Sunday, September 27, 2026
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Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

A mineradora Gemfields está a avaliar a possibilidade de buscar um parceiro para auxiliar no desenvolvimento de sua prospecção de ouro em Moçambique, conforme relatos recentes do portal de notícias Miningmx.

O CEO da Gemfields, Sean Gilbertson, declarou que a empresa não está interessada em tornar-se uma companhia de produção de ouro a longo prazo, mas está aberta a opções alternativas, incluindo a venda da Nairoto Resources, uma empresa operada em regime de joint venture na qual a Gemfields detém 75% de participação.

Os próximos passos da Gemfields serão determinados pelos resultados das perfurações e ensaios realizados no projecto TL5, cujas actividades foram iniciadas em 2020 e posteriormente interrompidas pela pandemia de covid-19. A empresa continua a investir no projecto, demonstrando confiança em seu potencial.

Entretanto, a Gemfields enfrentou desafios no ano passado, com uma queda significativa nos lucros. Os ganhos de acções ajustadas caíram 72%, enquanto o fluxo de caixa registou um valor negativo de 29 milhões de dólares. Apesar disso, a empresa continua comprometida com seus investimentos, incluindo um aporte de 49 milhões de dólares na mina de rubi em Montepuez, Moçambique.

A notícia da possível parceria da Gemfields gerou reacções no mercado financeiro, com uma queda de aproximadamente 3% nas acções da empresa. No entanto, o CEO Sean Gilbertson expressou confiança na capacidade da empresa de superar os desafios e alcançar resultados positivos.

Gemfields considers partnership for gold prospecting in Mozambique

Gemfields considera parceria para prospecção de ouro em Moçambique

Mining company Gemfields is evaluating the possibility of seeking a partner to assist in the development of its gold prospect in Mozambique, according to recent reports by news portal Miningmx.

Gemfields’ CEO, Sean Gilbertson, stated that the company is not interested in becoming a long-term gold production company, but is open to alternative options, including the sale of Nairoto Resources, a joint venture company in which Gemfields holds a 75% stake.

Gemfields’ next steps will be determined by the results of the drilling and testing carried out on the TL5 project, whose activities began in 2020 and were subsequently interrupted by the covid-19 pandemic. The company continues to invest in the project, showing confidence in its potential.

However, Gemfields faced challenges last year, with a significant drop in profits. Adjusted share gains fell by 72%, while cash flow recorded a negative figure of 29 million dollars. Despite this, the company remains committed to its investments, including a 49 million dollar investment in the ruby mine in Montepuez, Mozambique.

The news of Gemfields’ possible partnership generated reactions in the financial market, with the company’s shares falling by approximately 3%. However, CEO Sean Gilbertson expressed confidence in the company’s ability to overcome challenges and achieve positive results.

Leonor Jamal: ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

O branding desempenha uma papel essencial, permitindo a criação e manutenção da identidade das marcas. Em uma entrevista ao Profile, Leonor Jamal, Directora de Marketing da Fidelidade Ímpar e Conselheira da 6ª edição do Superbrands, partilhou alguns insights sobre o sector do marketing no país e as suas expectativas em relação à edição 2024 do Superbrands.

Profile Mozambique: Como analisa o branding na diferenciação das marcas de Moçambique? 

Leonor Jamal: Eu acredito que Moçambique não é diferente dos outros países e contextos em que o branding está presente, e que as marcas disputam os seus lugares para poderem se firmar. É importante analisar o país sob a perspectiva de possuir uma economia jovem, dinâmica e com um potencial significativo de crescimento. Com base nesses elementos, o branding emerge como uma proposta de extrema importância, pois determinara a forma como cada empresa se propõe a comunicar e a conquistar o seu espaço no mercado.

PM: No seu ponto de vista, como as empresas moçambicanas tem se posicionado em relação a adaptação das estrategias de marketing? 

LJ: As empresas moçambicanas têm explorado o mercado de marketing de diversas maneiras, aproveitando as oportunidades e enfrentando os desafios que surgem. Uma abordagem comum tem sido a utilização de estratégias de marketing digital para alcançar um público mais amplo, especialmente nas redes sociais. Essas estratégias incluem a criação de conteúdo relevante, o uso de anúncios segmentados e o desenvolvimento de campanhas.

