Saturday, April 25, 2026
spot_img
Home Blog Page 229

Sasol duplica valor dos impostos pagos a Moçambique, totalizando 124 milhões de dólares em 2022-2023

Sasol duplica valor dos impostos pagos a Moçambique, totalizando 124 milhões de dólares em 2022-2023

A Sasol, empresa sul-africana de petroquímica, aumentou significativamente o valor dos impostos pagos ao Estado moçambicano, segundo dados divulgados pelo portal de notícias Carta de Moçambique. Entre Julho de 2022 e Junho de 2023, a empresa pagou um total de 124,9 milhões de dólares (equivalente a oito mil milhões de meticais), mais do que o dobro dos 67,1 milhões de dólares (4,3 mil milhões de meticais) pagos no período anterior, entre Julho de 2021 e Junho de 2022.

Este aumento representa um crescimento de mais de 57,7 milhões de dólares (3,6 mil milhões de meticais), ou seja, 46,25%, nos impostos pagos pela Sasol devido à exploração de gás natural em Temane (Inhassoro) e Pande (Govuro), na província de Inhambane.

Os principais destaques dos impostos pagos pela Sasol durante esse período incluem o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC), que totalizou 95,8 milhões de dólares, comparado com os 48,4 milhões de dólares pagos entre 2021 e 2022. Em 2022, a Sasol Petroleum Temane (SPT) foi reconhecida pela Autoridade Tributária (AT) como o terceiro maior contribuinte do IRPC.

Outro destaque é o Imposto sobre Produção de Petróleo pago em espécie, através do gás entregue à ENH-Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, que aumentou de 6,8 milhões de dólares em 2022 para 12,7 milhões de dólares em 2023.

As receitas provenientes do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) também tiveram um aumento considerável, passando de 1,2 milhão de dólares entre 2021 e 2022 para 6,2 milhões de dólares entre 2022 e 2023. No entanto, o Imposto sobre Produção de Petróleo pago em dinheiro registou uma queda, de 6,6 milhões de dólares em 2022 para 5,5 milhões de dólares em 2023.

É importante destacar que o valor dos 2,75% que é transferido anualmente às comunidades de Pande e Temane é deduzido das receitas do Imposto sobre Produção de Petróleo pago em dinheiro, e não da totalidade das receitas produzidas pela Sasol, o que influencia negativamente nos valores desembolsados pelo Governo.

Sasol doubles the amount of taxes paid to Mozambique, totaling 124 million dollars in 2022-2023

Sasol duplica valor dos impostos pagos a Moçambique, totalizando 124 milhões de dólares em 2022-2023

Sasol, the South African petrochemical company, has significantly increased the amount of taxes it pays to the Mozambican state, according to figures published by the Carta de Moçambique news portal. Between July 2022 and June 2023, the company paid a total of 124.9 million dollars (equivalent to 8 billion meticais), more than double the 67.1 million dollars (4.3 billion meticais) paid in the previous period, between July 2021 and June 2022.

This increase represents a rise of more than 57.7 million dollars (3.6 billion meticais), or 46.25%, in the taxes paid by Sasol due to natural gas exploration in Temane (Inhassoro) and Pande (Govuro), in Inhambane province.

The main highlights of the taxes paid by Sasol during this period include Corporate Income Tax (IRPC), which totaled 95.8 million dollars, compared to the 48.4 million dollars paid between 2021 and 2022. In 2022, Sasol Petroleum Temane (SPT) was recognized by the Tax Authority (AT) as the third largest IRPC taxpayer.

Another highlight is the Oil Production Tax paid in kind, through the gas delivered to ENH-Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, which increased from 6.8 million dollars in 2022 to 12.7 million dollars in 2023.

It is important to note that the 2.75% that is transferred annually to the communities of Pande and Temane is deducted from the revenue from the Petroleum Production Tax paid in cash, and not from all the revenue produced by Sasol, which has a negative influence on the amounts disbursed by the government.

Banco Absa lança 8ª edição do programa Ready to Work para capacitar jovens moçambicanos para o mercado de trabalho

O Banco Absa anunciou o lançamento da 8ª edição do programa Ready to Work em Maputo, nesta Quarta-feira, 31 de Janeiro. O programa visa preparar cerca de cinco mil jovens para o mercado de trabalho, oferecendo ferramentas estratégicas para a transição da vida académica para o mundo profissional.

Hanifa Hassangy, directora de Pessoas e Cultura do Banco Absa, destacou a importância do programa para a juventude moçambicana, enfatizando que a iniciativa visa promover o desenvolvimento de competências interpessoais, comunicação, aptidões financeiras, empresariais e profissionais, fundamentais para o início da carreira dos jovens.

Desde o seu início em 2016, o programa já formou mais de 12 mil jovens moçambicanos. Hassangy ressaltou que o Ready to Work também está aberto a jovem a partir dos 16 anos, para oferecer experiências que possam despertar interesse e orientar suas futuras carreiras.

