Monday, September 28, 2026
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Indústria petrolífera investe em captura de carbono para reduzir emissões

Indústria petrolífera investe em captura de carbono para reduzir emissões

Empresas como Chevron, Exxon, Baker Hughes e SLB estão a acelerar os esforços para aumentar a captura e o armazenamento de carbono nos EUA, com vista a alcançar emissões líquidas nulas até 2050. Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta desafios significativos de custo, complexidade logística e controvérsia.

Actualmente, a tecnologia de captura e armazenamento de carbono é dispendiosa e complexa, enfrentando críticas sobre seu papel na transição energética. Apesar disso, a indústria do petróleo e do gás acredita que a captura de carbono pode ser uma solução viável para reduzir as emissões em indústrias pesadas, como a do cimento e a do aço, que têm poucas alternativas para reduzir suas emissões.

Um exemplo desse investimento é o projecto proposto na fábrica da International Paper em Vicksburg, que vai receber até 88 milhões de dólares em financiamento do Departamento de Energia dos EUA. Se bem-sucedido, o projecto capturará e vai armazenar permanentemente 120.000 toneladas de dióxido de carbono por ano.

Outras empresas, como a Chevron e a Exxon, estão investindo em projectos semelhantes ao longo da Costa do Golfo dos EUA, visando armazenar grandes quantidades de dióxido de carbono provenientes de emissões industriais. A tecnologia enfrenta desafios, mas as empresas estão confiantes de que, com o tempo, se tornará economicamente viável e uma ferramenta essencial na redução das emissões.

Embora a tecnologia de captura e armazenamento de carbono ainda enfrente desafios significativos, como altos custos e complexidade logística, as empresas acreditam que é uma ferramenta essencial na redução das emissões em sectores como a indústria pesada. A colaboração entre empresas e o apoio governamental estão impulsionando o desenvolvimento da tecnologia, mas ainda há um longo caminho a percorrer antes que a captura de carbono se torne uma solução amplamente adoptada para combater as alterações climáticas.

Fonte:@CNBC

Oil industry invests in carbon capture to reduce emissions

Indústria petrolífera investe em captura de carbono para reduzir emissões

Companies such as Chevron, Exxon, Baker Hughes and SLB are accelerating efforts to increase carbon capture and storage in the US, with a view to achieving net-zero emissions by 2050. Despite the potential, the technology faces significant challenges of cost, logistical complexity and controversy.

Currently, carbon capture and storage technology is expensive and complex, facing criticism over its role in the energy transition. Despite this, the oil and gas industry believes that carbon capture could be a viable solution for reducing emissions in heavy industries, such as cement and steel, which have few alternatives for reducing their emissions.

An example of such investment is the proposed project at International Paper’s Vicksburg mill, which is set to receive up to 88 million dollars in funding from the US Department of Energy. If successful, the project will capture and permanently store 120,000 tons of carbon dioxide per year.

Other companies, such as Chevron and Exxon, are investing in similar projects along the US Gulf Coast, aiming to store large quantities of carbon dioxide from industrial emissions. The technology faces challenges, but the companies are confident that, in time, it will become economically viable and an essential tool in reducing emissions.

Although carbon capture and storage technology still faces significant challenges, such as high costs and logistical complexity, companies believe it is an essential tool in reducing emissions in sectors such as heavy industry. Collaboration between companies and government support are driving the development of the technology, but there is still a long way to go before carbon capture becomes a widely adopted solution to combat climate change.

Source:@CNBC

BdM despendeu 3.292 milhões de meticais em emissão de notas e moedas em 2023

BdM despendeu 3.292 milhões de meticais em emissão de notas e moedas em 2023

O Banco de Moçambique gastou cerca de 3.292 milhões de meticais com a emissão de notas e moedas em 2023, conforme revelado por um relatório anual da instituição. Apesar disso, o país fechou o ano com um total de 80.456 milhões de meticais em circulação, abaixo dos 80.737 milhões de meticais em 2022.

De acordo com dados do Banco de Moçambique, o país teve em circulação em 2023 mais de 101.651 milhões de meticais em notas e quase 1.807 milhões de meticais em moedas. Entretanto, durante o ano, foram inutilizadas notas e moedas no equivalente a 12.664 milhões de meticais.

Em relação à produção de novas notas e moedas, o banco central gastou mais de 3.292 milhões de meticais em 2023, contra os 3.372 milhões de meticais em 2022. Segundo o banco, esses custos são amortizados por contrapartida de resultados por um período de três a cinco anos a partir da data da emissão.