Paralelamente, muitas empresas têm investido em branding e na criação de uma identidade visual, destacando-se no mercado e construindo relacionamentos duradouros com os clientes. Contudo, ainda há espaço para crescimento e há muito por se explorar.

PM: Falando na digitalização, como aliar a transição digital, num contexto em que nem todos tem acesso a informação?  

LJ: No mercado dos seguros, enfrentamos um desafio adicional na comunicação com o público, devido à falta de conhecimento sobre o que é um seguro, especialmente num contexto onde a taxa de penetração de seguros é muito baixa. Por isso, é essencial um esforço maior para divulgar e disseminar os serviços que oferecemos.

No entanto, ao mesmo tempo que enfrentamos dificuldades com a divulgação dos seguros, não podemos ignorar a transição digital. A digitalização já não é uma opção, mas sim uma obrigação. É um fenómeno global no qual todos somos chamados a participar e integrar essa nova esfera, para não correr o risco de ficar para trás nesse movimento e consequentemente, não responder às novas exigências.

PM: Estabelecer uma marca no domínio público é complexo. Quais os principais desafios nesse processo? Pode falar da sua experiência pessoal?  

LJ: No nosso caso em específico – marca Fidelidade Ímpar, um dos grandes pontos de análise e um dos desafios centrais, era assegurar que a marca carregasse o DNA de sua base original, que não é propriamente nacional, ao mesmo tempo que se adequava à cultura local. Era necessário que, ao chegar em Moçambique, a marca respirasse o contexto moçambicano, no qual pretendíamos desenvolver o negócio. Com isso, para dizer que o desafio de uma marca vem de fora, é adaptação nacional.

PM: é conselheira da Superbrands e terá a difícil tarefa de avaliar as melhores marcas para este ano. Quais são as expectativas em relação a esta edição?

LJ: Tenho enorme expectativas em relação à presente edição e, obviamente, espero responder com excelência ao papel de conselheira desta edição. Neste momento, reuniram-se as condições para a Superbrands estar de volta e acredito que seja um momento oportuno para fazer uma análise sobre a evolução e o destaque das marcas que actuam em Moçambique. Hoje temos grandes empresas a distinguirem-se no país com a oferta de serviços e produtos de qualidade, que sem sombra de dúvidas, merecem também o destaque de “Superbrand”.

ʺBuilding brand loyalty in the national domain is one of the biggest challenges for companiesʺ

ʺFidelizar uma marca no domínio nacional, é um dos grandes desafios das empresasʺ

Branding plays an essential role in creating and maintaining brand identity. In an interview with Profile, Leonor Jamal, Marketing Director of Fidelidade Ímpar and Advisor to the 6th edition of Superbrands, shared some insights into the marketing sector in the country and her expectations for the 2024 edition of Superbrands.

Profile Mozambique: How do you analyze branding in differentiating Mozambique’s brands?

Leonor Jamal: I believe that Mozambique is no different from other countries and contexts in which branding is present, and that brands are fighting for their places in order to establish themselves. It’s important to look at the country from the perspective of having a young, dynamic economy with significant growth potential. Based on these elements, branding emerges as an extremely important proposal, as it will determine how each company proposes to communicate and conquer its space in the market.

PM: In your view, how have Mozambican companies positioned themselves in terms of adapting their marketing strategies?

LJ: Mozambican companies have explored the marketing market in different ways, taking advantage of the opportunities and facing the challenges that arise. A common approach has been to use digital marketing strategies to reach a wider audience, especially on social media. These strategies include creating relevant content, using targeted ads and developing campaigns.

At the same time, many companies have invested in branding and creating a visual identity, standing out in the market and building lasting relationships with customers. However, there is still room for growth and much to be explored.

PM: Speaking of digitalization, how do you combine the digital transition in a context where not everyone has access to information?

LJ: In the insurance market, we face an additional challenge in communicating with the public, due to the lack of knowledge about what insurance is, especially in a context where the insurance penetration rate is very low. This is why a greater effort to publicize and disseminate the services we offer is essential.

However, at the same time as we are facing difficulties in publicizing insurance, we cannot ignore the digital transition. Digitalization is no longer an option, but an obligation. It is a global phenomenon in which we are all called upon to participate and integrate into this new sphere, so as not to run the risk of being left behind in this movement and consequently not responding to the new demands.

PM: Establishing a brand in the public domain is complex. What are the main challenges in this process? Can you talk about your personal experience?

