Tuesday, April 7, 2026
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INP anuncia paralisação das actividades em Afungi

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia, através do Instituto Nacional do Petróleo (INP), anunciou, hoje, 26 Abril, a paralisação parcial das actividades do projecto LNG, da Total E&P Moçambique Área 1, Offshore da Bacia do Rovuma, devido a insegurança causada pela insegurança em Afungi.

Em comunicado, o INP informa que, “com a interrupção das operações, a Total não poderá, durante este tempo, cumprir  com as obrigações contratualmente assumidas  e poderá vir a suspender ou rescindir mais contratos com outros prestadores de bens e/ou serviços, dependendo do tempo que pode durar”.

A Petrolífera Francesa, declarou junto aos parceiros, força maior com vista a mitigar os efeitos negativos decorrentes da aplicação de contratos e custos em bens e serviços que não podem ser prestados ou utilizados durante este período em que as atividades estão suspensas, facto que teria efeitos negativos no custo global do projecto.

O projecto de Gás Natural Liquefeito “ Projecto LNG Golfinho/Atum(Mozambique LNG)”, vai  ser implementado a partir de uma plataforma em terra, num investimento de USD 20 bilhões, para viabilizar a exploração de 13,12 tcf de gás natural recuperável , num período de 25 anos e gerar lucros  directos de  na ordem  dos USD 60,8 bilhões  dos quais cerca de USD 30,9 bilhões para o estado durante 25 anos, refere o INP.

Consta ainda do comunicado que, ”todas as atividades de campo tais como a construção das infraestruturas do projeto Golfinho/atum estão temporariamente suspensas, mas com com isso não significa abandono do projecto, mas serão retomadas assim que a situação de segurança for reposta, para assegurar a integridade física e segurança dos trabalhadores, bem como a proteção destas infraestruturas”. 

Apesar desta suspensão, a Total mantém os trabalhos necessários nos seus escritórios, enquanto analisa o real impacto da situação do cronograma de implementação  do projecto, das actividades de financiamento e posição dos financiadores, com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e com o governo.

Com o investimento da Total, prevê-se também, a disponibilização de  de USD 2,5 bilhões para as despesas relacionadas com a contratação de bens e serviços a serem fornecidos  por empresas moçambicanas ao projecto de GNL, durante a fase da contratação da planta para além das oportunidades de emprego e treinamento para cidadãos nacionais.

A Total E&P Moçambique Área 1 Moçambique Área 1 Limitada, a maior investidora, com  com 26,5% de interesse  participativo, seguido da Mitsui E&P Moçambique Área 1 Limited, com (20%).

A petrolífera francesa também anunciou, hoje na sua página oficial, a paralisação das atividades em Afungi.

Novas medidas de contenção vão dinamizar a economia de Moçambique

Depois de avaliada a situação epidemiológica, bem como os possíveis riscos, de contaminação da Covid 19, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, falou ontem no actual brief à nação e decidiu manter todasas medidas do decreto de 06 do mês em curso, com  a excepção de algumas actividades comerciais, como forma de dinamizar a economia.

Constam destas novas medidas, a abertura de Casinos, Museus, Teatros, Cinemas, Auditórios, Galerias, Centros comerciais, não podendo exceder 40% da sua capacidade  e observando o protocolo sanitário.

Também decidiu pela abertura de ginásios da classe A e B, sem exceder 15% da capacidade máxima. A abertura de piscinas só será possível nos estabelecimentos hoteleiros, mas somente para uso exclusivo  dos hóspedes.

Faz parte da decisão do PR, o alargamento do funcionamento das padarias e pastelarias que vai das 05h00 às 20h00, enquanto que o funcionamento dos centros comerciais passa a ser das 9h00 às 19h00, de segunda a sábado e das 9h00 às 18h00 aos domingos e feriados.

As novas medidas entram em vigor às 0h00 de 27 de Abril, durante 30 dias.

 

Fábrica adquire excedentes de arroz em Chókwè

Na semana passada, produtores de arroz apoiados pelo Projecto SUSTENTA, no Regadio do Distrito de Chókwè, reclamaram da falta de mercado para a comercialização de toneladas daquele cereal.

Trata-se, de mulheres da Associação Ahikhomeni Vavasati, que incrementaram a produção de arroz numa área de  71 hectares, no entanto não tinham acesso ao mercado.