Esses números refletem a importância da gestão eficiente dos recursos financeiros do país, especialmente em relação à produção e circulação de notas e moedas, impactando directamente na economia e no sistema financeiro nacional.

BdM spent 3,292 million meticais on issuing banknotes and coins in 2023

BdM despendeu 3.292 milhões de meticais em emissão de notas e moedas em 2023

The Bank of Mozambique spent around 3,292 million meticais on issuing banknotes and coins in 2023, an annual report from the institution revealed. Despite this, the country ended the year with a total of 80,456 million meticais in circulation, down from 80,737 million meticais in 2022.

According to data from the Bank of Mozambique, in 2023 the country had more than 101,651 million meticais in banknotes in circulation and almost 1,807 million meticais in coins. However, during the year, 12,664 million meticais worth of banknotes and coins were destroyed.

With regard to the production of new notes and coins, the central bank spent more than 3,292 million meticais in 2023, compared to 3,372 million meticais in 2022. According to the bank, these costs are amortized against profits over a period of three to five years from the date of issue.

These figures reflect the importance of the efficient management of the country’s financial resources, especially in relation to the production and circulation of banknotes and coins, which has a direct impact on the economy and the national financial system.

BdM avança com novo sistema informático para reforçar a segurança

BdM avança com novo sistema informático para reforçar a segurança

O Banco de Moçambique está prestes a concluir a implementação de um novo sistema informático integrado, com o objetivo de aprimorar a gestão de mercados e reservas nacionais, além de fortalecer a segurança nas transacções com instituições do Estado, financeiras e com a Bolsa de Valores de Moçambique.

Segundo o governador Rogério Zandamela, a implementação desse novo mecanismo não só trará benefícios operacionais, mas também fortalecerá a segurança nas transacções financeiras, contribuindo para o combate ao branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo. Além disso, a ferramenta modernizará e robustecerá a infra-estrutura tecnológica do banco central, alinhando suas actividades com as boas práticas internacionais.

BdM launches new IT system to strengthen security

BdM avança com novo sistema informático para reforçar a segurança

The Bank of Mozambique is about to complete the implementation of a new integrated IT system, with the aim of improving the management of national markets and reserves, as well as strengthening security in transactions with state and financial institutions and the Mozambique Stock Exchange.

According to Governor Rogério Zandamela, the implementation of this new mechanism will not only bring operational benefits, but will also strengthen security in financial transactions, contributing to the fight against money laundering and terrorist financing. In addition, the tool will modernize and strengthen the central bank’s technological infrastructure, bringing its activities into line with good international practices.

Mais cinco empresas aderem ao selo MADE IN MOZAMBIQUE

Mais cinco empresas nacionais, sediadas na capital do país, aderiram ao selo MADE IN MOZAMBIQUE, como reconhecimento e expansão da marca dos produtos nacionais.

Actualmente, a cidade de Maputo passa a contar com duzentas e cinquenta e três empresas que ostentam a marca MADE IN MOZAMBIQUE.

O selo foi concedido hoje pelos Serviços de Representação do Estado na cidade de Maputo, como um mecanismo de promoção da competitividade, incentivando os consumidores a optarem pela produção local.

Segundo o Secretário de Estado na cidade de Maputo, Vicente Joaquim, a chancela vai possibilitar a valorização da mão-de-obra nacional, alavancando a qualidade dos produtos nacionais.

O representante das empresas que aderiram o selo MADE IN MOZAMBIQUE, Nivaldo Thierry, quer que a marca contribua para a superação dos desafios enfrentados pelas pequenas e médias empresas, na expansão dos produtos á escala internacional.

As cinco empresas atribuídas o selo MADE IN MOZAMBIQUE, poderão usar a marca por cinco anos.

Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar

Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar
Desde o último trimestre de 2023,  sinais de alerta têm surgido, indicando que uma nova crise alimentar, potencialmente mais grave que a de 2008 se aproxima. O aumento significativo no preço de produção e exportação do arroz, tem impactado directamente na vida da população, tornando-o inacessível para muitos.

Apesar da crise não estar intensa em Moçambique, em alguns países da África, concretamente na Nigéria, o impacto da subida já se faz sentir em todo o país, a título de exemplo, o preço de um quilo de arroz importado aumentou em 46,34% em Agosto de 2023, em comparação com o ano anterior, de acordo com a Agência Nacional de Estatística.

