Friday, April 24, 2026
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Moçambique investe 80 mil milhões de dólares em revolução energética na província da Zambézia

Moçambique investe 80 mil milhões de dólares em revolução energética na província da Zambézia

Moçambique está a dar passos significativos em direcção a uma revolução energética que visa estabelecê-lo como um dos principais produtores de energia hidroeléctrica do continente africano, ao mesmo tempo, em que inaugura uma promissora indústria de hidrogénio verde.

Com planos ambiciosos de aumentar sua capacidade hidroeléctrica em 14.000 megawatts, principalmente entre 2030 e 2040, o governo revelou uma Estratégia de Transição Energética detalhada e estratégica de 60 páginas, ainda não publicada, mas acessada pela agência Bloomberg. Paralelamente, anuncia a implementação de um programa de hidrogénio verde ainda este ano, segundo o documento.

Este plano serve como um manifesto para capitalizar o imenso potencial de energia verde do país e impulsionar o crescimento e a industrialização de uma economia que, meio século após a independência, ainda é predominantemente agrária e economicamente fragilizada.

“Moçambique é detentor de uma riqueza incomensurável em activos energéticos,” destaca o governo, estimando o custo desta monumental transição em 80 mil milhões de dólares até 2050. “A utilização estratégica e ponderada destes activos energéticos poderá catalisar de forma significativa a transição para uma economia industrializada de rendimento intermédio”, afirma o documento.

Este ambicioso plano de transição energética encontra paralelo em iniciativas semelhantes anunciadas por outras economias em desenvolvimento, como África do Sul, Senegal, Indonésia e Vietnã, que juntas conseguiram atrair compromissos de financiamento na ordem dos 47 mil milhões de dólares de algumas das nações mais prósperas do mundo.

Mozambique invests 80 billion dollars in energy revolution in Zambezia province

Moçambique investe 80 mil milhões de dólares em revolução energética na província da Zambézia

Mozambique is taking significant steps towards an energy revolution that aims to establish it as one of the main producers of hydroelectric power on the African continent, while at the same time inaugurating a promising green hydrogen industry.

With ambitious plans to increase its hydroelectric capacity by 14,000 megawatts, mainly between 2030 and 2040, the government has unveiled a detailed and strategic 60-page Energy Transition Strategy, which has not yet been published, but which was accessed by Bloomberg. At the same time, it is announcing the implementation of a green hydrogen program later this year, according to the document.

This plan serves as a manifesto to capitalize on the country’s immense green energy potential and boost the growth and industrialization of an economy that, half a century after independence, is still predominantly agrarian and economically fragile.

“Mozambique holds immeasurable wealth in energy assets,” the government points out, estimating the cost of this monumental transition at 80 billion dollars by 2050. “The strategic and thoughtful use of these energy assets could significantly catalyze the transition to an industrialized middle-income economy,” the document states.

This ambitious energy transition plan is paralleled by similar initiatives announced by other developing economies, such as South Africa, Senegal, Indonesia and Vietnam, which together have managed to attract funding commitments of around 47 billion dollars from some of the world’s most prosperous nations.

TotalEnergies Registou queda de 36% no lucro ajustado

TotalEnergies Registou queda de 36% no lucro ajustado

A TotalEnergies, petrolífera francesa, registou uma queda de 36% no lucro ajustado em 2023, totalizando 23,2 bilhões de dólares.

No último trimestre de 2023, o lucro ajustado diminuiu 19%, alcançando 5,2 bilhões de dólares.

Esta queda no lucro ajustado é atribuída, em parte, à redução dos preços do petróleo em comparação com os picos alcançados em 2022, no início da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Quanto ao resultado líquido reportado (sem os ajustamentos relativos à variação de stocks e factores extraordinários) do ano passado, este atingiu 21,4 bilhões de dólares. Apesar do crescimento geral dos ganhos em 2023, os lucros caíram 24%, para 5,1 bilhões de dólares, quando consideramos apenas os últimos três meses do ano.

A TotalEnergies propôs um dividendo de 3,23 dólares por ação para 2023, um aumento de 7,1% em relação a 2022.

Para 2024, ano em que celebra seu centenário, a petrolífera planeia investir entre 17 e 18 bilhões de dólares, dos quais cinco bilhões são destinados ao negócio de electricidade.

A TotalEnergies não é a única petrolífera a anunciar uma queda nos lucros devido à diminuição dos preços do petróleo, após um ano de 2022 em que os ganhos dessas empresas decolaram. A BP também divulgou, na Terça-feira, que seu lucro, em uma base ajustada, caiu pela metade.

TotalEnergies posts 36% drop in adjusted profit

TotalEnergies Registou queda de 36% no lucro ajustado

TotalEnergies, the French oil company, recorded a 36% drop in adjusted profit in 2023, totaling 23.2 billion dollars.

In the last quarter of 2023, adjusted profit fell by 19% to 5.2 billion dollars.

This drop in adjusted profit is partly attributed to lower oil prices compared to the peaks reached in 2022, at the start of Russia’s invasion of Ukraine.