O problema já passou para o passado, segundo anunciou o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, na sessão de respostas às perguntas formuladas ao Governo pelos deputados da Assembleia da República. 

A solução encontrada passa pela aquisição de todos os excedentes de arroz, pela fábrica de processamento pertencente ao Complexo Agroindustrial do Chókwè, uma unidade fabril que estava inoperacional há mais de três anos.

 “A fábrica de processamento de arroz CAIC (Complexo Agro-industrial do Chókwè) voltou a operar, sendo que irá absorver toda a produção de arroz do distrito de Chókwè”, esclarece Correia.

Na sua intervenção no parlamento, Correia falou ainda do sucesso da primeira campanha agrícola, que teve uma contribuição significativa do programa SUSTENTA, cujos resultados também se verificam na melhoria das comunidades envolvidas.

Celso Correia falou ainda dos ganhos que o projecto SUSTENTA já trouxe, sete meses após o lançamento e apelou ao combate daquilo que chama de negativismo em relação à agricultura. “Temos que acreditar e valorizar as nossas conquistas”, defende o ministro, para quem “o negativismo que se tenta transmitir à prática da agricultura deve ser combatido”.

Como sabem, a nossa base produtiva familiar está envelhecida e o sucesso da agricultura passa, assim, pela adopção de políticas que vão muito além do que as sectoriais

Neste momento, a CAIC está a comprar o arroz a 17,5 meticais à porta da machamba, contra os 14,5 meticais da campanha passada.

Moçambique e Zâmbia firmam parceria para o Porto da Beira

Com o objectivo de efectuar levantamento, sistematizar e estabelecer mecanismos para a resolução dos problemas que afectam os operadores rodoviários zambianos que usam o corredor, nos dias 20 e 22 do mês em curso, os ministros moçambicanos e zambianos visitaram o Porto da Beira. 

No decurso da visita, equipas técnicas dos dois países trabalharam com os gestores e demais prestadores de serviços portuários, desembaraço de mercadorias e transportadores rodoviários do Corredor da Beira. 

“A delegação zambiana assistiu, no Porto da Beira, às operações portuárias, bem como o trabalho que está a ser feito para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utentes daquele porto, incluindo a Zâmbia”, refere um comunicado da instituição. 

No âmbito desta visita, foi também reafirmado o comprometimento mútuo de Moçambique e Zâmbia em continuar a trabalhar para a melhoria da qualidade do serviço de logística prestados por Moçambique no Corredor da Beira, particularmente no transporte de combustíveis líquidos para a Zâmbia. 

A Zâmbia é responsável por cerca de 18% dos combustíveis em trânsito e cerca de 19% da carga diversa manuseada no Porto da Beira

Entrevista com Dra. Liliana Catoja – Millennium bim

Falamos com a Dra. Liliana Catoja Administradora Executiva do Millennium bim sobre os desafios e oportunidades do financiamento às empresas.

Nesta conversa exclusiva para o Profile, além da sua perspectiva sobre o tema, ficamos ainda a conhecer as linhas de crédito existentes para diferentes empresários nacionais, bem como da importância destes serviços para alavancar a economia.

Quais os principais objectivos do Millennium Bim em relação ao sector empresarial?

O Millennium bim nasceu para servir os moçambicanos em todos os momentos.
Enquanto Banco estamos comprometidos com o desenvolvimento do tecido empresarial, através do fomento ao negócio.

Proporcionamos aos moçambicanos, às empresas os aos seus recursos as melhores soluções bancárias para as diversas actividades económicas em prol do desenvolvimento do país.

artigo banca

Qual a importância dos serviços financeiros para impulsionar a economia nacional e para o desenvolvimento do país?

Temos consciência que o acesso a serviços financeiros bancários, assim como ao crédito, são determinantes na promoção da capacidade de produção da economia nacional.

Este é um factor crítico de redução de iniquidades sociais e elemento essencial no processo de desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.

Há 25 anos que o Millennium bim tem apoiado o tecido empresarial, maioritariamente composto por Pequenas e Médias Empresas (PME), posicionando-se um parceiro financeiro de referência do sector privado nacional. E esta realidade é ainda mais significativa quando pensamos nas PME que não têm condições de acesso aos mercados de capitais.

