Sunday, April 26, 2026
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Literacia em Seguros: Urge capacitar o empresariado local

Miguel Jóia, membro fundador da Associação de Conteúdo Local de Moçambique – ACLM, também Consultor Financeiro e de Seguros, participou activamente da 2ª edição da Conferências Índico, onde compartilhou insights sobre o cenário actual do mercado de seguros em Moçambique. Organizado pela Revista Índico, o tema central do evento esteve voltado ao “Mercado de Seguros em Moçambique: Acertar o passo dos Mega-Projectos”, uma plataforma valiosa que permitiu um espaço de reflexão sobre o sector.

Durante suas observações, Jóia destacou a necessidade de uma abordagem estratégica para envolver as seguradoras nos megaprojectos do país. Por sua vez, sublinha que, além das soluções existentes para esses grandes empreendimentos, há uma lacuna significativa no apoio às Pequenas e Médias Empresas (PMEs).

O consultor ressaltou que as seguradoras nacionais têm desempenhado um papel crucial nos megaprojectos, mas a falta de proximidade e compreensão das PMEs sobre os benefícios dos seguros representa um desafio. Num outro enfoque, destaca a importância da educação financeira e capacitação para aumentar a literacia em seguros entre os empresários locais.

Jóia também abordou a questão da capacidade financeira das empresas moçambicanas para fornecerem projectos de petróleo e gás, indicando que o sector privado e o governo devem colaborar mais para capacitar os empresários sobre os instrumentos disponíveis.

“Assim como os bancos que têm uma plataforma muito mais próxima dos clientes, e as seguradoras infelizmente não têm, penso que tem de haver cada vez mais confluência entre o sector privado, governo e associações empresariais, em capacitar estes empresários para que saibam quais são os instrumentos que eles têm ao seu dispor. E que infelizmente, muitas vezes, há seguradoras que nem têm esses instrumentos.

O empresário infelizmente não tem uma literacia financeira muito avançada, muito mais de seguros, e eu quero acreditar que as seguradoras fazem muito pouco ao nível de capacidade”, explicou.

O consultor concluiu sua participação destacando a necessidade de uma abordagem colaborativa entre os diferentes sectores, promovendo a confluência de esforços para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades quando os megaprojectos forem reiniciados.

O evento que contou com abertura do secretário-permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações, Ambrósio Adolfo Sitoe, teve no leque oradores de instituições que se movem entre os players do mercado e pesquisadores da indústria. Contam-se instituições como a EMOSE, Sanlam, Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, BCI, Centro de Integridade Pública e Associação Industrial de Moçambique, num debate que foi antecedido pela intervenção de Ragendra de Sousa, antigo Ministro da Indústria e Comércio.

Insurance Market in Mozambique: Getting the Mega-Projects Right

Miguel Jóia, a founding member of the Local Content Association of Mozambique – ACLM, and also a Financial and Insurance Consultant, actively participated in the 2nd edition of the Índico Conferences, where he shared insights into the current scenario of the insurance market in Mozambique. Organized by Revista Índico, the central theme of the event was “The Insurance Market in Mozambique: Getting the Mega-Projects Right”, a valuable platform that provided a space for reflection on the sector.

During his remarks, Jóia highlighted the need for a strategic approach to involve insurers in the country’s mega-projects. In turn, he stressed that, in addition to the existing solutions for these large undertakings, there is a significant gap in support for Small and Medium-sized Enterprises (SMEs).

The consultant pointed out that national insurers have played a crucial role in megaprojects, but the lack of proximity and understanding of SMEs about the benefits of insurance represents a challenge. In another approach, he highlights the importance of financial education and capacity building to increase insurance literacy among local entrepreneurs.

Jóia also addressed the issue of the financial capacity of Mozambican companies to supply oil and gas projects, indicating that the private sector and the government should collaborate more to train entrepreneurs on the instruments available.
“Just like the banks, which have a platform that is much closer to their clients, and the insurance companies,” he said.

The consultant concluded his participation by highlighting the need for a collaborative approach between the different sectors, promoting the confluence of efforts to face the challenges and seize the opportunities when the megaprojects are restarted.