As for last year’s reported net profit (without adjustments for changes in stocks and extraordinary factors), this amounted to 21.4 billion dollars. Despite the overall growth in earnings in 2023, profits fell by 24% to 5.1 billion dollars when considering only the last three months of the year.

TotalEnergies has proposed a dividend of 3.23 dollars per share for 2023, an increase of 7.1% compared to 2022.

For 2024, the year in which it celebrates its centenary, the oil company plans to invest between 17 and 18 billion dollars, of which five billion are earmarked for the electricity business.

TotalEnergies is not the only oil company to announce a drop in profits due to lower oil prices, after a year in 2022 in which the earnings of these companies took off. BP also reported on Tuesday that its profit, on an adjusted basis, had halved.

Sasol lança 4.º ciclo do programa de desenvolvimento de empresas locais

Sasol lança 4.º ciclo do programa de desenvolvimento de empresas locais

A multinacional sul-africana Sasol anunciou o lançamento do 4.º ciclo do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores Locais em Moçambique, em parceria com o Governo do país. Vinte empresas das cidades de Maxixe e Inhambane serão beneficiadas por este ciclo de formação, que visa capacitar empresas locais para aumentar sua competitividade e se destacar no mercado. O programa inclui sessões personalizadas de mentoria, adaptadas às necessidades dos empresários locais.

Durante o evento de lançamento, a administradora da cidade de Maxixe, Maria Do Céu Cumbana, destacou o compromisso da Sasol em promover o crescimento das empresas locais, fornecendo ferramentas para alcançar novos níveis de sucesso. Ela ressaltou a importância da adesão das empresas à iniciativa para elevar seus padrões de serviço e fornecimento de bens.

Nos dois primeiros ciclos de formação e mentoria, participaram 40 empresas baseadas na província de Inhambane, principalmente do distrito de Vilankulo, representadas por 88 participantes, incluindo 30 mulheres. Actualmente, 20 empresas dos distritos de Inhassoro e Govuro estão participando do 3.º ciclo do programa, que será concluído em meados de Março de 2024. No total, mais de 138 empresas moçambicanas, representadas por mais de 200 pessoas, já se beneficiaram dessas formações.

Sasol launches 4th cycle of local business development program

Sasol lança 4.º ciclo do programa de desenvolvimento de empresas locais

South African multinational Sasol has announced the launch of the 4th cycle of its Local Supplier Development Program in Mozambique, in partnership with the country’s government. Twenty companies from the cities of Maxixe and Inhambane will benefit from this training cycle, which aims to empower local companies to increase their competitiveness and stand out in the market. The program includes personalized mentoring sessions tailored to the needs of local entrepreneurs.

During the launch event, the administrator of the town of Maxixe, Maria Do Céu Cumbana, highlighted Sasol’s commitment to promoting the growth of local businesses by providing tools to reach new levels of success. She stressed the importance of companies joining the initiative in order to raise their standards of service and supply of goods.

In the first two training and mentoring cycles, 40 companies based in Inhambane province took part, mainly from Vilankulo district, represented by 88 participants, including 30 women. Currently, 20 companies from the districts of Inhassoro and Govuro are taking part in the 3rd cycle of the program, which will conclude in mid-March 2024. In total, more than 138 Mozambican companies, represented by more than 200 people, have already benefited from this training.

TotalEnergies pretende reiniciar operações na bacia do Rovuma em Moçambique até o final do ano

TotalEnergies planeia reiniciar operações na bacia do Rovuma em Moçambique até o final do ano

Durante a apresentação dos resultados de 2023, o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, anunciou que a empresa planeia retomar as actividades na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, até o final deste ano.

A petrolífera francesa suspendeu o projecto de construção de uma central para produção e exportação de gás natural em Março de 2021, devido à situação de insegurança causada pelos ataques terroristas.

Pouyanné afirmou que a empresa está monitorando a situação de perto para evitar um retorno prematuro que poderia resultar em novas evacuações. Ele destacou que há questões de engenharia a serem resolvidas, mas espera retomar o projecto até o final do ano.

Além disso, ele enfatizou que a TotalEnergies tem feito progressos com fornecedores e empreiteiros interessados em reactivar o projecto. A empresa está mobilizando os empreiteiros novamente e está próxima de estar pronta para retomar as obras. No entanto, é necessário reactivar as instituições financeiras em todo o mundo.

Moçambique possui três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, consideradas entre as maiores do mundo. Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.

O projecto liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) avançou até a suspensão por tempo indeterminado após o ataque armado a Palma em Março de 2021. O outro projecto, liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4), ainda não tem anúncio à vista.

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que iniciou suas operações em Novembro de 2022.

TotalEnergies plans to restart operations in Mozambique’s Rovuma basin by the end of the year

TotalEnergies planeia reiniciar operações na bacia do Rovuma em Moçambique até o final do ano

During the presentation of its 2023 results, TotalEnergies CEO Patrick Pouyanné announced that the company plans to resume operations in the Rovuma basin in Cabo Delgado province by the end of this year.