Pedro Mendes, country manager da Flow Group, consultora global de desenvolvimento humano, destacou que a edição deste ano manterá o formato híbrido, permitindo que os jovens participem tanto presencialmente quanto virtualmente, visando uma participação massiva.

O programa Ready to Work é uma iniciativa que visa não apenas capacitar os jovens, mas também inspirá-los a acreditar em si e a buscar o seu potencial máximo no mercado de trabalho.

Banco Absa launches 8th edition of Ready to Work program to train young Mozambicans for the job market

Banco Absa announced the launch of the 8th edition of the Ready to Work program in Maputo on Wednesday, January 31. The program aims to prepare around five thousand young people for the job market, offering strategic tools for the transition from academic life to the professional world.

Hanifa Hassangy, Director of People and Culture at Absa Bank, highlighted the importance of the program for Mozambican youth, stressing that the initiative aims to promote the development of interpersonal skills, communication, financial, business and professional skills, which are fundamental for young people to start their careers.

Since it began in 2016, the program has trained more than 12,000 young Mozambicans. Hassangy stressed that Ready to Work is also open to young people aged 16 and over, to offer experiences that can spark interest and guide their future careers.

Pedro Mendes, country manager of Flow Group, a global human development consultancy, pointed out that this year’s edition will maintain the hybrid format, allowing young people to take part both in person and virtually, with a view to mass participation.

The Ready to Work program is an initiative that aims not only to train young people, but also to inspire them to believe in themselves and to seek their maximum potential in the job market.

9ª Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique – 20 e 21 de Novembro de 2024

Participe nos dias 20 e 21 de novembro de 2024 no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano em Maputo da 9ª Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique.

Submeta o seu resumo aqui: https://lnkd.in/gACaMp8w para ter a oportunidade de apresentar no Seminário Técnico MGES 2024.

Estratégia energética de Moçambique destaca-se na cimeira Itália-África

Estratégia energética de Moçambique destaca-se na cimeira Itália-África

A participação de Moçambique na Cimeira Itália-África, realizada recentemente em Roma, foi marcada pela partilha da Estratégia Nacional de Transição Energética, conforme destacado pelo Presidente Filipe Nyusi. A estratégia, apresentada durante o evento a pedido dos organizadores, enfatiza o papel do gás natural como uma fonte de energia de transição em alinhamento com os esforços globais para reduzir o uso de combustíveis fósseis.

Durante a cimeira, o Presidente Nyusi também se reuniu com diversas personalidades, incluindo o Presidente italiano Sergio Mattarella e a Primeira-Ministra Giorgia Meloni. Em suas interacções, Nyusi reconheceu a importância dos investimentos de empresas italianas em Moçambique, destacando a contribuição da multinacional Eni na extracção de gás natural na região de Rovuma, em Cabo Delgado.

Além disso, Nyusi enfatizou a importância do apoio humanitário e da criação de resiliência nas comunidades, destacando sua audiência com a embaixadora Cindy McCain, directora-executiva do Programa Mundial para Alimentação (PMA).

Os debates durante a cimeira abordaram temas como financiamento de infra-estrutura, energia e investimentos, com ênfase na posição de África como uma parceira activa no desenvolvimento, contribuindo com seus recursos e buscando parcerias para impulsionar o crescimento económico e a criação de empregos.

A Primeira-Ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou um investimento significativo de pelo menos 5,5 bilhões de euros na África, como parte do “Plano Mattei”, que visa criar oportunidades no continente e lidar com os desafios dos fluxos migratórios no Mar Mediterrâneo.

A participação de Moçambique nesta cimeira destaca o compromisso do país com a transição energética e o desenvolvimento sustentável, reforçando sua posição como um parceiro estratégico na promoção da cooperação internacional e no avanço da agenda global de energia limpa.

Mozambique’s energy strategy highlighted at Italy-Africa summit

Estratégia energética de Moçambique destaca-se na cimeira Itália-África

Mozambique’s participation in the Italy-Africa Summit, held recently in Rome, was marked by the sharing of the National Energy Transition Strategy, as highlighted by President Filipe Nyusi. The strategy, presented during the event at the request of the organizers, emphasizes the role of natural gas as a transitional energy source in line with global efforts to reduce the use of fossil fuels.

During the summit, President Nyusi also met with various personalities, including Italian President Sergio Mattarella and Prime Minister Giorgia Meloni. In his interactions, Nyusi recognized the importance of investments by Italian companies in Mozambique, highlighting the contribution of the multinational Eni in the extraction of natural gas in the Rovuma region of Cabo Delgado.

In addition, Nyusi emphasized the importance of humanitarian support and building resilience in communities, highlighting his audience with Ambassador Cindy McCain, executive director of the World Food Programme (WFP).

Discussions during the summit covered topics such as infrastructure financing, energy and investment, with an emphasis on Africa’s position as an active partner in development, contributing its resources and seeking partnerships to boost economic growth and job creation.