LJ: In our specific case – the Fidelidade Ímpar brand – one of the major points of analysis and one of the central challenges was to ensure that the brand carried the DNA of its original base, which is not exactly national, while at the same time adapting to the local culture. When it arrived in Mozambique, the brand needed to breathe the Mozambican context in which we wanted to develop the business. So, to say that the challenge for a brand comes from outside, it’s national adaptation.

PM: You are a board member of Superbrands and will have the difficult task of assessing the best brands for this year. What are your expectations of this edition?

LJ: I have huge expectations of this edition and, of course, I hope to respond excellently to the role of advisor for this edition. At the moment, the conditions are right for Superbrands to be back and I believe it’s an opportune moment to analyze the evolution and prominence of the brands operating in Mozambique. Today we have large companies distinguishing themselves in the country by offering quality services and products, which without a shadow of a doubt also deserve to be highlighted as “Superbrands“.

Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

A República do Maláui enfrenta uma crise de escassez de açúcar e, em resposta, optou por importar açúcar produzido em Moçambique. A medida foi tomada devido à redução da capacidade de produção das empresas locais, resultado de desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Desde Janeiro deste ano, o Maláui vem sofrendo com a falta de açúcar, o que causou um aumento significativo nos preços do produto. Diante dessa situação, o governo malauiano decidiu liberalizar o mercado de açúcar, emitindo licenças para importação e buscando diversificar as fontes de abastecimento. A decisão visa aumentar a oferta e reduzir os preços para os consumidores.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Sosten Gwengwe, a liberalização do mercado é uma medida necessária para promover uma maior competitividade comercial e garantir o acesso ao açúcar a preços acessíveis para a população. Além disso, o governo tomou medidas rigorosas contra estabelecimentos comerciais que praticavam sobrefacturação do preço do açúcar, visando proteger os consumidores.

Os produtores de açúcar em Moçambique asseguram que há um estoque suficiente para atender às necessidades internas e de exportação, apesar da paralisação da produção em algumas fábricas. A Maragra Açúcar, localizada em Manhiça, é uma das principais produtoras do país, contribuindo significativamente para o abastecimento do mercado.

A importação de açúcar de Moçambique pelo Maláui representa uma solução imediata para a crise de abastecimento enfrentada pelo país. A medida demonstra a importância da cooperação regional para garantir a segurança alimentar e a estabilidade económica na região.

Malawi plans to import sugar from Mozambique

Maláui pretende importar açúcar de Moçambique

The Republic of Malawi is facing a sugar shortage crisis and, in response, has opted to import sugar produced in Mozambique. The measure was taken due to the reduction in production capacity of local companies, as a result of challenges posed by climate change.

Since January of this year, Malawi has been suffering from a shortage of sugar, which has caused a significant increase in the price of the product. Faced with this situation, the Malawian government has decided to liberalize the sugar market, issuing import licenses and seeking to diversify sources of supply. The decision aims to increase supply and reduce prices for consumers.

According to the Minister of Industry and Trade, Sosten Gwengwe, the liberalization of the market is a necessary measure to promote greater commercial competitiveness and guarantee access to sugar at affordable prices for the population. In addition, the government has taken strict measures against commercial establishments that over-invoice the price of sugar, with the aim of protecting consumers.

Sugar producers in Mozambique ensure that there is sufficient stock to meet domestic and export needs, despite the stoppage of production in some factories. Maragra Açúcar, located in Manhiça, is one of the country’s main producers and contributes significantly to supplying the market.

Malawi’s import of sugar from Mozambique represents an immediate solution to the supply crisis facing the country.

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

Com a recente aprovação do Parlamento, um avanço legislativo surge para fortalecer as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) em Moçambique. Este passo, é visto como fundamental para impulsionar o sector industrial e comercial do país, uma vez que as MPME detém uma contribuição na economia nacional, compreendendo a cerca de 97,1% das empresas operacionais.

O ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, enfatizou a importância dessa legislação ao afirmar que seu objectivo principal é criar condições que valorizem o papel das MPME na economia, incentivando também a formalização dos agentes económicos que actuam na informalidade. Com isso, espera-se um aumento na geração de empregos, na produção de riqueza, na arrecadação de impostos e na sustentabilidade económica do país.