A nossa posição confortável de balanço, robustez de capital, aliado a uma cultura de gestão de risco e transparência, permitem-nos disponibilizar aos Clientes, soluções que se destacam pela rapidez, flexibilidade e inovação.

Em função da especificidade do Cliente, o Millennium bim, presta serviços de assessoria, de estruturação e montagem de financiamentos, com o principal objectivo a criação de valor para os seus Clientes.

Como se posiciona o Millennium bim relativamente ao apoio às empresas e mais concretamente ao nível do financiamento?

Enquanto agentes activos na dinamização do ecossistema empresarial, o Millennium bim tem o maior interesse em apoiar as empresas, para o alargamento da base produtiva e redução de iniquidades sociais.

Desta forma, dispomos de um pacote diversificado de produtos e serviços flexíveis ajustados às necessidades das Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, nos seus diferentes contextos e geografias dentro do território nacional.

E de que forma o Millennium bim ajustou à situação crise da pandemia COVID 19? Desde que a pandemia da Covid-19 eclodiu, o Millennium bim adoptou medidas de alívio às necessidades de liquidez dos seus Clientes.

Criámos moratórias no pagamento das obrigações de crédito, ou seja, adiámos o pagamento dos juros e do capital, nalguns casos, com o objectivo de dar liquidez às empresas nesta fase difícil.

No cenário actual de crise económica, muitas empresas necessitam de apoio para simplesmente manter as suas actividades ou pagar aos seus funcionários. Que tipo de financiamentos podem as empresas encontrar no Millennium bim, para fazer face a este momento económico?

Temos disponível a Linha de Crédito FECOP (Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa) com uma tranche para Empresas, destinada ao financiamento de projectos de investimento e operações de apoio à tesouraria de Micro, Pequenas e Médias Empresas, Associações ou Cooperativas de produtores no território moçambicano.

Esta linha foi criada no âmbito da cooperação entre o Governo da República Portuguesa, Governo da República de Moçambique, representado pelo IPEME – Instituto de Pequenas e Médias Empresas, e a Associação Moçambicana de Bancos tendo como objectivo contribuir positivamente para a melhoria da produtividade dos vários sectores empresariais, impulsionando a economia do país.

Liliana

Ainda sobre a linha de crédito FECOP temos a tranche Calamidades, com o valor máximo a financiar em operações de apoio à tesouraria de MZN 3.4 milhões e MZN 6.8 milhões destinada a financiar projectos de investimentos e operações de apoio à tesouraria de Micro, Pequenas e Médias empresas moçambicanas, nas regiões afectadas pelas calamidades naturais decretadas pelo Governo.

Esta tranche abrange também todas empresas afectadas pelo impacto da Covid-19. São elegíveis todas as empresas e Projectos que cumpram com satisfação, cumulativamente, todos os requisitos administrativos, fiscais e de gestão transparente.

Existem financiamentos disponíveis especificamente para diferentes sectores?

O Millennium bim tem uma linha de financiamento no valor de EUR 5.2 milhões, para crédito agrícola bonificado, através de um acordo com o Banco Alemão de Desenvolvimento KFW.

Esta linha de financiamento é elegível para as seguintes atividades: Agricultura de culturas temporárias e permanentes, com excepção tabaco; culturas de materiais de propagação vegetativa (viveiros); Produção Animal; Agricultura e Produção Animal Combinadas; Actividades dos serviços relacionados com a agricultura e com a produção animal, excepto serviços de veterinária; Aquacultura.

Por outro lado, ainda no âmbito da parceria com o Banco Alemão de Desenvolvimento KFW disponibilizamos uma linha de financiamento no valor de EUR 4.5 milhões, com o valor máximo a financiar por operação de MZN 10 milhões, com prazos entre 2 a 5 anos, destinada a apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas.

A indústria é vista como um potencial impulsionador da economia qual a vossa perspectiva em relação ao fortalecimento desse sector?

O nosso apoio também é extensivo às Indústrias, onde disponibilizamos em parceria com a AIMO, uma Linha de Crédito com valor máximo de apoio à tesouraria de MZN 30 milhões e MZN 50 milhões no apoio ao investimento.