The French oil company suspended the project to build a plant to produce and export natural gas in March 2021, due to the insecurity caused by the terrorist attacks.

Pouyanné said that the company is monitoring the situation closely to avoid a premature return that could result in new evacuations. He pointed out that there are engineering issues to be resolved, but he hopes to resume the project by the end of the year.

In addition, he emphasized that TotalEnergies has made progress with suppliers and contractors interested in reactivating the project. The company is mobilizing contractors again and is close to being ready to resume work. However, financial institutions around the world need to be reactivated.

Mozambique has three development projects approved to exploit the natural gas reserves in the Rovuma basin, considered to be among the largest in the world. Two of these projects are larger and involve channeling the gas from the seabed to land, cooling it in a factory and then exporting it by sea in a liquid state.

The project led by TotalEnergies (Area 1 consortium) went ahead until it was suspended indefinitely after the armed attack on Palma in March 2021. The other project, led by ExxonMobil and Eni (Area 4 consortium), still has no announcement in sight.

A third completed and smaller project belongs to the Area 4 consortium and consists of a floating platform for capturing and processing gas for export, directly at sea, which began operations in November 2022.

EDM perdeu mais de 27 mil milhões de meticais em cinco anos devido ao roubo de energia

EDM perde mais de 27 mil milhões de meticais devido ao roubo de energia

A empresa Electricidade de Moçambique (EDM) enfrenta um prejuízo financeiro significativo devido à vandalização de equipamentos, furto de energia e ligações clandestinas em todo o país. Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), nos últimos cinco anos, a EDM registou um prejuízo calculado em 27,6 mil milhões de meticais (cerca de 433 milhões de dólares) devido a esses problemas.

Marcelina Sambo Chaúque, chefe do Departamento Comercial e Técnico na EDM, destacou que as perdas têm sido especialmente alarmantes nas áreas urbanas, como as cidades de Maputo e Matola, além de zonas fronteiriças e isoladas. Nos anos de 2022 e 2023, os prejuízos decorrentes desses fenómenos totalizaram 12,6 mil milhões de meticais. Em 2023, a empresa perdeu 5,8 mil milhões de meticais devido ao furto de energia e ligações clandestinas, comparado com os 6,7 mil milhões de meticais perdidos em 2022.

Chaúque também revelou que os prejuízos resultantes da vandalização em 2023 foram avaliados em 80,9 milhões de meticais. Apesar disso, a empresa registou uma redução global dos prejuízos, com uma redução de 23%, sendo 22,4% relacionados ao roubo de energia e ligações clandestinas, e uma redução de 68,5% na vandalização de equipamentos eléctricos.

As cidades e províncias de Maputo e Tete foram apontadas como locais com elevado índice de furto e ligações clandestinas, enquanto a vandalização foi mais intensa em Nampula.

A EDM está tomando medidas para combater esses problemas, incluindo a abertura de autos de denúncia nas esquadras contra cidadãos envolvidos em ligações clandestinas e vandalismo, além da cobrança de retroactivos da energia furtada ou facturada. A empresa também pretende implementar uma estratégia regional, envolvendo o engajamento das comunidades e a cooperação com outras instituições nacionais, como Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Tmcel, Vodacom, Aeroportos de Moçambique, Municípios e Administração Nacional de Estradas, além de realizar inspecções em áreas com elevado índice de perdas.

EDM has lost more than 27 billion meticais due to energy theft

EDM perde mais de 27 mil milhões de meticais devido ao roubo de energia

The company Electricidade de Moçambique (EDM) is facing significant financial losses due to the vandalization of equipment, energy theft and clandestine connections throughout the country. According to the Mozambican Information Agency (AIM), in the last five years EDM has recorded an estimated loss of 27.6 billion meticais (around 433 million dollars) due to these problems.

Marcelina Sambo Chaúque, head of the Commercial and Technical Department at EDM, pointed out that the losses have been especially alarming in urban areas, such as the cities of Maputo and Matola, as well as border and isolated areas. In 2022 and 2023, losses from these phenomena totaled 12.6 billion meticais. In 2023, the company lost 5.8 billion meticais due to energy theft and clandestine connections, compared to the 6.7 billion meticais lost in 2022.

Chaúque also revealed that the losses resulting from vandalization in 2023 were estimated at 80.9 million meticais. Despite this, the company recorded an overall reduction in losses, with a reduction of 23%, of which 22.4% was related to energy theft and clandestine connections, and a reduction of 68.5% in the vandalizing of electrical equipment.

The cities and provinces of Maputo and Tete were singled out as places with a high rate of theft and clandestine connections, while vandalization was more intense in Nampula.

EDM is taking measures to combat these problems, including opening reports at police stations against citizens involved in clandestine connections and vandalism, as well as charging back for stolen or billed energy. The company also intends to implement a regional strategy, involving the engagement of communities and cooperation with other national institutions, such as Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Tmcel, Vodacom, Mozambique Airports, Municipalities and the National Roads Administration, as well as carrying out inspections in areas with a high rate of losses.