais em outras regiões”, disse Machatine.

Inicialmente, as acções das empresas serão detidas a 100% pela FIPAG, mas a FIPAG venderá depois até 49 por cento das acções de cada empresa a parceiros privados.

“Temos de garantir que cada empresa tenha uma gestão rigorosa e rigorosa, e para isso os parceiros devem ser cuidadosamente seleccionados”, disse o Ministro. As empresas, acrescentou ele, devem ser cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique.

Esta abordagem, disse Machatine, tem sido implementada com sucesso em países como a África do Sul, Uganda e Ruanda.

Até 2019, o Governo tinha assegurado cerca de 1,1 mil milhões de dólares americanos em financiamento, o que permitiu um aumento no fornecimento de água limpa de 1,5 milhões de consumidores para quase 3,9 milhões de consumidores. 941 milhões de dólares são necessários até 2024 para aumentar a cobertura de água para 80% da população urbana, e cerca de 1,2 mil milhões de dólares até 2030 para a cobertura universal das áreas urbanas.

Pay@ agregador de pagamento sul-africano expande-se para Moçambique

O agregador de pagamentos sul-africano Pay@ vai instalar-se em vários países africanos, dentre eles, Moçambique. A empresa fornece uma plataforma de pagamento de integração única e proporciona aos consumidores e às empresas uma variedade de métodos de pagamento.

Com o Acordo Continental Africano de Comércio Livre estabelecido para gerar uma despesa combinada de 6,7 biliões de dólares para consumidores e empresas até 2030, o continente necessita de plataformas de pagamento para fazer face a este crescimento.

O Pay@ implantou operações na Namíbia, Botswana e Lesoto ao longo dos últimos anos, mas irá agora acrescentar Moçambique, Zâmbia e Angola a esta lista, com mais países africanos na calha, diz Andrew Hardie, CEO da empresa.

“Gostaríamos de aproveitar a força do nosso negócio na África do Sul e aumentar as nossas ofertas em todo o continente” revelou.

Ele explica que a decisão de expansão foi motivada por vários factores, incluindo a procura dos clientes sul-africanos que operam nesses mercados, uma rede de retalhistas nestas áreas e o fenomenal crescimento digital impulsionado pela pandemia.

Hardie partilha que para além de fornecer as ofertas de pagamento estabelecidas de Pay@ nestes mercados, a empresa procura activamente expandi-las através de parcerias estratégicas, a fim de satisfazer as necessidades dos locais.

“O que faz de África um desafio excitante é que não se pode seguir uma abordagem global, existem algumas semelhanças entre os vários países nos métodos ou canais que utilizam, mas cada país também tem diferenças.Em última análise, o nosso objectivo é melhorar os nossos serviços, tanto para as pessoas que não têm acesso aos bancos como para os bancos, e ajudar a criar uma cultura de pagamento, tornando os pagamentos muito mais acessíveis e fáceis para as pessoas”, explanou. 

Andrew Hardie, referiu ainda a grande ajuda que esses serviços podem ser para as zonas mais remotas, onde os serviços bancários são escassos e os obstáculos para o acesso às facilidades de pagamento são extremas.

“Se tiver de ir à cidade mais próxima para fazer um pagamento, isso pode custar-lhe muito dinheiro. Mas se puder fazer um pagamento através de dinheiro móvel, usando o seu telemóvel, a Internet, é mais conveniente e poupa-lhe dinheiro. Pretendemos fornecer apresentação de contas e opções de pagamento em todo o espectro em África e acreditamos que as eficiências que temos vindo a oferecer aos sul-africanos, tais como validações, notificações e reconciliações em tempo real, serão bem-vindas por aqueles que se encontram noutros países do continente”.

Ele conclui dizendo: “Pay@ está na vanguarda da inovação, estamos continuamente a melhorar como empresa, e a adaptarmo-nos à medida que nos expandimos pelo continente também. Podemos melhorar os sistemas de pagamento, tanto front-end como back-end, para as empresas, e facilitar os pagamentos fáceis aos seus clientes. Todos olham para África como a próxima fronteira a conquistar e podemos fornecer a essas empresas sistemas de pagamento de classe mundial”.