Esta linha de financiamento é destinada a apoiar o desenvolvimento de projectos industriais e cadeias de valor de Pequenas e Médias Empresas integradas na AIMO, clientes actuais e potenciais do Mbim, priorizando-se Indústrias de bens alimentares, transformadora, têxtil, mineira e extractiva, metalúrgica, energia, petróleo e gás.

Para este Financiamento são elegíveis empresas que satisfaçam, cumulativamente, os requisitos seguintes: Localização (sede social) em território nacional; Actividade enquadrada na produção industrial; Sem incidentes junto do Mbim e do Sistema Bancário Nacional; Ter a situação regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social; Situação líquida positiva no último balanço aprovado ou em balanço intercalar, até à data da respectiva candidatura.

Empresas com situação líquida negativa no último balanço aprovado, poderão aceder à linha, caso apresentem esta situação regularizada em balanço intercalar, até à data da respectiva candidatura.

Há cada vez mais a noção da importância da participação da Mulher no desenvolvimento empresarial e no empreendedorismo em Moçambique. Para além dos financiamentos a empresas existe algum em particular para as empresárias nacionais?

O Millennium bim criou a Linha de Crédito Mulher Empreendedora, destinada a apoiar as actividades relacionadas com empreendedorismo feminino, com utilização dos fundos da

Linha de crédito KFW, facultando deste modo uma taxa de juro bonificada. Esta linha tem como objectivo impulsionar o crescimento e valorização da mulher moçambicana através do seu envolvimento em actividades económicas que contribuam para o crescimento da economia.

Ainda para este segmento de clientes disponibilizamos o Plano Poupança Mulher, um depósito a prazo criado para todas as Mulheres que pretendam rentabilizar as suas poupanças.

O Plano Poupança confere acesso automático a um Crédito Mulher, por um período de 1 ano, no montante de até 80% do valor da poupança a uma taxa de juro indexada a PRSF com o spread de +2,5%.

O Plano Poupança Mulher faz parte do pacote Solução Mulher, que inclui o Cartão Mulher com os seguintes benefícios: Efectuar compras (incluindo e-commerce) e levantamentos em qualquer parte do mundo e todas as operações disponibilizadas pelo Millennium BIM na sua rede de ATM; Dá acesso a um Seguro de Saúde com cobertura das seguintes despesas: Tratamento relacionadas com o Cancro da Mama; Tratamento relacionadas com o Cancro do Colo do Útero; Relacionadas com o Parto.

As PMEs são a mais importante fatia do tecido empresarial de um país. Qual a relação que o Banco tem estabelecido com este segmento de empresas?

A proximidade e confiança entre o Millennium bim e as PME é também firmada, por um lado, pelo Programa MLíder através do qual promove-se um encontro de reconhecimento das melhores empresas, avaliando-se a boa gestão, o equilíbrio financeiro, bem como o seu contributo para o crescimento e desenvolvimento sustentado da economia de nacional.

Por outro lado, através da plataforma “Negócios do Millennium”, o Banco organiza encontros empresariais com o objectivo de fomentar a partilha de experiências e debate entre os principais intervenientes do ecossistema empresarial.

Portanto, somos um banco de mão dada às PME.

Em termos de inovações para pagamentos, vendas a retalho, lojas, mobille e online, como o Millennium bim têm acompanhado esta evolução?

No contexto da transformação digital, dispomos dos melhores serviços mobile do sistema financeiro nacional. Criámos a funcionalidade IZI e passamos a disponibilizar este aplicativo, seguro e de fácil utilização, nas plataformas de WhatsApp e Facebook, investindo ainda mais na proximidade e engajamento com o mercado e com os Clientes.

O IZI é actualmente a melhor ferramenta de diferenciação e constitui uma verdadeira alavanca moderna para o sector do agronegócio na interacção com o seu público de interesse.

Criámos o aplicativo Netshop, destinado também para o tecido empresarial. Aqui, as Empresas têm a oportunidade de comercializar os seus produtos e serviços via online, de forma simples, rápida e segura. Esta funcionalidade permite que os Clientes dessas empresas possam realizar um conjunto de compras e efectuar outras transacções comerciais com recurso aos cartões VISA e Mastercard, com toda a segurança.

Por outro lado, oferece maior flexibilidade na aquisição de bens e serviços, a qualquer hora e em qualquer lugar, impulsionando o processo de vendas.