The Italian Prime Minister, Giorgia Meloni, announced a significant investment of at least 5.5 billion euros in Africa, as part of the “Mattei Plan“, which aims to create opportunities on the continent and deal with the challenges of migratory flows in the Mediterranean Sea.

Mozambique’s participation in this summit highlights the country’s commitment to the energy transition and sustainable development, reinforcing its position as a strategic partner in promoting international cooperation and advancing the global clean energy agenda.

Unidade de gestão do processo kimberley em Moçambique ganha autonomia financeira e patrimonial

Unidade de gestão do processo kimberley em Moçambique ganha autonomia financeira e patrimonial

A Unidade de Gestão do Processo Kimberley Metais Preciosos e Gemas (UGPK) obteve autonomia financeira e patrimonial após a aprovação de um documento pelo Governo que revê o decreto n.º 64/2021, de 1 de Setembro, que estabelece os termos da criação da entidade.

“A revisão do decreto visa conferir à Unidade de Gestão do Processo Kimberley Metais Preciosos e Gemas a autonomia financeira e patrimonial”, declarou um comunicado divulgado após uma sessão do Conselho de Ministros.

A UGPK é uma instituição pública subordinada ao Ministério dos Recursos Minerais e Energia, com a responsabilidade de garantir a legalidade no rastreio da produção, importação e exportação de diamantes em bruto, metais preciosos e gemas, além de assegurar o cumprimento das normas do Processo Kimberley e do Sistema de Certificação.

Ao aderir ao Processo Kimberley, Moçambique se comprometeu com os esforços internacionais para evitar que diamantes ilegais financiem conflitos.

No final do ano passado, a UGPK e o Banco de Moçambique assinaram um memorando de entendimento para coordenar a prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa, reforçando a posição de Moçambique no cumprimento das normas internacionais e na promoção da transparência e legalidade no comércio de metais preciosos e gemas.

Kimberley process management unit in Mozambique gains financial and asset autonomy

Unidade de gestão do processo kimberley em Moçambique ganha autonomia financeira e patrimonial

The Kimberley Precious Metals and Gems Process Management Unit (UGPK) has been granted financial and asset autonomy following the approval of a document by the government that revises decree no. 64/2021, of September 1, which established the terms for the creation of the entity.

“The revision of the decree aims to give the Kimberley Precious Metals and Gems Process Management Unit financial and asset autonomy,” said a statement released after a session of the Council of Ministers.

The UGPK is a public institution subordinate to the Ministry of Mineral Resources and Energy, with the responsibility of guaranteeing legality in the tracking of the production, import and export of rough diamonds, precious metals and gems, as well as ensuring compliance with the standards of the Kimberley Process and the Certification System.

By joining the Kimberley Process, Mozambique has committed itself to international efforts to prevent illegal diamonds from financing conflicts.

At the end of last year, the UGPK and the Bank of Mozambique signed a memorandum of understanding to coordinate the prevention and fight against money laundering, terrorist financing and the proliferation of weapons of mass destruction, reinforcing Mozambique’s position in complying with international standards and promoting transparency and legality in the trade of precious metals and gems.

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de política monetária para 16,50% em sinal positivo para a economia

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de política monetária para 16,50% em sinal positivo para a economia

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO) anunciou, a redução da taxa de juro de política monetária (MIMO) de 17,25% para 16,50%. Esta decisão reflete a perspectiva de manutenção da inflação em um dígito no médio prazo, assim como uma avaliação mais favorável dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação.

O governador do banco central, Rogério Lucas Zandamela, já havia indicado a possibilidade de ajustar a política monetária devido à contenção no aumento dos preços, conforme carta enviada ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A inflação em Moçambique voltou ao centro da meta, o que leva o Banco de Moçambique a monitorar cuidadosamente a necessidade de ajustar a política monetária para manter a estabilidade de preços.

A redução da taxa de juro de política monetária é uma medida que visa contribuir para a consolidação orçamental, a redução das necessidades de financiamento e o controle das vulnerabilidades da dívida pública. O FMI também avaliou positivamente a política monetária, considerando-a justificada dada a consolidação fiscal em curso e o fraco crescimento do sector não mineiro.

O contexto internacional, com volatilidade nos mercados financeiros, e a trajectória de desaceleração da inflação em Moçambique são elementos que continuam a exigir uma actuação prudente da política monetária. Neste sentido, a política monetária permanece restritiva, com a taxa de juro de política monetária fixada em 17,25% até o momento. Adicionalmente, o Banco de Moçambique aumentou os coeficientes de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional e estrangeira para lidar com o excesso de liquidez no sistema bancário.

A redução da taxa de juro de política monetária é um sinal positivo para a economia moçambicana, indicando uma perspectiva favorável para a estabilidade de preços e o desenvolvimento económico sustentável do país.