The event, which was opened by the permanent secretary of the Ministry of Transport and Communications, Ambrósio Adolfo Sitoe, featured speakers from institutions that move between market players and industry researchers. The speakers included institutions such as EMOSE, Sanlam, the Insurance Supervision Institute of Mozambique, BCI, the Center for Public Integrity and the Industrial Association of Mozambique, in a debate that was preceded by a speech by Ragendra de Sousa, former Minister of Industry and Commerce.

Conferência do Agro-negócio: Empresários apontam a fraca fiscalização dos produtos não fortificados como um dos principais desafios do mercado

Conferência do Agro-negócio: empresários destacam a fraca fiscalização como um dos principais desafios do mercado

Durante a actual Conferência do Agro-negócio, que chega ao seu fim hoje, destacou-se a urgência de uma mudança de atitude e um aumento significativo nos investimentos em países terceiros. Essas medidas visam fortalecer principalmente o controle nas fronteiras, um tema crítico debatido pelos participantes.

Um dos pontos salientes discutidos na conferência é a limitação das entidades fiscalizadoras, em sua capacidade técnica. O consenso é que, embora existam regulamentações, a execução e o monitoramento enfrentam desafios substanciais.

A preocupação central que emerge é a presença generalizada de produtos não fortificados no mercado. Os participantes ressaltaram a falta de meios técnicos e equipamentos adequados por parte da entidade fiscalizadora para conduzir testes rápidos. Essa limitação coloca em xeque a capacidade de realizar apreensões de produtos que alegadamente não atendem aos padrões de fortificação, gerando uma lacuna entre a regulamentação e a efectiva fiscalização.

Os empresários presentes na conferência enfatizaram que, embora as instruções de fiscalização sejam claras, a falta de equipamentos apropriados para realizar testes rápidos prejudica a aplicação efectiva das regulamentações. A incapacidade de provar que um produto não é fortificado, mesmo quando alegações falsas são evidentes nas embalagens, torna a fiscalização um desafio substancial.

Nesse contexto, os participantes destacaram a importância dos programas de fortificação, ressaltando que beneficiam não apenas a população local, que consome produtos fortificados, mas também a integridade dos produtos importados. A ênfase recai sobre a necessidade de alinhar os interesses dos consumidores e dos produtores, garantindo a conformidade com os padrões estabelecidos.

Concluindo, a conferência evidenciou a necessidade premente de superar os desafios enfrentados na fiscalização de produtos, particularmente aqueles relacionados à fortificação. A busca por soluções eficazes e investimentos em recursos técnicos surge como um consenso para garantir a conformidade e a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, beneficiando não apenas a população local, mas também a credibilidade dos produtos importados.

Organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) em colaboração com a Scaling UP Nutrition e a Rede de Empresas para a Expansão da Nutrição – SBNMOZ, o evento proporcionou uma plataforma valiosa para repensar soluções para a sustentabilidade e competitividade dos sistemas alimentares pela nutrição em Mocambique, reunindo profissionais e especialistas do sector.

BCI reforça compromisso de apoio à mulher na promoção da inclusão financeira

BCI reforça compromisso de apoio à mulher na promoção da inclusão financeira

No auditório do BCI, em uma reunião realizada na última semana, foram abordados temas cruciais sobre os desafios da inclusão financeira e o empoderamento da mulher. O evento, promovido pela FDC em conjunto com seus parceiros, revisitou os avanços e obstáculos relacionados à inclusão financeira das mulheres, especialmente após a primeira conferência anual das mulheres na economia, ocorrida recentemente.

Durante o encontro, foram avaliados os avanços relacionados à inclusão financeira das mulheres, um diagnóstico do ambiente económico foi realizado, identificando factores impulsionadores e inibidores da participação e autonomia financeira das mulheres e jovens. Além disso, foram discutidos os requisitos essenciais para um fluxo formal, normal e digno, com o intuito de promover investimentos emancipadores para as mulheres.