E quanto ao futuro? Quais as perspectivas definidas pelo Banco para os próximos anos?

Somos o maior Banco de Moçambique e isso acresce a nossa responsabilidade e compromisso com os moçambicanos. Por isso, vamos continuar a trabalhar para oferecer aos nossos clientes soluções integradas, de produtos e serviços bancários que respondam melhor às suas necessidades, dando especial atenção ao uso de canais digitais.

O nosso foco continuará orientado na materialização de iniciativas estratégicas , tendo em vista a recuperação do sector empresarial, que foi severamente afectado pela crise

associada à pandemia da COVID-19, por forma a promover um ambiente de negócios próspero, dinâmico, inovador, competitivo e inclusivo.

Estagnada a Valorização do Metical

A valorização do Metical face ao Dólar norte-americano (USD) verifica uma estagnação durante os últimos dias, depois de 45 dias de constante valorização, motivada principalmente pela crise pandémica mundial.

A estagnação acontece numa altura em que o dólar é transaccionado a 55 Meticais, depois de ter chegado aos 75 Meticais.

A paralisação da apreciação do Metical não só se verifica em relação ao Dólar, mas também em outras moedas estrangeiras, tal é o caso do Euro e Rand. O câmbio deste domingo, 25 de Abril que o Euro estagnado a 66 meticais até quinta-feira passada, custa 67 Meticais, depois de se ter situado em 91 Meticais, até finais de Fevereiro último.

O Rand também estagnou nos últimos dias, tendo-se fixado nos 3.8 Meticais, embora tenha chegado a custar 5 Meticais na transição do ano.

A apreciação exponencial do Metical suscitou várias interrogações, até à última semana, essencial, porque tal acontece numa altura em que a actividade económica nacional está em recessão devido à pandemia, insegurança e efeitos das tempestades.

Nos debates, alguns eram contra o facto, alegadamente, porque está a afectar o seu negócio, no caso os exportadores. Outros há que se mostravam a favor, como os importadores que quanto menor é o valor do Dólar, maior é a margem dos seus lucros.

Coincidência ou não, o facto é que a apreciação do Metical face a outras moedas estagnou após debate sobre o fenómeno.

A paralisação acontece também depois de o jornal CanalMoz avançar que, perante a depreciação drástica das moedas estrangeiras, “os bancos comerciais têm estado a concentrar-se clandestinamente para controlarem administrativamente o Dólar, fixando um preço combinado entre 56 ou 55 Meticais para evitar perdas que estão a ter nas suas salas de mercado cambial”.

BCI, BIM e Standard Bank considerados melhores bancos do país

O Banco de Moçambique voltou a considerar o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), o Banco Internacional de Moçambique (BIM) e o Standard Bank, os melhores bancos do sistema financeiro do país, em 2020, tal como no ano anterior.

Para o efeito, a metodologia proposta no referido Aviso segue uma abordagem de determinação de D-SIBs que assenta numa pontuação média de três indicadores com pesos distintos, designadamente: tamanho, com um peso de 50%; interligação, com um ponderador de 25% e, substituibilidade, com um peso de 25%.

Após o cálculo de cada indicador, as pontuações obtidas pelo Banco Central para cada instituição indicam que o BCI foi, em 2020, o principal banco importante do sistema, com 278 pontos, uma aumento 12 pontos comparando com o ano anterior, 2019.

Em segundo lugar permaneceu o BIM com 257 pontos, contra 228 pontos conseguidos em 2019. O Standard Bank também permaneceu na terceira posição, tendo registado 159 pontos em 2020, um aumento de 15 pontos comparando ao ano anterior.

As instituições bancárias acima são consideradas principais porque a sua pontuação excede os 130 pontos. De acordo com o artigo 8, do Capítulo II do Aviso n.º 10/GBM/2018, de 22 de Outubro, as instituições de crédito cuja pontuação esteja compreendida entre 65 e 130 pontos são designadas quase importantes, é o caso do Absa Bank Moçambique, que também permaneceu na mesma posição de 2019 (quarta), ao registar 68 pontos em 2020, contra 110 pontos conseguidos no ano anterior.