Entre os pontos-chave da nova lei estão a certificação, o direito de preferência, o acesso facilitado à informação sobre serviços financeiros e a criação de um fundo de apoio ao fomento e desenvolvimento das MPME. Destaca-se ainda a alocação de 1% do orçamento das empresas envolvidas em grandes projectos para apoiar as MPME, a redução de taxas para obtenção do selo ‘Made in Mozambique’ e a criação de facilidades para a organização de feiras comerciais.

É importante ressaltar que este dispositivo legal foi moldado com base em contributos de consultas realizadas em todo o país, garantindo o envolvimento dos principais beneficiários no processo legislativo. Esta aprovação representa um passo significativo na promoção do desenvolvimento económico e na criação de um ambiente favorável para o crescimento das MPME em Moçambique.

Parliament approves law to strengthen MSMEs

Assembleia da República aprova lei para o fortalecimento das MPME

With the recent approval of Parliament, a legislative advance has been made to strengthen Micro, Small and Medium-sized Enterprises (MSMEs) in Mozambique. This step is seen as fundamental to boosting the country’s industrial and commercial sector, since MSMEs make a contribution to the national economy, comprising around 97.1% of operating companies.

The Minister of Industry and Commerce, Silvino Moreno, emphasized the importance of this legislation by stating that its main objective is to create conditions that enhance the role of MSMEs in the economy, while also encouraging the formalization of economic agents who operate informally. This is expected to increase job creation, wealth production, tax collection and the country’s economic sustainability.

Among the key points of the new law are certification, the right of first refusal, easier access to information on financial services and the creation of a fund to support the promotion and development of MSMEs. Also noteworthy is the allocation of 1% of the budget of companies involved in major projects to support MSMEs, the reduction of fees for obtaining the ‘Made in Mozambique’ label and the creation of facilities for organizing trade fairs.

It is important to note that this legal provision was shaped based on input from consultations held throughout the country, ensuring the involvement of the main beneficiaries in the legislative process. This approval represents a significant step forward.

Parque Nacional Kruger opõe-se a ligação fronteiriça com Moçambique

Planos de ligação fronteiriça enfrentam oposição do Parque Nacional Kruger

A direcção do Parque Nacional Kruger, a maior reserva de vida selvagem da África do Sul, juntamente com empresas locais, expressaram oposição aos planos para a criação de uma nova passagem fronteiriça operada exclusivamente por camiões, visando acelerar as exportações minerais para os portos de Moçambique.

O projecto, proposto pela Logistics Co., subsidiária da African Infrastructure Investment Managers da Old Mutual Ltd., pretende abrir uma nova rota em Komatipoort com destino a Maputo, situada no limite sudeste do Parque Nacional Kruger.

As preocupações centram-se nos potenciais impactos negativos ao meio ambiente, biodiversidade e na área protegida do Parque Nacional Kruger, conforme destacado por Isaac Phaahla, porta-voz da reserva.

Embora o novo posto fronteiriço proposto pudesse aliviar a pressão sobre a passagem existente, evitando congestionamentos causados por camiões transportando minérios, como ferro, crómio e carvão, as preocupações ambientais e de conservação permanecem.

A Logistics Co. planeia mitigar os impactos negativos, incluindo a criação de uma área de estacionamento com instalações de imigração e alfândegas nos arredores de Komatipoort. No entanto, a oposição persiste.

Kruger National Park opposes border connection with Mozambique

Planos de ligação fronteiriça enfrentam oposição do Parque Nacional Kruger

The management of the Kruger National Park, South Africa’s largest wildlife reserve, together with local businesses, have expressed opposition to plans to create a new border crossing operated exclusively by trucks, aimed at speeding up mineral exports to Mozambique’s ports.

The project, proposed by Logistics Co., a subsidiary of African Infrastructure Investment Managers of Old Mutual Ltd., aims to open a new route at Komatipoort to Maputo, situated on the south-eastern edge of the Kruger National Park.

Concerns center on the potential negative impacts on the environment, biodiversity and the protected area of the Kruger National Park, as highlighted by Isaac Phaahla, spokesperson for the reserve.

Although the proposed new border post could relieve pressure on the existing crossing by avoiding congestion caused by trucks transporting ores such as iron, chromium and coal, environmental and conservation concerns remain.

Logistics Co. plans to mitigate the negative impacts, including the creation of a parking area with immigration and customs facilities on the outskirts of Komatipoort. However, opposition persists.