Ana Zara Fateally, Directora Central de Marketing do BCI, reafirmou o compromisso do Banco em apoiar a mulher, destacando uma série de programas e soluções desenvolvidos ao longo dos anos. Fateally mencionou o Programa BCI Mulher Empreendedora, uma iniciativa que prioriza a formação em técnicas de gestão, visando aumentar as capacidades e competências das mulheres empresárias. O objectivo é torná-las mais eficientes em suas actividades, facilitando o acesso aos instrumentos financeiros disponíveis no mundo dos negócios.

“Hoje, o BCI mantém uma posição clara no reconhecimento do papel estratégico e da importância da mulher em todos os sectores e níveis de actividade económica em Moçambique”, afirmou Fateally, reforçando o compromisso do Banco em promover a competitividade feminina e proporcionar condições adequadas para o exercício de suas funções profissionais.

BCI reinforces its commitment to supporting women in promoting financial inclusion

BCI reforça compromisso de apoio à mulher na promoção da inclusão financeira

At a meeting held in the BCI auditorium last week, crucial topics were addressed regarding the challenges of financial inclusion and women’s empowerment. The event, organised by the FDC together with its partners, revisited the advances and obstacles related to women’s financial inclusion, especially after the first annual Women in the Economy Conference, which took place recently.
During the meeting, advances related to women’s financial inclusion were assessed, a diagnosis of the economic environment was carried out, identifying driving and inhibiting factors for the participation and financial autonomy of women and young people. In addition, the essential requirements for a formal, normal and dignified flow were discussed, with the aim of promoting emancipatory investments for women.

Ana Zara Fateally, BCI’s Central Marketing Director, reaffirmed the Bank’s commitment to supporting women, highlighting a series of programmes and solutions developed over the years. Fateally mentioned the BCI Women Entrepreneurs Programme, an initiative that prioritises training in management techniques, with the aim of increasing the skills and competences of women entrepreneurs. The aim is to make them more efficient in their activities, facilitating access to the financial instruments available in the business world.
“Today, the BCI maintains a clear position in recognising the strategic role and importance of women in all sectors and levels of economic activity in Mozambique,” said Fateally, reinforcing the Bank’s commitment to promoting female competitiveness and providing suitable conditions for them to carry out their professional duties.

BAD investe 33 milhões em infraestrutura energética em Moçambique

BAD investe 33 milhões em infraestrutura energética em Moçambique

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou a aprovação de uma subvenção no valor de 33,25 milhões de dólares para financiar a construção de uma linha de transporte de electricidade de alta tensão de 118 quilómetros, fortalecendo o fornecimento energético ao Maláui e Zâmbia. A decisão foi divulgada nesta Terça-feira pela agência Lusa.

O projecto, aprovado pelo conselho de administração do BAD, prevê a construção de uma linha de transporte de alta tensão em circuito simples de 400 quilovolts (kV), estendendo-se de Songo a Matambo, na província de Tete. Esta iniciativa desempenhará um papel crucial na futura subestação de Cataxa, integrando-a à central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa. A estrutura utilizará torres aéreas auto-portantes em malha de aço, apresentando uma configuração de condutores horizontais e capacidade de transporte de energia de 2300 megawatts (MW), conforme informado pelo BAD.

César Mba Abogo, representante residente do BAD em Moçambique, destacou que o projecto faz parte de um esforço abrangente de modernização da rede eléctrica. Ele salientou que essa modernização possibilitará a instalação e venda de capacidade de produção adicional, solidificando assim a posição de Moçambique como um pólo energético em ascensão na região.

“Este projecto irá aprimorar a qualidade do abastecimento nas regiões central e Norte, onde reside a maioria da população moçambicana, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do país. Além disso, facilitará a implementação de interligações regionais prioritárias, como Moçambique-Maláui e Moçambique-Zâmbia”, afirmou César Mba Abogo, conforme citado na informação fornecida pelo BAD.

O investimento totaliza 30,8 milhões de euros e engloba a expansão da subestação de Songo, trabalhos de grande envergadura e a ampliação da subestação de Matambo. O benefício do projecto estende-se à província de Tete, situada no Corredor de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, na zona fronteiriça com o Maláui, Zâmbia e Zimbabué, esclareceu o BAD.