O artigo 8, do Capítulo II do Aviso n.º 10/GBM/2018, de 22 de Outubro, sobre as Instituições de Crédito Domésticas de Importância Sistémica (D-SIBs), é que estabelece que o Banco de Moçambique deve publicar, até ao dia 30 de Abril de cada ano, a lista de instituições de crédito classificadas como D-SIBs ou quase sistemicamente importantes (Quase D-SIBs), com base nos dados reportados a 31 de Dezembro do ano anterior.

Empresas públicas insustentáveis serão reestruturadas

O Governo de Moçambique contratou uma consultora que está a estudar o modelo que deve seguir a reestruturação das empresas públicas, que, segundo analistas, representam um fardo bastante pesado para o Estado, com uma dívida acumulada de cerca de 500 milhões de dólares.

Numa primeira fase, a consultoria, cujos resultados deverão ser conhecidos até ao fim do presente ano, vai abranger quatro empresas que, na óptica do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), deixaram de ser estratégicas.

Refira-se que a dívida de 500 milhões de dólares de todas as empresas públicas e participadas pelo Estado, é, fundamentalmente, com a banca comercial e fornecedores de bens e serviços, sendo que companhias como as LAM, Electricidade de Moçambique, e Petróleos de Moçambique já atingiram um nível insustentável de endividamento, segundo o IGEPE.

Entre as abrangidas figura a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), que opera num mercado competitivo com outras seguradoras, gerando até um conflito de interesses, por ser Estado, que é regulador e, ao mesmo tempo, prestador de serviços.

Para o economista António Francisco este trabalho de reestruturação já devia ter sido feito há bastante tempo, porque as empresas públicas representam um fardo bastante pesado para o Estado.

“As empresas públicas devem trazer benefícios para o Estado e contribuir para receitas, a qualidade dos serviços e para forçar as outras empresas a tornarem-se concorrentes”, enfatizou o economista.

Ele referiu que cabe ao Estado conceber o papel das empresas públicas, clarificando a forma como as mesmas se devem tornar eficientes, sobretudo para deixarem de trazer mais encargos para o Estado.

Entretanto, o jurista Armando Nenane não sabe como é que isso vai ser feito, porque “há interesses instalados nas empresas públicas e participadas pelo Estado”.

Para Nenane, “a corrupção nas empresas públicas é um fenómeno generalizado, e o facto de que as pessoas que dirigem essas empresas não são recrutadas por via da competência técnica, mas por via da coptação e da confiança política, isso configura nepotismo na gestão”.

Moza Banco fechou o ano 2020 com resultado de 146 milhões de meticais

Moza Banco obteve no seu exercício econômico de 2020 um resultado líquido positivo de 146 milhões de meticais. Este foi um resultado excepcional comparando com o obtido no ano anterior que tinha sido de 776 milhões de meticais.

Esta informação foi avançada pelo Presidente do Conselho de Administração, na passada terça-feira, na assembleia geral do banco, onde os acionistas aprovaram o Relatório Geral de Gestão e as Demonstrações, referentes ao exercício 2020.

Em comunicado, o banco garante que apesar do contexto adverso, “conseguiu manter o registo de recuperação e crescimento, fruto da confiança que os clientes e o mercado têm vindo a reafirmar em relação à sua atividade e desempenho”.

Leia o artigo: Conheça a Banca em Moçambique e escolha com que instituição irá trabalhar em 2021

“Esta trajetória estratégica, que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos três anos e meio, após a profunda reestruturação operacional, saneamento financeiro e reconfiguração da estrutura de capital resultante da intervenção do Banco Central, fica ainda bem ilustrada com o alcance do Break Even”, refere o comunicado.

 

Registo de recuperação e crescimento

O banco aponta igualmente, que o ano 2020 foi marcado por também por uma representatividade muito significativa em termos quotas de mercado-ativos 6,1% e 10,3%.

Com relação ao exercício de 2020, o PCA do Moza Banco, João Figueiredo, afirmou:

“Demonstramos uma forte capacidade de superar dificuldades, ampliar a geração de receita, mantendo a solidez do balanço e uma solução de liquidez confortável”.

Como consequência do envolvimento financeiro com os seus clientes e rigorosas práticas de gestão prudencial, o banco apurou no final do ano passado um rácio de 42,5%, acima do indicador estabelecido de 25%. 

O Banco termina ainda o ano de 2020, com um rácio de solvabilidade de 14,83%, superando o mínimo definido pelo Banco de Moçambique.