O impacto da crise é sentido não só pela população nigeriana, mas também por outros países que dependem das exportações de arroz da Índia, o maior exportador mundial. Restrições impostas pelo governo indiano desde 2022 têm causado preocupações em todo o mundo. A Índia deixou de exportar “arroz branqueado”, um produto barato e nutritivo comprado principalmente por países mais pobres, como Bangladesh e Benim. A proibição continua em vigor em 2024, com a imposição de tarifas e restrições adicionais.

O pânico entre os consumidores e as medidas tomadas por outros grandes países produtores destacam a gravidade da situação. A Índia espera atingir uma meta de 128 milhões de toneladas métricas de arroz até Setembro de 2024, mas fenómenos climáticos como o El Niño representam desafios adicionais para a produção.

Rising rice prices could lead to food crisis

Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar

Since the last quarter of 2023, warning signs have been emerging that a new food crisis, potentially more serious than the one in 2008, is looming. The significant increase in the production and export price of rice has had a direct impact on the lives of the population, making it unaffordable for many.

Although the crisis is not intense in Mozambique, in some African countries, specifically Nigeria, the impact of the rise is already being felt throughout the country. For example, the price of a kilo of imported rice increased by 46.34% in August 2023, compared to the previous year, according to the National Statistics Agency.

The impact of the crisis is felt not only by the Nigerian population, but also by other countries that depend on rice exports from India, the world’s largest exporter. Restrictions imposed by the Indian government since 2022 have caused concern around the world. India stopped exporting “milled rice”, a cheap and nutritious product bought mainly by poorer countries such as Bangladesh and Benin. The ban remains in place until 2024, with the imposition of additional tariffs and restrictions.

The panic among consumers and the measures taken by other major producing countries highlight the seriousness of the situation. India hopes to reach a target of 128 million metric tons of rice by September 2024, but climatic phenomenasuch as El Niño pose additional challenges for production.

Jónia Presado: “A pirataria é um grande desafio para o mercado de televisão paga e não só”

Chama-se Jónia Presado e é uma das Top 50 Women in Management Africa, é vencedora do prémio Africa Silent Heroes e uma das 100 Personalidades Negras mais Influentes da lusofonia – Bantumen Powerlist 2023. Actualmente, Jónia assume as funçoes de Directora de Marketing, Comunicação e Relações Públicas da Multichoice Moçambique gerindo as marcas DStv e GOtv.

Em conversa com o Profile, Jónia, deixou ficar o seu parecer sobre o Superbrands Moçambique e destacou os desafios e expectativas do Marketing Empresarial no contexto moçambicano.

Profile Mozambique: Como avalia a relevância do Superbrands Moçambique?

Jónia Presado: É louvável a iniciativa do Superbrands, que admiro pela sua resiliência desde que se estabeleceu em Moçambique (2019), agora na sua sexta edição para 2023-2024, apesar dos desafios atravessados e interrupção no período da covid-19.

A organização tem se mostrado resiliente em manter a marca Superbrands relevante no mercado moçambicano. Isso é crucial, pois buscamos elevar as marcas e seus negócios, bem como dar a conhecer à sociedade moçambicana o trabalho e contribuição destas marcas.

PM: Qual é a sua perspectiva sobre o posicionamento das empresas moçambicanas no contexto do marketing actual?

JP: Cada empresa define o seu posicionamento com base na sua visão estratégica e objectivos. O mercado moçambicano tornou-se mais competitivo, dinâmico e exigente e as empresas veem-se obrigadas a explorar o marketing como uma das soluções comerciais para assegurar o seu posicionamento no mercado em que operam. Há um notável avanço na área de comunicação principalmente na Telefonia móvel, Televisão paga, a Banca, sector de Alimentos e Bebidas e poucos mais. Tem se visto estratégias inteligentes que tem resultado em belos trabalhos por parte das agencias de publicidade. Vemos campanhas que decididamente ressoam com o mercado e por isso dou os meus parabéns aos autores e profissionais de marketing. Contudo, ainda não somos um país que se possa propriamente dizer que pratica consistentemente o marketing na sua íntegra, precisamos explorar os vários tipos de marketing adequando a natureza do produto/serviço e condição orçamental de cada empresa.