A subvenção, proveniente do Instrumento de Apoio à Transição do grupo africano, visa aumentar a fiabilidade e a segurança do abastecimento eléctrico em Moçambique, promovendo simultaneamente a integração regional da rede eléctrica e do comércio de energia eléctrica, concluiu o BAD.

BAD Financia com 33 Milhões de Dólares Ligação de Alta Tensão em Moçambique para Reforçar Abastecimento Regional.

BAD invests 33 million in energy infrastructure in Mozambique

BAD investe 33 milhões em infraestrutura energética em Moçambique

The African Development Bank (AfDB) has announced the approval of a grant worth 33.25 million dollars to finance the construction of a 118-kilometre high-voltage electricity transmission line, strengthening the energy supply to Malawi and Zambia. The decision was announced on Tuesday by the Lusa news agency.
The project, approved by the AfDB’s board of directors, envisages the construction of a 400-kilovolt (kV) single-circuit high-voltage transmission line, stretching from Songo to Matambo, in Tete province. This initiative will play a crucial role in the future Cataxa substation, integrating it with the Mphanda Nkuwa hydroelectric power station. The structure will use self-supporting aerial towers made of steel mesh, with a horizontal conductor configuration and a power transmission capacity of 2,300 megawatts (MW), as reported by the AfDB.
César Mba Abogo, the ADB’s resident representative in Mozambique, pointed out that the project is part of a comprehensive effort to modernise the electricity grid. He pointed out that this modernisation will make it possible to install and sell additional production capacity, thus solidifying Mozambique’s position as a rising energy hub in the region.

“This project will improve the quality of supply in the central and northern regions, where the majority of the Mozambican population lives, making a significant contribution to the country’s development. It will also facilitate the implementation of priority regional interconnections, such as Mozambique-Malawi and Mozambique-Zambia,” said César Mba Abogo, as quoted in the information provided by the AfDB.
The investment totals 30.8 million euros and includes the expansion of the Songo substation, major works and the extension of the Matambo substation. The benefit of the project extends to the province of Tete, located in the Zambezi Valley Development Corridor, in the border area with Malawi, Zambia and Zimbabwe, explained the AfDB.
The grant, which comes from the African group’s Transition Support Instrument, aims to increase the reliability and security of the electricity supply in Mozambique, while promoting the regional integration of the electricity grid and electricity trade, concluded the AfDB. ADB Finances 33 Million Dollars for High Voltage Connection in Mozambique to Strengthen Regional Supply.

Ana Gunde lidera nova associação para empoderamento de Mulheres no Sector de Seguros em Moçambique

A actual directora executiva da Standard Correctores de Seguros, Ana Gunde, foi, recentemente, nomeada directora executiva da Associação Africana de Mulheres em Seguros (AIWA), em representação de Moçambique.

Desde a sua criação em 1972, a Organização Africana de Seguros (conhecida como The African Insurance Organisation – AIO) tem sido um alicerce não governamental amplamente reconhecido por diversos governos africanos. Como a maior organização de seguros em África, a AIO promoveu uma colaboração fundamental em várias esferas, incluindo a Africa Insurance Women Association (AIWA), uma afiliada dedicada a elevar e capacitar as mulheres no sector de seguros em Africa.

A nomeação de Ana Gunde surge na sequência de se ter destacado no lançamento do projecto de criação da Associação Moçambicana de Mulheres em Seguros (AMMS), que visa dar visibilidade às mulheres no sector e está afiliada à Associação Moçambicana das Seguradoras.

A propósito da nomeação, Ana Gunde sublinhou a falta de representação feminina nos cargos de liderança nas seguradoras, destacando a necessidade de uma abordagem proactiva para capacitar e promover as mulheres no sector. Por outro lado, ressaltou que, mesmo entre as correctoras, a presença feminina é limitada e a associação vai trabalhar em colaboração com a Associação Moçambicana das Seguradoras para desenvolver planos de sucessão que incluam as mulheres.

A directora executiva mencionou alguns desafios no mercado de seguros moçambicano, como a revisão do regulamento e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre seguros entre a população. Além disso, destacou a importância da digitalização no sector, sobretudo a necessidade de soluções digitais que ofereçam conveniência aos clientes.

Ana Gunde, que também foi nomeada para representar Moçambique a nível africano, enfatizou a importância de dar visibilidade a Moçambique em conferências internacionais, destacando fóruns sobre as mudanças climáticas e o seu impacto nos seguros como uma das áreas críticas.

A recém-empossada expressou ainda optimismo em relação ao crescimento do mercado de seguros em Moçambique, mas destacou a importância de rever os regulamentos para permitir que o mercado local tenha acesso a grandes projectos de seguros, actualmente predominantemente negociados fora do País.

Ana Gunde leads new association to empower women in the insurance sector in Mozambique

The current managing director of Standard Insurance Brokers, Ana Gunde, was recently appointed executive director of the African Association of Women in Insurance (AIWA), representing Mozambique.

Since its creation in 1972, the African Insurance Organisation (AIO) has been a non-governmental foundation widely recognized by several African governments. As the largest insurance organization in Africa, the AIO has fostered key collaboration in various spheres, including the Africa Insurance Women Association (AIWA), an affiliate dedicated to uplifting and empowering women in the insurance sector in Africa.

Ana Gunde’s appointment follows her outstanding role in launching the project to create the Mozambican Association of Women in Insurance (AMMS), which aims to give visibility to women in the sector and is affiliated to the Mozambican Association of Insurers.

Speaking about the appointment, Ana Gunde stressed the lack of female representation in leadership positions in insurance companies, highlighting the need for a proactive approach to empowering and promoting women in the sector. On the other hand, she pointed out that even among brokers, the female presence is limited and the association will work in collaboration with the Mozambican Association of Insurers to develop succession plans that include women.

The executive director mentioned some of the challenges facing the Mozambican insurance market, such as the revision of regulations and the need to broaden the population’s knowledge of insurance. She also highlighted the importance of digitalization in the sector, especially the need for digital solutions that offer convenience to customers.

Ana Gunde, who was also appointed to represent Mozambique at African level, emphasized the importance of giving Mozambique visibility at international conferences, highlighting forums on climate change and its impact on insurance as one of the critical areas.

She also expressed optimism about the growth of the insurance market in Mozambique, but stressed the importance of reviewing regulations to allow the local market to have access to large insurance projects, which are currently predominantly negotiated outside the country.

Tráfego ferroviário Moçambique-Zimbábue retoma actividades

Tráfego ferroviário Moçambique-Zimbábue retoma actividades

A partir de Terça-feira, 5 de Dezembro, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) retomará o transporte ferroviário de passageiros na linha de Machipanda, conectando a cidade moçambicana da Beira ao Zimbábue. A informação foi divulgada em comunicado pela empresa.

Os comboios percorrerão a rota Beira-Machipanda às segundas e sábados, enquanto no sentido inverso, Machipanda-Beira, operarão às terças e domingos. A linha, com uma extensão de 317 quilómetros, desempenha um papel estratégico, especialmente para o Zimbabué, cujas exportações e importações são facilitadas pelos portos e corredores moçambicanos. Além disso, desempenha um papel vital na dinamização da vida social na região, conforme destacado no comunicado.

A linha de Machipanda passou por um significativo processo de reabilitação e modernização, sendo reaberta no dia 23 de Novembro pelos Presidentes de Moçambique e do Zimbábue, Filipe Nyusi e Emmerson Mnangagwa. A revitalização dessa importante via de transporte fortalece as relações bilaterais entre países, facilitando o intercâmbio comercial e promovendo a conectividade regional.

O restabelecimento do tráfego ferroviário não apenas beneficia a eficiência logística e o comércio internacional, mas também promove a mobilidade e interacção entre as comunidades locais. Com essa retomada, espera-se uma contribuição positiva para o desenvolvimento socioeconómico ao longo da linha de Machipanda, consolidando-se como um marco significativo para a infra-estrutura de transporte da região.