Não nos podemos esquecer da mídia tradicional que apesar das limitações, como a falta de ferramentas de medição de campanhas ATL, tem servido de alavanca principal para as empresas na divulgação das marcas e continuará relevante por muito tempo no nosso país, onde para alcançar maior audiência envolvendo todos segmentos e esferas sociais só é possível com a mídia tradicional, devido à baixa penetração de internet e custo elevado para acesso à mesma. Por outro lado, o marketing digital tem sido uma boa aposta a não ignorar para os marketeiros, à medida em que já nos dá a possibilidade de mensurar o valor e resultado das nossas campanhas. O aumento do número de profissionais de marketing no país indica que há mais demanda por parte das empresas que apostam na comunicação e a qualidade do trabalho realizado são evidentes, tanto pelas agências de publicidade quanto pela colaboração entre marcas, agências de Mídias.

Os consumidores estão mais cientes dos seus direitos e mais exigentes em relação as ofertas do mercado, destacando a necessidade de melhorar a experiência e o atendimento ao cliente. É preciso concentrar-se na experiência do cliente ao longo de toda a sua jornada, e não apenas penas nas marcas e no branding. Este é um desafio crucial para as instituições e marcas. Oferecer uma experiência positiva ao cliente é fundamental para fidelização dos clientes, para manter a consistência e o sucesso das marcas.

PM: Que repercussões acredita que empresas que não desenvolvem uma estrutura de comunicação ou marketing podem enfrentar em termos de competitividade e relevância no mercado?

JP: As empresas devem comunicar a sua marca para poderem estar na mente de potenciais clientes e dos consumidores. Não comunica, não é visível logo não existe. A inexistência de um departamento de comunicação e Marketing em muitas instituições africanas é comum devido aos orçamentos limitados e à percepção enganadora de que o mesmo não é essencial. No entanto, essa lacuna resulta em várias desvantagens.

A ausência de uma visão clara compartilhada por todos dificulta a direcção estratégica da organização. Embora algumas instituições possam ter uma visão e valores, isso só por si não basta, a falta de um departamento de comunicação compromete a consistência na comunicação e compreensão desses princípios.

Além disso, é difícil identificar e comunicar efectivamente a marca e a sua proposta de valor ao mercado sem uma estratégia, algo que só seria possível com a existência de uma estrutura de comunicação. Isso leva a uma abordagem dispersa na comunicação e dificuldade em entender o público-alvo e adaptar os produtos ou serviços às suas necessidades. Por outro lado, sendo o Marketing uma área de suporte, a sua ausência diminui o sucesso das áreas de Vendas, Retenção e Experiencia ao Cliente entre outros.

Apenas as marcas que comunicam de forma consistente, tem uma proposta de valor que responde as expectativas do seu publico e cumprem com a sua promessa, conseguem se manter relevantes e competitivas no mercado em que operam. Em suma, a falta de um departamento de comunicação prejudica a capacidade das instituições de se comunicarem de forma eficaz, entenderem o mercado, fazerem frente aos seus concorrentes e alcançarem seus objectivos.

PM: De que forma a Multichoice está lidar com os desafios específicos que enfrenta no seu sector de actuação em Moçambique?

JP: O presente e o futuro se entrelaçam diariamente, especialmente à medida que avançamos na era da inteligência artificial. A crescente demanda por serviços de streaming em Moçambique reflecte a busca de mais por menos, onde a proposta de valor muitas vezes se traduz em obter muito pagando pouco.

No entanto, essa percepção desafia a ideia de uma comparação equilibrada entre preço e qualidade.

Enquanto operadores tradicionais de Televisão paga como a DStv, a ZAP, Startimes, TMT e TV Cabo, partilham o mercado e fazem concorrência perfeita, a ascensão do streaming, muitas vezes pirata, representa um desafio adicional para os operadores tradicionais licenciados. A pirataria não apenas prejudica os provedores legais, mas também tem impactos negativos na indústria do entretenimento, afectando músicos, cineastas e outros profissionais.

Além disso, a “recessão económica” e a procura de mais por menos, contribui de certa forma para a procura de conteúdos pirateados e agrava os desafios enfrentados pelo mercado da televisão paga em Moçambique.

Há uma grande necessidade de se educar os consumidores no geral sobre o que é a pirataria, as suas consequências negativas para o próprio consumidor assim como para quem a promove, pois esta, sonega milhões em direitos intelectuais de autores, artistas e inventores, promove o desemprego, inviabiliza a competição com empresas sérias que investem em pesquisa, pagam impostos e cumprem todas as exigências legais e fiscais, consequentemente, regride o desenvolvimento económico do país.